Peridot e as Crystal Gems
4 Capitulo IV: Vindictive Humans
Notas iniciais
— Aonde nós exatamente vamos? — perguntou Peridot ao ver que Steven a chamava.
— Para o melhor lugar de toda a Terra! — respondeu ele, com os braços abertos.
— Uma antiga base Gem que contém várias informações pesquisas e projetos sobre a colonização da terra? — Peridot agora estava animada.
— Não! Nós vamos a... Beach City!
— Ah? Só isso? — Peridot decepcionou-se. — Mas nós estamos em Beach City!
— Mas hoje nós iremos conhecer Beach City. Mas acho que você vai ter que tirar essa armadura. — Steven disse a olhando, como se estivesse a medindo.
— Eu não quero conhecer Beach City. — Peridot fez cara de choro, uma técnica terráquea que hipnotizava seu adversário que ela aprendeu na televisão, bom pelo menos isso era o que ela achava.
— Mas você precisa ir! — agora era Steven quem usava a técnica.
— A técnica! Não posso ver! — Peridot desviava o olhar, em modo de defesa, mas quando achou que ele havia parado e voltou sua atenção novamente a ele, deu um grito de susto — Ah não. Cai na hipnose, não posso resistir!
Peridot saiu de sua armadura e acompanhou Steven, eles passaram pela praia e chegaram ao primeiro estabelecimento que fazia parta da rota por toda Beach City, Beach Citywalk Fries. Steven apresentou Peede e Ronaldo a Peridot.
— Os restos, por favor. — pediu Steven, que teve seu pedido entregue imediatamente.
— Prova! — disse Steven a Peridot após eles saírem do estabelecimento.
— Eu não se confio nessa especiaria humana Steven... — apesar de tentada Peridot recusou.
— Apenas prove! — Steven deixou o pacote a sua frente, para ela sentir o cheiro das batatas fritas.
Não tardou, até Peridot pegar uma, e após comer toda ela começou a rir discretamente.
— Por que ta rindo? — perguntou o Steven. — Você ta bem?
— Steven! Isso é incrível! — Peridot pegou o pacote, e como Ametista fazia comeu tudo de uma vez, em uma única tacada.
— Olha, é a primeira vez que você come então eu vou deixar, mas não pode pegar as batatas fritas de alguém, isso é rude! — repreendeu-lhe o menino, que fazia sinal de não com o dedo indicador.
— Nem daquele humano? — Peridot apontou para um homem de monóculo de detetive sentando num banco de frente ao mar, que comia batatas fritas.
— Não! Você não pode roubar batatas fritas de ninguém. — Peridot apertou a própria mão.
— Eu preciso! — então ela pulou em cima do homem, a fim de pegar suas batatas fritas.
Steven ficou parado no lugar, com uma grande expressão de decepção. Peridot estava em cima do homem, o banco havia caído e os dois lutavam deitados no chão para pegar o pacote de batata frita, até que a Gem deu um impulso, que fez as batatas fritas caírem no mar.
— NÃO! — Peridot tentou pular no mar para ir atrás das batatas fritas, mas Steven a agarrou pelo braço.
— Me desculpe, ela é nova na terra. — e Steven saiu correndo com Peridot antes que o homem ficasse mais bravo ainda.
— Você não pode fazer isso Peridot! — Steven realmente estava bravo com ela.
— Não é minha culpa, a culpa é das batatas! — Steven meio que entendeu ela, quem não amava batatas fritas?
— Agora vamos para o... Funland Arcade! — anunciou o garoto, levando ela até o estabelecimento.
— Mas que computadores são esses? — perguntou Peridot, que analisava os fliperamas.
— Isso não é um computador! Isso é para jogar, olhe. — Steven comprou alguns coins e começou a jogar Street Dance.
— Eu quero jogar também! — então Steven inseriu mais um coin, e começou a jogar com Peridot.
— Você é boa nesse jogo. — falou Steven ao perceber que Peridot acertava quase todos os movimentos.
Então a partida acabou, e Peridot começou a aplaudir ela mesma.
— Olha! Eu ganhei! Eu acertei 95% dos passos e você acertou apenas 63% — ela riu insanamente, apontando o resultado na tela.
— Olha Peri, magoar as pessoas por que você ganhou não é legal aqui na terra. — então Steven a arrastou para um jogo de carro. — Esse jogo ensina as pessoas a dirigir um carro.
— O que é um carro?
— A coisa! — disse Steven esperando que Peridot entendesse.
— Que coisa?
— A coisa que anda no asfalto! — Steven agora fazia linguagens de sinais para Peridot entender.
— Ah, já sei! Aquele transporte primitivo que os humanos usam! — agora ela estava com os braços para cima, como se fosse uma vencedora.
— É isso! Agora vamos jogar! — Steven inseriu dois coins para uma iniciar uma partida competitiva, agora ele iria ganhar.
A partida acabou e Peridot novamente aplaudia a si mesma.
— Olha eu ganhei! Enquanto eu tenho 67 batidas você tem apenas 3! — Peridot deu mais risadas.
— Peridot, nem tudo na terra se ganha tendo mais! — então Steven a explicou que quem tem menos batidas ganha o jogo.
— Oh... — a Gem ficou com uma expressão de fascínio.
— Bom vamos a outro lugar! Eu sei uma coisa que você vai amar mais que batata frita!
— Isso existe mesmo? — perguntou Peridot.
— Sim, é a Pizza!
— Eu quero ver! EU QUERO VER!
— Não é para ver é para comer! — Peridot novamente ficou com expressão de fascínio.
Então eles foram até o Fish Stew Pizza, e Peridot realmente amou a Pizza, mais que batata frita.
— Steven! Como não me mostrou essa primitiva forma de nutrientes terráquea antes?
— Ela realmente gostou da pizza! — comentou Kiki, e Steven confirmou com a cabeça.
Após pagarem a Pizza e saírem eles foram em direção ao Lava-Carros, onde Greg recebeu os dois com uma chuva de mangueira.
— Não! Não me destrua! — Peridot estava ao chão, implorando pela vida.
— Calma! — Steven a levantou — Água não machuca.
— Então deixe me tentar! — Peridot pegou a mangueira e encharcou os dois, até demais. No final ela estava levantando a mangueira como soldados levantando as suas armas após vencer a guerra.
Eles esperaram se secar para ir até o estabelecimento final, o Big Rosquinha!
— Esse é o melhor lugar de todos em Beach City! — anunciou Steven enquanto eles chegavam perto do lugar.
— Steven! — Ametista apareceu, e recebeu um olhar raivoso de Peridot — As gems precisam de você no tempo!
— Hum, ok! — Steven teve uma ideia — Peridot você consegue ir até o Big Rosquinha? — ele apontou para o lugar.
— É claro que consigo!
— Então vai conhecer a Sadie, diga que você é minha amiga! — Peridot concordou. Então Steven tirou o aparelho gravador de Peridot e entregou-a ela.
— Estava ai?!
— Sim...
Peridot já havia voltado ao templo, e estava trabalhando na escavadeira, Steven viu sua maquina registradora, e decidiu ouvir o que ela fizera no Big Rosquinha.
“Registro 7 16 12. Hoje eu conheci a humana Sadie...”
Peridot entrou no lugar que Steven a tinha recomendado.
— Hã, oi! Bem-vinda ao Big Rosquinha... — disse uma garota loira atrás do balcão, era Sadie.
— Hum... — Peridot analisou as prateleiras e a cafeteira, descobrindo o que era aquele lugar.
— Onde está a sua Pearl? — foi a primeira pergunta que Peridot fez para Sadie.
— Pearl? Eu não tenho uma Pearl... Eu não tenho nenhuma joia. — Sadie baixou o olhar.
— Como assim! Como você pode ter uma Gem-Sale sem uma Pearl ajudante? — Peridot se debruçou no balcão, encarando Sadie.
— Ajudante? — Sadie se afastou para não encarar tanto a Gem.
— Sim, a que atende os clientes, e recomendam uma boa Pearl a ser comprada. — Peridot olhou para as rosquinhas que estavam atrás do vidro — Mas que Pearls feias!
— Bom, eu não tenho uma Pearl, mas eu tenho um ajudante, o Lars.
— E cadê a Pearl Lars? — perguntou Peridot.
— Ele esta com o braço quebrado, ele não veio ao trabalho... — Sadia se debruçou sobre o balcão também, mas Peridot se levantou repentinamente, com as mãos ainda apoiadas na madeira.
— Uma Pearl não veio ao trabalho? Como isso pode? — a Gem bufou — Você tem que puni-la!
— Eu não sei se posso, eu queria, mas... — Peridot puxou Sadie pelo balcão, como se quisesse que ela virasse intangível. Sadie pensou no assunto, e concordou. Pulou o balcão por vontade própria.
— Certo, onde está a sua Pearl? — perguntou a Gem.
— Apenas me siga. — Sadie fechou o Big Rosquinha com a chave e saiu pelos quarteirões.
Peridot aprendeu mais com Sadie do que com Steven, já que ela parava de casa em casa para ver o que tinha em dentro de uma casa “verdadeiramente” terráquea, elas andaram três quarteirões, até chegar à casa de Lars.
— É aqui! — anunciou Sadie, fazendo sinal para Peridot ser cautelosa agora.
Elas andaram discretamente pelo muro branco da casa de Lars. E quando chegaram ao fundo gramado uma lagrima escorreu pelo rosto de Sadie. Ele a enganara de novo.
Lars estava com Jennifer, Sour Cream e Buck Dewey, filho do prefeito. Todos estavam em dentro do carro de entrega da pizzaria, Lars se gabava de como enganara Sadie e havia conseguido uma folga fácil, partes em que ele dizia que Sadie era boba e inocente magoava muito a garota, então ela saiu de seu esconderijo.
— Lars! — ele virou se imediatamente, com uma cara de espanto por Sadie ter o descoberto, suspirou e saiu do carro. Jennifer e os outros foram embora logo, percebendo o quanto o clima havia ficado pesado. — Você me enganou! — ela olhou incrédula para o braço de Lars que se mexia perfeitamente.
— É... Eu posso explicar! É que eu só tinha torcido ele, não era nada grave. — ele ia se aproximando de Sadie, se preparando para envolvê-la num abraço, que como outras vezes resolveria tudo. — Olha, foi erro do doutor...
— Não Lars. — o rosto de Sadie estava obscuro como um temporal — Você realmente está com o braço quebrado. — então Sadie deixou o braço do garoto reto, e deu um chute bem no meio, agora o quebrando de verdade, Peridot ria ao fundo.
— SADIE! O que você fez? Eu... — ele se engasgou com as próprias lagrimas — Eu me DEMITO!
Sadie saiu correndo arrastando Peridot, com um verdadeiro sorriso em seus lábios.
“ Nota final do registro 7 16 12: Humanos são vingativos, e eu gosto disso”
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