Perhaps

5 Anastásia


Notas iniciais
ESTOU DE VOLTA YAAAAAY. Eu sei que não é a mesma história que eu coloquei nos avisos. Bem... ~bad poker face~ Eu tentei. De verdade. Mas não consegui. Eu escrevi duas páginas quando fiquei sem ideias. Talvez como próximo capítulo. Ainda não planejei. Então decidi escrever sobre Anastásia.

Sou muito cara de pau né e_e

Ao contrário do clima quente da floresta, onde o portal levou tinha neve em qualquer lugar que você olhasse. E estava frio. Muito frio. Mas eu tinha outras coisas para me preocupar:

-Quem é você? – Lexy perguntou para Lea.

-Eu já disse. Lea.

-Como vamos saber se você é confiável?

-Eu não posso dizer por que eu vim nem quem me mandou. Vocês terão que confiar em mim. – Lea não é mal, eu posso sentir isso. – Eu pretendia não falar com vocês diretamente, mas a circunstâncias dizem o contrário.

-Alguém sabe onde estamos? – Eu perguntei tentando afastar o frio.

-Eu já estive aqui antes... Mas não me lembro como nem por quê.

-Tem uma placa ali na frente. – Chegamos onde o caminho se dividia em duas direções. – São Petersburgo. Parece o nome de uma cidade.

E era mesmo. Uma enorme cidade, cheia de gente. Não era tão perto quanto eu gostaria, mas não era tão longe quanto eu esperava.

-Será que eles vendem flechas aqui? E um casaco? – Falamos com algumas pessoas até que finalmente chegamos em uma loja que vendia o que eu precisava e era quente e aconchegante. Comprei uma aljava com 20 flechas.

-Você ficou com o arco da Merida.

-Sim. Como não posso devolver, resolvi utilizá-lo. Agora que estou aquecida e armada, o que vamos fazer?

-Andar por aí. – Saímos da loja e andamos. Começou a nevar e poucas pessoas ainda estavam na rua. Vimos uma aglomeração e fomos para lá. Aparentemente era uma estação de trem.

Eu estou familiarizada com trens. Twilight Town tem muitos deles. Minha parte favorita de toda a cidade era a estação de trem. Sempre lotada de pessoas entrando e saindo. Quando ouvimos um grito:

-Yel! Ei! – Um homem com cabelos castanhos acompanhado de um senhor gordo e uma garota cutucam Lexy. – O que você faz aqui?

-Apenas levando ela para casa. – Eles se conhecem? Como? – Quem são seus acompanhantes?

-Estes são Vladimir. – Ele apontou para o homem gordo. – E esta é Anya.

-Lexy pode te conhecer, mas nós não. – Lea disse rude.

-Me desculpe. Meu nome é Dimitri.

-Para onde vocês estão indo?

-Paris. Você quer vir conosco? – Vladimir lhe deu um tapa na cabeça.

-Não seja rude. Desculpe, mas nós não temos passagens suficientes...

-Eu faço questão! Vlad, Anya, vocês vão na frente. – Dimitri nos levou pela plataforma de embarque. Chegamos no primeiro vagão perto da fornalha. O vagão bagageiro. – Entrem rápido e não sejam vistos. Quando o trem chegar ao destino eu virei buscá-los.

-Não se preocupem. Ninguém vai aparecer. Eu já andei no vagão bagageiro várias vezes quando minha mãe não queria pagar uma passagem para nós andarmos de trem.

-Há muitos trens em Twilight Town certo? – Lea me perguntou, ao sentar ao meu lado.

-Sim. As pessoas mais andam de trem do que com seus próprios pés. Você já esteve lá?

-Sim. Como você acha que é Paris?

-Dimitri falou o nome com um tom sonhador. Deve ser uma cidade bonita. O que você acha Lexy? – Até o momento ele estava quieto e afastado. – Por que ele está assim?

-Problemas de Nobodies. Aparentemente alguém conheceu seu verdadeiro eu e o confundiu. E ele não tem nenhuma memória de seu antigo ser.

-Então Yel é o nome dele de verdade?

-Provavelmente.

-Eu não gostaria de ser um Nobody. – Nossa conversa foi interrompida por Dimitri que entrou apressado no vagão seguido por Vlad e Anya. – O que vocês fazem aqui?

-Uns problemas com os passaportes... – Vlad disse nervoso. – Nós vamos nos juntar a vocês.

-Por que vocês estão indo para Paris? – Perguntei a ela.

-Vlad e Dimitri estão envolvidos em achar a filha perdida do Czar. Estão me levando junto para eu descobrir quem é minha família.

-O que é um czar? – Anya estava prestes a responder quando foi interrompida por um solavanco no trem. O resto do trem atrás de nós ficou para trás.

-O que está acontecendo? – Dimitri foi checar a locomotiva, mas voltou desanimado.

-Está tudo sobrecarregado.

-Puxe o freio de emergência. – Mas ao fazer isso, Vlad o quebrou.

-O que vamos fazer?!

-Temos que nos separar da locomotiva! – Dimitri tentou um martelo, mas logo se quebrou. – Alguém tem algo mais potente?

-Anya! – Eu apontei para uma caixa de dinamites que ali estavam. Ela entregou para Dimitri, nos afastamos e a explosão ocorreu.

-Agora. É só esperarmos o trem chegar ao fim da linha. Temos muito trilho pela frente.

-Acho que não. – Lea apontou para a curva que levava a uma ponte. Que agora estava destruída.

-Vamos ter q abandonar o trem. – Lexy se pronunciou pela primeira vez.

-Boa ideia aí Gênio! – Lea disse e foi o primeiro a pular. Todos estavam seguros no chão quando ouvimos a explosão do trem.

Andamos até a paisagem deixar de ser branca e fria para verde e acolhedora.

-E como vamos falar com a Imperatriz? – Anya perguntou.

-Não vamos falar com ela pessoalmente. Teremos que passar pela prima dela. Sophie.

-O quê?! – Anya ficou chocada. – Me disseram para passar por Anastásia. Não que teria que provar isso! – Anya é órfã desde os oito anos. Quando ela finalmente saiu do orfanato, estava disposta a ir para Paris encontrar sua família. E Dimitri foi sua oportunidade.

Ela acabou concordando de qualquer jeito e Vlad e Dimitri a ensinaram como ser uma princesa. O passado de Anya é muito vago.

Finalmente chegamos ao navio que nos levaria para Paris. Nos arranjamos como pudemos em apenas uma cabine apertada.

Dimitri apareceu e entregou a Anya um vestido azul:

-O que é isso?

-É para você usar durante a entrevista.

-Parece uma tenda. – Ela colocou a cabeça dentro da saia.

-O que está procurando?

-O circo russo.

-Vá experimentar. – Ele lhe disse com um olhar de reprovação.

Anya ficou magnífica naquele vestido. Seu cabelo castanho estava solto e esvoaçante. Mas o olhar que ela recebeu de Dimitri. Aquele olhar lhe denunciou. Um olhar de puro amor.

Eles começaram a dançar. E Lea me puxou para dançar. Mas eu não estava realmente prestando atenção. Me perdi em pensamento enquanto estava sendo guiada.

A noite chegou rápida, assim como uma tempestade. O navio balançava. Lexy, Dimitri e Lea dormiram no chão. Vlad ficou com a parte de cima do beliche e eu e Anya dividimos a parte de baixo.

Um objeto caiu da mala de Dimitri. Era verde e dourado:

-O que é isso Vlad? – Anya perguntou.

-Uma caixa de joias talvez.

-Não... – Ela murmurou.

-Boa noite meninas.

-Boa noite.

O balanço do navio me ajudou a dormir, mas subitamente acordei no meio da noite. Anya e Dimitri estavam ensopados e ela chorava:

-O que aconteceu?

-Ela é sonâmbula. E alguma coisa sobre a Maldição dos Romanov.

***

Paris realmente era uma cidade maravilhosa. Cheia de gente alegre. E também havia uma torre que eles chamavam de Torre Eiffel.

A casa de Sophie era muito sofisticada, cheia de decorações e tecidos finos. Ela era uma mulher alegre com o cabelo curto e loiro com um enorme quadril.

Anya começou o teste que durou horas. Toda vez que respondia, Sophie tinha uma expressão de aprovação.

-Desculpe a pergunta indelicada, mas como você escapou do palácio?

-Tinha um menino... – Anya parecia incerta. – E uma parede que se abria...

-Acho que ela já respondeu perguntas suficientes. Quando vamos ver a Imperatriz?

-Infelizmente a Imperatriz não quer ver ninguém. Mas, ela adora o Balé Russo. Nós nunca perdemos um show! – E essa foi a maneira que Sophie quis dizer que arranjaria um encontro com a Imperatriz.

Eles saíram para as compras em Paris. Eu, Lexy e Lea fomos dar um passeio. Era uma cidade incrível. De noite era iluminada.

Subimos até o topo da Torre Eiffel e pudemos ver Paris inteira.

-Você já esteve aqui antes Lexy? – Lea lhe perguntou em certo momento da noite.

-Aparentemente sim.

-Nenhuma memória?

-Nada. Mas eu tenho que continuar procurando.

-Nós podemos de chamar de Yel? – Perguntei.

-Sim.

-Sabe Mira – Lea se dirigiu a mim. – Nós não sabemos quase nada sobre Yel e nem sobre você.

-Minha vida até eu chegar a Traverse Town não era interessante.

-Nada mesmo? – Lea é insistente.

-Talvez meu nome.

-O que tem ele?

-Eu me chamo Miranda, mas eu prefiro ser chamada apenas de Mira. Não acho um nome bonito.

-Miranda... É um bom nome. – Yel disse olhando para o horizonte. Foi um elogio inesperado. – Acho que devemos voltar para o hotel.

Graças a Lea, o caminho não teve nenhum silêncio constrangedor. Eu ainda pensava no significado daquele elogio.

Os dois foram procurar Vlad e Dimitri enquanto eu fui atrás de Anya. Eu a encontrei abraçada com quem parecia ser a Imperatriz.

-Estou atrapalhando?

-Pode entrar! – Anya me chamou. – Mira. Esta é minha avó. Grã-Duquesa da Rússia. – Me senti muito feliz. Anya avia achado sua família.

Eu a abracei e ela me abraçou de volta. Anya me contou como ela soube que a Grã-Duquesa era sua avó. Dimitri tentara falar com ela no teatro, mas ela acabou descobrindo que ele só queria a recompensa. E mesmo depois de ela tê-lo deixado, ele insistiu e trouxe a Imperatriz para o hotel, onde elas abriram aquela caixa de joias (que era na verdade uma caixa de música) e cantaram juntas a sua música. Isso me fez lembrar da minha mãe.

Na noite seguinte, Anya, ou Anastásia como é seu nome, estava devidamente vestida como uma Grã-Duquesa. E ela usava uma coroa coberta de brilhantes.

Ela espiou pela cortina. Estava nervosa:

-Venha quando estiver pronta. – Ela disse e ultrapassou a cortina.

-Eu preciso de ar. – Nós duas caminhamos até a varanda.

-Não é assustador ter um labirinto no seu jardim?

-Vamos dar uma volta.

Ela me puxou para o labirinto. Quanto mais entravamos nele, mais arrepiada eu ficava. Era um lugar assustador. O labirinto nos levou para uma ponte sinistra.

-Anya... – Um homem surgiu a nossa frente. Sua aparência era decrépita e ele segurava um frasco que tinha um brilho esverdeado.

-Rasputin. – Ela o chamou. – Você! Você amaldiçoou os Romanov! Você matou minha família!

O chão da ponte tremeu e uma parte dela quebrou. Anya ficou pendurada. Dimitri, Lea e Yel chegaram. Mas Rasputin lhes mandou uma estátua de um pégaso. Dimitri foi atrás dela.

Para que os dois não se afogassem no rio gelado, eu lhe atirei uma flecha. Sua atenção voltou para mim. Ele me atacou, mas desviei. E quando os dois estavam seguros, mirei e atirei contra a mão que segurava o frasco. Este foi parar perto de Anya. Ela pisou com toda força até ele se quebrar. Rasputin virou pó.

Todos suspiramos. Dimitri e Anya se abraçaram. Seu vestido estava rasgado e sujo e seu cabelo desarrumado.

-Obrigada. – E os dois caminharam para longe.

-Acho que devemos ir agora. – Yel me disse.

-Ainda não. – Entre os destroços da ponte estava a coroa de Anya. Eu a devolvi para a Imperatriz.

Notas finais
Tá. Eu já escrevi melhores pois é. Eu sempre achei que Anastásia fosse uma animação da Disney, mas não é. Fiquei chocada quando eu soube, porque ela era minha princesa favorita. O fato de ser baseado em fatos reais só me deixou mais apaixonada pelo enredo.

Novamente desculpas por ter sumido todo esse tempo. E que os próximos capítulos sejam escritos logo! Nesse capítulo eu gostei de explorar a parte do passado do Lexy, ou Yel. E também a amizade entre a Mira e o Lea.