Perfume
6 Capítulo 6: Confidências
Notas iniciais
O capítulo pode ser considerado um pouco violento, no entanto, faz parte da história e algumas coisas precisam ser escritas. Vocês vão conhecer a verdadeira face de Miguel Xavier::
Pamela se acomoda na cadeira inclinada, contemplando o nada e de repente uma mulher dona de cabelos loiros, usando uma roupa de frio, introduziu-se no ambiente, com um sorriso tímido matinal. — Bom dia, você deve ser a Pamela, não é? — Sim...— Eu sou Barbara Novak, namorada de Levi. A mulher levantou-se para cumprimentar a cunhada, elas se abraçaram rapidamente, o aroma de Barbara é deslumbrante assim como o seu caráter. Pamela normalmente sente-se solitária no palacete e agora, tem o irmão e a namorada dele, para conversar. — Pode se acomodar, vou buscar uns biscoitos. — Não precisa.— Claro que necessita, deve se sentir em casa. Pamela abre o armário e pega um pote de biscoitos de goiaba e colocou na mesa próxima da escritora, adjunto com a xicara de porcelana. As duas damas estavam sentadas frente a frente, a chuva permanece intermite no lado externo, elas dialogavam como se conhecessem há bastante tempo. — Posso te fazer uma pergunta, Pamela? — Sim. — Você ainda vai se casar com aquele homem? — É uma decisão que precisa ser tomada com cautela.— Não ligue para a imagem ou pelo dinheiro. Barbara e Pamela, ficam caladas por alguns segundos. — Barbara, eu queria ter algum talento, para qualquer coisa, sabe? — Cada um nasce com um dom. — Verdade. — Monte o seu próprio destino, não viva sob o brilho dos outros. — Eu tenho orgulho do Levi por isso, se tornou um homem de negócios. Barbara ingere o café e ergue os olhos, não pode contar nada a respeito do empreendimento do amado, isso é um segredo que deve ser trancado a sete chaves. Em seguida, as duas se levantam, limpam os respingos de sujeira no cômodo e seguem para o segundo andar. Pamela não pode mais usar esse cabresto, é a hora de ser a chefe nesse momento. O Land Rover percorre a cidade inundada pela tempestade, chegando a casa do noivo. Miguel Xavier abre a porta da mansão com um sorriso debochado no rosto, ao encarar a dama que entra rapidamente sem ao menos ser convidada. Os olhares são fúnebres, Pamela coloca a bolsa de couro no sofá de palete. O homem a dianteira se aproxima e tenta roubar um beijo, fracassando. — O que está acontecendo?— Ficou sabendo a respeito do acidente com o Jonathan?— Sim, mas o que isso tem a ver conosco?— Ele é um grande amigo meu. Miguel finalmente rouba um selinho. Pamela faz uma cara de nojo, saindo de perto do empresário do ramo da hotelaria. — Xavier...— Me chame de Miguel, vamos casar em poucos dias.— É sobre isso que desejo falar.— Continue.— Quero cancelar o nosso compromisso. – Ele fala colocando o anel na mesa de centro espelhada.— Pamela! Pamela! Pamela! O empresário avança para cima da mulher, que se assusta. — Quer mesmo assinar o óbito do seu amado, Jonathan? Aquelas palavras foram fortes o suficiente para deixar a dama sem reação. — Não acredito nisso, tentei me convencer do contrário. Mas tentar tirar a vida de outra pessoa? Como isso pode acontecer Miguel? Você é um monstro, por isso não terá mais nada entre a gente. Miguel encrava o punho esquerdo no rosto de Pamela, que desaba no estofado, sendo puxada pelas crinas para frente de um espelho. — Olhe para você, Pamela. É só um pedaço de carne, que eu vou usar e abusar pelo resto da vida. Xavier a cheira pelas costas feito um animal, sendo conduzido pelo perfume com a essência de floral branco até o pescoço da garota, que berra desconsolada, sem ao menos ser escutada. — Espero que esteja preparada, pois o nosso casamento vai suceder, ou então, aquele Jonathan Sampaio, se transformará em pó. Em lastima, apenas observa pelo espelho o reflexo do homem, literalmente fora de controle. Como nunca tinha visto. O vestido é estraçalhado pelas mãos grossas do empresário, que a puxa pelos cabelos, alguns fios caem no piso de madeira laminado, sendo levada a força para o quarto no segundo andar. Como uma besta em fúria, começa a bater diligentemente naquela bunda avantajada, acima da enorme cama. O sutiã cai no pavimento primeiro, seguindo pela calcinha. Pamela não pode fazer mais nada, a não ser se entregar a dor e sentir aquele homem a invadindo por completa, feito uma presa sendo devorada por um predador indomável. Aquela não era a primeira vez que transavam, mas a garota suplicava para ser a última. No final da cópula, ela é jogada para o lado, que nem um lixo e se enrola no lençol sujo de sangue.
— Seremos felizes para sempre. – Ele debocha. Miguel Xavier ascende o charuto irlandês, tragando e soltando a fumaça. Não existe nada mais do que humilhação para a mulher. As marcas podem sumir com o tempo, mas não tem como esquecer o ocorrido. Duas semanas se passaram e Pamela, tinha tomado uma única decisão, se unir matrimonialmente com Miguel Xavier, para salvar a vida de Jonathan. Ninguém poderia fazer mais nada, nem mesmo Levi.
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