Perfeitos um para o outro... Ou quase isso
52 Eles nunca desistem
Notas iniciais
Capítulo 52: Eles nunca desistem
— Qual é a graça? Ter atingido seu objetivo em espantá-los ou ter me feito perder o controle?
— Ambos — respondeu sorrindo, voltando a me beijar. Conduzi-o até a parede de pisos mais próxima e após prensá-lo entre mim e a parede, segurei em suas pernas e peguei-o no colo, fazendo com que suas pernas se enrolassem em meu quadril.
Ele gemeu levemente de dor, fazendo-me lembrar que suas costas estavam machucadas. Pensei em continuar, mas sua voz soou baixa:
— Dói... Vamos em outra posição — pediu se referindo as suas costas. Eu pretendia continuar ali, mas devido ao seu pedido resolvi nos mudar de lugar, afinal, que tipo de marido eu seria se ignorasse tal pedido?
Ainda sustentando seu peso, saí da área do chuveiro e me sentei em um dos bancos, colocando-o sentado sobre mim. — Melhor? — perguntei acariciando suas costas levemente, sabendo que eu era o culpado pela sua dor e sabendo que se ele disse que estava com dor, realmente devia estar em um nível quase insuportável.
— Está melhor. Vamos rápido, antes que comece a doer mais — pediu voltando a me beijar, e se esfregando em meu colo, atiçando-me ainda mais. Depois daquela "atividade" meu recruta certamente ficaria de cama, mas não é como se fosse a primeira vez.
Ergui seu quadril com sua ajuda que apoiou os pés no banco e se ergueu. Ajeitei meu membro em sua entrada e ele se forçou para baixo, não esperando que eu fizesse mais qualquer preparação. O sexo foi rápido, apenas para que ambos alcançassem o prazer. Depois disso tomamos um novo banho, em chuveiros separados, voltando para o quarto e dando lugar para que os que ainda não se banharam, usassem o banheiro.
Enquanto estávamos sentados na cama, todos nos olhavam com diferentes expressões, eram tantas que nem mesmo fiz questão de contar ou nomeá-las. Chamei Mya e pedi a ela para ajudar Eren e ela passou-lhe um remédio para a dor e depois o enfaixou, dizendo após terminar.
— Você estará bem em alguns dias, mas amanhã não deve treinar — recomendou com os conhecimentos médicos que tinha e que aprimorou com os conhecimentos de Nina. —Sem treinamento amanhã — acrescentou agora para mim, acenei em concordância entendendo seus receios.
Foi descoberto que para Eren melhorar, ele precisava de repouso e se não o fizesse, seus ferimentos poderiam piorar. E como não sabíamos muito sobre suas habilidades, o melhor a ser feito era evitar causar problemas.
Depois que ela saiu, Eren se deitou na cama e me sentei ao lado dele, escorado na cabeceira da cama e sentindo-o me abraçar pela cintura e apoiar sua cabeça em meu tronco.
— Capitão, poderia ser um pouco menos rígido comigo durante o nosso treino?
— Não.
— Foi o que pensei — sssurrou soltando um suspiro triste, mudando em seguida o tópico da conversa, de profissional para pessoal. — E que tal ser delicado, às vezes machuca — choramingou sem especificar "no quê" eu precisava ser mais delicado, se bem que não era preciso uma explicação.
— Delicado? Falou o garoto que me atacou na semana passada... meus pulsos ainda possuem hematomas — reclamei ouvindo-o rir baixinho e sussurrar um "desculpe".
Ficamos em silêncio algum tempo, até que me lembrei de algo e não resisti em lhe provocar, continuando a ignorar os demais que nos observavam.
— Foi a primeira vez — comentei contendo um sorriso divertido.
— A primeira vez, o quê?
— A primeira vez que foi só uma vez — comentei ouvindo-o rir, rir não, na verdade ele estava gargalhando ao entender o significado de minhas palavras.
Não era como se nós nunca tivéssemos feito sexo apenas uma vez, mas nessas ocasiões eram apenas "rapidinhas" entre um serviço e outro. Quando estamos sem roupas e realmente transando, nunca acabava depois de uma vez. — Não se acostume, isso provavelmente não irá se repetir.
— Foi o que pensei — disse dando um suspiro cansado e ouvindo-o novamente rir. Seu riso divertido ainda era o mesmo de quando ele recém tinha chegado em minha vida, como quando brincava com o cavalo ou posteriormente ria com Mya, achando que eu não estava vendo. Apesar de ter crescido, ele ainda era o mesmo pirralho que tinha chegado ali.
Fomos dormir e o treinamento seguiu, enquanto eu fazia simulações de caça a bestas e eles seguiam a sua missão de me observar. Nem um problema apareceu e seguimos como planejado. Apenas no último dia é que algo aconteceu, mas nada muito grande. Era uma missão trazida pelo próprio Erwin, além de mim e do meu recruta mais três deveriam nos acompanhar, apenas uma missão de rotina, ajudar uma cidade que estava sendo cercada pelas bestas e que teria sua barreira falhando em algum momento pelos próximos dias.
Nós nos aprontamos para sair e vestimos nossos equipamentos, enquanto estávamos no quarto, Aproveitei para roubar alguns beijos de meu marido e percebi sua intenção de ir além quando suas mãos começaram a invadir as minhas roupas.
— Agora não — disse sério, impedindo sua investida e saindo do quarto, deixando um pirralho zangado para trás. Quando já tinha chegados do lado de fora, ele finalmente me alcançou.
— Você é tão frio, era só uma rapidinha — disse ao meu lado, fazendo Erwin sorrir discretamente ao ouvir suas palavras. Suspirei fundo e ergui minha mão até seu rosto, puxando sua orelha: — Ai, ai! — reclamou quando puxei-o, fazendo-o se abaixar e ficar em minha altura.
— Controle-se, pirralho insaciável! É hora de trabalhar, não aja como uma criança mimada — repreendi seriamente, soltando-o.
— Desculpe, Capitão — pediu arrependido. Ele era um bom soldado, mas ainda não era muito bom em separar com sucesso a vida profissional da vida pessoal, era uma das desvantagens de se trabalhar com o marido. Embora eu tivesse certeza de que no futuro ele iria melhorar, por enquanto sobrava para mim colocar um freio em suas ações, afinal, eu era o adulto ali.
A missão foi fácil, nada que não tivéssemos feito antes e com uma ajuda descente, o trabalho se encerrou sem nem um problema. Alguns dias se passaram após a missão e veio a resposta do Marechal sobre o meu relacionamento com o Eren. Após pegar o depoimento daqueles que nos observaram, ficou óbvio que era um relacionamento consensual.
Além disso, apesar de Eren ser jovem, eu claramente colocava uma separação entre nossa vida pessoal e profissional e o nosso envolvimento não afeta treinos ou missões. Devido a isso, eu não fui punido e não ficaram contra o nosso envolvimento, mas em troca disseram que tinham uma missão especial para nós.
Como éramos casados, poderíamos ficar em uma missão sozinhos por muito tempo, sem que isso atrapalhasse nossa missão e sem que houvesse brigas, como acontecia em muitos casos. Devido a isso, o Marechal decretou que eu e Eren deveríamos partir em uma viagem para caçar as onze bestas de nível três que restavam, não importando quanto tempo levasse.
A ideia de fazer uma missão e nos mandar para longe, provavelmente era para que aqueles que ainda sejam contra o nosso relacionamento, não façam nada contra nós. Mas também, deveria ser por eu estar começando a desconfiar do Marechal e da verdade por trás dele, isso fez com que ele me quisesse longe, afinal, eu era famoso por ir contra as ordens de meus superiores... E um cão que não obedece, pode morder o dono.
Eren ficou preocupado com Mya e os demais, mas eu confiava em Tony e Riran e em Erwin que prometeu que daria ajuda externa a eles, mas apesar da sua preocupação, eu sabia que ele estava feliz. A ideia de estar sozinho comigo, mesmo em um missão, só não era melhor do que a ideia de ficar longe do exército e daqueles velhos que gostam de nos arrumar problemas.
Esperamos mais alguns meses, enquanto algumas preparações eram feitas e eu esperava Eren atingir os seus dezoito anos. Ao chegar nessa idade, dei a ele o status de soldado e depois pudemos partir. Iria ser uma longa, longa missão, mas nem um de nós estava realmente preocupado. Na verdade, era a chance perfeita para testar as nossas teorias sobre o ovo.
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