Perfeitos um para o outro... Ou quase isso
22 A primeira de muitas
Capítulo 22: A primeira de muitas
Nós terminamos de tomar o chá e seguimos juntos até o segundo andar. — Eu já venho — disse o meu recruta, indo em direção ao seu quarto e entrando. Ouvi o barulho do chuveiro ligado e resolvi ir tomar o meu próprio banho. Enquanto estava debaixo da água, tentei acalmar meu corpo, pois tinha a possibilidade dele desistir como da última vez, mas estava difícil.
Vesti uma roupa simples e me sentei na beira da cama, com adrenalina demais no sangue para conseguir deitar. Poucos minutos depois, veio o toque na porta e o pedido para entrar. Com a minha autorização, veio a sua entrada e depois a sua companhia, sentado ao meu lado, assim como da outra vez.
Até mesmo o medo estava presente, entretanto, as duas palavras seguintes revelaram que o medo era outro: — Você ainda quer fazer isso... mesmo depois de saber que não sou completamente humano?
— Quando olho para você, não vejo uma besta, vejo um humano mais violento que o normal. Nada que não tenha visto antes — disse a verdade, respirando fundo e percebendo que ele ainda estava cheio de dúvidas. Me levantei e segui até meu lado da cama, deitando-me e não esperando mais que algo fosse acontecer.
— Desde quando percebeu que sou diferente? — perguntou ainda sentado na beira da cama. Coloquei um dos braços atrás da cabeça e encarei o conhecido teto, tentando controlar meu desejo, para que o volume em minhas calças diminuísse até não ser mais visível.
— Desde o começo. Há muitos pequenos detalhes, mas o principal são seus olhos. Às vezes o verde se mescla com o amarelo ou ficam completamente dourados, acho que é quando você está muito concentrado — respondi fechando os olhos. Senti sua aproximação ao meu lado, na cama e ao perceber que ele estava deitando em seu devido lugar, suspirei tristemente.
Mas para a minha surpresa, logo a sua presença estava acima de mim. Abri meus olhos e encarei os seus, completamente amarelos.
— A reação nos meus olhos, não é por concentração, é pela intensidade de alguma emoção... como desejo — explicou, abaixando sua boca e tomando a minha. Fechei meus olhos e aproveitei seu beijo, mantendo minhas mãos longe, assim como o controle sobre meu corpo.
— Rivaille... eu quero você — disse ao se separar, olhando no fundo dos meus olhos com aquele olhar cercado de luxúria e com um toque de instinto assassino. Sorri minimamente e encarei seu olhar, enquanto dizia:
— Esse tipo de olhar, não combina com uma criança... Mas tenho que admitir que gosto muito dele — encerrei enquanto segurava em sua cintura e em seu pescoço, puxava-o para um beijo e o deitava na cama, invertendo nossas posições.
Ao estar em cima dele, senti sua excitação tão grande quanto a minha e sorri internamente. Pelo modo como ele retribuía, eu podia saber que dessa vez, realmente iríamos seguir em frente e isso me deixava muito feliz. Me afastei do contato com seu corpo e dos seus lábios, fiquei de joelhos na cama, tirando a minha camisa sob seu olhar atento e desejoso.
Havia um pequeno traço de vergonha, mas seu desejo parecia ser maior naquele momento e isso me alegrava. Voltei a me deitar sobre ele e senti suas mãos tocarem meu peito e deslizarem até minhas costas. Enquanto sua respiração acelerava junto com o prazer que era me tocar.
Baixei meu rosto até seu pescoço e beijei-o, subindo até sua orelha e dando ali uma leve mordida, sentindo um baixo gemido e descobrindo para a minha felicidade que aquela era uma das suas zonas erógenas. Quando meu rosto pairou em frente ao seu, seus lábios tomaram os meus e me abaixei para colar nossos corpos. Suas mãos iam do meu cabelo a minha nuca e depois para as minhas costas, revezando sobre esses três pontos.
Apoiei-me em um dos braços, ainda mantendo minha boca na sua e desci minha mão até a parte inferior do seu corpo. Toquei seu membro por cima da roupa e sem pedir permissão, comecei a abrir sua calça. Eu queria tanto aquilo que mal estava conseguindo me controlar. Com o botão e o zíper aberto, me afastei e segurando dos dois lados da sua peça, puxei até que saísse do seu corpo, trazendo junto a sua roupa íntima, deixando-o completamente despido da parte de baixo e com seu membro ereto, visível.
— No bolso de trás — sussurrou baixinho. Avaliei a peça em minha mão e encontrei uma camisinha ali. Era do tipo com bastante lubrificante, então servia perfeitamente para o que viria a seguir. O ideal seria se realmente tivéssemos lubrificante, mas nem ao menos pensei nisso antes. Abri minha própria calça e depois de colocar o meu membro para fora das roupas e abaixá-las até as coxas, abri o pequeno pacote e coloquei o preservativo em meu membro.
— Deviamos fazer alguma preparação, não? — perguntei olhando em seus olhos, enquanto voltava a me deitar sobre si e tocava meu membro já revestido, no seu, lambuzando-o com o lubrificante.
— Eu não me importo, apenas coloque-o dentro. Vai doer um pouco, mas eu consigo suportar — afirmou olhando para o meu membro e para o seu próprio que soltava pré gozo em antecipação ao prazer que queria sentir.
Com minha mão direcionei o meu membro para a sua entrada e ele abriu mais suas pernas, toquei a camisinha perto do seu ânus, espalhando um pouco do lubrificante e depois forçando-me contra sua entrada, até que um terço dele estava para dentro.
Eren mordia seu lábio inferior e suas mãos estavam contorcendo-se nos lençóis, mas ele não chorou ou fez qualquer sinal para que eu parasse. Senti-me ser esmagado e mesmo que pouco, até senti dor. Me forcei um pouco mais, colocando até a metade e senti seu corpo de contrair apertando-me mais e fazendo um pequeno gemido de dor deixar meus lábios. Aquilo era mais difícil do que eu esperava.
— Desculpe... Eu vou me acostumar logo — disse parecendo querer forçar seu corpo a relaxar, o que não iria dar certo. Segurei em seu rosto e forcei-o a olhar para mim, dando selinhos em seus lábios e depois descendo minha mão até seu membro e tocando-o para que relaxasse. O seu interior ainda me apertava, mas não ao ponto de machucar, então continuei, aprofundando o beijo e tocando-o mais intensamente, até que alguns gemidos de prazer começaram a deixar seu corpo.
Quando senti o primeiro indício de que ele estava aceitando a minha invasão, empurrei meu quadril e entrei por completo em seu interior, suprimindo um gemido de dor que foi abafado pelo beijo. Parei de tocar seu membro e apoiei a mão na cama, para poder apoiar meu corpo, enquanto eu fazia um movimento de retirada de metade de meu membro e colocava-o para dentro. Ele virou o rosto para o lado e gemeu.
— Pare de gemer se está com dor... Isso está acabando com minha sanidade — avisei fazendo uma nova investida e ouvindo o mesmo gemido, enquanto ele virava a cabeça para trás e deixava exposto o seu pescoço. Fechei os olhos tentando me controlar, mas estava difícil, muito difícil!
— Eu... não posso controlar — admitiu encarando-me com a boca aberta e a respiração completamente desregulada, mesmo que estivéssemos apenas no início. — Dói muito, mas... quando lembro que é você dentro de mim, sinto vontade de gritar de prazer — confessou corado. Maldita hora, quando abri meus olhos, pois ao ver aquela cena e ouvir aquelas palavras, senti meu membro endurecer-se e se contrair de desejo.
Voltei a beijá-lo para que não falasse mais e passei um braço pela sua cintura, abraçando-o por baixo do corpo e começando a me mover para fora e para dentro, escutando os gemidos que vez ou outra escapavam entre nossos beijos. Era excitante demais estar fazendo aquilo com ele. Talvez por ser a minha primeira vez com outro homem, por ele ser mais novo, por essa ser a sua primeira vez ou simplesmente por ser o pirralho.
A cada investida e a cada vez que eu escutava seu gemido, sentia tanto prazer que quase gemia em sincronia com sua voz. Era prazeroso demais, até me perguntei, por que não tinha tentado fazer sexo com um homem antes, pois estava perdendo algo incrível.
O garoto estava embriagado de prazer, mas a dor ainda era visível nas pequenas contrações internas, nas respiradas profundas que as vezes dava e nos gemidos de dor que saíam mesclados com os de prazer. Mas ele não me pediu para parar, então não o fiz. Quando cheguei perto do meu clímax, me movimentei com um pouco mais de força, até que conseguisse atingir o orgasmo. Senti meu sêmen sair aos poucos e comecei movimentos lentos, enquanto terminava a minha liberação.
Ergui meu corpo apoiando-me na cama com os joelhos e um único braço esticado, enquanto fazia os movimentos lentos e masturbava-o rapidamente. Enterrei meu membro em seu interior e forcei-o para dentro, enquanto seu próprio membro se contraiu em minha mão e ejaculou, no mesmo instante em que seu corpo tremeu mostrando o seu ápice.
Me retirei dele e saí da cama, retirei o preservativo e joguei-o no chão, arrumei minhas roupas e deixei o resto para limpar no dia seguinte, olhei para o garoto, que estava sentado olhando ao redor e disse: — Quer tomar um banho ou vai se vestir?
— Estou cansado e dolorido demais para um banho, vou só me vestir — explicou pegando a sua calça que achou na beira da cama e vestindo-a depois de colocar de volta a sua cueca que estava junto.
— Dolorido hein... Você tem sorte que não sou tão grande quanto você, ou seria pior — disse ouvindo uma risada envergonhada. Ele se levantou, se vestiu e depois deitou na cama no seu devido lado. Peguei a minha camisa que estava no chão e a vesti, antes de deitar no meu lado da cama.
— Desculpe se te machuquei muito — pedi honestamente. Estávamos deitados como sempre, eu de barriga para cima e ele de lado. Se o cheiro de sexo não estivesse no ar e as sensações de estar conectado com seu corpo não estivessem em minha mente, eu poderia confundir aquele dia com um outro qualquer.
— Tudo bem... Eu fiquei feliz de saber que você queria tanto quanto eu. Isso é o bastante... Além disso, amanhã já estarei bem — brincou, fazendo referência as suas habilidades.
— Então vá dormir. Ainda temos que treinar — lembrei que a partir do dia seguinte, a nossa rotina voltaria ao normal. — Sim senhor — acatou fechando os olhos. Minutos depois, ouvi o som da chuva se iniciar do lado de fora. Sorri ao constatar que nem tinha percebido que ainda não estava chovendo, virei meu rosto e olhei para o garoto ao meu lado, com um discreto sorriso nos lábios.
"Por que esse pirralho parece tão tentador quando está indefeso?" Perguntei em minha mente, respirando fundo e tentando dormir. O tempo passou e senti seus braços me abraçarem, mas dessa vez eu estava virado para ele e não de costas, então nossos rostos ficaram pertos um do outro.
Ao abrir meus olhos, encarei sua expressão serena em minha frente e movi minha cabeça. Foi rápido e eu disse a mim mesmo que não significava nada demais, apenas toquei rapidamente meus lábios nos seus e me afastei, fechando os olhos em seguida e dizendo ao meu coração para parar de fazer escândalo que eu queria dormir.
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