Perfeitamente errado
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Estou no segundo tempo da aula sobre "A história dos maiores estilistas da atualidade" mas não consigo me concentrar no que o professor está explicando, eu combinei com o Derek de fazer ciúmes no Chuck mas não estou segura, tenho medo dele ficar com raiva de mim de verdade.
DIIIIIIIIIIING-DON DIIIIIIIIING-DON (o sinal tocando)
Hora do intervalo, vou aproveitar e tentar encontrar Serena no campus..
Sai da sala e o corredor está lo-ta-do, tem pessoas em todos os cantos, tentei achar uma girafinha loira mas não estou encontrando, minha altura não favorece encontrar alguém em uma multidão já que não sou tão alta. RSRS
– Blair, está indo aonde?
Me virei para ver quem está falando comigo, então respondi:
– Hey Derek, estou indo pro campus tentar encontrar uma amiga e você?
– Ia ficar por aqui mesmo até começar a próxima aula mas acho que vou com você, pode ser?
– Claro, melhor ainda se a gente encontrar um certo Bass no caminho. Eu disse e ele riu
Enquanto isso já estamos chegando em uma das enormes árvores que tem no campus e nos sentamos em baixo dela.
O Campus da Yale é com certeza um lugar lindo, tem uma grama verdissíma e o céu geralmente é azul bebê. -"Cor preferida do Chuck" pensei ..- Para de pensar nele Blair! Ordenei para mim mesma
Mas é estranho como depois que eu o conheci tudo que eu faço é pensando nele, não posso deixar esse sentimento crescer, não posso e não vou.. afinal ele é um homem inconstante, na mesma hora em que ele me trata como uma princesa, faz eu me sentir como uma plebeia, quando estou com ele me sinto mais viva que nunca e quando ele sai de perto parece que não tem sentido viver, tudo perde a graça..
– Blair, você está viajando a uns minutos.. esta pensando no que? Derek perguntou
– A pergunta mais correta seria em quem.
– Ahh, esquece esse cara..já reparou como o campus é lindo? Derek perguntou
– Eu estava pensando nisso também, na hora do intervalo fica cheio de pessoas jogadas pelo chão esperando a hora passar, e o sol está incrível hoje! Lá em Londres chove 200 dias por ano, não sou contra chuva mas eu amo sol, ahh esse sol, esse vento, esse lugar é magnífico. Suspirei
CAMPUS YALE
– Você é de Londres né? Reparei no seu sutaque que não é daqui.
– Eu nasci e morei em "Bibury" até os meus 5 anos de idade, mas depois me mudei pra Londres por causa do trabalho do meu pai, foi quando conheci Serena na Royals, minha antiga escola.. somos amigas desde o jardim da infância.
– Bibury? Nunca ouvi falar.. Como é sua cidade Natal Blair?
– É linda demais, é uma pequena cidade ou melhor é um pequeno vilarejo com casas lindas e modeladas e arquitetadas igualmente, as pessoas que visitam Bibury costumam dizer que parece uma "cidade de um conto de fadas.."
– Nossa, até me deu vontade de conhecer rsrs, depois vou pesquisar umas imagens de Bibury no google. Você vai muito lá, ou só fica em Londres mesmo?
– Eu e meu pai vamos em todas as férias dele, por exemplo, agora ele está lá porque ele não tira férias como as pessoas "normais"..no fim do ano ou no meio do ano, quando tem um alívio no ramo automobilístico ele manda eu fazer as malas e vamos pra Bibury, amamos aquela cidade.
– E sua mãe não vai?
– Minha mãe é estilista e..
Derek me interrompeu:
– Eu sei, quando você me disse seu nome mais cedo .. "Waldorf", logo lembrei da grande estilista Eleonor Waldorf.
– Interromper não é educado Derek. Fechei a cara
– Desculpa, continue senhorita. Derek debochou e riu
– Então, minha mãe vive mais em Paris do que em casa, quando dá ela vai conosco pra Bibury, mas na maioria das vezes só ia eu e meu pai mesmo..dessa vez ele foi sozinho já que estou aqui em Connenicut.
Percebi que Derek ficou pálido e arregalou os olhos, então perguntei:
– O que houve? Está passando mal?
– Blair.. você tem que ficar calma.
– Você está me deixando nervosa, fala logo Derek!
Ele apontou pra uma outra árvore, quando me virei pra olhar o que ele está me mostrando meu sangue ferveu, de verdade.. estou sentindo borbulhar de tanta raiva, lá está ele.. Chuck encostado em uma árvore e na frente dele tem uma garota, a garota está quase se jogando em cima dele, ela está com as mãos sobre o peitoral dele e estão rindo e falando sobre alguma coisa.
– Eu vou lá agora. Eu disse e Derek me segurou
– Está louca?
– Me solta Derek! Puxei meu braço, me levantei e fui na direção dos pombinhos
POV CHUCK
Estou de saco cheio dessa garota chata, já disse que não quero sair essa noite e ela não sai de perto de mim, continua insistindo que se eu der uma chance pra ela não vou me arrepender, não sei o que está acontecendo comigo, a um tempo atrás ela não ia precisar pedir mais de uma vez, mas depois que conheci aquela garota mimada e estérica não vejo mais graça em dormir com qualquer uma, tenho vontade de sentir o cheiro dela, de sentir o toque dela, eu sou Chuck Bass não posso me deixar se envolver com alguém, muito menos com a Waldorf que é tão irritante, meus pensamentos foram interrompidos pelo empurrão dela:
– O que você está fazendo agarrado com essa garota? Blair perguntou apontando pra menina que não entendeu nada
– A mesma coisa que você estava fazendo de manhã com aquele verme.
A menina que estava comigo ficou tão constrangida que saiu de fininho sem entender o que esta acontecendo ali, então Blair me respondeu:
– Quer saber? Não sei porque fiz isso, vou embora.
Blair se virou e está indo embora batendo o pé e bufando de raiva, então rapidamente a segurei pelo braço e a puxei, ela voltou tão rápido com meu puxão que nossos corpos bateram um contra o outro, então eu passei meus braços sobre a cintura fina dela e a pressionei contra a árvore, então ela abriu a boca irritante dela e disse:
– Me solta.
Me aproximei do ouvido dela e disse baixinho percebendo que ela está se arrepiando toda com meu movimento:
– Eu sei porque você fez isso Blair.
– Porque? Ela respondeu com a voz falhada e doce, como se tivesse sem auto controle, como se eu a controlasse
Segurei o rosto dela com minha mão direita, enquanto a esquerda está apertando a cintura, passei meus dedos nas bochechas rosadas dela acariciando a pele macia, inclinei o rosto dela um pouco pro lado direito e a beijei no rosto, fiz um caminho de beijo até o queixo, quando cheguei no queixo dei uma mordida leve e ela soltou um baixo gemido, subi meus lábios encontrando os dela, chupei o lábio inferior dela e percebi que ela fechou os olhos lentamente mostrando que gostou do que acabei de fazer, então chupei o lábio superior, nesse momento ela passou os dois braços envolta do meu pescoço, a pressionei contra a árvore sem me preocupar que tinham várias pessoas ali no campus que provavelmente estavam nos olhando, então a beijei, a beijei calmamente sentindo toda leveza daquele lábios, depois de uns minutos se beijando já estamos sem ar, então Blair se afastou e começou a beijar meu pescoço e dizendo:
– Não vai falar porque eu fiz isso? Ela perguntou enquanto dava beijos no meu pescoço
Então beijei o pescoço dela também, entre os beijos respondi:
– Porque está com ciúme de mim.
Ela parou de me beijar, me encarou e riu:
– Acorda Bass, você que ficou todo mordido porque eu estava com um cara na lanchonete, cheio de ciúmes.
– Estava mesmo, eu já disse que você é minha.
Blair ficou vermelha e cheia de vergonha, então a beijei novamente, depois de muitos beijos, me afastei e disse:
– Admita! Ordenei sério e a encarando
– Admitir o que Chuck?
– Que sentiu ciúmes da menina que eu estava.
– Nunca vou admitir isso.
– Então não tenho porque continuar aqui! Soltei a cintura dela e tirei os braços dela do meu pescoço saindo de perto, Blair não fez nada, ficou ali parada encostada na árvore e eu voltei pra sala de aula
POV BLAIR
Porque sou tão burra? Estávamos em um clima ótimo, por que não admiti que eu estava morrendo de ciúmes? Eu não queria passar como "a garota derretida" por ele como todas as outras, todas as meninas babam por ele e eu não quero ser assim, vou lutar contra esse sentimento até onde eu puder!
DIIIIIIIIIIIIIIIING-DON DIIIIIIIIIIIING-DON (o sinal tocando)
Fim do intervalo, voltei pra sala e assisti até o último tempo, quando acabou fui direto pra mansão, estou exausta..
Cheguei, conversei um pouco com a S e com o pessoal, como passamos o dia fora quase não nos vimos direito, então eu aproveitei pra botar o papo em dia, tomei banho e troquei de roupa, coloquei um vestido tubinho vermelho que marca meu corpo e uma tiara preta, coloquei meu perfume e desci pra jantar, estou descendo as escadas e dei de cara com o Chuck que quando me viu virou a cara, acho que ele está chateado comigo por mais cedo, me dirigi pra sala de jantar e já estavam todos lá, geralmente sou a última a chegar porque perco muito tempo me arrumando rsrs, sentei do lado da Serena e da Kate.
Todos terminaram de jantar e eu também, continuamos ali jogando conversa e meu telefone começou a tocar, no visor está escrito: "Mãe". S me perguntou:
– Não vai atender B?
– É minha mãe, estranho..ela nunca me liga.
– Então atende logo.
Obedeci a S e atendi:
– Oi mãe, tudo bem?
– Na verdade não B, você tem que ficar calma.
Me apavorei nessa hora, me levantei e disse com a voz alterada:
– Me fala logo o que aconteceu mãe!
Todos da sala de estar pararam de conversar e estão me olhando.
– Blair você sabe que seu pai trabalha muito e ..
Interrompi:
– O que aconteceu com o papai? Eu disse com os olhos cheios d'água
– Ele se estressou no trabalho e teve um infarto B.
– O papai morr..
Antes que eu pudesse terminar a frase minha mãe me interrompeu:
– Tá amarrado Blair, ele não morreu mas está no hospital em estado grave e ele disse que quer te ver.
As lágrimas já tomaram conta do meu rosto e a S está as enxugando com um guardanapo, então respondi minha mãe:
– Vou pegar um vôo pra Londres hoje ainda mãe.
– Estamos em Bibury Blair.
– Ta bom, quando eu chegar ai te ligo.
Desliguei o celular e me joguei na cadeira chorando, contei o que minha mãe tinha dito, o pessoal tentou me acalmar então eu disse:
– Tenho que pegar o avião hoje.
– Eu vou ligar pra companhia e marcar pra você, fica calma. Disse Serena
S foi resolver isso enquanto fui no quarto arrumar a mala, quando voltei pra sala só estavam James, Chuck, Nate, Dan, e Kate.
– Cadê a Serena?
– Ainda está tentando arranjar um vôo pra você hoje. Respondeu James
Nesse momento S entrou na sala:
– B, não estou conseguindo.. não tem vôo pra Bibury hoje a noite e nem amanha de manhã, só amanhã a noite.
– Não posso demorar tanto, meu pai quer me ver.
– Eu posso te ajudar. Chuck se intrometeu e todos o olharam
– Como? Perguntei pra ele
– Eu tenho um jatinho particular, vou ligar pro meu piloto e resolver tudo pra daqui a meia hora, ta bom pra você?
– Ele vai me levar pra Bibury?
– Vai, vou ter que triplicar o salário dele desse mês já que eu não marquei nada então vai ser em cima da hora, provavelmente ele está ocupado e..
Eu o interrompi:
– Não precisa Chuck, muito obrigado mas não quero te dar esse trabalho todo.
– Ei, estou te devendo uns favores lembra? Não se preocupe que dinheiro não é problema pra mim, o mais importante é você ir ver seu pai. Só um minuto que vou ligar pro piloto!
Chuck foi ligar já tem uns cinco minutos e ainda não voltou, estou muito nervosa.
– Será que ele não vai conseguir S?
– Claro que vai B, ele é o Chuck Bass, o cara tem um jatinho particular..escolheu bem B. S riu e eu revirei os olhos
Chuck entrou na sala dizendo:
– Temos um problema.
– Qual?
– Temos o meu piloto, mas o copiloto está na Índia de férias com a família.
– E dai? Respondi irritada
– Não pode levantar vôo sem um copiloto, se o piloto passar mal e não tiver um copiloto o jato cai e todos morrem.
– E agora? Serena perguntou
– Temos uma solução. Chuck respondeu
– Fala logo Charles. Eu ordenei
– Eu tenho jatinho desde quando eu tinha 15 anos, fiz um curso intensivo pra aprender a pilotar meu próprio jato e conclui, se a Blair permitir eu posso ir caso o piloto precise de alguma ajuda eu estarei lá como copiloto.
Todos olharam para mim esperando uma resposta, então eu respondi:
– Pode ser, só quero ver meu pai logo.
– Então vou lá em cima pegar umas roupas e já te encontro aqui em baixo, Arthur vai nos levar pra pista de vôo onde deixo meu jatinho, sairemos de lá e em algumas horas estaremos em Bibury. Chuck respondeu
Enquanto isso S ficou me acompanhando na sala, me acalmando e me desejando sorte pro meu pai ficar bem logo.
Chuck foi rápido, já desceu e estamos entrando na limosine, o caminho até a pista de vôo também foi rápido.
Estou sentada na cadeira do jatinho, não pude deixar de perceber que é um lindo jato, muito luxuoso, do lado de fora está escrito em letras enormes "CHARLES BASS" e por dentro é enorme, confortável, as cadeiras são inclináveis e largas cor beje, tão largas que cambem duas pessoas em uma cadeira, Chuck está saindo do banheiro vestido de copiloto, ele tem um dom de cada roupa que troca consegue ficar ainda mais bonito e irresistível, percebi que ele está vindo na minha direção então desviei o olhar pra ele não perceber.
Ele se abaixou pra ficar na minha altura e perguntou:
– Você está bem?
– Mais ou menos, quero ver logo meu pai.
– Não se preocupe, daqui a pouco estaremos lá.. ele vai ficar bem! olha só..eu vou ter que ficar lá na cabine enquanto estivermos levantando vôo mas quando já estivermos lá em cima eu vou poder ficar aqui com você.
– Ta bom Chuck. Eu disse e dei um sorriso espontâneo achando fofo o jeito em que ele está se preocupando comigo
Chuck se levantou, deu um beijinho na minha testa, foi em direção a cabine e entrou, depois de uns 5 minutos o jato começou a andar e eu apertei os dois braços da cadeira agarrando as unhas neles.. eu morro de medo na hora da subida, senti o bico da frente do jato se inclinando pra cima e levantou voô..
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