Perfeicão Inexistente
14 Salário .
Notas iniciais
Passou-se um mês desde que a gente tinha começado a trabalhar e a nossa audiência só aumentava. Até que recebemos nosso primeiro salário, e tivemos que nos controlar pra não gastar tudo de uma vez. Quando saímos da radio, numa noite qualquer, e resolvemos não ir para casa, paramos na pracinha de frente a radio e nos sentamos no chão, para desoprimir — não sei ao certo, mas acho que sim.
Ficamos um bom tempo olhando as estrelas, fazendo pedidos como pessoas normais, no dia seguinte caçaríamos assim que nosso programa acabasse. Só de pensar minha garganta ardeu a procura de sangue, e com todos aqueles humanos a volta, eu não poderia me descontrolar.
- Pessoal — falei, minha voz arranhava.
- Já entendi, Angel.
- Vamos.
Seguimos a caminho de casa, tomando cuidado para não esbarrar em nenhum humano solitário. Não era só eu que sentia sede , eram todos. Entrei em casa e corri para o meu quarto, precisava descansar. O dia seguinte passou rápido e finalmente fomos caçar. Mais uma vez, que venha a escória. Era péssimo sentir aquele gosto azedo de sangue banhado de álcool e drogas. Era difícil encontrar uma prostituta como a primeira que eu bebi o sangue, tão pura quanto eu mesma estava naquele momento. Agora éramos sete, e era difícil encontrar mais de cinco degenerados andando juntos. Por sorte, encontramos quatro andando juntos, e três deles eram bem — como eu posso dizer — cheios de sangue. Pedro e Catarine dividiram um dos \"cheinhos\", Louis atacou o magricela, Eli e Sarah dividiram o outro \"cheinho\", enquanto eu e Kin lutávamos para imobilizar o último.
- Cara, você é difícil, hein? — Kin falou \"cansado\".
- Cansamos de brincar, guri. — dei um chute da costela dele, fazendo ele ficar sem ar e cair.
Avançamos nele para podermos nos alimentar. Ele ainda se debatia quando atacamos ele, segundos depois ele parou. Quando todos terminamos, limpamos a boca e seguimos para casa.
- Que gordo, mala. Não parou de se mexer.
- Calma, Kin. Não precisa esculhambar o pobre coitado. — repreendi-o.
- Tá bom.
- Amanhã é sábado, vocês vão trabalhar?
- Nós não.
- Eu vou, só meio expediente. — falou Pedro, um pouco desapontado.
Só ele ia trabalhar. Fomos pra casa, ainda assistimos um pouco de televisão e fomos dormir.
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