Perfect Harmony

11 Capítulo 10


Notas iniciais
Peço desculpas pela demora, espero que gostem. Comentem.. bjs ate a proxima

“Algumas amizades não durão nada, mas um verdadeiro amigo é mais chegado que um irmão” – Salomão.

–Aconteceu alguma coisa? – perguntou Morgan assim que Med se afastou um pouco.

–Um mal entendido – respondi ainda observando-a se afastar

–Achei que você tinha saído para resolver um mal entendido.

–Sim, mas arrumei outro – dessa vez olhei para ele.

–Como assim?

–Fui para a cozinha tomar café, encontrei uma investigadora, aqui da delegacia, amiga da Med.

–E?

–E ela, do nada, começou a vir pra cima de mim, e nesse momento, a Med viu.

–E ela ficou com ciúmes? – perguntou ele achando graça da situação.

–De inicio achei que sim, mas essa não é a pior parte – respondi um pouco desesperado demais.

–Tem mais? – indagou surpreso.

–Aquela hora que sai da delegacia, eu fui para a casa da Med.

–E o que tem de ruim nisso? Ata já sei, você esta caidinho por ela.

–Gostaria de negar isso, mas é verdade, enfim fui para lá disse coisas que... bom eu diria que... a cena que ela viu meio que... que contradiz tudo o que falei para ela, entende?

–Como assim? O que você disse?

–Eu te juro que eu tentei me afastar da garota, mas não deu tempo, a Med chegou antes que eu pudesse fazer alguma coisa.

–Reid você é praticamente meu irmão, me fala, o que você disse? – insistiu.

–Eu disse que gosto dela, que gosto muito dela, de verdade.

–Você fez o que?

–Eu realmente gosto dela Morgan.

–Agora eu entendi porque ela estava brava.

–Eu vou entender se ela nunca mais quiser olhar na minha cara – comentei desapontado comigo mesmo, acho que devia ter esperado um pouco mais.

–Você não entendeu não é?

–Entendi o que?

–Ela ficou brava porque ela ficou com ciúmes, mas também porque provavelmente deve estar com duvida ou insegura, não é pra menos.

–O que eu faço então?

–Vai trabalhar, da um tempo para ela.

–Tudo bem – respondi com um suspiro, ela pediu mesmo um tempo para pensar.

Então Morgan da um tapinha no meu ombro e começa a se afastar.

–Morgan? – gritei, o que fez com que ele virasse para me olhar – Só cuida bem dela ta.

–Claro – concordou saindo da delegacia.

POV MEDSON

Sai da delegacia e fui esperar Morgan perto da viatura do FBI, imagino que iremos, seja lá para onde, com ela.

–Med, Medson – escuto alguém chamar meu nome, pela voz, só posso dizer, não existe hora pior e pessoa pior para isso.

–O que você que Lizie? – questionei com uma mistura de raiva, frustração e sarcasmo.

–Impressão minha ou você esta com raiva de mim? – perguntou ela se aproximando, aquele sorriso em seu rosto, só me deu mais vontade de voar no pescoço dela.

–Eu com raiva de você? Por que estaria? – perguntei ainda sarcástica – Aé verdade... que cena foi aquela com o Spencer na cozinha?

–Por que? Ficou com ciúmes?

–Responde – gritei.

–Você esta muito brava para quem é só amiga dele – comentou ainda com aquele sorriso sínico.

–O que você quer Lizie? Esfregar na minha cara que você vai ficar com o Spencer?

–Não, minha investida não deu certo.

–Você é uma vadia, ainda tem coragem de admitir, não acredito que fui sua amiga, por todos esses anos.

–Você me disse que era só amiga dele, eu te disse que se você não quise-se ele, eu queria.

–Não to ouvindo isso.

–Parece que ele gosta muito de você, fugiu de mim o tempo todo – minha vontade de matar ela só aumentava, a sorte dela é que eu me recuso a ter porte de arma, do contrario, meu rosto era o ultimo que ela veria.

–Nunca mais chegue perto dele de novo, fui clara?

–Então você gosta mesmo dele – seu cinismo era impressionante – porque não admitiu deis do começo?

–Cala a sua boca.

–Porque você queria ter o John e o Spencer só para você?

–Do que você esta falando? O que o John tem haver com isso?

–Eu sempre gostei dele – Fiquei paralisada, nossa meu dia esta parecendo um caso de novela – Então vai atrás dele e deixa meu Spencer quieto.

–Seu?

–O que?

–Seu Spencer? – repetiu ela, fiquei paralisada tentando lembrar minhas ultimas palavras – Ate quem fim você admitiu.

–Fica longe dele.

–Ele é todo seu – retrucou se retirando.

–Vadia – falei, mas ela não escutou.

“A confiança perdida é difícil de recuperar. Ela não cresce como as unhas” – Johannes Brahms.