Perfect Duet
8 Capítulo 8 - Saw you won't let go
Notas iniciais

Meu celular tocava enquanto eu brigava com a necessidade de abrir os olhos, suspirei ao olhar para a cama e ver que estava vazia e que só nos meus sonhos Oliver perdoava minha mentira e ficávamos juntos. Espreguicei-me e resolvi que era hora de levantar da cama. Tomei um longo banho e sequei os cabelos deixando-os soltos e com pequenas ondas na ponta, fiz uma maquiagem simples passando lápis, rímel e batom vermelho. Escolhi minha roupa e coloquei minha bota favorita, olhei-me mais uma vez no espelho e gostando do resultado e sai do quarto.
— Nossa – minha mãe falou quando me viu entrar na sala e sentar a mesa para tomar café – preparada para o grande dia? – concordei com um singelo sorriso – está fazendo o que julga certo meu amor, saiba que sempre estarei ao seu lado – me dá um beijo na testa e sai para abrir o café.
Suspiro e vejo uma mensagem de Thea, era uma foto dela e William no carro sorrindo. Já fazia quase um mês que eu tinha voltado e ela me atualizara sobre tudo, em como o pequeno príncipe estava se dando bem com o pai e que todos aceitaram muito bem o relacionamento dela com Roy, me informou que Tommy até apresentou a uma namorada para a família e que ela era médica. Eu evitava falar nele e ela respeitava meu espaço, mas sentia muita falta de todos eles.
Peguei minha bolsa e as chaves do carro e fui descendo para a garagem do prédio enquanto enviava uma mensagem para minha amiga dizendo que eles estavam lindos e que estava com saudades. Guardei o celular e respirei fundo ao ligar o carro, dirigi o mais demorado possível para a redação. Assim que cheguei olhei o enorme prédio e tomei coragem para subir. Quando o elevador para no meu andar sou recepcionada por Curtis com um abraço – Helena está uma fera com você, disse que te comeria viva se pudesse – solto uma risada nervosa e sigo até o escritório dela.
— Então resolveu aparecer? – Helena me olhou de forma severa – achei que não teria coragem depois do seu fiasco como repórter – joga algo na mesa para mim e pego o texto que eu havia escrito – tudo estava ao seu favor, tinha o furo do ano e deixou escapar por sentimentalismo? – alterou a voz, olhei para ela com serenidade – o que tem a dizer Felicity?
Levanto-me apoiando as duas mãos na mesa – eu me demito – considerando a cara dela de espanto essa era a última coisa que esperava de mim – alias, espero que você avalie melhor seus jornalistas e até seu conceito de matéria boa ou ruim, Cooper é péssimo e se eu não arrumasse os textos deles com certeza teria grandes problemas com os diretores – saio deixando uma Helena embasbacada e pegando a caixa que Curtis já tinha arrumado das minhas coisas.
Abraço meu amigo e agradeço por todo apoio, ele se afasta e pega outra caixa e me olha divertido – eu não aguentava mais esse lugar, vamos sair como entramos, juntos e pela porta da frente – solto uma gargalhada alta e sinto um peso sair de minhas costas, descemos até a garagem e prometo deixá-lo em casa.
O caminho foi divertido, era impossível não rir com ele mais rápido do que pensei chegamos a sua casa – comemoração no café a noite, não esquece – ele grita saindo do carro com as coisas, confirmo e começo a dirigir para o café da minha mãe.
Deixo meu carro na parte de trás, onde fica a garagem dos funcionários, entro cumprimentando todos que trabalham ali, eles trabalhavam ali desde que abriu o café e me viram crescer, estava indo até o escritório quando escuto a voz da minha mãe – Felicity – viro para responder e me deparo com dois pares de olhos azuis e um homem gigante com porte de segurança. Fiquei que nem estatua olhando para eles na minha frente quando sinto um choque e um braço envolver minha cintura.
— Lizzy – a voz de William me desperta do transe e olho para ele – senti tanto a sua falta – seus olhos enchem de lágrimas e me abaixo para secá-las, ganho um sorriso do garoto e então seu dedo indicador aponta para o meu pescoço – você não tirou mesmo – instintivamente minha mão vai para o colar que ganhei dele.
— Eu disse que não iria tirar – beijo sua bochecha e me levanto – e também senti sua falta, alias, senti saudades de vocês todos – Thea e Diggle se aproximam e me abraçam – me deixe apresentá-los a minha mãe – ela ergue as mãos para Diggle que aperta e abraça Thea em seguida oferece um frappucino com biscoito para William que se afasta e a segue até uma mesa mais reservada.
Minha amiga olhou com solidariedade para mim e entendi que Oliver não tinha vindo, talvez ele realmente nunca me perdoe por ter mentido quanto a quem eu era. Avisei a eles que ia buscar algo no carro e já voltava, minha mãe sorriu tentando passar aquele conforto que só mãe consegue. Sai do café e soltei o ar que vinha segurando, fico parada olhando para qualquer ponto da rua movimentada quando sinto algo atingir minhas costas – quem foi o cretino? – grito me virando e paralisando ali mesmo, pisco algumas vezes para me recuperar da surpresa e faço uma reverência – Majestade.
— Felicity – dá um passo na minha direção e fico sem saber como agir – sabe o que penso sobre título – reviro os olhos e ele sorri, é pequeno, mas é sincero – aquele dia não pude agradecer por tudo que fez – abro a boca para responder, mas ele me silencia com os dedos – estava magoado demais e surpreso com tudo que aconteceu, deixei que a raiva por Laurel e Chase falasse mais alto e fiquei cego com todo o resto.
— Oliver, eu fiz o que era certo, na verdade se eu não tivesse me infiltrado essa confusão não teria acontecido – seu olhar foi de advertência e segurou minhas mãos nas dele.
— Não foi culpa sua e se não fosse por você talvez esse segredo nunca tivesse sido descoberto e meu filho não estaria feliz como está hoje – estávamos cara a cara e erguendo a mão ele tocou delicadamente meu rosto, deixei minha cabeça inclinar na direção dela e fechei os olhos para quando abri-los encarar os dele – Thea me entregou sua carta e seu artigo, só não entendi porque não publicou?
— Pedi minhas contas – me encara surpreso e ergue uma das sobrancelhas, mordo o lábio e balanço os ombros – tive uma critica negativa – sorri – algo com ser sentimental demais e pelo que percebi não era a verdade que eles queriam, era fofoca e não faz meu estilo esse tipo de texto – olho em sua direção, abre um sorriso e guarda as mãos no bolso.
— Will e Thea sentem sua falta – chuto um montinho de neve na rua e evito olhar para ele “então era isso, só veio me agradecer e dizer o que eu já sabia”, um instante de pausa e ele segurou meu rosto forçando-me a olhar para si – eu também sinto, muito – me dá um selinho rápido e é como se meu corpo acordasse.
— Eu também – falo rapidamente e brinco com a mão nervosa e mordo o lábio – de vocês todos – completo e faço-o rir – que bom que acha graça nas coisas que eu digo – faço uma pausa e uma pergunta surge em minha cabeça – o que veio fazer aqui Oliver?
De repente sinto seus ombros tencionarem e seus olhos ganharem brilho – aquele palácio é grande demais para um rei solitário, a verdade é que todos concordam que você preenchia aquele lugar de uma forma única e... – remexe nos bolsos e tira uma pequena caixa e começa a se ajoelhar – todo rei precisa de uma rainha, então... – estava nervoso e pequenas gotas de suor apareceram em seus cabelos que estavam um pouco bagunçados, contive a vontade de passar a mão nos fios e ajeitá-los – Felicity Smoak, aceita se tornar a minha rainha? – eu ouvi certo? Acho que não! Oliver Queen, rei, gostoso e sexy acaba de me pedir em casamento – Felicity obrigado pelos elogios e sim você ouviu certo – fala controlando o riso.
— Oliver – começo a gaguejar – nós mal nos conhecemos e eu não posso simplesmente largar minha mãe e abandonar meu melhor amigo aqui – solto tudo de uma vez, ele parece ficar triste e então como um lampejo sorri e aquele sorriso me lembrou de William.
— Não quero que abandone ninguém Felicity – fala ainda ajoelhado na neve segurando o lindo anel que parecida combinar perfeitamente comigo, tento manter o foco no que dizia – podemos levar esse café inteiro para Starling se for o seu desejo e também tenho certeza que não haverá problemas em reabrir o jornal que fechou por causa de Chase – meu coração dá um salto e lágrimas escorrem pelo meu rosto – não querendo jogar contra mim mesmo, mas, por quanto tempo vai me fazer ficar ajoelhado na neve?
— E se você se arrepender disso? Eu posso ser muito irritante e chata quando quero ou até meio louca e sem filtro... – ele levanta e me cala com um beijo, minha cabeça gira 360° e ao se afastar me segura como se sua vida dependesse disso.
— A única certeza que eu tenho é que quero você na minha vida, na vida do meu filho e da vida da minha família, está sendo tudo precipitado eu sei, mas... – minha vez de calá-lo com um beijo e em seguida estender a mão para ele – isso foi um sim? – confirmo com a cabeça e vejo-o deslizar o anel em meu dedo com carinho e depositar um beijo ali, em seguida sou tirada do chão e girada em seus braços, era como se não houvesse ninguém além de nós no mundo.
— Eu te amo – dissemos juntos e ouvimos palmas e assobios, sou posta no chão e enxergo todos vindo nos felicitar. William salta no colo de Oliver e nos abraça e sussurra para mim “eu te amo Liz e você será minha segunda mãe, já que a minha outra mamãe está no céu”. Não preciso dizer que me desfiz em lágrimas com a declaração dele, e assim, iniciei o ano novo mais feliz do que nunca! Realmente havia sido uma virada e tanto
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