Perfect
1 Capítulo Único.
Notas iniciais
, eu pensei: James e Rose combinam com essa musica, não é? e então respondi para mim mesma: combinam sim e muito. Então escrevi, espero que gostem.
Se possível escutem a musica ao ler, dá todo um clima, beijocas.
—James?! Você me deve uma dança, não se esqueça disso. — o moreno sorriu e ergueu a mão em forma de juramento.
—Assim que você voltar, Rô, eu prometo. — eles eram primos, mais que isso, eram amigos, mais que isso, eram apaixonados, ainda que não houvessem percebido isso. Rose e James eram perfeitos, tão iguais e opostos, ele divertido e descomplicado na forma de agir, ela controlada e focada jamais se permitindo de mais, ele sempre cheio de conflitos internos, ela sempre sabendo o que sentia, não é preciso dizer que Rose percebeu primeiro que o que sentia por ele era bem mais do que amizade sincera, era mesmo uma pena que para a ruiva sempre fosse mais fácil sentir do que agir. Com tudo para o moreno, filho mais velho dos Potter, sua prima favorita era perfeita de mais, como uma joia rara e preciosa, como uma frágil rosa que ele deveria ter cuidado ao tocar, é imprescindível dizer que isso talvez se devesse a tão conhecida e respeitada proteção exagerada de Ronald Weasley.
Eles tinham dezessete e dezesseis quando se separaram, Rose indo cursar o ultimo ano escolar na França para acompanhar a mãe que recebera uma grande oportunidade no ministério francês e foi só com vinte e três que a ruiva colocou novamente seus pés em Londres, para James ela estava ainda mais linda, se é que isso era possível? Para Rose as roupas mais sóbrias e o jeito mais sério do primo conseguiram o deixar ainda mais encantador.
—Você ainda me deve aquela dança, sabe? — ela sorria, era natal, ele devolveu seu sorriso e estendeu a mão, todos dormiam e os dois permaneciam acordados conversando nos jardins.
—Então me conceda essa dança agora, Senhorita?
—Mas agora? — ela ria e ele assentiu.
—Por que não?
—Tem razão. — ela depositou sua mão sobre a dele tão delicadamente quanto a pétala de uma rosa tocando o chão e os dois dançaram por um longo tempo, marcando a neve com seus passos, sem que nem uma musica se fizesse necessária e James Potter achou que jamais havia visto ou voltaria a ver alguma criatura tão bela quanto a ruiva que tinha em seus braços.
—Jamie!
—Querida. — Rose Weasley podia se vestir com discrição, podia não usar joias ou sapatos de saltos altos como a maioria das mulheres, mas ainda assim seria a mais linda de qualquer lugar que estivesse, e James jamais achou que sentiria tanto ciúmes dela como sentiu naquele dia, ao encontra-la perambulando pelo Beco Diagonal na companhia de sua tia Hermione, o moreno quis azarar todos os seus amigos por olharem sua ruiva daquela forma e cogitou seriamente lançar uma maldição da morte quando os comentários dos outros começaram, por que Rose tinha que ser tão linda? Porque tinha que ser tão sorridente? Por que tinha que ser tão... Perfeita? Porque era isso que a ruiva era, perfeita, tão perfeita que chegava a ser irritante.
James para Rose era como um dia de sol, um sopro de ar fresco em meio ao calor, sempre tão presente e constante, sempre tão forte e perfeito, ainda que tivesse em si tantas imperfeições. O que ela mais gostava era que o moreno sempre estaria ali, não importava quanto tempo passasse, não importava o que houvesse James sempre estaria ali para ela e por ela e saber disso, ainda que ele não a notasse como gostaria, ainda que ele não a visse como mulher, era perfeito.
—Vamos dançar? — ele fez uma mesura forçada e sorriu olhando pra ela, Rose riu e deixou o copo de cerveja amanteigada sobre a mesa aceitando seu convite.
—Victoire está linda não acha? — ele sorriu e respondeu enquanto olhava em seus olhos:
—Sim, está linda. — ela sorriu e se aproximou mais dele imaginando se algum dia ele a acharia tão linda quanto ela o achava. E James a apertou imaginando que deveria contar que ela estava terrivelmente mais linda que a noiva. Rose pegou o Buquê, sorriu e olhou para ele, de um jeito lindo e doce e naquela noite James soube, deveria falar, tinha que falar:
—Rose?
—Sim? — ela tinha seu rosto pressionado contra o peito dele enquanto eles dançavam no jardim logo após decidir que ainda era muito sedo para irem dormir, dançavam mais uma vez sozinhos, sem musica, mas daquela vez era verão e a lua cheia brindava o senário com uma luz própria para a revelação que James Potter estava prestes a fazer.
—Estou apaixonado por você. — ele disse de uma vez sem nem ao menos pensar, sem nem parar para respirar, Rose se afastou, parou de dançar e o fitou diretamente nos olhos.
—Você demorou um longo tempo para perceber isso, não é? estava começando a desistir, sabia? — ela o beijou, simplesmente o beijou, não fez nem uma jura de amor, não confessou o mesmo e na verdade demorou um bom tempo para fazê-lo, com tudo isso não importou para ele, porque naquele dia Rose o beijou, enquanto os dois dançavam sozinhos no jardim da casa dos avós, e o Buquê deixado ali perto junto a uma garrafa de whisky de fogo foi um prenuncio de tudo que estava por vir, ainda que naquele momento nem um dos dois houvesse se dado conta disso, porque naquele momento o que eles viviam já era o suficiente, porque naquele momento tudo já era suficientemente perfeito.
Rose estava nervosa, mais do que já se sentira em toda a sua vida, não via James fazia uma semana por causa de todos os preparativos e da insistência de sua prima Dominique que insistira que isso faria toda a diferença na cerimônia de casamento e no que viria depois. E agora Rose sentia saudades do noivo e futuro marido além de toda a preocupação, ansiedade e desespero comuns a uma noiva, ela já chorara mais sedo enquanto abraçava a sua mãe, já descontara sua ansiedade sobre Hugo gritando com ele para que descobrisse se estava dando tudo certo em relação a decoração do casamento, já gostara e desgostara seu vestido umas três vezes, já gritara, rira, chorara e chorara e rira ao mesmo tempo com suas madrinhas, já abraçara seu pai apertado chorando com ele e escutando mil vezes que ela estava perfeita e que o ruivo mataria o sobrinho e afilhado se James sequer ousasse pensar em fazer algo que a magoasse. E agora estava a alguns passos de James, prestes a se tornar a mais nova senhora Potter e ainda não conseguia acreditar nisso, não conseguia acreditar na sorte que tinha em se casar com alguém tão perfeito.
Fazia dois anos que James se declarara, fazia dois anos que Rose havia pego aquele Buquê no casamento de Victoire e Teddy e depois de todo o tempo que levara para eles se acertarem e confessarem aquele amor, depois de ter superado todas as ameaças de Rony Weasley, James não podia acreditar que ia se casar com a mulher mais linda e radiosa do mundo todo? Rose era a visão mais perfeita que James já tivera em toda a sua vida, se bem que ele pensava isso toda a vez que colocava seus olhos sobre a ruiva, mas Rose estava linda de noiva, andando em sua direção, com os cabelos ruivos presos em uma tiara de brilhantes, linda segurando as lágrimas enquanto olhava para ele, guiada por Rony que parecia fazer um esforço enorme para conter seu próprio choro, Rose estava perfeita.
—Eu aceito.
—Eu aceito. — eles trocaram as alianças, Rose deixou de ser apenas uma Weasley para se tornar a senhora Weasley Potter e aquilo parecia tão perfeito e certo, parecia que tudo que os dois haviam vivido, que todas as experiências apenas haviam servido para que algum dia eles chegassem a aquele momento. E todos que assistiram a história dos dois não podiam negar que em suas imperfeições e diferenças, James e Rose eram terrivelmente e indiscutivelmente perfeitos.
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