Perfect!
30 We know we've something good here! part. II
Notas iniciais
"....You know you keep on bringin out the best in me;
And I need you now even more than the air I breath;
You can make me laugh when I wanna cry;
This will fast forever I just know, I know..."
When You Got a Good Thing
Lady Antebellum
Apartamento Tommy e Cait (madrugada terça 01:35 p.m)
Cait
Devo admitir que quando Tommy disse, ainda na casa de meus pais, que teria troco a provocação que lhe fiz, não levei a sério.
E quando declarou, cerca de meia atrás, que chegara a hora de receber tal troco na forma de castigo, não sabia o que esperar visto que, até onde sei, ele, assim como eu, não era o tipo que se excitava com tapas e lances do gênero (estilo cinquenta tons, sabe!).
Mas, por mais que tivesse uma mínima noção (o que não era o caso, como já disse) do que pretendia, nada iria me preparar para o que estava acontecendo naquele momento!
Na boa, já começo a Não achar tão ruim tapa e chicotes! Pelo menos a dor seria apenas física e cessado o contato passaria, mesmo deixando o local marcado.
“ Ou quem sabe ser amarrada em alguma cadeira ou cama...Se bem que, apesar de não estar amarrada de fato, é quase como se o estivesse já...”, meus pensamentos são interrompidos quando sinto sua boca se apossar de meu seio mais uma vez, sugando-o forte, mordendo o mamilo enrijecido de desejo, ao mesmo tempo que seus dedos me penetram novamente, arrancando gemidos.
—Tommy, por favor!!— imploro mais uma vez, tentando libertar meus braços da “algema” que sua mão havia se tornado em volta de meus pulsos, mexendo-me, inquieta, sob ele, arqueando meu corpo o máximo que a posição permitia.
Depois que me despira e colocara sobre a cama, ele abrira a camisa sem, no entanto retira-la, e quando tentei fazê-lo, me segurou pelos pulsos, a principio com ambas as mãos, erguendo meus braços acima da cabeça, prendendo-os, me impedindo de tocá-lo.
Daí por diante, começara a me “castigar” (torturar, isso sim!), prendendo-me com seu corpo.
Posicionara meus braços de forma que os mantinha presos com uma única mão deixando a outra livre para passear por toda extensão de meu corpo, subindo e descendo, impiedosa, apalpando, tocando, provocando, me levando a beira da loucura de tanto tesão!
Minha calcinha a muito havia sido arrancada e jogada ao chão, o sutiã sendo poupado por muito pouco (o modelo facilitara sua retirada sem maiores problemas com uma só mão). Estava nua sob seu corpo, completamente a mercê de seus desejos e vontades, que no momento consistiam em me fazer perder a razão!
Neste exato momento, cheguei a pensar que me libertaria já que desceu meus braços, mas logo percebi meu engano visto que apenas os reposicionou a fim de ele ter mais liberdade para explorar meu sexo com sua boca, que tem sido tão implacável quanto sua mão.
Emito um grunhido rouco, alto, quando , com a língua, penetra minha intimidade, me fazendo quase gozar, parando justamente quando sente meu corpo começar a estremecer, afastando-se, me deixando frustrada.
—Cretino, bandido, eu vou...- minha ameaça é silenciada por seu beijo, urgência e paixão misturadas com uma força que me tira o fôlego.—Tommy, por favor, pare! Não aguento mais!—volto a implorar arquejante— Preciso de você.. Dentro de mim....Agora!! – peço, frisando cada palavra entre os beijos que me dava.
Depois de me encarar por alguns segundos, solta meus pulsos, erguendo-se, retirando a camisa enquanto levo minhas mãos ao cós de sua calça, abrindo-a, segurando as laterais da mesma, puxando-a para baixo junto com a box preta que usava. Tommy levanta-se, afastando-se a fim de terminar de retira-la por completo e, apoiando os cotovelos no colchão, corro os olhos por seu corpo, agora inteiramente nu, detendo-me em seu membro ereto. Mordo meu lábio sentindo a respiração aumentar, gemendo antecipadamente, luxuria e desejo mesclados em sua voz quando fala.
—Venha aqui- ordena, segurando meus tornozelos, puxando meu corpo para junto do seu, posicionando-se entre minhas pernas – Não. Deite-se – manda quando ameaço erguer meu corpo para encontrá-lo e obedeço.
Tommy faz um sinal com a mão pedindo-me que lhe passasse um dos travesseiros e o faço. Ele inclina-se sobre mim e ao fazê-lo seu membro roça em minha coxa me fazendo gemer alto mais uma vez, tentando enlaçar sua cintura com minhas pernas, sendo impedida por suas mãos que acabaram de posicionar o Travesseiro na base de meu quadril, erguendo-o. Devagar, começa a me penetrar, mantendo minhas pernas erguidas em seus braços, puxando meu corpo ao mesmo tempo em que empurra o seu contra o meu, parando um segundo, deslizando as mãos até meu quadril, segurando firme sem nunca desviar seu olhar do meu.
Solto um grito quando, em um movimento vigoroso, termina de me penetrar, trazendo meu quadril de encontro ao seu. Dor e prazer se misturam ao senti-lo ir tão fundo dentro de mim, meu corpo arqueando-se instintivamente, as pernas cruzando-se as suas costas, apertando seu corpo da mesma forma que meu sexo aperta seu membro quando começa a sair de mim apenas para voltar a entrar novamente, mais forte, mais fundo me fazendo quase urrar tamanho prazer que senti.
Agarro o lençol com as duas mãos gemendo mais e mais alto a medida que aumenta o ritmo de suas estocadas, espasmos cada vez mais fortes sacudindo meu corpo
—Goze comigo Cait!—pede com a voz rouca, repleta de desejo e luxuria e estremeço uma ultima vez antes de me libertar ao mesmo tempo que ele, sentindo seu gozo quente dentro de mim, me preenchendo, enquanto o meu envolve seu membro rijo , gotas de suor escorrendo por nossos corpos
—Isso, meu amor! – comemora, deitando-se sobre mim, prendendo meus lábios em um beijo selvagem, que correspondo com a mesma intensidade— Meu amor! Minha doce Cait! Minha, só minha! —sussurra em meu ouvido, possessivo e me arrepio inteira, em parte pelo desejo, em parte por medo das lembranças que aquele tipo de declaração me trazia, relaxando ao ouvi-lo completa-la – Sou seu. Completa e inteiramente seu! Me amor, minha luz, minha vida! -- ergue o rosto, olhando-me direto nos olhos, beijando-me sem perder o contato visual.
—Pertenço a você da mesma forma que me pertence! – declaro, envolvendo sua cintura com minhas pernas mais uma vez, beijando-o, segurando os fios curtos entre meus dedos, puxando-os, fazendo-o inclinar levemente a cabeça, aprofundando o beijo – Amo você Tommy! — sussurro junto a sua boca, voltando a beija-lo.
Sem sair de mim, ergue meu corpo junto com o seu, e deslizamos até o centro da cama,parando ali, ajustando nossos corpos um ao outro, recomeçando a nos amar de novo e de novo até ficarmos completamente exaustos e adormecermos abraçados.
Acordo sentindo meu braço dormente devido estar na mesma posição por muito tempo além do peso de Tommy sobre ele.
Acaricio seu cabelo úmido, beijando seu rosto, vendo um sorriso surgir nele.
—Bom dia meu amor!—digo, beijando-o mais uma vez.
—Quantas horas?? – pergunta, ainda sonolento.
—Umas sete, acho..—pego o relógio sobre o criado mudo—Sete em ponto para ser mais exata – comunico.
—Temos tempo ainda – diz, abraçando minha cintura e solto um pequeno gemido chamando sua atenção – O que foi? -pergunta, erguendo a cabeça preocupado.
—Nada – minto, fechando os olhos quando aperta-a novamente.
—Esta mentindo! -exclama, sentando-se rápido, puxando o lençol, assustando-se ao ver as marcas em meu corpo – Meu Deus Cait, machuquei você!—diz, horrorizado – Por que não me impediu?
—Seria meio difícil fazer isto quando estava com tanto tesão quanto você! –afirmo, corando – E se quer saber, não sou a única com marcas aqui_ completo, apontando seu peito e ombros marcados pelos chupões e mordidas que lhe dei – Isso sem contar as que não pode ver em suas costas – acrescento, escutando-o rir baixinho.
—Parece que nós dois andamos exagerando essa madrugada!—exclama, beijando cada marca em meu corpo até chegar a meus lábios- Desculpe por isso amor. Seu castigo saiu um pouco do controle!
—Apenas pra constar: tirando o começo, pode me castigar quando quiser!- afirmo, beijando-o com ardor, sentindo sua ereção se pronunciar contra minha barriga, aumentando minha própria excitação – O que acha de continuarmos essa conversa em sua banhe...
—Nossa banheira –corrigi-me, completando minha frase – E acho uma excelente ideia senhora Merlyn! – diz, levantando-se rápido, me puxando para seus braços.
—Não seria futura senhora Merlyn? – questiono, envolvendo seu pescoço com os braços.
— Para mim você já é minha esposa... Minha mulher... Minha amante... Minha amiga – assegura, intercalando cada frase com um beijo enquanto caminha para o banheiro.
—Humm, adorei saber disso! – digo, deitando a cabeça em seu ombro, aspirando seu cheiro – Lembre que não posso faltar outro dia de trabalho. Meu chefe é muito exigente, sabe – provoco-o.
—Pode deixar seu chefe por minha conta. Faz um tempo que quero dar um corretivo nele mesmo! –brinca, fechando a porta com o pé, rindo junto comigo...
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Sara Lance
Acordo sentindo a cabeça latejar violentamente, abrindo os olhos, voltando a fecha-los quase imediatamente, incomodada com a claridade.
Suspiro, xingando-me mentalmente por deixar um cara me abater a tal ponto de fazer o que sempre critiquei nos outros (em especial Oliver e Tommy!) tantas vezes: beber até cair!
Faço uma nova tentativa, abrindo-os mais devagar, acostumando-os com a claridade do ambiente tipicamente.... Masculino???
—Onde raios estou??—pergunto para mim mesma, sentando na imensa cama de casal, olhando tudo a minha volta, buscando algo que me desse uma pista de onde estava – Só pode ser brincadeira!!! –exclamo, arregalando os olhos ao me ver no espelho da cômoda localizada ao lado do que suponho ser a porta do banheiro, de frente para a cama, notando: (1) estava usando apenas (e quando digo apenas é apenas mesmo!) uma camiseta dos Patriots que mais parecia um mini vestido!; (2)_ Eu estou ferrada. Muito ferrada! – digo, visualizando a foto no porta-retratos sobre o móvel , vendo a figura de Raymond Palmer se materializar a minha frente, saindo do banheiro tendo a cintura enrolada por uma toalha enquanto secava o cabelo com outra, seu torso molhado e nu me fazendo prender o ar.
—Ah, vejo que acordou. Como está se sentindo? – pergunta, me encarando com a cara mais inocente do planeta.
Observo-o por um segundo antes de me levantar (ou deveria dizer pular!?) da cama indo até ele, socando-o e estapeando-o, furiosa.
—Mas o que..?? O que foi que eu fiz??—pergunta, erguendo os braços a fim de defender-se de meu ataque, recuando a medida que avanço sobre ele, parando quando choca-se com a bancada da pia dentro do banheiro.
—Ainda tem coragem de perguntar isso??—bufo, parando de bater nele por um segundo – Então acordo praticamente nua em sua cama e ainda tem coragem de me perguntar “O que foi que eu fiz?” – repito, imitando sua voz – Honestamente Raymond, esperava esse tipo de atitude de qualquer um, do Oliver, do Tommy e até mesmo do Eddie ...-enumero, olhando-o, magoada, não conseguindo conter as lágrimas que teimavam em cair—Mas não de você! – afirmo, voltando a bater nele, que ergue os braços para defender-se e ao fazê-lo acaba soltando a toalha que envolvia sua cintura, deixando-o completamente nu, me fazendo corar intensamente diante de sua virilidade evidente, erguendo os olhos, encontrando os seus, mergulhando naquele lago de águas escuras aparentemente sereno..
—Interrompo? – escuto uma voz as minhas costas, quebrando o laço que nos mantinha presos, e giro o pescoço ao mesmo tempo que ele olha por cima de minha cabeça, paralisando ao dar de cara com o sorriso cínico de Ronald Palmer – Pergunta idiota. Evidente que estou atrapalhando – continua, encostado a soleira da porta, observando-nos, o riso cínico grudado em eu rosto.
—O que está fazendo em meu apartamento Ronnie? Pensei que só chegaria depois de amanhã!? -- escuto Ray dizer, sentindo-o roçar meu corpo ao abaixar-se para pegar a toalha, enrolando-a a cintura novamente.
—Não precisa parar Raymond. Não por minha causa!—exclama, aumentando o sorriso diante da expressão zangada do irmão.
—Não é o que está pensando—afirma e me volto para ele – Eu não... –Ronnie o interrompe.
—Antecipei minha volta. Não havia motivos para continuar em Portland—prossegue, ignorando o irmão – Quanto a estar aqui, quero lembra-lo, irmãozinho, que este apartamento é tão seu quanto meu visto que pertence a Palmer Tech e até onde sei, ainda sou um dos herdeiros, apesar de Você ser o Atual CEO—diz, praticamente cuspindo as palavras- Quanto ao que estou pensando...- cala-se, me olhando de cima a baixo, detendo-se me meus seios e na região de minha cintura, umedecendo os lábios com a ponta da língua, me causando asco! – Só posso lhe dar os parabéns já que seu gosto para mulheres parece ter melhorado bastante.
—Ronnie eu...—Ray tenta falar mas novamente não o deixa.
—Vou arrumar minhas coisas em meu antigo quarto—anuncia – Podem continuar de onde interrompi..- acrescenta, virando-se, parando e voltando-se para nós mais uma vez – Caso meu irmãozinho não consiga satisfazê-la benzinho, pode me procurar no final do corredor!—insinua, saindo, fechando a porta atrás de si.
—Eu vou esganar esse canalha!! – bravejo, fazendo menção de ir atrás dele, Ray impedindo-me.
—Não vai adiantar nada Sara – diz, amargo, abrindo a porta, saindo do banheiro e o sigo – Depois que tira suas próprias conclusões, Ronnie não costuma mudar de ideia—informa-me, pegando seu celular, discando para alguém – E antes que me esqueça: não transamos! -garante, fazendo uma careta, tentando ligar mais uma vez – Você exagerou na bebida, se recusou a ir embora com suas amigas, ficou tarde e te trouxe pra cá. Era mais perto e eu tinha a chave. A única coisa indecente, se assim quiser considerar, que fiz foi tirar sua roupa, que estava ensopada de bebida e um pouco de vômito, e Dormir — frisa-- A seu lado—completa, voltando sua atenção para o telefone-- Oi, desculpe ligar tão cedo mas não quis esperar um minuto sequer—para, respirando fundo antes de falar novamente—Ele está aqui. Ronnie chegou Thomas ...
"...We got a good thing here, baby, woah;
So hold on tight,baby, don't let go;
Hold onto the love we're making;
Cause baby, when the ground starts shakin;
You gotta know, oh you gotta know;
Oh you gotta know, you otta know;
When you got a good thing;
We gotta a good thing!"
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