Perfect!
5 I can't Remember to forget you!
Notas iniciais
"....The way he makes me feel,yeah! He gotta hold on me;
I've never met someone so different, oh here we go!;
He a part of me now, he a part of me, so where you go;
I follow,follow,follow..."
Can't Remember To Forget You
Shakira ft Rihanna
Propriedade Merlyn (madrugada de sábado)
Caitlin
"..I go back again, fall off the train,land in his bad,repeat yesterday's mistakes; What I'm trying to say is not to forget you see only the good,selective memory; The way he makes me feel like...The way he makes me feel I never seemed to act so stupid, Oh here we go!..."
Eu posso ouvir o trecho da música em minha cabeça, enquanto permaneço deitada, quieta, sentindo sua respiração tranquila em minhas costas nuas..." Como pude ser tão estupida?? ", me recrimino.." No que diabos estava pensando? Se é que em algum momento eu pensei!"..continuo..." E agora,como vai ser? Das duas, uma: ou vou ser demitida ou vou.."...interrompo meus pensamentos ao senti-lo mexer-se sobre mim.Thomas havia adormecido parcialmente sobre meu corpo, portanto, qualquer movimento seu ou meu faria um ou outro acordar, o que , no meu caso, já tinha acontecido.
Olho para a janela vendo o céu ainda escuro, concluindo que deve ser madrugada, fechando os olhos em seguida, sentindo um arrepio percorrer meu corpo quando sua mão inicia um passeio lento, detendo-se momentaneamente no quadril , pouco acima de minha bunda, retornando até a base do pescoço, afastando os cabelos, expondo-o para receber seus beijos.
—Está com frio?- ouço sua voz rouca, o hálito morno sobre minha pele, aumentando os arrepios.
—Hum,hum — sussurro, balançando a cabeça negativamente — Como sabia que eu estava acordada? Não me diga que pensei alto?- questiono, assustada.
—Alto não. Apenas o suficiente para me acordar. Tenho o sono leve — diz, deslizando a boca por meus ombros, ora beijando, ora dando pequenas mordidas — Respondendo sua indagação, não pretendo demiti-la, a menos que me dê um motivo justo pra fazê-lo, e transar com seu chefe definitivamente não é um! — afirma, acompanhando minha coluna com beijos, afastando o lençol no ponto onde sua mão parará antes, descobrindo-me quase totalmente — Qual seria a outra opção? — pergunta, fazendo o percurso de volta a meu pescoço..
"E por acaso dá pra pensar em alguma coisa com sua boca me torturando desse jeito??" , penso, escutando seu riso melodioso em meu ouvido.
—Eu fiz de novo não foi? — pergunto.
—Fez — confirma, mordendo o lóbulo de minha orelha, a essa altura com metade do corpo sobre o meu.
—Aí, preciso colocar uma trava entre meu cérebro e minha língua! — resmungo, abrindo a boca, mordendo seu polegar que pressionava meus lábios, recebendo o beijo provocante logo em seguida.
Sinto seu membro ereto pressionando minha coxa, me fazendo gemer, excitada. Nunca havia me sentido assim com ninguém antes. Tá certo que não tenho tantas experiências para comparar (algumas sendo até bem frustrantes!), mas chega a ser assustador a maneira como meu corpo reage a seu toque, um simples carinho me deixando em chamas!
Sinto sua mão entre minhas pernas, os dedos hábeis brincando com meu sexo, estimulando, entrando e saindo de dentro de mim, me fazendo ergue o quadril de encontro ao dele. Apoio as mãos na cama tentando me virar mas Thomas não deixa, forçando meu corpo com o seu contra o colchão, calando meus protestos com um beijo ávido.
Após mais alguns minutos torturantes, ele inclina o corpo, esticando-se por sobre mim até a gaveta na cabeceira da cama de onde retira um preservativo. Escuto o som do lacre sendo rasgado e me preparo para ser possuída mais uma vez.
—Vire-se Caitlin — ordena e giro meu corpo, passando uma perna por sobre sua cabeça e antes que a apoie novamente no colchão, ele a segura, apoiando o tornozelo sobre seu ombro direito, fazendo o mesmo com a outra a seguir,ficando de joelhos sobre a cama, segurando meu quadril me trazendo para sí ao mesmo tempo que inclina o corpo, o movimento fazendo meus joelhos dobrarem, me penetrando em um movimento lento. Não consigo conter um grito de puro prazer ao senti-lo tão profundamente dentro de mim. Me apoio nos cotovelos erguendo o corpo,a medida que suas estocadas aumentam de intensidade.
—Puta merda!.....Caitlin! — escuto-o grunhir, a respiração ofegante, a boca abrindo-se em um perfeito O, suspirando.
Ergo ainda mais meu corpo, indo de encontro a seu quadril, correspondendo a suas investidas.
Com um movimento, Thomas faz minhas pernas deslizarem pela lateral de seu corpo caindo sobre o colchão, liberando seus braços, permitindo que se incline mais sobre mim, capturando minha boca em um beijo selvagem, libertando-a apenas quando o ar nos falta, descendo por meu pescoço até os seios. Jogo minha cabeça para trás desfrutando as deliciosas sensações que sua boca provoca, arqueando o corpo lhe dando total acesso.
Sem nos separamos, invertemos as posições e passo a cavalgá-lo, cravando minhas unhas em seu peito no momento em que gozo sentindo-o gozar instantes depois de mim, reduzindo minha cavalgada a um movimento cadenciado, voltando a aumentar o ritmo até atingirmos o êxtase quase ao mesmo tempo.
Deito sobre seu corpo, exausta, assim como ele, nossas respirações voltando ao normal lentamente, os corações batendo juntos,no mesmo ritmo,acalmando-se. Sinto sua mãos acariciar meu rosto,retirando uma mecha de cabelo presa pelo suor..." Que cheiro maravilhoso ele tem!", penso, mordendo o lábio para me certificar que não pensaria alto novamente.
—Está amanhecendo — comento, vendo o céu clareando — Preciso ir pra casa — digo, levantando-me, olhando em volta a procura de minhas roupas.
—Eu te levo. Não precisa ter pressa — diz, tentando me puxar de volta para junto de si — Caitlin, volta pra cama! — convida,e paro o que estava fazendo, olhando seu corpo nu estendido na cama,quase aceitando o convite. Quase.
—Não posso passar o dia aqui, na cama com você...o senhor...você .. — gaguejo, indecisa,prendendo o fecho do sutiã, vendo-o,pelo canto do olho, sorri.
—Por que não? Até que não seria uma má ideia! — exclama, esticando o corpo preguiçosamente — Maratona de sexo.
"Oi? Como é? Mais ainda??? Por acaso é algum ninfomaníaco?", questiono mentalmente, terminando de por o vestido, vendo seu sorriso largo, tendo certeza de ter, mais uma vez, verbalizado meu pensamento..._Respondendo sua pergunta — digo, disfarçando — Há várias razões para não fic..-ele me interrompe.
—Quais?- quer saber, encostando-se na cabeceira, observando meus movimentos.
—Seus filhos, sua mãe..." Minha auto estima!"
—O que sua auto estima tem haver com isso? — questiona, erguendo a sobrancelha, me fazendo revirar os olhos.
—Poderia pelo menos fingir não ouvir e não questionar cada vez que "penso" — faço aspas no ar — Alto? — pergunto — Ao menos até instalar essa bendita trava — completo, voltando a revistar o quarto com os olhos, agachando-me perto da cama.
—Não. É divertido. E espero que não instale trava nenhuma!- ouço-o exclamar — O que tanto procura? — quer saber.
Levanto a cabeça, olhando diretamente para ele, mordendo o lábio indecisa se deveria dizer ou não, dando de ombros a seguir.
—Minha calcinha e sandálias — informo e o vejo coçar a cabeça,sem graça.
—Acho que ficaram no carro — diz, me fazendo abrir a boca.
—Legal! Além de ter trepado dentro do carro, ainda deixei suvenires pro motorista! — bufo, irritando-me ainda mais ao ouvi-lo gargalhar — Poderia para de rir, por favor?-peço, atirando o próprio sapato contra ele, fazendo-o rir ainda mais, me sentando na cama, os braços cruzados, acabando por me contagiar por seu riso.
—Te compro um par novo- diz, abraçando minha cintura, a boca em minha orelha, mordendo, provocando, me fazendo encolher toda, a pele arrepiando — Amo a forma como seu corpo reage a meu toque- comenta, beijando meu ombro.
—Eu tô começando a ficar com raiva dele pelo mesmo motivo — digo, aproveitando sua distração para escapar de seus braços — Tenho que ir.É sério- afirmo, cruzando os braços sobre o peito, escondendo a excitação denunciada pelos bicos rijos de meus seios.
Thomas me olha por um tempo,levantando-se em seguida, suspirando, sem esconder a frustração, vestindo-se..." Não sei o que é mais sexy: vê-lo tirar ou por a roupa!" , pondero,mordendo o lábio ( o que descobri ser bastante eficaz para segurar minha língua), observando-o, prendendo a respiração quando se volta, caminhando em minha direção.
—Se quer realmente ir embora, sugiro parar de me olhar dessa maneira e sair daqui agora, antes que eu me arrependa, tranque o quarto e jogue a chave fora — ameaça e me viro correndo em direção a porta, ouvindo seu riso divertido .
Do lado de fora,uma garoa fina cai, escondendo os primeiros raios de sol. Deixo-o passar a minha frente, seguindo-o com dificuldade,as pedras da trilha que sai do bangalô machucando meus pés descalços.
Distraída procurando o melhor caminho para não machucar os pés, me assusto ao sentir-me sendo erguida do chão, colocando os braços em volta de seu pescoço, apoiando-me.
Seguimos assim até a gargarem da casa ( melhor dizendo:mansão), onde ele me coloca no chão,indo até um quadro na parede, escolhendo a chave de um dos carros, destravando-o.
Entramos no veículo em silêncio, permanecendo assim durante todo o percurso, amenizado apenas pelo som do rádio que ligara.
Ao chegarmos, peço que estacione um pouco antes da casa ( não quero correr o risco de dar de cara com alguma das meninas ), no que sou atendida, descendo assim que estaciona, Thomas fazendo o mesmo, me acompanhando até perto da casa.
—Melhor ficar aqui — peço — Vou entrar pela porta de vidro na lateral — digo , parando a sua frente, muda, sem saber o que dizer.
Thomas resolve o problema de comunicação com um beijo, que trato de interromper quando sinto aumentar a intensidade, afastando-o, firme, porém gentilmente.
—Até segunda Caitlin — diz, ainda segurando minha cintura.
—Até Thomas — digo, seu nome saindo em um reflexo — Desculpe, eu quis dizer...- sou calada por mais um beijo, mais intenso que o primeiro, que me deixa tonta quando terminar tão rapidamente quanto começou.
—Tenha um bom fim de semana, Caitlin — deseja, virando-se, caminhando até o carro, saindo em seguida.
Permaneço um tempo, parada, mesmo depois que o carro sumiu de vista, despertando do transe quando a garoa começa a se transformar em chuva, correndo até a porta lateral, abrindo-a, subindo o mais silenciosamente possível para meu quarto, onde, após um banho morno, me deito, relaxando, adormecendo com as lembranças da noite passada, um sorriso teimando em surgir na face.
"....ohh,ohh,ohh,ohhh,ohh, I can't remember to forget you;
ohh,ohh,ohh,ohh, I keep forgetting I should let you go;
But when you look at me the only memory ;
Is us kissing in the moolight.."
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