Perfect!
36 A New Year Has Come!!!
Notas iniciais
“...I was wainting for so long for a miracle to come;
Everyone told me to be Strong hold on and don’t shed a tear;
Through the darkness and good times I knew I’d make it through;
And the world through I had it all but I was wainting for you..”
A New Day Has Came
Céline Dion
Residência dos Queen (noite de Natal)
Tommy
Terminada a celebração na igreja, todos nos dirigimos para o condomínio onde ficam as casas de meus pais e dos Queen. Havíamos combinado que passaríamos o Natal todos juntos na casa de Robert e Moira, onde estávamos neste exato momento nos esforçando para não ter um acesso de riso diante da cena que víamos a nossa frente: Robert e meu pai vestidos a caráter (ou seja, de papai Noel!!!) distribuindo os presentes após a ceia.
—Como é bom ter a casa cheia outra vez! – ouço Moira dizer mas evito olhar em sua direção.
Na verdade, estava evitando olhar para qualquer lugar que não meus pés!!
—Verdade Moira. Há anos não nos reuníamos desta forma! – minha mãe corrobora, tocando meu braço – Acho que a última vez foi um ano antes de Adalind vir morar conosco, não foi isso Tommy? – pergunta e confirmo com um meneio de cabeça – O que houve filho? Está sentindo alguma coisa? Dor de cabeça? – insiste, apertando meu braço mais forte — Thomas??
—Mãe, eu estou bem!! – resmungo, erguendo levemente a cabeça ...Só pra ver o rosto vermelho de Thea a minha frente, no esforço para controlar o riso que explode em mim e nela no exato momento em que nossos olhares se cruzam, contagiando Oliver, Felicity, Eddie,Cait, Barry e todos os que a muito custo mantinham o controle.
—Desculpem, mas tenho que sair!! – Oliver declara, levantando-se rápido, indo para o jardim.
—Espera por mim! – Felicity pede, seguindo-o de perto,Barry, Carol, Emily e Maxx fazendo o mesmo, rindo sem parar.
—Traidores! – Sara reclama, abafando o rosto com uma almofada depois de acertar Ray com a mesma na tentativa de fazê-lo parar visto que mal conseguia respirar.
—O que deu em vocês?? – Dinhah pergunta, nos encarando, perplexa.
—Sério??? – Quentin Lance questiona, apontando Robert e meu pai – Precisa mesmo explicar?? – olha para a esposa – Milagre não terem começado assim que os dois entraram na sala com todo aquele “Ho,ho,ho”! – faz aspas no ar, uma careta no rosto.
—De fato está um pouco... Ridículo! – Moira admite.
—Ridículo? Um pouco? Tá Muito ridículo!! – Donna Smoak, do “alto” de sua sinceridade, exclama – Sem contar que as coitadas das crianças não sabiam onde se enfiar de tão sem graça que ficaram! – completa, olhando meus filhos e sobrinhos.
—De fato, eles pareceram bastante desconfortáveis no começo – meu futuro sogro comenta – Vocês não tinham o habito de vestirem-se de papai Noel para eles não é mesmo? – pergunta, voltando-se para mim e Sean
—Bem, confesso que nunca fiz isso... Meu pai era o encarregado tal mico nos natais em família e eu não quis roubar seu lugar – Sean admite – Depois que ele morreu, até tentamos fazer no primeiro .. Mas diante da reação do pessoal, ninguém mais quis repetir. Então ficou sendo uma espécie de homenagem.
—Ethan tinha medo do papai Noel – revelo, olhando-o de soslaio – Ainda não se sente confortável perto de um – digo, um riso de canto de boca surgindo diante do evidente esforço de meu filho ante o avô – Não sei bem de onde surgiu esse medo, mas desconfio que tenha sido fruto de algum filme de terror que assistiu escondido em alguma madrugada após a irmã e a babá adormecerem. Nunca os proibi de assistir nada desde que, se não estivesse dentro de sua faixa etária, eu ou a pessoa que estava encarregada de tomar conta deles também assistisse... Mas nem sempre isto foi possível, reconheço.
—Mesmo com você presente isto já seria difícil meu amor – Cait comenta – A curiosidade natural é maior que o medo! – enruga o nariz em uma careta – Lembro que papai odiava filmes de terror, mas amava de suspense – olha para o pai, que assente, sorrindo divertido – Cai na besteira de assistir um com ele certa vez ... Pra nunca mais!! – declara.
—Por que?? – pergunto, voltando-me para ela – Suspenses são bem mais interessantes do que terror.
—Discordo – afirma – No filme de terror você já sabe o que te espera: um maluco assassino, sobrenatural ou não, que vai matar quase todo mundo, depois vai ser “morto” pelo mocinho, ou mocinha...
—Ou casal de mocinhos!! – Thea se mete.
—E ressuscitar no filme seguinte para tentar se vingar – conclui – Já no de suspense, é um susto atrás do outro. Você nunca sabe o que te espera atrás da próxima porta..
—Ou dentro do carro, ou por detrás da parede...
—Ou dentro do elevador!! – Eddie e Thea completam – Adoorooo!!! – dizem juntos, tocando a mão que estendo no ar, Padre Snow fazendo o mesmo.
—Sério?? – Cait indaga, me acertando um tapa no ombro — Você jamais vai escolher os filmes em um dia de chuva que tenhamos que ficar em casa!! – avisa, apontando o dedo em minha direção, parando, mordendo o lábio enquanto emite um gemido seguido por uma careta de dor.
—Cólica?? – sua mãe pergunta, pondo a mãe em sua barriga.
—Algo assim! – diz.
—Ou eles estão discordando de você! -provoco-a, beijando seu rosto.
—Podem discordar a vontade! A última palavra vai ser sempre a sua: “Sim amor!” – devolve, me dando um selinho.
—Ouwnn!! Fofo!! – Thea junta as mãos, piscando os olhos – Tá bom, já chega! Vamos comer mais daquela sobremesa divina que sua mãe trouxe Cait, fazer aqueles dois pararem de aterrorizar meus sobrinhos, os cinco!! – frisa, mandando um beijo para Adriane, que sorri de volta – E dar essa noite... Ops, já é quase dia! – exclama, chamando nossa atenção para o relógio – Nossa, quase duas da madrugada!
—Nem vimos o tempo passar. Melhor irmos andando querida – meu sogro chama..
—De jeito nenhum. Vocês dormem aqui. Todos vocês. E não vou aceitar um não como resposta! – Moira intima, levantando-se.
—Acho melhor mesmo Antony – minha sogra concorda – Podemos seguir direto para a igreja daqui. A missa do dia será apenas as dez – relembra-o.
—Se você prefere – concorda, beijando-a levemente.
—Ok, vou levar um tempo pra me habituar com isto! – Maxx, que se aproximara a fim de despedir-se, comenta, fechando os olhos.
—Nem me fale – Thea anui – Desculpa, mas é bem...Estranho ver um padre beijando ... Mesmo sendo um selinho bem comportado .. Até porque a gente sabe que selinhos bem comportados acontecem apenas diante dos pais, para as pessoas normais, o que não é o caso do meu irmão aqui, como já sabemos..
—THEA!!! – eu , Cait, Moira, minha mãe e Ashley Snow ralhamos em uníssono – Pare agora antes que diga alguma bobagem! – Cait pede
—Precisa ela dizer não... Já pensei! – Maxx exclama, o rosto vermelho como um pimentão – Onde ficar o quarto mais próximo pra eu me esconder?? -pergunta, sem graça.
—Vem comigo miga!! – Thea chama, segurando-a pela mão.
—Desculpem minha filha. As vezes ela não mede as palavras – Moira pede.
—As vezes?? Só as vezes?? – questiono – Sabia que ainda me zoam por causa dos bebês??
—Neste caso a culpa é sua por não saber contar, meu caro! – Eddie defende-a, e franzo o cenho, olhando-o interrogativamente – A forma certa é: um, dois, três, quatro ... Não dois, três ...- me provoca, levantando-se rápido quando tento acertá-lo, rindo alto.
—Enquanto você se importar eles vão continuar te provocando meu amor – Cait comenta, beijando meu rosto – Deixa lá e eles esquecem.
—Isso mesmo filho – meu sogro concorda, levantando-se antes de completar – Pelo menos até ao quadrigêmeos chegarem!! – pisca, rindo divertido, dando-nos as costas, indo até meus filhos.
—Qual o tamanho do pecado por assassinar um padre?? – pergunto, lançando lhe um olhar assassino.
—Duplamente mortal – minha sogra começa – Por estar atentado contra a vida de outro ser humano e por este ser um servo de Deus ... Mas posso ver a questão dos atenuantes! – pisca para mim, sorridente.
—Mãe, não dê corda a ele, por favor! – Cait ralha, segurando meu rosto, virando-o para um beijo, cessando ao escutar os assobios e aplausos – Idiotas! – resmunga, estreitando os olhos.
Após arrumarmos os presentes que ainda não haviam sido abertos sob a arvore, nos recolhemos.
Vou, junto com Sean, ao quarto onde Ethan e os dois meninos dele ficariam ajudando-os a se organizarem, enquanto Cait e Adriane fazem o mesmo com as meninas.
Nos despedimos no corredor, seguindo para nossos quartos.
—Admito: estou muito cansada – Cait diz, sentando na cama, massageando o pescoço.
—Resolvo isso em um minuto – garanto, entrando no banheiro, onde, após encher a banheira com água morna, colocando algumas gotas de óleo e sais – Cait, pode vir – chamo, me despindo, parando para admira-la visto que usava apenas o conjunto de lingerie – Linda! – elogio, abraçando-a, beijando o pescoço delicado exposto pelos cabelos presos no alto da cabeça em um coque, envolvendo sua cintura.
—Quero só ver daqui um ou dois meses quando estiver barriguda e inchada! – diz, manhosa, fazendo um biquinho, que beijo, rindo.
—Vai estra barriguda...- beijo sua testa – Inchada .. – beijo a ponta de seu nariz – E ainda mais linda!! – concluo, beijando-a, calmamente, a princípio, aumentando a intensidade e pressão a medida que nosso desejo também aumenta — Te amo tanto!! – sussurro em seu ouvido, apertando-a mais junto a meu corpo, soltando o fecho do sutiã, que cai ao chão quando se afasta a fim de terminar de despir-se. Faço o mesmo, entrando na banheira ante, ajudando-a a fazer o mesmo em seguida.
Me sento fazendo-a sentar-se entre minhas pernas. Pego um dos óleos relaxantes, espalho em seus ombros, iniciando uma massagem lenta a começar pela base do pescoço, descendo pelos ombros, costas, braços, novamente costas indo até o quadril, fazendo o caminho de volta até o pescoço lentamente.
Cait encosta o corpo ao meu, deitando a cabeça em meu ombro. Inclino a cabeça, colando meus lábios aos seus em um beijo demorado enquanto massageio seus seios e barriga, sentindo o movimento sutil de nossos filhos.
Após alguns minutos nesta posição, ela ergue-se, ficando de frente para mim. Nos beijamos mais uma vez, suas mãos sob a água estimulando meu membro, posicionando-se sobre ele, descendo devagar, até me sentir completamente dentro dela.
Sem pressa, inicia uma cavalgada cadenciada, me fazendo fechar os olhos, desfrutando cada segundo, acariciando cada recanto do corpo que tanto amo e do qual estive afastado tanto tempo.
—Eu te amo Tommy! – murmura, deslizando os lábios por meu pescoço, lambendo, mordendo, aumentando o ritmo de sua cavalgada até atingirmos juntos o clímax, relaxando, permanecendo ainda um tempo unidos, nos entregando a mais um novo momento de prazer antes de terminarmos nosso banho, seguindo para a cama, adormecendo abraçados.
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31 Dezembro 2016
Caitlin
A semana passou voando e quando menos esperávamos o último dia do ano chega trazendo duas novidades ... Bem, não duas exatamente. Apenas uma. Só que dupla: o retorno de Ronnie Palmer, que trouxe, além de sua habitual animosidade e antipatia, esposa e filha!
—Você sabia disso Ray? – Sara pergunta, enquanto ajuda o agora oficialmente namorado a enfeitar a tenda aramada no gramado da área compartilhada do condomínio onde eu e Tommy morávamos (havia me mudado em definitivo, trazendo o restante de minhas coisas que ainda estavam em meu quarto na casa, deixando-o vago, mas não por muito tempo, visto que Emily Thawne cumprira o que dissera, mudando-se para lá assim que o desocupei!).
—Não. Nem nossos pais, pelo que pude perceber – Ray informa, fazendo uma careta engraçada – Pior, quer dizer, melhor... Sei lá!! ... É que elas são legais. Bem legais pra ser sincero. Gostei das duas, mãe e filha.
—E seus pais, como reagiram? – pergunto, entregando-lhe outro enfeite
—Estranharam o fato de ele não ter mencionado nada – dá de ombros – Mas depois, não comentaram mais nada. Até porque mamãe está pra lá de ocupada com os preparativos para a festa de logo mais...Falando nisso...
—Não, não e não! – Sara frisa, cruzando os braços – Nem ouse me pedir pra ir até a casa de seus pais hoje! – avisa, virando o rosto quando ele tenta beija-la – E me agradar não vai adiantar nada! – reitera – Não suporto a ideia de encontrar o cínico do seu irmão outra vez. O que disse aquele dia que me encontrou em seu quarto ainda está aqui – leva a mão até o pescoço – Entalado! Honestamente não sei se resisto dar-lhe um bom soco no meio daquela fuça! – braveja, fazendo-nos rir.
—Como é brava essa minha gata!! -- Ray brinca, beijando seu pescoço.
—E sou mesmo!! – admite minha amiga, virando-se de frente para ele, levando os braços a seu pescoço – Portanto, senhor Raymond Palmer, trate de andar na linha! – alerta, ficando na ponta dos pés a fim de beija-lo.
—Ouwnnn, que amor!! ... Já deu! Separa!!! – Thea diz, enfiando-se entre os dois, separando-os – Estão proibidas de dar demonstrações acintosas de afeto em público!! Excerto minha redonda cunhadinha com meus sobrinhos!– decreta – Pelo menos até que meu amor chegue e eu também possa fazer o mesmo! – resmunga, fazendo bico.
—Oh, meu Deus como estamos carentes!! – Kendra brinca, abraçando minha cunhada – Temos que suprir essa carência toda até o loirinho chegar!
—Isso! Vamos substituir o loiro!! – Carol corrobora, abraçando as duas.
—Meu amor, você não tem o que ele tem! –Thea as provoca, rindo alto de suas caras de indignação.
—Como assim tia Thê?? – Maddie pergunta, olhando-a com curiosidade.
—Olha lá o que vai responder a minha enteada Thea! – advirto-a.
—Carinho, amor... Não amor de amiga...Amor de namorado, entende?? –pergunta, respondendo a si mesma – Logico que não!
—Entendo sim! – garante ela, torcendo o nariz – Igual eu e Connor – nos surpreende.
—Como assim você com o Connor? E quem é esse?? – pergunto, ficando em alerta.
Tommy havia viajado dois dias atrás junto com Oliver, que os estava ajudando, Eddie e Jimmy a fim de organizar a documentação necessária para a abertura da companhia de aviação dos três e Eddie aproveitaria para ver a questão do curso de pilotagem. Os três estavam cada dia mais animados, acabando por contagiar a mim, Sylvie e Thea, mesmo nós todas admitindo nossos temores.
—Meu namorado Cait! – afirma ela, ficando vermelha.
—Namorado?? – um coro de vozes comandado por mim se faz ouvir – Desde quando você namora Maddie? – questiono, chamando-a para junto de mim.
—Ele me pediu na antevéspera de Natal, quando fomos a escola pegar as notas finais – revela, me fazendo lembrar que a tinha visto conversando com um garoto moreno enquanto pegava suas notas e do irmão na secretária – Mas só respondi ontem. Ele mora aqui no condomínio também. E estuda em nossa escola. Está uma série a minha frente e é um ano mais velho também – completa.
—E vocês já se beijaram? – Maxx pergunta, apoiando os cotovelos sobre a mesa.
—Não dá ideia Maxx, não dá ideia! – Felicity recomenda – Misericórdia, quando Tommy souber vai enfartar na hora!!
—Por que tia?? – Maddie questiona – Connor é legal. E ele vai falar com o papai.....
—Esse garoto é Kamicase por acaso!!?! – Ray brinca, interrompendo-a, levando uma cotovelada de Sara.
— Você acha que papai não vai deixar Cait? – me pergunta, chorosa.
—Meu anjo, acho que ele vai ficar feliz se você estiver feliz – amenizo – Mas me deixe falar com ele antes ok? Preparar seu pai para a novidade...
—Que novidade?? – escuto a voz de Tommy as minhas costas.
—Virgem santa, ferrou!! – Carol deixa escapar – Desculpa! – pede, tapando a boca com as duas mãos.
—Papai!! – Maddie exclama, pendurando-se em seu pescoço enquanto Ethan vem até mim arrastando uma sacola enorme.
—Cait, comprei pra você e meus irmãos! – informa, todo feliz, envolvendo meu pescoço, corrigindo-se ao escutar Tommy “limpar” a garganta – Nós compramos – admite, aproximando-se mais, cochichando em meu ouvido – Ele pagou e eu escolhi! – confidencia.
—Hum,hum! Entendi! – confabulo, beijando seu rosto, abrindo a sacola, retirando três ursos, dois com saias e laços, um com short e boné, de tamanhos idênticos – Que lindos!! – exclamo, emocionada.
—Gostou?
—Muito! – digo, pegando sua mão, pondo-a sobre minha barriga – E seus irmãos também! Está sentindo? – pergunto, vendo-o acenar positivamente, um sorriso enorme, voltando-se para a irmã.
—Trouxe um pra você também Maddie – anuncia, abraçando-a, parecendo cochichar algo em seu ouvido, sorrindo ao vê-la acenar afirmativamente – Vamos lá ver? – chama-a, segurando sua mão, os dois saindo quase correndo.
—O que esses dois estão aprontando?? – Tommy questiona mais para si mesmo do que para nós, observando-os sumir de vista.
—Ele não sei ...Mas ela!!! – Thea insinua, fazendo-o voltar-se rápido.
—Como assim?? O que Maddie aprontou em minha ausência?? – questiona, olhando-nos um a um, detendo-se sobre mim.
—Eddie! -Thea grita, correndo ao encontro do namorado, pulando em seu pescoço, quase o derrubando.
—Nossa, se passei dois dias fora e já ganhei uma recepção dessas, imagina quando estiver pilotando e viajando regularmente? – indaga, beijando a namorada, recebendo um tapa na nuca de Oliver, que passa por eles ao encontro de Felicity.
—Saudades amor!! – aperta-a entre os braços, erguendo-a.
—Também estava!! – assegura minha amiga, beijando-o repetidas vezes.
—E meu noivo, cadê?? – Sylvie questiona, esticando o pescoço, tentando ver por detrás de Thea e Eddie.
—Está lá na entrada, te esperando – Tommy informa, sentando a meu lado – Ele quer te mostrar uma coisa. Vai lá – diz, misterioso.
—Ai, ai,ai, é bom aquele maluco lembrar que estou esperando uma filha dele!! – exclama, levantando-se, curiosa – Evidente que você não vai me dizer do que se trata não é?? – questiona, encarando Tommy, que balança a cabeça negativamente, rindo ao receber uma língua dela.
—Traidor! – resmunga, dando um tapa no ombro de meu noivo ao passar por ele.
—E como não sou uma pessoa curiosa!! – Maxx diz, seguindo-a, Kendra, Carol e Emily fazendo o mesmo.
—Do que se trata? – interrogo, cutucando as costelas de Tommy, fazendo-o pular na cadeira.
—A chave do apartamento deles – revela – Assim que chegamos o sindico veio a nosso encontro avisando que já está pronto e podem mudar quando quiserem – completa me dando um beijo rápido – E agora, o que minha doce filha andou aprontando?? – retoma, estreitando os olhos.
—Nossa deixa!! – Ray e Sara falam juntos, mandando beijos para nós – Vamos aproveitar e pegar o resto dos enfeites – avisa Sara.
—Por que estou com a sensação de que não vou gostar do que vou ouvir??—Tommy me encara, sério – O que houve?
—Nada demais.... Apenas ...- começo, parando um segundo, encarando-o – Me prometa que não vai surtar! -peço, repetindo antes que proteste – Prometa!
—Prometo – rende-se, suspirando.
—Em primeiro lugar, saiba que não aconteceu nada além de um pedido que foi feito antes do Natal e só foi aceito agora, muito provavelmente por telefone visto que estávamos o tempo todo juntas ajudando a organizar a festa de réveillon – aviso, vendo-o sentar ereto na cadeira, tenso – Em segundo lugar, saiba que também recebera, hoje, um pedido formal do tal garoto – prossigo – E pelo que vi, acho que Ethan já sabia de tudo...
—Cait!! – impacienta-se.
—Um garoto da escola pediu Maddie em namoro e ela aceitou – despejo, segurando-o pelo braço, impedindo-o de levantar – Tommy, você prometeu! – cobro.
—Que garoto? Como foi isso? Onde? – interroga.
—Da escola, como disse. Pediu no dia em que fomos buscar as notas finais deles. Lembra que te falei que tinham vários amigos e amigas deles por lá? – recordo e acena afirmativamente – Pois bem, ele era um dos. Pelo que me lembro é um moreno, um pouco mais alto do que ela... E um ano mais velho também – revelo, vendo-o impacientar-se novamente, passando as mãos pelo cabelo – Tommy, o garoto vem falar com você hoje. Ele mora aqui no condomínio também. Vá com calma, ok!? – peço.
—Como calma! Maddie é só uma criança!! – bufa.
—Não é não! Ela está crescendo, já é uma mocinha, muito ajuizada para a idade, diga-se de passagem, e até agora esse garoto tem sido muito correto também – digo.
—Sabia que isto iria acontecer mais dia menos dia meu velho! – Oliver opina, abraçado a Felicity – Pense no lado bom da coisa: ele mora aqui e estuda na mesma escola que ela, ou seja, vai ser bem mais fácil intimidar o garoto! – brinca, levando uma cotovelada de Lissy.
—Nem pense nisso Thomas Merlyn!- ameaço, o dedo em riste – Não vou deixar que magoe sua filha...
—Não vou fazer isso—garante – Só não me peça pra aceitar tão rápido! – resmunga, fazendo uma careta gozada – Sabia que aconteceria sim Ollie, mas rezava pra que fosse tarde. Bem tarde- frisa.
—É o preço por ter uma filha, além de linda, educada, gentil, inteligente, comunicativa e simpática – Lissy enumera, sorrindo.
—Encare como um treinamento – digo, fazendo-o me olhar interrogativamente – Treinamento para o futuro! – relembro, alisando minha barriga, rindo diante de sua cara ao lembrar que mais duas meninas estavam a caminho.
—Ah, não!! – choraminga, encostando a cabeça na mesa de forma dramática, nos fazendo rir ainda mais.
À noite, quando estamos sentados sob a tenda, logo depois que acabara a queima de fogos, conversando com nossos pais, o tal garoto se aproxima, deixando Maddie tensa.
—Boa noite senhor Merlyn – cumprimenta, fazendo Tommy e o pai voltarem-se para ele – Thomas – diferencia, ficando de frente para Tommy – Meu nome é Connor Rhodes, sou colega da Maddie na escola...
—Colega? Que eu saiba está uma serie a frente dela. Ou é repetente? – Tommy pergunta.
—Tommy!!
—Pai! – ralhamos juntas eu e Maddie.
—Desculpe. Prossiga – pede, cruzando os braços, tentando intimida-lo.
—Então, como estava dizendo, estudo na mesma escola que Maddie e Ethan – prossegue tendo o cuidado de corrigir-se – Eu queria pedir sua permissão para namora-la...
—Como é!? – é a vez do senhor Merlyn interferir, levando um beliscão da esposa.
—Eu e Maddie ... Eu... A gente quer—vacila, olhando de Tommy para o Malcom.
—Connor me pediu em namoro e aceitei pai...Vô – Maddie se adianta, parando ao lado do garoto, segurando sua mão, encarando os dois de queixo erguido, fazendo Thea gargalhar.
—Só podia ser filha do Tommy mesmo! – provoca, fazendo-o fuzila-la com o olhar.
—Então, senhor Thomas? Podemos namorar? – reforça Connor.
—Adianta dizer que não!? – resmunga, erguendo a mão quando ameaço um protesto – Podem. Mas saiba que vou ficar..- não consegue terminar a frase visto que Maddie pulara em seu pescoço, beijando-o – Ok, não pense que vou ser mais flexível por conta disto, ouviu!? – frisa, afastando-a a fim de ver seu rosto – Te amo princesa!
—Também te amo papai!! – assegura, beijando-o mais uma vez antes de ir para junto do namorado.
—Obrigado senhor – diz Connor, todo formal, estendendo a mão para Tommy, que a aperta, surpreso – Vamos? – convida, voltando-se para Maddie, que acena afirmativamente saindo de mãos dadas, indo juntarem-se ao grupo de adolescentes e crianças que conversavam e brincavam próximo a piscina.
—Pense pelo lado positivo Tommy – Barry começa, acompanhando o olhar de Tommy – Você acaba de empatar o jogo: agora tem três filhas e três filhos!! – provoca.
—Tão engraçado Allen!! Tô morrendo de rir! – Tommy ironiza, fechando a cara enquanto nossos amigos riem, divertidos.
—Viu, não doeu nada doeu? – pergunto, beijando seu rosto.
—Ah doeu sim! – escutamos Malcom dizer, e no voltamos em sua direção – Mal ganhei minha neta e já vem um sabido tomá-la! – resmunga e desta vez até mesmo meu pai não consegue conter o riso!
".....Where it was the dark now there's light;
Where therewas pain now there's joy;
Where there was weakness, I found strenght;
All in the eyes of a boy;
Hush, now, I see a light in the sky;
Oh, it's almost blinding me;
I can't belive I've been touched by na angel with love...
A new day has came..."
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