Perfect
1 I Can't Say I'm in Love
Notas iniciais
Open up my heart, open up my mind
Everything is changed to color from black and white
Everything I see is a new reality
Baby, is this love? — I Can't Say I'm in Love — R5
– Kile, preciso falar com você — Falei assim que consegui arrastá-lo para um canto após o jantar.
– Está tudo bem, Eady?- Perguntou, usando o apelido que me dera. Estávamos mais próximos do que jamais haviamos sido, principalmente depois da partida de Ahren e do quase infarto de mamãe. Kile tinha se tornado meu melhor amigo, meu porto seguro. Era a única pessoa, além de meu pai, a qual eu sabia que poderia apoiar-me e não cairia. Nessa situação, nosso relacionamento evoluiu, estávamos, literalmente, romanticamente envolvidos. Eu tinha certeza, por mais que tivesse sentimentos confusos pelos outros garotos, eu estava apaixonada pela última pessoa que poderia imaginar, se é que, antes da seleção e antes de quase perder minha mãe e perceber a necessidade de ter o que ela tinha, poderia ver-me apaixonada por alguém.
Mamãe está bem, a propósito, nunca vi meu pai tão aliviado. Ele não saiu do lado dela nenhum minuto, a não ser quando era realmente necessário, e afastou-a temporariamente de suas funções, não que ela tenha aceitado de cara, mas depois de muita argumentação, papai conseguiu convencê-la.
–Não. Está tudo bem. Eu só realmente preciso conversar com você — Estava tudo errado. Estava prestes a abrir mão do único garotp de quem realmente gostei na vida. Sabendo que, mesmo havendo prometido a mim mesma que iria realmente lutar para encontrar o amor, eu terminaria a seleção com alguém que não gostava. Pelo menos não da mesma forma.
– Quando? — Perguntou, seus olhos azuis vidrados nos meus.
– Quando você puder.
– Eu posso agora — Congelei ao ouvir tais palavras. Gostaria que dissesse depois, ou qualquer outra coisa. Apenas não queria me despedir naquele momento.
– Claro. Vamos a um lugar mais privado — forcei um sorriso. Deveria estar feliz. Estava fazendo isso por ele. Pela a felicidade dele. Não era uma situação a qual poderia ser egoísta.
Começei a seguir para o melhor lugar onde poderia pensar, até Kile me parar e entrelaçar suas mãos na minha. Mal sabia ele que estava apenas deixando tudo mais difícil. Incapaz de soltá-lo, apertei forte sua mão, como se nunca mais tivesse a intenção de soltá-la, e de fato não tinha. Estava me forçando a fazê-lo.
Quando finalmente abri a porta, dei-me conta de que aquele era o mesmo comodo o qual Kile tinha me empurrado para dentro uma vez. Aquela onde perdi o controle e quase tirei sua camisa. O pensamento de nunca mais poder tê-lo daquela maneira, de que nunca teria a chance de sentir seu corpo no meu, entristeceu-me profundamente.
– Eadlyn, o que está acontecendo? Sei que não está bem. Meu Deus! Sua mãe está bem? Aconteceu alguma coisa com ela? — Perguntou, ainda preocupado.
– Não. Minha mãe está bem. Graças a Deus... Kile — Comecei, encarando seus olhos novamente — Apenas me beije. Agora. Como nunca antes — Precisava daquilo. Precisava de uma última vez.
– Eady...
–Por favor. Apenas faça.
E Ele o fez. Me envolvendo em seus braços, Kile colou seus lábios nos meus, não demorando muito para que entrassemos numa intensa batalha pela dominância. Ele venceu, uma vez que preferi concentrar-me em afagar seus cabelos. Quando nos separamos, estávamos sem fôlego.
– Pronto. Apesar de eu ter gostado infinitamente desse beijo, você pode, por favor, me dizer o que está acontecendo?
Suspirei
– Sim... Kile, eu fiz o que você me pediu — Disse, nem acreditando o quão calma a forma pela qual as palavras saltaram de minha boca.
– Sobre o que?- Perguntou sem entender.
– Sobre você ir estudar fora... Sua mãe... Ela concordou... Você está livre Kile. Não precisa mais... ficar preso aqui — As palavras saíram da mesma maneira que antes, porém com mais dificuldade.
– Você está me eliminando? É isso?- Perguntou, sua voz falhando ao final.
Incapaz de encará-lo novamente, apenas olhei para o chão e respondi:
– Consegui uma vaga pra você em na melhor universidade de arquitetura do país. As aulas começam mês que vem. Está tudo resolvido. É só fazer as malas e ir.
Ele ficou em silêncio e, por mais que meu olhos estivessem ao chão, sabia que ele me fitava.
– Eadlyn, por que está fazendo isso?
Reunindo toda minha força, consegui reerguer a cabeça e encará-lo novamente — Estávamos, em dívida não estávamos? Estou pagando-a. É uma forma de agradecer tudo o que fez por mim. É a chance de realizar seu sonho.
– Quer mesmo que eu vá? — Disse, olhando em meus olhos. Por que estava perguntando aquilo? Era a chance dele. A chance de sair do castelo e viver a vida que sempre quis. A chance de ser livre. Porém, antes que eu pudesse lhe dar alguma resposta, um som ensurdecedor começou a se espalhar por todo o lugar.
– O que é isso? Por que o alarme de emergência está tocando? — Questionei, arregalando os olhos.
– Segundo meu pai, esse negócio não é ativado assim do nada desde a Seleção do seu pai, a não ser para simulações.
– Sim, apenas o usamos para simulações, mas nada foi avisado.
Ele arregalou os olhos.
–Eadlyn, tem algo errado. Temos ir que para um lugar seguro — Declarou, agarrando minha mão e me arrastando para o corredor.
– Precisamos ir para o abrigo real! — Não foi preciso dizer mais nada, Kile conhecia aquele lugar tão bem quanto eu. Era longe, mas tínhamos ao menos que tentar.
A visão dos corredores já não era a mesma. Conforme corríamos, da forma mais dicreta que podíamos, grande parte da mobília já se encontrava em estado lamentável, quadros eram quebrados ou rasgados, paredes eram pichadas de vermelho com frases as quais não nos importamos o bastante para parar e ler, guardas armados corríam para todos os lados, destraídos e ocupados demais com os invasores, também armados, que tentavam vencê-los em prol de cumprir sua missão com maior efetividade.
Foi em um corredor desses em que esbarramos em algo, fazendo barulho, o que infelizmente acabou por chamar a atenção de um dos invasores que passava por ali sorrateiramente a procura de algo. Reconhecendo-nos, seus olhos arregalaram-se ao mesmo tempo em que um sorriso maligno aparecia em seu rosto. Alcançando seu revólver, pareceu hesitar para qual de nós dois apontaria. Até que, por fim, escolheu Kile. Talvez porque quisesse que eu sofresse mais antes de morrer, ou por simplesmente querer-me viva, para fazer de refém. Eu era a princessa afinal, muito mais valiosa do que um selecionado, por mais que este selecionado, em especial, fosse filho de um dos homens de mais alta confiança de meu pai.
Assim que percebi que o gatilho fora puxado, entrei em sua frente, empurrando-o para o chão. Ali pensei que morreria. Tinha certeza disso. Nunca mais iria ver papai, mamãe, Kaden, Osten, Ahren, Madame Marlee, Oficial Woodwork, General Leger, Senhorita Lucy, Neena, nenhum dos outros selecionados. Jamais veria nem ao menos Josie, e por mais que ela me irritasse profundamente, ainda assim percebi que sentiria sua falta. Nunca mais veria Kile. Mas aquilo seria melhor do que vê-lo morto. Ainda seria melhor do que passar o resto de minha vida sabendo que poderia ter feito algo e não o fiz. Porém, quando estava prestes a dizer o adeus definitivo, fui rapidamente puxada para baixo, a bala sendo cravada furiosamente na parede.
Encontrando o piso com um baque, pude sentir outro corpo colado ao meu, as mãos que antes impulsionaram-me para o chão, agora encontravam-se firmemente envolvendo minha cintura, num instinto de proteção. Girando o corpo para trás, deparei-me com aqueles olhos azuis. Aqueles, que, há pouco, havia salvado de um destino triste, assim como ele o tinha feito. Kile fora esperto e rápido o bastante para fazer o mesmo e salvar minha vida.
Ele estava assustado, com medo, os olhos arregalados e respiração descompassada. Tinha certeza que eu não estava muito diferente. Contudo, decidi fazer o melhor para acalmá-lo. Ainda que trêmulas, levei as mãos para sua bochecha, afagando-as e lhe oferecendo um fraco sorriso, indicando, que apesar de tudo eu estava bem. Retribuindo meu sorriso, Kile deu um leve aperto em minha cintura e um beijo na testa.
– Kile, Eadlyn! — Ouvimos, o que trouxe-nos de volta ao mundo real. Focando novamente no cenário ao nosso redor, percebi que estava diferente. O homem que anteriormente tentou nos matar, agora estava caído ao chão, dando seu último suspiro, e correndo até nós, parecendo fazer mais esforços do que normalmente uma pessoa faria, a pessoa em que meu pai confiaria a vida, aquela a qual havia se amparado quando mamãe estava no hospital: General Leger. Era notável o choque em seus grandes olhos verdes ao se deparar conosco.
– O que estão fazendo aqui? Deveriam estar no abrigo rel junto com os outros!
– Estávamos tentando ir pra lá! — Kile apressou-se a responder.
Depois de parar um breve momento para pensar, Aspen Leger respondeu:
–Ainda está longe, e tem rebeldes para todos os lados... Mas tenho que manter vocês dois seguros — Olhando a sua volta, encontrando justamente quem mais precisaria — Carter!
Já estávamos de pé quando Carter Woodwork alcançou o olhar em nossa direção, logo após disparar um tiro, derrubando mais um rebelde. Seus olhos dobraram de tamanho, ao se encontrarem com os do filho, o qual simplesmente se contentou em susurrar "Pai".
– Carter, preciso tirá-los daqui. Preciso de cobertura! — Sem ao menos hesitar, Carter apenas assentiu firmemente, o terror em seu rosto diminuindo ao saber que o filho, e eu, iriamos ficar em segurança.
– Vamos! — Foram as últimas palavras do General Leger antes de eu agarrar a mão de Kile começou a segui-lo.
Percorremos mais alguns metros e mudamos de direção algumas vezer, não demorou para chegarmos onde deveríamos. Parando em frente a uma parede, General Leger começou a apaupá-la.
– Tenho certeza de que era por aqui — Murmurou – Achei! — Exclamou ao apertar um botão quase imperceptível a olho nu.
Uma porta apressessou-se em se abrir, revelando o que parecia ser um pequeno abrigo de segurança. Havia uma pequena cama, um banco de madeira, algo que poderia ser um banheiro primitivo, uma pia e mantimentos.
– Entrem, estarão seguros aqui dentro — Nosso salvador disse — Tem comida suficiente para dois dias, que é o tempo pelo qual a porta se tranca. Ela se abrirá automaticamente em quarenta e oito horas, mas também pode ser aberta antes disso, com a chave pelo lado de fora ou pelo lado de dentro. — Explicou, retirando uma pequena chave do bolso — Mas suponho que a senhorita não tenha uma cópia — Apenas balancei a cabeça — Era de se esperar. Não usamos esses abrigos há muito tempo, desde a seleção de seus pais, para ser mais exato — Pausou, parecendo reviver momentos há tempos ocorridos — Virei buscar vocês quando tudo isso acabar e estiver seguro lá fora"
Antes que ele pudesse fechar a porta, perguntei:
– General, acha que isso vai durar muito tempo?
Suspirando, o cansaço estampado em sua face — Não sei, alteza. Não temos um ataque dessa proporção há muito tempo e não sabemos exatamente o que eles querem — Dando mais uma pausa, e com um sorriso triste, suas últimas palavras foram -Tomem conta um do outro.
Assim que a porta de metal se fechou, soltei a mão de Kile e comecei a inspecioná-lo.
– Meu Deus, você está bem? Se machucou? Algo te atingiu?
– Se eu estou bem? Eadlyn, foi você que escapou a milímetros de uma bala, que era pra ser pra mim. Se não tivesse te puxado a tempo... O que você tinha na cabeça?! — Respondeu, o desespero ainda claramente perceptível em sua voz.
– Eu só sabia que precisava te salvar. Não poderia viver sabendo que... — Nesse momento, minha voz embriagou-se e lágrimas começaram a escorrer de meus olhos. Nunca havia me sentido tão fragil como naquela situação. Como papai lidara com tudo aquilo antes?
Vendo minha situação, Kile abraçou-me, suavizando a voz — Eu sei, mas você é muito mais importante do que eu. E não apenas por usar uma tiara bonita. Você é uma mulher incrível, Eady. Do jeito que você é, sem precisar se esconder atrás dessa muralha invisível que construiu a sua volta. Jamais suportaria perder você.
Suas palavras me atingiram com mais força do que qualquer tiro poderia. Talvez pelo fato de ter usado a palavra mulher ao invez de menina ou garota. Ele me considerava uma mulher, o que exclui o senso de fragilidade inserido nas outras palavras, ou talvez pelo fato de ter dito que jamais suportaria me perder. Eram palavras simples, que faziam toda a diferença.
Afrouxando o abraço e erguendo a cabeça para olhá-lo nos olhos, rebati:
– Não para mim. Sua vida vale muito mais a pena... Você é uma pessoa melhor do eu jamais serei. Você é bondoso, tem um enorme coração, uma inteligência de dar inveja. Aquilo dos apartamentos, Kile, aquilo foi brilhante. Nunca pensaria naquilo, tem um sorriso lindo... E você é importante pra mim. Mais do que deveria... Gostaria de ter visto esta realidade antes.
– Você também é importante pra mim, Eady. Mais do que imagina. E eu também gostaria de ter feito isso. Teríamos aproveitado melhor o tempo — Ele riu — Mas se tenho tanta importância assim, por que está me mandando embora? Quer mesmo que eu vá?
– Porque é o que você quer. A vida toda sempre achou que isso fosse uma prisão. Sempre quis sair daqui. Ser livre. Você pode. Eu estou presa aqui. Para sempre. Não que isso seja tão ruim. Ser capaz de fazer coisas parecidas com as que meus pais fizeram. Fazer a diferença... É só uma grande responsabilidade. Todos exigindo demais, a toda hora porque você é o futuro do país... Te manter aqui simplesmente por que eu quero, seria egoísmo, e crueldade. Quase fiz isso com meu irmão. E Ele foi embora, em parte por causa disso, no final, Ahren está mais feliz lá do que estaria aqui, e isso acabou por abrir meus olhos... Se te ter comigo significa te ver infelizmente — Soltei um suspiro — Te amo demais para fazer isso com você — Arregalei os olhos quando percebi o que tinha dito. Dizer aquilo em voz, para ele, tornava tudo mais real, o que tornaria ainda mais difícil, para nós dois, sua partida.
Minhas palavras o desnortearam por alguns momentos, contudo, assim que recuperou a consciência, um grande sorriso apareceu em seu rosto — E quem disse que eu quero ir?
– Mas você disse que...- Comecei, para no entanto, ser interrompida por um dedo indicador em minha boca.
– Você acabou de discursar. Agora é minha vez — Apenas ri, assentindo para continuar.
– Eu falei com a sua mãe — Começou, deixando-me confusa — Depois que ela já estava melhor, é claro... Eu comecei a ficar confuso depois que começamos a nos envolver, desde aquele primeiro beijo. Apesar de ser tudo encenação, não pude deixar de sentir algo diferente. Mas você é um ser indecifrável. Nunca pensaria que sentiria alguma coisa- Riu — Quando você começou a demonstrar que se importava, foi ali que minha cabeça começou a dar um nó, principalmente com toda a confusão do Ahren e sua mãe. Eu sabia que precisava de mim, e comecei a ter dúvidas se ir sair daqui era realmente o que eu queria. A ideia da liberdade ainda me tentava. Então, fui falar com a única pessoa que poderia ter passado o mesmo — Sorriu — Sabe que entrar para a Seleção não foi a primeira opção dela, não é? — Assenti, lembrando-me da conversa que tive com ela alguns meses atrás — Ela me disse que, da primeira vez que conversou com seu pai, comparou o palácio a uma gaiola, recebendo 'mas uma gaiola muito bonita' como resposta — Ri, tentando imaginar o primeiro encontro deles — Ela disse que quase perdeu seu pai por conta desse tipo de pensamento, por causa da falta de liberdade, do medo da responsabilidade... Até que ela percebeu que valia a pena, que valia a pena por ele. E que, no final, ganhar a coroa não era uma coisa tão ruim, porque foi aquilo que permitiu ela fazer a diferença. Ao lado do homem que ela ama — Pausou, respirando fundo — Aquelas palavras me colocaram a pensar. Se valia mesmo a pena sair do palácio, estudar, se eu seria realmente feliz. Acabou que, eu cheguei à conclusão, principalmente depois daquele quase tiro, de que eu não sei mais viver sem você. Ficaria totalmente sem rumo — Soltou uma leve risada — Eu também te amo, Eadlyn. E se te ter comigo significa ser o principe-consorte, está tudo bem, não pode ser assim tão ruim, sem falar que eu poderia te ajudar em vários projetos, porque até onde eu sei, você não entende de arquitetura. Quanto a ficar preso aqui, Eady, nenhum lugar vale a pena se você não estiver lá.
Lágrimas de alegria começaram a escorrer de meu rosto ao final de seu discurso. Era a coisa mais bonita e verdadeira que eu já tinha ouvido em toda a minha vida. Kile estava disposto a abrir mão do que mais queria para ficar comigo.
Sem me conter, joguei-me em seus braços e o beijei. Foi um beijo calmo, mas intenso, sendo perceptível que ambos colocávamos tudo o que sentíamos. Não exitando, segurei mais forte em sua camisa, puxando-a para cima. Kile pareceu gostar de minha atitude.
Separamo-nos apenas pela falta de ar. Abrindo um sorriso sacana, seus olhos seguiram de meus lábios para os grampos de meu cabelo, assim como suas mãos, virando-me de costas, começando a puxá-los um a um. Assim que todas as mechas estavam soltas, senti Kile jogá-las para um lado e dar-me um beijo na parte nua de meu pescoço.
Voltando novamente o corpo para o lado contrário, guiei as mãos para seu paletó, empurrando-o para trás, o que a fez cair no chão em um movimento rápido. Seguindo para sua gravata, horrorosa, por sinal, desfiz seu nó e segurei-a na mão — Você não aprende mesmo, não é?
– Aprender, eu aprendi, mas eu gosto de te provocar — Sorriu maliciosamente.
– Você não presta — Ri, tornando-me a concentrar em tirar sua roupa. Decidi desabotoar lentamente os botões de sua camisa, apenas para irritá-lo
– Sério que vai dar o troco numa hora dessas? — Perguntou, apenas recebendo um sorriso satisfeito quando cheguei ao último botão. Apenas reparando em seu corpo quando tal peça já estava perdida no chão. Como nunca tinha percebido antes? Kile tinha o corpo de um deus grego, naturalmente, porque nunca o vira ou ficara sabendo dele praticar algum esporte ou treinar regularmente.
A fim de continuar meu trabalho, desci levemente as mãos pelos músculos de seu abdômen, o que pareceu deixá-lo ainda mais animado. Porém, quando estava quase alcançando meu alvo, seu cinto, fui interrompida por dois braços erguendo-me no ar e me repousando na pequena cama e me beijando.
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