Notas iniciais
Espero que gostem.

XENA

Dormi bem apesar das preocupações, Gabrielle me pedir desculpas me deixou aliviada, livrou-me de ter que explicar alguma coisa a ela, fiquei observando ela dormindo ao meu lado, tão linda, acariciei seu cabelo, comecei a sentir calor, ela despertou com a intensidade do meu olhar, passou a mão no meu rosto delicadamente, beijei-a com paixão, sussurrei no seu ouvido.

— Te quero Gabrielle.

Ela começou desabotoar minha camisa, eu estava praticamente em cima dela, tiramos nossas roupas rapidamente, desci minha mão pelo seu corpo lentamente sem parar de beija-la, suas unhas arranhavam minhas costas levemente, eu abafava seus gemidos com a minha boca, senti sua umidade em minha mão, introduzi dois dedos na sua entrada senti suas unhas se cravarem nas minhas costas, suguei a pele do seu pescoço com força querendo deixar marcas, ela gemia, aumentei a velocidade até senti-la chegar ao clímax, retirei meus dedos. Deitei-me ao seu lado, ela se virou para ficar por cima de mim, deixei que devolvesse o prazer que eu havia lhe dado, ela o fez com perfeição, nem parecia a jovem inexperiente, que ela realmente era.

Sai do quarto depois do desjejum, ter que viajar e deixar Gabrielle me preocupava, leva-la seria perigoso e deixa-la também.

— Senhora conquistadora.

Olhei para trás, um soldado do palácio estava segurando um homem pelo pescoço, pelas roupas diria que é um mercenário, me aproximei.

— Encontramos este homem tentando escalar a parede do palácio em direção aos seus aposentos senhora conquistadora.

O sinal que eu precisava para não deixar Gabrielle aqui, pelo menos estando ao meu lado eu poderia vigia-la, não é a primeira vez que tentam me matar e não será a ultima, só que agora temo pela vida de Gabrielle.

— Leve-o para a sala de tortura. Digam para preparar tudo, assim que eu terminar com isso partiremos.

Andei de volta aos meus aposentos, encontrei Gabrielle conversando com sua irmã na antecâmara, elas nunca ficavam no quarto acho que Lila tinha medo. Tentei não amedronta-las, cheguei mais perto das duas.

— Oi Lila.

Era a primeira vez que eu falava diretamente com a moça, ela ficou ainda mais nervosa.

— Oi senho...ra conquistadora.

Ela gaguejava, Gabrielle me olhava orgulhosa, gostei de vê-la me olhando assim.

— Você pode nos dar licença Lila, eu preciso falar com sua irmã.

Disse sutilmente olhando diretamente para ela.

— Sim senhora conquistadora.

Ela saiu quase correndo, mal Lila fechou a porta, Gabrielle me agarrou pelo pescoço beijando-me, tive uma vontade muito grande de leva-la para nossa cama e fazer tudo o que eu queria, pena não ter tempo para isso. Afastei-me tentando controlar meu desejo, olhei seu rosto, ela estava com a pele vermelha, perguntei-me se ela estava envergonhada ou frustrada. Eu disse ofegante.

— Precisamos conversar.

Ela se afastou um pouco, pareceu preocupada.

— É algum problema?

— Pegamos um mercenário tentando invadir o palácio e não acho que seja seguro para você ficar aqui.

Gabrielle sorriu e me abraçou.

— Tudo que eu mais quero é ir com você.

Beijei-a carinhosamente.

— Arrume suas coisas partiremos em breve, eu tenho que fazer uma coisa antes.

Ela ficou seria de repente. Odeio isso, está tudo bem depois não estar mais.

— Você vai matar o homem, não vai?

Nunca dei satisfações do que eu faria ou não, e agora ela exigia isso de mim, ver sua expressão ao me perguntar isso já me fazia sentir culpada antes mesmo de mata-lo.

— Não precisa responder.

Gabrielle se virou e caminhou devagar em direção ao quarto. Segurei seu braço suavemente, virei-a para olha-la nos olhos.

— Não o matarei. Prometo.

Ela me abraçou. Andei pelos corredores até a sala de tortura pensando no que tinha acontecido, eu nunca mudei minhas decisões por influencia de ninguém nem pelo próprio Deus da guerra e agora chega essa menina e me faz prometer não matar um homem que queria me matar, de qualquer jeito eu prometi e se minha raiva não se sobressaltar pretendo cumprir. Vi o mercenário acorrentado numa cadeira sendo vigiado por um soldado, mandei que saísse, fiquei sozinha com o homem. Peguei uma tesoura e falei num tom calmo e sínico.

— Podemos evitar sua dor se você me disser quem te mandou.

Ele cuspiu no chão, arranquei um dedo de sua mão, ele gritou, arranquei mais dois. Eu ficaria mais tempo torturando-o mais tinha pressa, cheguei mais perto dele, falei rispidamente.

— Vai querer falar agora?

Via sua expressão de dor.

— Nunca.

Abri o zip de sua calça, suas pernas começaram tremer, aproximei a tesoura.

— Tem certeza?

Disse sorrindo com sarcasmo.

— Por favor, não!

As lagrimas escorriam pelo seu rosto desenfreadamente. Homens, se eu ameaçasse corta sua cabeça ele não teria tanto medo.

— Só quero um nome.

— Cisseu, o líder dos centauros.

Como eu imaginava Cisseu sempre foi um invejoso, traidor, filho de uma bacante, imaginou que eu interveria pelas amazonas quando soubesse o que ele fez e mandou um mero mercenário para tentar me matar. Chamei um soldado.

— Levem-no para a masmorra.

Olhei para o homem que tremia descontroladamente.

— É bom que não esteja mentindo ou perdera muito mais que alguns dedos.

Fui para os estábulos checar as condições do meu cavalo, Álcis era um cavalo preto e grande, seu pelo reluzia na luz do dia e desaparecia na escuridão da noite. Estava tudo certo com ele. Subi para os meus aposentos Gabrielle já estava pronta me esperando, sorri para ela.

— Vamos.

Saímos do palácio, os soldados já estavam todos prontos apenas esperando a minha ordem, deixei Gabrielle em uma carruagem junto com algumas poucas servas que sempre iam quando viajávamos em campanha, ela pareceu não se importar, achei mais seguro assim, a cada uma marca ia até ela para ver se estava confortável.

GABRIELLE

Sinto-me feliz em ver a preocupação que Xena sente por mim e é reciproca, só de pensar em vê-la lutando contra os centauros sinto um frio na barriga, entendi quando ela me pediu para ficar aqui na carruagem, mais não consegui deixar de me questionar se isso era para a minha segurança ou para proteger a imagem da conquistadora, não é importante, o que importa é que estou aqui com ela, sei que estamos a caminho de uma batalha e que provavelmente verei muito sangue e morte mais ter Xena aqui me conforta, me traz segurança. Vi ela se aproximando em seu cavalo, desmontou-se e mandou o homem parar a carruagem ajudou-me a descer, era incrível como ela se mantinha sempre séria em publico, nunca sorria nem demonstrava afeto.

— Vamos caminhar um pouco?

Fiquei contente, já estava cansada de ficar sentada, assenti com a cabeça, caminhamos lado a lado.

— Em quanto tempo estaremos lá?

Ela não me olhou diretamente.

— Em uns sete dias, acabaremos com os centauros e voltaremos rapidamente.

Xena parecia um pouco preocupada ou será impressão minha?

— Você esta preocupada com alguma coisa?

Olhou-me nos olhos.

— Gabrielle não quero que veja o que vai acontecer lá.

— Eu vim sabendo o que veria, quero estar ao seu lado não importa o que aconteça.

Fui sincera, ela deu um sorriso rápido, como é linda, mordi o lábio inferior quase involuntariamente, ela me olhou maliciosamente senti minha face esquentar, abaixei a cabeça.

— Já esta quase anoitecendo, logo vamos montar o acampamento. Vem monta aqui comigo.

Ela montou rapidamente em seu cavalo e me ofereceu a mão para que eu subisse, dei a mão a ela e montei na sua frente, ela segurou minha cintura com um braço, o calor do seu corpo no meu me excitou, sua respiração no meu pescoço, senti um arrepio.

— Está com frio?

Falou no meu ouvido quase sussurrando.

— Não, pelo contrario.

Deu um beijo rápido no meu pescoço, começamos a cavalgar lentamente até chegarmos à frente das tropas, eu via o jeito com que os soldados me olhavam e desviavam rapidamente os olhos, acho que estavam surpresos. Xena deu ordem para que montassem o acampamento, comemos e fomos para a maior tenda do acampamento, maior que minha antiga casa em Potédia, tinha até uma tina pequena, tomei um banho enquanto Xena resolvia algumas coisas com Amadeus. Deixei a tina preparada para ela. Quando chegou tomou um banho rápido, sentou na cama ao meu lado, estava pensativa, aprendi a não interromper seus pensamentos, se fosse algo que eu devia saber ela me diria.

— Gabrielle, quero te dar isso.

Ela estava com um saco de dinares na mão. Não precisei pensar para responder.

— Não o quero.

Xena acariciou meu rosto.

— Olha, se acontecer alguma coisa comigo na batalha com os centauros, quero que pegue esses dinares meu cavalo ou qualquer outro e fuja de volta para o palácio pegue sua irmã e seu noivo e fujam antes que alguém tome o poder de tudo que é meu.

Preocupei-me será que ela pensa que morrera nesta batalha.

— Xena você acha mesmo que isso será necessário?

Eu estava quase chorando.

— Gabrielle. Quando se entra em uma batalha, matar e morrer são apenas consequências. Não pretendo morrer lá mais se acontecer quero ter certeza de que ficara bem.

As lagrimas agora escorriam pelo meu rosto.

— Não quero te perder, você foi à única coisa boa que aconteceu na minha vida, depois de toda aquela tragédia.

Ela enxugou as minhas lagrimas com a mão carinhosamente.

— Você não vai me perder.

— Promete?

Disse entre soluços.

— Prometo.

Abracei-a e dormimos, sempre dormia bem em seus braços mais nessa noite tive alguns pesadelos, todos envolvendo a batalha que viria.

Notas finais
É isso, até o próximo.