Perdoe-me
29 Red Stilettos, mas é sangue.
Notas iniciais
Eu respiro, assustada.
Pelos tremem, vida arrebatada.
Respiro fundo, meu pulmão não entende a pressão.
Não é minha a falta de compreensão.
O que faremos a partir de agora, é poesia.
Esses desgraçados nunca entenderão minha ânsia.
Eu estarei vivendo depois desse show.
Ele acabará em fogo e horror.
Sangue e terror.
Eu estarei vivendo depois desse maldito show.
O infausto em minha pele treme.
Eu estou guiando esse leme.
Respire fundo uma última vez.
Acordaremos com tiros amanhã.
Se acostume, respire fundo todo dia, absorva tudo.
Iremos precisar.
Mate tudo dentro de si, vire uma casca vazia.
Quando o show te torturar, você não irá desistir e arregar.
E ele da um tiro.
O som esvazia.
Do meu peito. Me retiro.
Qual som ele fazia?
Ele é mais um fuzileiro.
As sobrancelhas se franziam.
Virou um carniceiro.
O som um dia se fazia.
Hoje, ele treme.
Extreme, espreme, supreme, creme.
Sangue.
Escorre, quente.
O show irá continuar.
— O que fazer agora?
Poesia, eles odeiam ler.
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