Perdition

5 Capítulo 5 - Vote of Confidence


Notas iniciais
Caros leitores, não me matem. Venho, depois do que pareceram séculos, postar um novo capítulo. Sei que deixei está história de lado, mas sinto que devo-lhes uma singela explicação. Então, como eu dizia antes nas minhas notas, a minha vida é um completa bagunça, sim, muita mesmo. Após postar o quarto capítulo, saí em férias para ver se conseguia melhorar e devo confessar que mudanças drásticas e realmente inovadoras me aconteceram. Não sei se é perceptível, mas devo confessar que amadureci nas minhas palavras, deixei de ser uma garotinha indefesa. Conheci, talvez, a mulher da minha vida. Embora seja cedo demais para dizer tal coisa. Mas nosso relacionamento a distância anda meio abalado por motivos religiosos ( onde ela acredita que será julgada perante a Deus por simplesmente amar alguém), familiares, além da falta de confiança perante as minhas amizades. Sinto que estou ficando extremamente sozinha, ao qual foram os motivos certos para que eu voltasse a escrever. Desculpem-me pela falta de compromisso, realmente sinto. Mas agora sou uma pessoa mais... segura. Não posso prometer escrever sempre, toda de semana, mas estarei prometendo não abandonar a fic. Esta nunca foi minha intenção. No mais, espero que gostem da minha "maturidade." Queria oferecer este capítulo a mais nova pessoa que entrou na minha vida, simplesmente por querer saber mais dessa pessoa que sou eu. Uma garota sem medos, que enfrentou todas essas paredes que construí e me cativou pela sua simplicidade e generosidade. Veio me oferecer uma singela amizade. Carol, a garota dos olhos verdes e voz encantadora, este capítulo é especialmente teu.

Ele era alto, 1,80 de altura. Cabelos castanhos escuros e olhos terrivelmente verdes, mas não os verdes quentes de Hanna, mas sim verdes de um frio incomparável. Havia certo tipo de orgulho e maldade em seus olhos, e senti uma sensação esquisita.

Ele estava vestindo aquelas roupas de atiradores de elite, como em um filme que meu pai adorava assistir, tal de “Evil não sei o que’’. Possuía uma arma em mãos, e outras nos coldres.

Olhou algumas vezes em volta e nos notou ali, parados. Seus olhos foram diretamente para mim, e ele disse com uma voz um pouco grossa e rouca:

“Você é Rachel Carter? ”– Fiz que sim com a cabeça –“ Ótimo, a Orbis nos mandou.”

“Quem são vocês?” – Eu perguntei.

“Somos o Esquadrão G.” – Ele disse.

Assenti com a cabeça.

“Sou Luke. Luke Gale."

O encarei alguns segundos, olhei para os meus amigos. Todos ainda mantinham suas posições de defesa, inclusive Hanna, que estava parada à minha frente e olhava com uma cara de poucos amigos para o tal garoto Luke. Ele por sua vez tinha um sorriso amigável, o que era bem diferente do resto da equipe que estava parada logo atrás, principalmente uma morena, um pouco mais baixa que Hanna, mas que me encrava como se pudesse me amassar com as mãos.

Ele se aproximou, abaixando a arma e abrindo um sorriso para mim. Hanna tencionou o corpo e me colocou mais para trás, os outros se juntaram mais a nós.

“Ei pessoal, está tudo bem. Vamos todos abaixar as armas.” – Ele dizia, levantando os braços em rendição.

“Eu não confio nada nesse cara aí.” – Pude ouvir Matt sussurrar – “E o que me garante que não vai nos fazer mal?”.

“A minha equipe vai abaixar a guarda primeiro.” – Ele disse, não tirando os olhos de mim.

Todos da equipe abaixaram as armas, menos a morena, que ainda me olhava desconfiada. Aquela garota me dava arrepios, só pelo jeito que me analisava.

Luke soltou um pequeno riso e revirou os olhos.

“Tudo bem Kim. Abaixe a arma” – Ele disse sem se virar para a morena, como os braços levantados e um sorriso no rosto, ainda me encarando. A garota então abaixou a arma. – “Desculpem pela Kim, ela é muito desconfiada e cabeça dura.” – A morena bufou e chegou mais perto.

“Acho que está tudo bem pessoal.” – Eu disse, finalmente para a minha equipe – “Já podem abaixar as armas.”

Todos abaixaram as armas aos poucos, menos Hanna, que ainda se mantinha em posição de defesa. Segurei em seu braço, e ela pareceu relaxar.

“Ei, está tudo bem, eles não irão nos causar mal.” – Fui abaixando a arma de suas mãos aos poucos, enquanto ela me encarava. – “Viu, não doeu nada.”

“Eu não confio neles Rachel, principalmente esse tal de Luke!” – Ela sussurrou, para que só eu pudesse ouvir. A forma como pronunciou o nome dele, me fez temer pelos dois.

“Tudo bem, vamos ver o que ele tem pra falar.” – Eu a tranquilizei e com algum custo, ela cedeu. Respirei aliviada.

Virei-me para ele, que ainda mantinha aquele sorriso um tanto quanto irônico no rosto, devo dizer que aquilo realmente me irritava, mas decidi deixar pra lá.

Observando-o agora, um pouco mais de perto, pude ver uma cicatriz que começava atrás da orelha e ia descendo pelo pescoço, sendo encoberta pelas roupas que usava. Ao notar meu olhar ele sorriu ainda mais e disse:

“Consegui isso daqui lutando contra uma daquelas coisinhas, ao contrário do que pensam e conhecem, existem alguns mais inteligentes que estes palermas. Um destes tinha uma unha um quanto... grande. Se não fosse à intervenção rápida dos médicos, eu não teria sobrevivido.” – Dizia apontando para o próprio pescoço com um sorriso metido — “Disseram que eu fui muito corajoso e sobrevivi por pouco.”

“E eu realmente não me importaria.” – Sussurrou Hanna, que acabou levando uma cotovelada de Matt, que tentava conter o próprio riso.

“Certo Luke, já acabou com sua sessão Estrela da Broadway? Por que eu acho que temos assuntos importantes a resolver e estamos sem tempo algum, certo Dave?” – Ela disse, olhando para um rapaz que até então havia passado despercebido por mim.

O garoto ajeitou os óculos no rosto, com as mãos trêmulas e puxou um pequeno aparelho, do tamanho de um tablet, de dentro do uniforme e teclou algumas vezes com um semblante totalmente sério, uma ruga se formou na ponte entre os olhos o fazendo levantar a cabeça e dizer:

“B-b-bom, Kim, realmente estamos com pouco tempo. Pelos meus cálculos temos em torno de uns 15 minutos para chegarmos ao nosso carro, a cinco quarteirões daqui. Tem outra horda de draggers vindo na direção leste.” – Ele dizia enquanto digitava algumas vezes naquele projeto de tablet –” E não Kim, não conseguirá eliminá-los como acabamos de fazer, uma vez que usamos quase todo nosso estoque de armas que trouxemos, nesses de agora. Deixamos praticamente todo o carregamento no carro.”

“Cara, eu ainda não entendo como ele consegue mexer nessas coisas.” – Um garoto um pouco mais baixo que Luke se pronunciou em meio ao seu grupo, vi o sorriso travesso e enxerguei Lewis nele, pele um pouco morena, olhos castanhos, um corpo musculoso, cabelos bagunçados e um semblante alegre demais para quem vivem em mundo apocalíptico.

“Imagine eu então irmãozinho, que não sei absolutamente nada de tecnologia. Mesmo que o quatro olhos aqui tenha tentando me explicar.” – Um segundo garoto, completamente idêntico ao primeiro surgiu ao seu lado e estendeu a mão para mim. – “A propósito sou Jonh e esse é o Jim, mas pode me chamar de Jonnhy e a ele de Jimmy.” – O outro assentiu com a cabeça nos estendo um enorme sorriso, ao qual ofereci outro. – “Irmãos Connors ao seu dispor.”

“Cara, acho que estou vendo em dobro.” – Comentava Matt, esfregando os olhos.

“Ah, não sei bonitão, acho que somos gêmeos. O que acha Jonnhy?” – Perguntou ao irmão que mantinha uma cara de dúvida e mão no queixo.

“Acho que sim Jimmy.” – Ele concordou.

“Certo, já chega vocês dois, temos que tomar uma decisão. Luke?” – Kim disse rispidamente, voltando a encarar seu líder.

“Bom, vejo que vocês estavam se preparando... e juntando algumas coisas.” – Ele disse inclinando a cabeça para a porta da garagem onde os carros, completamente cheios com o que tínhamos achado em nossa pequena busca, esperavam nossa decisão. Trocou um leve olhar com outro garoto que eu também não tinha notado a presença, de quem eu realmente senti medo. Tinha a cabeça raspada e do lado direito uma estrela imensa tatuada, seu semblante era raivoso e muito quieto, nos encarava totalmente desconfiado e maligno. Se havia alguém que ganhava de Kim, era esse cara. – “Sugiro que nos juntemos e podemos ir em direção ao nosso carro, temos comida e armamentos, o que nos dá alguma chance de sobreviver.”

“Espera, nós não iremos com você, só te conhecemos há uns 6 minutos.” – Hanna se pronunciou, ficando outra vez na minha frente, talvez para me proteger caso tentassem me sequestrar e sair dali correndo, comigo pendurada em seus braços.

“Escuta loirinha, viemos aqui a mando da Orbis para que pudesse levar Rachel Carter e não um bando de adolescentes que nem sabem o que anda acontecendo”. – Kim se aproximou perigosamente de Hanna, ficando a centímetros do seu rosto – “E não vão ser vocês, crianças, a me dizer o que deve ou não fazer! ” – Okay, agora elas estavam a ponto de se baterem.

“Se acalmem meninas.” – Interveio Luke – “Precisamos de uma estratégia para todos, agora que somos um grupo maior, já que os amigos da Rachel não iram a lugar algum sem ela, certo?” – Perguntou para Hanna.

“Certo.” – Respondeu a loira, sem tirar os olhos de Kim.

“Então... Dave, o que sugere?” – Luke perguntou ao garoto nerd levantando uma sobrancelha.

“T-t-temos agora em torno de uns 10 minutos antes que os primeiros da horda leste nos alcancem, a minha ideia seria sairmos daqui o mais rápido possível. Os garotos podem pegar os carros e nós seguimos a pé até o carro. Essa é a estratégia mais viável.” – Ele finalizou, levantando os olhos do seu mini computador e ajeitando os óculos.

“E o que garante que eles não irão se enfiar nos carros e acelerar pra longe da gente?” – Kim disse apontando para nós.

“E o que garante que vocês não irão nos matar?” – Perguntou Hanna no mesmo tom ameaçador que a morena.

Então eu lembrei o que meu pai tinha dito no vídeo: “Enquanto você lia essa mensagem, a Orbis te rastreou. Em 20 minutos, a unidade mais próxima estará aí, use-os a seu favor.”

Eram eles, o Esquadrão G. A mando da Orbis eles tinham vindo me buscar e queriam alguma coisa de mim, mas eles poderiam me ajudar a achar Ellisa com toda aquela inteligência de rastreamento de Dave, além de terem comida e armas.

“Use-os a seu favor.”

As palavras de papai ecoaram em minha mente e então falei bem alto:

“Se querem garantia de que não iremos fugir ou que irão nos matar, eu vou com Luke.” – E olhei diretamente para ele, que abria um sorriso vitorioso. – “E também quero pelo menos do seu grupo vá em nossos carros, assim podemos nos vigiar.”

“Eu concordo.” – Disse o garoto, levantando as mãos e curvando os lábios em outro sorriso.

“De jeito algum.” – Disseram Hanna e Kim ao mesmo tempo. — “Eu não posso deixar você ir com eles Rachel, eles podem estar nem aí para os outros e matar a si mesmos, mas nós nos protegemos.”

“Hanna, não complica as coisas, é melhor assim.” – Zoe disse, chegando perto de Hanna e novamente tendo aquele conversa pelos olhos, que eu realmente senti um leve incômodo, mas resolvi deixar para lá. – “Eu vou com você então.” – Ela disse olhando para mim.

“Não, eu vou sozinha.” – Disse decidida, fazendo Hanna olhar incrédula. – “Não me leve a mal Hanna, mas você precisa dirigir. Sugiro que a divisão dos carros seja a seguinte: Matt, Rick, o careca ali e os gêmeos. Você no outro carro, Claire, Zoe e a Kim. Eu vou com Luke e Dave. O que acha?” – Ela estava relutante, não só por me deixar ir, mas por ter que carregar Kim no mesmo carro que ela.

“Certo.” – Ela lançou um último olhar reprovativo para Luke e seguiu para a garagem, passando por mim com total ignorância.

“Ela ficou chateada.” – Comentou Luke ao meu lado.

“Eu sei, ela só quer me manter segura.” – Eu disse – “E nós conhecemos realmente a uma hora.

Ele riu.

“Vamos, temos um pouco que andar.” – Disse, colocando uma mão em minhas costas e usando a outra para indicar o caminho.

“Espera. Eu tenho que pegar uma coisa antes.” – Voltei correndo e entrei para um corredor a direita. Se há um jeito de descobrir onde Ellisa Graham estava, era através dele.

Adentrei um pequeno cômodo com uma estante, uma mesa onde tinha depositado uma pequena desordem de papéis, resultados das últimas papeladas de papai. Uma xícara de café vazia, algumas canetas, uma cadeira e o meu objeto desejado: Um pequeno notebook.

Papai nunca me deixou mexer naquele notebook, eu nem ao menos sabia a senha. Lembro-me de vê-lo trabalhar por horas aqui, se levantar correndo e sumir pela casa. Agora eu fazia ideia de onde ele se escondia.

Retirei o pequeno notebook da mesa e procurei a bolsa onde papai sempre o guardava para levar consigo para o trabalho, enfiei-o dentro e peguei um caderno, algumas canetas e lápis, nunca se sabe quando iremos precisar de coisas assim.

Encaminhei-me para a porta e dei uma última olhada no cômodo, iria sentir falta de passar horas aprendendo códigos com meu pai, de vê-lo trabalhar totalmente concentrado, das vezes que perdia o sono e vinha ajudá-lo organizando seus papéis.

Agora os tempos eram outros e o mundo dependia de mim e Ellisa Graham.

Fechei a porta por puro hábito, não ia mais entrar ninguém ali e fui em direção a Luke e Dave, que já esperavam do lado de fora da casa.

“Tudo pronto?” – Luke perguntou mirando a bolsa e olhando para Dave, que também a mirava, como se soubesse de alguma coisa.

“Sim, podemos ir agora.” – Ajeitei a aljava e o arco no ombro, enquanto prendia bem firma a bolsa rente ao meu corpo. – “E os outros?"

“Vão nos dar 5 minutos de vantagem, sem a concordância da loirinha. Mas a sua amiga Zoe conseguiu acalma — lá e dizer que assim pode ver o que nos espera, se é algo ruim ou se da para irmos com um pouco mais de calma.” – Ele esclarecia enquanto nós dirigíamos para o final da rua que caía em uma Avenida, que agora não tinha nada além de destruição e alguns poucos corpos espalhados.

Aquela cena me repugnava, ver meus vizinhos, até mesmo pessoas que conhecia, mas ainda sim eram vidas perdidas. Ver aquela avenida em completa destruição, realmente era de acabar com qualquer um.

Respirei profundamente e então percebi que havia parado, olhando estática para toda aquela cena. Luke tentava falar algo comigo.

“Ei, Rachel, tudo bem? Está se sentindo bem?” – Balancei a cabeça para afastar os pensamentos, enquanto ele mantinha a mão no meu ombro.

“Sim, estou, vamos continuar.” – Sorri para ele, mas acho que saiu mais como uma careta.

“É, eu sei, não é nada fácil. Também me senti assim no começo, mas as responsabilidades eram maiores.” – Ele disse, batendo em seu uniforme.

“Eu ingressei novo no exército, assim que acabei o colégio.” – Ele agora caminhava com o olhar perdido na rua. – “Meu pai era Coronel na Orbis e morreu em um serviço, quis honrar o nome dela e da nossa família. Quando esse caos começou, fui nomeado Tenente do Primeiro Esquadrão, ao qual chamo de Esquadrão G, ou G1. Gale, em homenagem ao meu pai e a honra da nossa família.

Ele iria gostar.Ficaria orgulhoso de ver o seu único filho, aos 21 anos, sendo nomeado tenente. Mas sabe, não restaram muitos daqui para serem nomeados tenentes.

O Dave ali é nosso computador humano, extremamente inteligente, um dos melhores hackers do nosso sistema. O contrataram depois de descobrir que ele conseguiu se infiltrar em nosso sistema com um celular, um alfinete e um chip. Queriam ligar para os Cooper’s, mas parece que ele seria de uma ajuda maior.” — Concordei com a cabeça, dando espaço para ele seguir.

“A Kim era uma rebelde, mas extremamente habilidosa em combate corporal e com armas. Ela consegue estourar sua cabeça com apenas um tiro... vendada. Tiraram-na de um reformatório, presa por ter dado uma surra no diretor da escola.” – Ergui meus olhos e fiquei abismada, aquela garota me dava calafrios. – “Os irmãos Connor foram criados pelos cientistas da Orbis, os garotos simplesmente apareceram lá um dia, tinham apenas seis anos. Não se sabe de onde vieram, mas foram de grande ajuda para a corporação. São muito inteligentes, mais brincalhões demais. Sempre aprontando.”

Senti-o recuar a esse assunto, mas ainda havia alguém.

“E o outro garoto, aquele careca, da estrela na cabeça, qual é a dele?” – Luke desviou o olhar de mim e passou a observar Dave, que ia à frente chutando os corpos mortos enquanto digitava no seu mini computador, percebi que falava consigo mesmo alguma coisa.

Ele respirou fundo e virou-se para mim totalmente sério.

“Eu não deveria te contar isso, por que é assunto sigiloso da Orbis. Nem eu sabia, mas como uma peça fundamental para a Orbis, você deve ficar a par de tudo agora.” – Assenti e dei liberdade para ele continuar. – “Bom, o nome verdadeiro dele ninguém sabe, mas o chamamos de Geist, ou fantasma em alemão.” – Ele explicou sem tirar os olhos de mim.

“Sabemos que ele perdeu toda família em uma Guerra no Vietnã, mas sua origem é alemã, por isso o apelido. Chamamo-lo de fantasma pelo fato de nunca falar nada, sempre andando furtivamente e nos observando dos cantos, além da sua pele. Ele foi o que mais sofreu, durante a guerra foi torturado por uma coisa que nem sabia, marcaram no com aquela tatuagem.

Nossos soldados o encontraram em condições deploráveis e única coisa que aceitou foi se juntar a nossa equipe. Ele tem uma lealdade por mim incrível, não sei por que e me respeita. Tenho pena deste “garoto.” – Ele completou, balançando a cabeça para afastar quaisquer pensamentos.

“Quantos anos ele tem?” – Perguntei, por que eu realmente comecei a me interessar pela história do garoto.

“15.” – Ele respondeu suspirando.

“Ele o vê como a única família, como um... irmão.” – Falei a única coisa que ricocheteava em minha mente.

“Talvez.” – Ele andou mais apressadamente a minha frente.

“Luke?” – Chamou Dave, com o cenho erguido para a tela de seu mini computador, onde pequenos pontos de luz piscavam no que parecia ser um mapa. Cheguei mais perto e pude ver todos eles se juntando em uma única e grande bola vermelha, se movimentando apressadamente para alguns pontinhos verdes que deduzi sermos nós. – “Acho que temos um problema. Eu calculei uma quantidade pequena, mas favorável para a nossa fuga, mas parece que alguma coisa aconteceu nesse meio tempo e temos um novo... digamos grande problema.

Luke e eu o olhamos esperando por mais explicações.

“O que seria esse grande problema ?” – Perguntei para Dave, esperando pelo pior.

“Bom, pelo que estou vendo...” – Ele disse ajeitando os óculos – “ Por algum motivo esse vírus que contagiou as pessoas, fazendo com que elas se tornassem essas... coisas, se adaptou e como um parasita se desenvolveu.”

“E...?”

“E acontece que agora esses draggers tiveram algum tipo de evolução...” – Ele olhou para mim e eu olhei para Luke.

“Que tipo de evolução? “

Então eu escutei.

Barulhos de pneus e tiros, misturados aos gemidos daquelas coisas. A sensação do alicate se fez maior em meu estômago e olhei ao longe.

Pude ver ao que deve se referia.

Os dragges de alguma forma estavam mais rápidos e no lugar onde deveriam estar suas cabeças, havia algum tipo de tentáculo tenebroso com espinhos enormes. Aquilo realmente era um grande problema.

Preparei-me para lutar, estendi minha mão para uma flecha, mas algo me fez parar.

Bem atrás dos carros, um enorme Dragger vinha andando, deveria ter uns 2 metros de alturas e carregava um corpo em cada mão. A coisa era assustadora e vinha rápido, então a coisa olhou diretamente para mim.

Apenas ouvi Luke dizer.

“Corra.”

Notas finais
Espero que realmente tenham gostado da minha volta e ainda mais da continuação dessa história. Volto a pedir mil perdões aqui e quero continuar a escrevê-la. "Palavras são mais sinceras que pessoas." Desculpem-me pelos erros, escrevi durante horas por que as ideias não paravam de surgir. Obrigada e até o próximo capítulo.