Perdidos no inferno

9 Episódio 1: Gritos - Capítulo 3B


Notas iniciais
Eu quase tive um bloqueio de editor, sorte que hoje eu estava inspirado, e consegui. Aqui está um (quase) emocionante capítulo.

Paulo Bernardez

Eu nem almocei direito, eu apenas peguei alguns petiscos e bebi bebidas alcoólicas (eu tenho 18 anos, já posso beber isso), agora estou esperando pelo nosso cantor. Nós aproveitamos a espera para conversar um pouco sobre as mulheres que convidamos.

– Eu estou achando que elas vão ficar apenas gritando por Kauê. – Eu opino.

– Sim, mas podemos dar um charme nelas. – Chris responde.

– Como assim? – Rodney pergunta.

– Podemos oferecer a elas uma chance de ir ao camarote de Kauê se elas ficarem com a gente. – Chris responde.

– Você não acha que Kauê não iria gostar disso? – Eu pergunto.

– Que nada! Ele gosta de fãs, podemos aproveitar que eu sou sobrinho do dono dessa boate. – Chris responde daquele jeito irritante.

Ouvi o barulho de um ônibus chegando, Chris fica um pouco excitado, mas logo se acalma.

– Eu acho que ele já chegou. – Ele acha.

– Por causa do ônibus? – Rodney pergunta.

– A não ser que alguém tenha feito um tour até vim pra cá, eu acho que o ônibus só deve ser dele. – Chris responde.

– O que vocês acham de nós darmos uma olhada? – Eu pergunto.

– Era isso que eu iria falar. – Chris afirma.

Chris é o primeiro a se levantar da mesa, logo eu e Rodney nos levantamos. Muitas pessoas enchiam o saguão, mais ou menos 50, todas pareciam ansiosas.

– Não é nem duas horas de tarde, eu nem sei por que eles vieram tão cedo. – Chris comenta.

– Elas sabiam que o cantor chegaria mais cedo, e quem não iria querer ver o cantor de perto? – Eu respondo.

Chris me lança um olhar e se prepara para responder, mas ele desiste. Ele começa a seguir em direção a porta até a garagem, eu apenas o sigo. A garagem tinha alguns carros estacionados lá, parece que a maioria das pessoas resolveu ir a pé ou de carona, mas eu esperava que a garagem ficasse cheia depois das sete horas. Um mini-ônibus estava lá parado no centro do estacionamento, uma faixa gigante cobria o ônibus: Kauê Alexandre, Boate do Prazer, hoje, 19h00min. Algumas fãs excitadas esperavam na porta por autógrafos.

– Uau! – Rodney se impressiona.

A porta do ônibus se abriu, o primeiro que saiu foi alguém de terno e gravata (Por que ele está usando isso? Está muito quente), ele parecia ser um segurança, outro aparece atrás dele, eles começam a tirar caixas de som de trás do ônibus, deixando as fãs ainda mais ansiosas para ver Kauê.

– Será que eles vão demorar muito? – Eu pergunto.

– Que nada! Cantor tem mania de ser demorado. – Chris responde.

Mais uma pessoa saiu do ônibus, ele tinha um topete em seu cabelo preto liso curto, sorriso estampado na cara e vestia um terno vermelho. As fãs piraram, estendendo papel e caneta para ele, deduzi que ele era Kauê Alexandre.

– Por que todo mundo tem que vim de terno? – Eu pergunto.

– Eles só estão tentando ser moderno, o que nos importa são as minas. – Ele responde.

– Isso é claro. – Eu afirmo.

O cantor começou a assinar autógrafos, mais pessoas chegavam ao estacionamento para ver ele.

– Parece que ele vai ficar um bom tempo dando autógrafos para os fãs. – Rodney comenta.

...

Kauê finalmente termina de dar autógrafos para todo mundo (Sério, foi um mico chegar ali e já ter uma fila formada para ganhar autógrafos), ele vai direto para um homem de terno e gravata, eu percebi que ele era o tio do Chris.

– Eu vou conhecer um pouco esse cantor, acho melhor vocês ficarem aqui para não parecerem garotas mimadas. – Chris mostra seu potencial de ser rude.

Chris segue direto para o cantor, algumas fãs também seguia ele, mas eram paradas por seguranças (Só Chris não era parado, infelizmente).

– Às vezes ele é irritante. – Eu comento.

– Às vezes não, sempre. – Rodney corrige.

Eu apenas afirmo com a cabeça e fico olhando para Chris conversando com seu tio e o cantor (Ele está parecendo ser uma fã mimada que não recebeu autógrafo).

– Você deveria ligar para Henrique. – Eu aviso.

– Será que ele ficou doente? Justo hoje? – Rodney pergunta.

– Eu não sei, se ele ficou ele é a pessoa mais azarada que eu conheci. – Eu respondo.

– Espera ai, eu vou ligar pra ele. – Rodney avisa.

Ele pega o seu celular e começa a digitar, em pouco tempo ele já estava com o celular na orelha direita, esperando por uma ligação.

– Ele não está atendendo. – Rodney murmura.

– Deixa pra lá, azar dele se ele não puder vim. – Eu respondo.

Rodney desliga o celular e coloca no bolso, quando ouvimos um homem gritar.

– Ninguém saia daqui! – Um homem grita.

– Fiquem longe das janelas! – Uma mulher grita.

– Quem for forte, ajuda a fechar isso aqui! – O homem continua gritando.

– Vocês estão doidos? – O tio de Chris grita.

– Parecemos que estamos! Mas não estamos não! – O homem continua gritando.

Eu olho e vejo que tem um homem de camisa preta, ele parece ter uns 30 anos, e uma mulher loira de mais ou menos 20 anos com traje de policial.

– Segurança! Coloque esses doidos na rua! – O tio de Chris ordena.

Dois homens de terno preto aparecem e caminham na direção dois dos malucos, eles murmuram alguma coisa que eu não entendo.

– Por favor, senhor! Você precisa acreditar na gente! – O homem falava.

Mas eles são pegos por segurança e levados para fora, mas eles logo param.

– Pelo amor de deus! Será que vou ter que demitir vocês? – O dono da boate gritava.

Ele começa a correr até lá junto com Chris, eu resolvi seguir eles, paramos na entrada do estacionamento.

– Oh... Meu... Deus... – Ele fica surpreso.

A rua estava um caos, vários carros estavam parados e buzinavam alto, varias pessoas estavam agachadas fazendo alguma coisa, eu não sabia o que, mas eu vi sangue. Uma mulher corria sem rumo, mas logo foi pega por um homem sangrento e começou a ser devorada. Outro homem veio e se agachou aos pés do dono da boate, ele estava com uma mordida séria no pescoço.

– Senhor! Preciso de sua ajuda! Por favor! – Ele implorava.

– O que está acontecendo? – O dono estava confuso.

– São essas pessoas... Elas estão devorando às outras... E depois elas fazem o mesmo... – O homem responde com dificuldade.

– Essas pessoas não são mais pessoas, elas morreram e voltaram como monstros. Basta uma mordida e você já vai virar um monstro como elas em pouco tempo. – O homem de camisa preta fala.

– E então? Você vai confiar na gente? – A mulher pergunta.

O dono fica ali parado pensando, sua pele estava se tornando pálida de tanto estar confuso e assustado, parecia o Slender. Todo mundo olhava para ele, Kauê já não é mais a atenção principal, todo mundo estava assustado que nem ele. O tempo está se esgotando, os mortos viraram a atenção diretamente para a boate.

– Todo mundo se proteja! – Ele grita.

E então a algazarra começa.

Notas finais
Sobre esse capítulo: Eu resolvi deixar esse capítulo curto para deixar vocês ansiosos para o próximo, eu também queria terminar o mais rápido possível para não deixar vocês esperando. Próxima parte: Eu não vou revelar o que vai acontecer na próxima parte, mas a próxima parte vai ter um POV novo, se eu não mudar de ideia. Personagens: Seu personagem ainda pode ser um dos personagens da boate, porque eu deixei um monte deles lá, eu sou mais inspirado trabalhando com personagens feitos pelos leitores. Um comentário faz uma grande diferença.