Notas iniciais
Calma! Ninguém aqui explodiu... Ou será que explodiu. /Tapa na cara/ Ta, ninguém explodiu, pode ler. MENTIRA, EXPLODIU Ta, vou parar de spoiler.

Estava caminhando para casa, quando vi um bando de creeper vândalos indo até onde ficava minha casa. Eu não sabia o que estava acontecendo, bem, eles são de minha espécie e vai que têm outra casa ali perto.

"SSSSSSSS... Cabuuum" — Escutei isso vindo perto de minha casa.

Corri, corri até não poder mais. Minha touca caiu de meus cabelos em uma lama, deixei lá, depois eu a pegava de volta. Quando cheguei lá, parte da casa em que eu morava estava destruída. Incluindo meu quarto, o banheiro, a cozinha, a unica coisa que restou foi algumas paredes. Me joelhei entre os restos e comecei a chorar. Minhas lágrimas caiam em minha mão e secavam. Eu não tinha mais aonde morar. E eu não queria voltar pra casa de minha amiga, ele deveria me odiar. Sentei com meus joelhos sobre mim, e minhas mãos ao redor do joelho, encaixei meu rosto em minha perna e comecei a chorar... chorei até soluçar. Espera, têm alguém com quem morar, mais... será incomodo, eu sei, olhei para trás. E vi ele ali.

– Ender... — Forcei um sorriso

– Sinto muito por sua casa, não force um sorriso para mim, odeio sorrisos forçados — Disse

Permaneci calada.

– Bem, eu conheço um lugar pra tu morar, minha caverna.

– O que? — Me espantei — Seria chato para você, desculpa, eu arranjo outro lugar

– Não, tudo bem pra mim, a unica amiga que eu tenho é você, e eu só queria que você ficasse perto de mim, sei lá — Disse ficando vermelho

– Tudo bem — Corei

Andei pelos restos de minha casa, até achei um bloco de pedra. Dei para o ender em forma de gratidão, peguei um caderno, onde escrevia coisas que acontecia comigo no dia a dia. Sorri e olhei para o Ender.

– Como soube que eu estava aqui?

– Bem, eu estava indo para casa quando eu vi sua touca no chão, nunca tinah visto um creeper com touca, então, acreditei que era sua.

Ri um pouco e olhei para o céu, o tempo nublado havia passado, agora, só o que tinha no céu era nuvens. Nuvens e um sol quadrado bem grande acima da gente.

– Ah, eu quero dar esse bloco para você, eu não tenho outro presente para te dar, então... — ri um pouco — desculpa.

– Tudo bem, além do mais, endermans adoram pegar blocos — Riu

– Sério?

– Sério

– A única coisa que os creepers fazem, é ... explodi coisas. Aonde eu morava, tinha humanos perto. E eles sempre fugiam de mim, eu explicava para eles que eu não ia explodir, mas eles não acreditavam — Disse levantando a manga do meu casaco — Isso aqui é uma cicatriz que tenho de uma espada. Na perna têm outra.

– [...] Humanos não conseguem me bater, eu consigo me teletransportar e é difícil para eles, ah, e também, eu os ataco se olharem para meus olhos.

– Sério isso? Que louco! — Ri — Então, nunca olharei em seus olhos, seu monstro — Brinquei

Ele ficou calado por algum tempo, até que eu decidi quebrar o silêncio.

– Além de ter medo de água, do que mais você tem medo?... — Perguntei olhando pro horizonte.

– [...] Eu tenho... eu tenho medo de ser esquecido — Disse olhando para mim — E você?

– Eu tenho medo de...humanos, e de perder o controle perto de amigos. Tipo, explodi, quando eu fico nervosa, uma vez quase explodo a família de minha amiga, aquilo me deixou sem graça. Ter dinamite dentro de você... é estranho, uma faísca, e eu estrago todos — Disse meio triste

– Entendo... — Olhou para mim — Você está com fome? É que eu não fui atrás de humanos hoje, daí não tem nada para comer lá em casa

– Humanos?! — Perguntei assustada

– Calma! Eu só pego coisas do inventário deles! Além do mais, eles nunca morrem...

– Tudo bem — Respondi

Notas finais
GENTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE ;u; Eu amei a parte do "Tenho medo de ser esquecido" porque tipo, me lembra a culpa é das estrelas. Lindo, lindo.