Perdidos em um mundo
3 Explosão
Notas iniciais
Estava caminhando para casa, quando vi um bando de creeper vândalos indo até onde ficava minha casa. Eu não sabia o que estava acontecendo, bem, eles são de minha espécie e vai que têm outra casa ali perto.
"SSSSSSSS... Cabuuum" — Escutei isso vindo perto de minha casa.
Corri, corri até não poder mais. Minha touca caiu de meus cabelos em uma lama, deixei lá, depois eu a pegava de volta. Quando cheguei lá, parte da casa em que eu morava estava destruída. Incluindo meu quarto, o banheiro, a cozinha, a unica coisa que restou foi algumas paredes. Me joelhei entre os restos e comecei a chorar. Minhas lágrimas caiam em minha mão e secavam. Eu não tinha mais aonde morar. E eu não queria voltar pra casa de minha amiga, ele deveria me odiar. Sentei com meus joelhos sobre mim, e minhas mãos ao redor do joelho, encaixei meu rosto em minha perna e comecei a chorar... chorei até soluçar. Espera, têm alguém com quem morar, mais... será incomodo, eu sei, olhei para trás. E vi ele ali.
– Ender... — Forcei um sorriso
– Sinto muito por sua casa, não force um sorriso para mim, odeio sorrisos forçados — Disse
Permaneci calada.
– Bem, eu conheço um lugar pra tu morar, minha caverna.
– O que? — Me espantei — Seria chato para você, desculpa, eu arranjo outro lugar
– Não, tudo bem pra mim, a unica amiga que eu tenho é você, e eu só queria que você ficasse perto de mim, sei lá — Disse ficando vermelho
– Tudo bem — Corei
Andei pelos restos de minha casa, até achei um bloco de pedra. Dei para o ender em forma de gratidão, peguei um caderno, onde escrevia coisas que acontecia comigo no dia a dia. Sorri e olhei para o Ender.
– Como soube que eu estava aqui?
– Bem, eu estava indo para casa quando eu vi sua touca no chão, nunca tinah visto um creeper com touca, então, acreditei que era sua.
Ri um pouco e olhei para o céu, o tempo nublado havia passado, agora, só o que tinha no céu era nuvens. Nuvens e um sol quadrado bem grande acima da gente.
– Ah, eu quero dar esse bloco para você, eu não tenho outro presente para te dar, então... — ri um pouco — desculpa.
– Tudo bem, além do mais, endermans adoram pegar blocos — Riu
– Sério?
– Sério
– A única coisa que os creepers fazem, é ... explodi coisas. Aonde eu morava, tinha humanos perto. E eles sempre fugiam de mim, eu explicava para eles que eu não ia explodir, mas eles não acreditavam — Disse levantando a manga do meu casaco — Isso aqui é uma cicatriz que tenho de uma espada. Na perna têm outra.
– [...] Humanos não conseguem me bater, eu consigo me teletransportar e é difícil para eles, ah, e também, eu os ataco se olharem para meus olhos.
– Sério isso? Que louco! — Ri — Então, nunca olharei em seus olhos, seu monstro — Brinquei
Ele ficou calado por algum tempo, até que eu decidi quebrar o silêncio.
– Além de ter medo de água, do que mais você tem medo?... — Perguntei olhando pro horizonte.
– [...] Eu tenho... eu tenho medo de ser esquecido — Disse olhando para mim — E você?
– Eu tenho medo de...humanos, e de perder o controle perto de amigos. Tipo, explodi, quando eu fico nervosa, uma vez quase explodo a família de minha amiga, aquilo me deixou sem graça. Ter dinamite dentro de você... é estranho, uma faísca, e eu estrago todos — Disse meio triste
– Entendo... — Olhou para mim — Você está com fome? É que eu não fui atrás de humanos hoje, daí não tem nada para comer lá em casa
– Humanos?! — Perguntei assustada
– Calma! Eu só pego coisas do inventário deles! Além do mais, eles nunca morrem...
– Tudo bem — Respondi
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