Perdidos da realidade
4 Capitulo 4- Uma breve luz para lembrar
Notas iniciais
Gentilmente, foi como começou, mas o beijo foi uma coisa como se nós dois quisesse á muito tempo, bem, eu esperava por anos, e quando aconteceu foi... fantástico e urgente, conforme nossos lábios se tocaram e sentimos o gosto um do outro foi como se quiséssemos mais e mais, sentir mais, aproveitar mais. Por um momento fiquei com medo de que Lydia se afastasse então minha mão foi até a nuca dela e trouxe para mais perto de mim, Lydia já havia me beijado antes, mas não foi desse jeito, naquele dia foi em um momento de desespero, para me ajudar, mas... agora tinha um sentimento a mais, um motivo a mais.
Infelizmente nossos pulmões não aguentavam mais e tivemos que separar os lábios. Nos olhamos por minutos que pareceram eternos. Provavelmente o sinal já tinha batido, mas nós dois não ligávamos, ninguém iria atrás da gente por enquanto porque ninguém queria trabalhar na escola como monitor, por causa da fama de mortes que tinha o cargo.
Talvez pra quem olhasse parecesse meio besta dois adolescentes sentados um de frente pro outro se olhando fixamente sem dizer nada.
–Stiles... — Lydia começou. – Olha, eu acho que isso... não devia ter...acontecido.
E todo o encanto parecia ter sido quebrado.
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POV Lydia
–O que?
–Eu... não sei, nós...somos amigos.
–E por que não podemos ser mais?
–Não é isso, é que...
–Do que você tem medo afinal?
–Nós somos bons amigos e... e se não der certo e depois não termos mais essa amizade?
Stiles sorriu pra mim, parecendo mais tranquilo, se aproximou mais e segurou minha mão.
–Você vai ter minha amizade pra sempre, nunca vou deixar você. Nunca.
Sorri, ele tinha razão, eu não devia temer perder a amizade dele, era bobagem, eu confiava nele e sabia que ele nunca deixaria de ser meu amigo, assim como eu nunca o deixaria também, agora parecia estar tudo tão claro, tão obvio. Eu gostava de Stiles e não tinha motivos para eu duvidar disso. Eu... o amava. Me aproximei novamente e o beijei.
Alguns minutos depois Stiles separou nossos lábios de repente e me olhou. Eu o encarei confusa. Então ele sorriu.
–Quer namorar comigo Lydia Marin.
Sorri aliviada.
–Claro, eu... te amo.
Ele sorriu mais ainda.
–Eu amo você. — Ele disse me beijando de novo.
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POV Stiles
Apesar da experiência ruim e traumática que tive com Nogitsune eu não podia evitar rir quando percebia que estava contando os dedos, como se esperasse acordar de um sonho, mas agora, um sonho bom. Um sonho ótimo.
Matar aula não era uma palavra muito apropriada, digamos que nós dois aproveitamos o tempo. Saímos do lugar onde estávamos antes e fomos pra um lugar onde não pudessem nos ver com facilidade. Claro que não poderíamos ficar ali pelo resto do dia, então quando o sinal bateu novamente anunciando o fim das aulas, nós fomos correndo até o nosso armário.
–Mais que droga, onde vocês dois estavam?- Scott apareceu do nada ao nosso lado. — Eu estava louco na aula pensando que vocês podiam estar em perigo ou sei lá. Eu descobri algo.
–Desculpe- Nós dois falamos ao mesmo tempo.
– Nós... ahn... eu conto depois, o que você descobriu afinal?
–Aquele garoto novo, James, é ele. Ele é Pitiless.
–O que? Espera, conta isso direito.
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POV Scott
FLASHBACK
Gritos gritos gritos, era insuportável, minha cabeça começou a latejar, minha respiração ficou falha e desesperada, como se eu estivesse tendo uma forte crise de asma.
Corri desnorteado até o vestiário masculino, antes sempre quando eu tinha crise de asma e acontecia da bombinha ter acabado, ou até mesmo antes de eu descobrir que tinha, eu ia pra de baixo do chuveiro porque o vapor me ajudava . Abri o chuveiro do vestiário e enfiei a cabeça de baixo dele.
Me virei me assustei quando vi... Allison, parada na minha frente, séria.
–Você chegou tarde de mais, é culpa sua, se tivesse chegado antes você teria me salvado Scott, estou morta por sua causa, é tudo culpa sua, você sempre chega tarde de mais, só encontra os corpos, sempre deixa as pessoas morrerem, me deixou morrer.
–Não... — sussurrei. –Allison.
Tentei chegar perto dela, não parando pra pensar em “Como ela esta aqui?”
A imagem dela na minha frente meio que piscou virando uma criatura com capuz preto, um pouco corcunda, a cabeça baixa. Pitiless levantou a cabeça e... era Allison, o rosto era de Allison, só que com olhos azuis.
Alguém entrava no vestiário masculino, olhei para a porta e era James. Ele me olhou com um olhar fio e cruel, caminhou lentamente e parou do lado de “Allison”.
–O que...
–Você ainda não percebeu não é McCall?
–Você... você é o Pitiless!
Ele sorriu cruelmente.
–Eu acho que nunca vi alguém se sentir tão culpado por tantas coisas, você é um poço de culpa. E com razão, você é culpado por tudo mesmo, tudo. Cada coisa, eu sei tudo sobre sua vida, tudo, desde seu nascimento, o dia de sua mordida, todo até hoje. Você realmente só encontra os corpos na maioria das vezes, esta sempre tentando salvar todo mundo, mas Scott. Você não pode salvar todo mundo, alguém sempre morre por sua culpa.
–Não.
–Sim. Sua existência só trás problemas, seu pai te deixou quando você era pequeno, por sua culpa ele foi embora, por sua culpa ele e sua mãe se separaram, você foi mordido e bam, a cidade virou uma atração de mortes e quem é o culpado? VOCÊ.
–Não, eu...
–E o pior, você matou a garota que você amava.
–Eu não a matei... eu...tentei eu...
Tudo parecia tão fora da realidade, mas ao mesmo tempo tão real, era como se o tempo tivesse parado, eu nem tinha mais certeza se estava na escola. Eu só queria que ele parasse, parasse de falar, parasse de me culpar, me deixasse em paz.
–Matou sim, foi culpa sua. Na verdade se você gostasse mesmo de seus amigos você teria transformado todos eles assim que você se tornou alfa, principalmente Allison, você a deixou morrer, ela estava ali em seus braços morrendo, era só você transforma-la que ela viveria, ela estaria aqui agora, viva, com você. Mas você é egoísta de mais para fazer isso não é? Seu melhor amigo estava morrendo, você estava tentando tantas coisa para salva-lo, quando era tão simples. Uma simples mordida e ele viveria, o espirito sairia dele e ele ficaria bem, mas não, ele quase morreu também.
Ele tinha razão, eu era culpado mesmo, mais do que eu pensava, eu deixei Allison morrer, não fui rápido o bastante, e se eu tivesse aceitado Aiden e Ethan no meu bando eles não estariam sozinhos, Aiden não teria morrido. Eu devia tê-los perdoado.
–Scott?
Uma voz feminina se fez na porta do vestiário, eu reconheci como sendo a voz de Kira.
Pitiless me olhou e olhou para a porta, seus olhos sombrios me olharam e seu sorriso maligno se fez em seu rosto, então ele simplesmente saiu correndo, ou voou ou desapareceu, foi muito rápido. Uma hora ele estava e outra hora não.
–Estou aqui. –Respondi para Kira.
FIM DO FLASHBACK
Não contei todos os detalhes para eles, mas o mais importante.
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POV Stiles
–Ok, realmente, muita coisa aconteceu, cara você esta bem?
–É, agora eu estou.
–Como vamos lutar com essa coisa?- Lydia perguntou.
–Não sei, não vai ser fácil. Temos que dar um jeito de quando chegarmos perto tentar não escutar, tentar ignorar o que ele diz, talvez de certo. — Sugeri.
–Eu tentei. –Disse Scott. –É praticamente impossível, a voz dele meio que penetra no seu cérebro, como se você não tivesse controle, sem falar na terrível dor de cabeça, eu mal conseguia respirar.
–Vamos pensar em algo, podemos falar com Deaton depois.
–Não íamos no Derek?
–Passamos no Deaton primeiro, acho que vai ser melhor, ele sempre sabe de tudo.
–Okay. –Scott concordou. –Mas até lá, fiquem longe de James.
Lydia e eu concordamos.
–Eu vou até meu armário, os livros estão pesados. –Disse Lydia, caminhando para outra direção do corredor.
Olhei Scott com um sorriso e um olhar ansioso. Scott me olhou como se perguntasse o porque de eu estar daquele jeito.
–Você não vai acreditar. –Comecei. – Nem mesmo eu acredito ainda. Lydia e eu... estamos juntos.
–O que? Cara! Finalmente, isso é ótimo. É por isso que vocês dois sumiram? Ah, eu sabia que tinha algo de diferente em vocês.
–Sério? Esta tão obvio assim?
–Com certeza, você não tira esse sorriso patético do rosto. –Ele disse rindo e fechando seu armário, ajeitando a mochila nas costas e procurando algo no bolso da calça, provavelmente as chaves da moto.
–Eu tenho que correr na delegacia contar ao meu pai.
–Ele vai pirar com isso.
–Com certeza.
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