Perdidos da realidade
11 Capitulo 10 - 12 Horas para viver
Notas iniciais
POV Stiles
–Não, eu quero ir, preciso ajudar.
–Não, Stiles, se os médicos disseram que é pra você ficar você fica. –Teimou Scott.
–Eu estou ótimo.- Rebati.
–Não, não esta. Nós temos que correr, Pitiless já deve estar a caminho do local. Tenho que ir, nada pode dar errado. Lydia, você fica e se certifique de que ele vai ficar aqui.
–Okay.
Aquilo era horrível, não acreditava que teria que ficar deitado naquela cama enquanto todos os outros estavam lá lutando. Não ficaria ali, esperando por boas noticias de jeito nenhum.
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POV Scott
Cheguei ao local, ouvi um barulho de algo se quebrando, Pitiless já devia estar lá dentro e Derek e Peter lutando com ele, corri em direção a entrada, tinha que me apressar, Deaton já estava lá preparado para apertar o botão que acenderias todas as luzes de uma vez.
Cheguei à entrada e Pitiless acabava de arremessar Peter contra a parede. Mas... Ele estava diferente... Estava...
–O que é isso? –Gritei para Derek enquanto entrava no campo de batalha.
–Não sabemos, ele... Virou essa coisa.
Pitiless estava maior, e havia... Vários espinhos em suas costas, grandes espinhos, quase do tamanho de ossos, mas extremamente pontudos.
–Não encoste nos espinhos, não é legal. –Peter Gemeu olhando o braço que estava com um corte extremamente profundo. Ele tinha o capuz de Pitiless entre as garras – Não parece estar curando, não tão rápido!
Pitiless avançou contra mim, erguendo as garras, arranhei com as minhas e ele recuou, emitindo um tipo de... Rosnado. Estava tudo pronto. Deaton lacou as portas e as janelas, não tinha o que quebrar, ou abrir para ele fugir. Deaton fez o sinal para que fechássemos os olhos. Pitiless nos olhou e seus olhos brilharam então ele começou a correr em nossa direção e Deaton apertou o botão ao mesmo tempo em que fechávamos os olhos e colocávamos as mãos em cima, pois as luzes eram realmente muito fortes. Pitiless virou de costas para nós, como se tentasse se proteger. Ouvimos o grito agoniado dele e outros como... faíscas e então um tipo de explosão. Senti uma dor horrível.
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POV Stiles
–Nós temos que ir até lá Lydia.
–Stiles, já disse, nós... -Ela parou e ficou com um olhar hipnotizado. Derrubando no chão o copo de água que segurava.
–Lydia, o que foi. O que aconteceu?
–Stiles... alguém esta morrendo. –Ela disse com o olhar parado.
–O que? Quem? Scott?
–Eu não sei eu... –Uma lagrima começava a brotar de seus olhos. Ela piscou e me olhou aflita.
–Quem Lydia?
–Não sei mas... Não sei Stiles.
–Chega, eu vou até lá e ninguém me segura. Meu irmão precisa de mim.
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POV Scott – Minutos antes.
Senti uma dor horrível por todo o corpo e meu joelhos se dobraram não mais suportando o peso do meu corpo machucado. Cai no chão sentindo como se facas tivessem atravessado meu corpo, minha visão estava embaçada e sangue começava a sair de minha boca e com certeza de vários outros lugares do meu corpo. Minha respiração estava falha, reconheci os sintomas.
–WolfsBane. –Sussurrei para mim mesmo. Mas como? Da onde veio WolfsBane?
Deaton entrou no meu campo de visão.
–Scott, fique quieto, os espinhos continham WolfsBane, como um veneno. Quando Pitiless explodiu ele soltou os espinhos para todo lugar. Fique parado. E não tire os espinhos, pode espalhar o veneno. Ele fez algo e minha visão melhorou um pouco, virei a cabeça e vi Derek agoniando no chão, tinha muito espinhos, muitos mesmo espalhador por ele todo, Peter parecia ter sido o menos atingido, estava meio sentados encostado na parede, respirando com dificuldade. Minha mão encostou em algo liquido e a ergui até meu campo de visão. Sangue, meu sangue. Okay, isso não parecia nada bom.
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POV Stiles.
Cheguei no local com Lydia o mais rápido que conseguimos, empurrei a porta pesada e havia um circulo de tramazeira cercando o local, olhamos e não era uma visão nada legal. Scott estava largado no chão com... umas coisa espetadas nele, havia muito sangue nele e em volta dele. Um pouco a frente havia Derek que parecia estar tendo uma convulsão ou algo do tipo, Deaton estava com ele. Mais longe tinha Peter encostado na parede parecendo com dor e dificuldade de respirar. Corremos até Scott.
–Scott? Cara, você esta bem? O que houve aqui?
Ele me olhou e parecia confuso.
–Ahn...- Tentou falar, mas parecia que estava muito mal. Seus olhos viraram e ele desmaiou.
–SCOTT! –Gritei.
Deaton correu até o meu lado e com os dedos ergueu as pálpebras de Scott, o globo branco de seus olhos se tornou visível.
–Ele desmaiou. –Disse Deaton, parecendo preocupado.
–O que houve aqui?
–Pitiless estava diferente. Tinha espinhos nas costas. Quando o explodimos ele liberou esses espinhos para todos os lados. Os três foram muito atingidos.
–Mas... não é só tirar os espinhos e eles se curarem? — Perguntou Lydia.
Deaton nos olhou preocupado.
–Os espinhos continham veneno. WolfsBane.
–O que vamos fazer?
–Esta com seu jipe? Vamos ter que leva-los até o veterinário e lá vou poder fazer algo.
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Chegamos no veterinário de Deaton. Depois de muita dificuldade para mover os três do local. Estavam deitados agora em três macas separadas, sabe se la de onde Deaton tirava essas coisas.
–E então? O que faremos? -Perguntei desesperado.
–Não vai ser fácil. A WolfsBane esta completamente impregnada o sangue deles. A alguns meses atrás estive pesquisando e achei um antidoto para a WolfsBane.
–Antidoto?
–Sim. É um pouco complicado, sangue humano, com sangue de Banshee. Por sorte temos os dois, mas... também é preciso de uma outra planta. Ela é assim.
Ele pegou uma foto e nos mostrou. Era uma flor, como a WolfsBane, mas era toda vermelha com manchas pretas.
–Onde achamos isso?
–Ai é onde fica complicado, como disse, eu andei pesquisando e encontrei um local aqui na cidade onde possa existir a planta.
Ele pegou outro papel, era um tipo de mapa.
–Aqui é onde fica o local, mas é depois dele o problema, chegando aqui vocês vão encontrar um túnel subterrâneo. Vocês vão entrar nele e caminhar por um tempo. Devem tomar cuidado, não falar muito alto para não haver desabamentos, cuidado com buracos e penhascos. Quando finalmente chegarem ao local encha esse pote com as pétalas e voltem.
–Okay.
–Aqui está outro mapa, são os pontos onde tem as flores, devem pegar todas as pétalas de todas elas, se não, não terá o suficiente para todos eles.
Ele nos deu o mapa e nos olhou com um olhar mais preocupado. Pegou dois tubos e deu um para mim e outro para Lydia.
–Isso são pequenos recipientes com oxigênio. — Abri o tubo e havia alguns pequenos tubinhos dentro dele. — Em alguns momentos vai faltar um pouco de oxigenação devido ao nível subterrâneo. Aqui tem o suficiente para os dois irem e voltarem, então não desperdicem se não, não irão conseguir voltar. Deverão usar o oxigênio de meia em meia hora.
–Meia em meia hora? Quanto tempo levaremos para fazer tudo isso?
–Algumas horas. Não podemos perder tempo. A WolfsBane esta fazendo efeito rápido, vocês tem doze horas para ir e voltar. Em vinte horas os três estarão mortos. O antidoto leva um tempo para ficar pronto. Então os dois tem doze horas para ir e voltar, nem uma hora a mais, entenderam?
–Sim.
–Ótimo, vão estão perdendo tempo. Aqui – Ele nos deu uma mochila cada.
–Tem água, lanternas, cordas, coloquem os tubos de oxigênio ai também, e tomem muito, muito cuidados.
–Okay. –Concordamos.
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12 HORAS RESTANTE
–Stiles, você acha que vamos conseguir? –Perguntou Lydia enquanto andávamos na floresta, seguindo o mapa, já começava a escurecer e começava a ficar difícil enxergar.
–Eu... Acho que vai ser difícil, mas... Temos que conseguir, a vida deles depende disso. –Respondei, admito que estava com medo, medo de não conseguir, ou de morrer no subterrâneo ou coisa assim, de não chegar a tempo, mas, eu tinha que ser confiante, acreditar que conseguiríamos.
Andamos por bastante tempo.
–Stiles, acho que temos que virar aqui. A direita.
Pequei o mapa das mãos dela e olhei.
–Não, é a esquerda.
Ela me olhou e bufou.
–Esta segurando de ponta cabeça. –Ela virou o mapa. –Viu, é a direita.
10 HORAS RESTANTE.
–Okay, a direita então. Estamos ficando sem tempo.
Andamos mais rápido e finalmente achamos o túnel. Era um buraco no chão, um profundo buraco no chão. Peguei a corda que tínhamos na mochila e amarrei firme em uma árvore, jogando a outra ponta pelo buraco. Lydia pegou as outras duas cordas e amarrou uma na cintura e a outra ponta na corda que eu havia amarrado na arvore. Ela jogou a outra corda pra eu fazer o mesmo.
Com muito cuidado descemos o buraco. Até chegar ao chão, peguei a lanterna da mochila e ascendi. O local era apertado e um tanto úmido e abafado.
Lydia olhou para cima.
–Estamos mesmo no subterrâneo, mal da pra ver a luz de lá de fora Stiles.
Lydia estava com medo, eu sabia pelo seu tom de voz, mas ela não iria admitir para mim assim tão fácil de que estava com medo. Segurei na mão dela e ela me olhou. Lhe dei um sorriso encorajador.
–Eu também estou com medo, vamos ficar bem, vamos conseguir e iremos voltar a tempo, Okay? Vai dar tudo certo.
Ela sorriu pra mim e assentiu.
–Vamos, ou não dará tempo. –Ela disse, então seguimos pelo túnel.
8 HORAS RESTANTE.
Já tínhamos respirado nosso quarto tubo de oxigênio e estávamos cansados de tanto andar.
–Cuidado! –Lydia disse para mim, me segurando pelo braço.
Estávamos andando encostados na parede, pois do nosso lado havia um grande precipício e eu quase pisei em um ponto rachado do chão que com certeza se eu pisasse cairia pelo precipício.
–Obrigada. –Sussurrei para ela. Nós lembrávamos o tempo todo de não falarmos alto para não haver desabamento nenhum.
Achei um ponto seguro para pisar e alguns minutos depois passamos do precipício. Olhei o mapa.
–Estamos perto do primeiro ponto. –Eu disse.
–Quanto pontos são?
–Quatro. O ultimo é o mais longe.
Paramos um pouco para tomar água. Só um pouco, evitávamos parar por muito tempo, o tempo estava passando e inda nem tínhamos chegado ao primeiro ponto das flores ainda.
7 HORAS E 30 MINUTOS RESTANTE
Finalmente. -Eu disse, aliviado por termos chegado ao primeiro ponto das flores. Era um lugar bonito de se ver. Fui à primeira flor para tirar suas pétalas.
–Espera! –Disse Lydia. –Stiles, como vocês é esquecido. Deaton disse para usarmos luva. Tome. — Ela estendeu um par de luvas para mim.
–Aé, eu me esqueci. –Coloquei a luva e nós dois recolhemos rapidamente todas as pétalas.
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6 HORAS RESTANTE
–Finalmente acabamos o ultimo ponto. –Disse Lydia.
–Ótimo, agora vamos voltar. Temos seis horas.
Peguei um dos tubinhos de oxigênio e o respirei. Lydia fez o mesmo. Nos preparamos para voltar.
–Viu, eu disse que conseguiríamos- Eu disse dando-lhe um selinho nos lábios.
Lydia sorriu.
–Sim, mas ainda temos uma grande caminhada.
–Pelo menos vamos perder uns quilinhos.
–Esta me chamando de gorda?
–O que? Não! Você esta perfeita.
–Hum, sei.
4 HORAS RESTANTE
–Estamos quase chegando na saída. –Eu disse, na hora de ir era descida e agora era muita subida, a volta estava mais difícil do que a ída.
–Finalmente. Acho que esta na hora de oxigênio Stiles. –Disse Lydia parecendo respirar com dificuldade. Eu também estava.
–Okay.
Lydia tirou seu recipiente com os oxigênios da mochila.
Fui chegar um pouco mais perto dela e pisei um uma pedra que se soltou de seu lugar e rolou, me fazendo cair, tentei agarrar em algo na parede, alguma coisa se soltou e no minuto seguinte tudo estava tremendo e eu e Lydia escorregávamos por um grande pedaço do barranco, senti algumas pedras baterem em mim no caminho, nós dois gritávamos desesperado e então finalmente paramos.
–Lydia! Você esta bem? –Perguntei tentando enxergar algo no meio de toda a poeira que começava a abaixar.
–Estou aqui, estou bem, cadê você?
–Aqui! Gritei — Foi então que percebi que tinha algumas pedras em volta de mim, que formavam um grande muro. –Droga.
–Meu Deus! Você está preso Stiles? Eu estou.
Empurrei algumas pedras e alguns buracos se abriram, mas outras estavam mais pesadas.
–Tente tirar algumas pedras!
Ouvi alguns barulhos.
–Consegui! Não estava não presa, só empurrei algumas. Espera, estou tentando empurrar as suas, mas... está... difícil.
–Esqueça, continua você! Eu me viro aqui!
–O que? Não vou deixa-lo aqui.
–Vou ficar bem! Vai logo.
Silencio se fez.
–Stiles... meu oxigênio... perdi dois tubinhos.
–Perdeu? Como perdeu?
–Não sei! Não encontro no meio de tanta poeira!
Abri minha mochila e tirei dois dos meus tubinhos.
–Tome. –Eu disse e passei os dois pelo buraco que tinha aberto. Ela pegou.
–Espera, são os seus? Não! Stiles, você vai ficar sem...
–Você precisa pra continuar, sem você não vai conseguir.
–Não vou sem você!
–Você tem que ir! Você tem que chegar a tempo, tem que salvar Scott, Derek e Peter.
A ouvi chorar.
–Não.
–Lydia, não temos tempo! Deaton precisa do seu sangue, eu sou humano, ele pode achar alguém para me substituir.
–Mas... se você ficar aqui preso sozinho, sem oxigênio suficiente... você vai morrer.
–Eu... vou tentar sair daqui, e vou conseguir chegar la em cima sem o oxigênio todo, vai ser difícil, mas... eu vou conseguir e... quando você chegar la pode pedir ajuda a alguém.
Ela ficou quieta.
–Desculpe. –Ela me disse com a voz embargada.
–Pelo que? –Perguntei confuso.
–Venho pensando nisso desde que nós começamos a namorar. Me desculpe por toda as vezes que fui grossa com você quando vinha falar comigo, todas as coisas que eu te disse antes de virarmos amigos, e depois que viramos. Demorei tanto pra enxergar que você é a pessoa perfeita pra mim. Me desculpe. Você... sempre esteve comigo, sempre esteve ali pra mim, e eu nunca retribuí isso.
–Nunca retribuiu? Você não percebe o tanto de coisa que fez por mim? Quem estava sempre comigo quando eu e Nogitsune nos separamos e eu não tinha forças pra nada? Você! Quem me ajudou quando eu tive um ataque de pânicos? Você! Me ajudou a solucionar tantas coisas que eu não enxergava? Os detalhes que faltavam pra chegar a uma solução? Você me ajudou.
E todas as vezes em que... eu precisei de um pensamento para conseguir continuar? Perdi as contas de quantas vezes eu pensei em você para te coragem de fazer algo. Você... é a minha ancora Lydia. Eu te amo.
A ouvi soluçar.
–Eu te amo tanto, eu... não posso te deixar aqui.
–Você precisa. Eles precisam de você.
–Eu preciso de você! Não vou conseguir sem você.
–Eu vou sempre estar com você. Você vai conseguir. Vai Lydia, o tempo esta acabando. Vai!
–Eu vou chegar la e vou pedir ajuda de alguém, virão de buscar. Eu te amo.
Eu a ouvi correr, seguindo pelo caminho.
–Eu te amo. –Sussurrei.
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