Perdidos No Tempo - Interativa

2 II - O Último Sobrevivente


Notas iniciais
Primeiramente, não se assustem com o título, não matarei seus personagens :) - ainda -.

Alguns dos personagens aceitos já aparecem neste capítulo, mas ainda estou aceitando personagens.

Passarei pelos pontos de vista, por isso nem todos serão totalmente apresentados. Quando começar o ponto de vista de outro personagem, estará em NEGRITO. Não se confundam.

Mais informações nas notas finais.

Boa leitura ;)

George olhava ao redor, abismado. Tudo ali parecia real, principalmente quando as pessoas começaram a aparecer ao seu redor, também confusas. Estava em um campo aberto, porém, bastante próximo dali, havia uma floresta. Algumas pessoas já se levantavam e caminhavam de um lado a outro, incrédulas. Realmente, ele não podia entender o que estava acontecendo. Caminhou um pouco, quando parou, ao sentir o chão embaixo de si tremer. Levantou um dos pés, e em seguida viu algumas pessoas gritarem e correrem. Olhou em volta, e o que viu fez seu coração dar um pulo, por pouco não parando de vez.

Estava há alguns metros distantes, e ainda assim um gigante. Visto de perto, mais assustador que os fósseis, George não deixou de notar. Com uma cabeça enorme, corpo pesado, andava sob duas pernas, farejando o que via pela frente. Provavelmente, eles. Os dois curtos braços dianteiros chegavam a parecer ridículos em um animal de tamanha magnitude, mas não lhe deu vontade de rir. Parecia que seus pesadelos tornavam-se reais, e nem mesmo se mexer George conseguia.

Apenas voltou a si quando o imenso tiranossauro abocanhou alguém, sacudindo o corpo no ar. Imediatamente, o pânico tomou conta, e todos correram para direções diferentes. George pensou em fazer isso também, mas estava demasiado velho e fora de forma para isso.

Soube que era seu fim ao sentir a baforada quente em suas costas.



Ruffus, um garotinho de cabelos negros e olhos escuros e atentos, lembrava-se apenas de estar no museu, tentando terminar um trabalho de história, quando a confusão começou. Havia, então, pego os livros e estava pronto para afastar-se dali, pois precisava de silêncio para fazer o dever, quando tudo ao seu redor começou a sumir. Escureceu, como se ele estivesse com os olhos fechados, e assim permaneceu pelo que ele pensou serem séculos. Subitamente, uma luz o cegou, e ele se viu em um ambiente estranho.



Ainda estava com o livro de história na mão quando olhou em volta. O céu era muito azul, e sons incomuns podiam ser ouvidos. Deu um passo sem olhar para frente, admirado com o que parecia um sonho, quando percebeu que pisara em um enorme monte de estrume. Levantou o pé com nojo, sacudindo-o, e não pode deixar de pensar que o animal que fizera aquilo era, com certeza, bem grande. Mas não precisou imaginar mais nada ao ouvir os gritos, e só então percebeu que não era o único ali. Pessoas correndo esbarraram nele, por pouco não derrubando-o, e ele quis ver o que estava fazendo aquilo. Ainda achava que tudo era um sonho. Provavelmente, nem mesmo acordara de manhã, e estava atrasado para o colégio.

Suspirou, ainda tentando limpar o pé na relva que cobria o chão, quando notou o imenso animal. Apenas pode ficar boquiaberto, olhando o que tinha certeza ser uma das espécies mais conhecidas de dinossauro, o tiranossauro rex. Só soube que era real ao vê-lo agarrar alguém com a enorme bocarra, e ouvir o maxilar forte triturar os ossos da vítima, que já parara de se debater. Seu estômago embrulhou-se com a cena, e por pouco não vomitou ali. Voltou a si quando viu o insaciável animal aproximar-se de um homem idoso, que estava de costas para ele. Ruffy tentou gritar, mas não saiu voz alguma de sua garganta.

Quis fechar os olhos, quis mesmo, mas ficou sem reação outra vez. O homem olhou para trás, e tentou correr, mas o dinossauro agarrou sua perna, sacudindo-o, o que o fez escapar da mandíbula do animal e ser lançado contra uma árvore, já sem uma perna.

Estranhamente, todos haviam corrido para salvar a própria vida, deixando apenas Ruffus ali, parado, observando a cena. Era como se estivesse mesmo em um sonho, e não tivesse controle sobre suas ações.

Até alguém sacudi-lo.

– Garoto, você precisa sair daí! – Um homem alto e magro pronunciou, os olhos azuis assustados, e cabelos castanhos curtos e bagunçados – Aquele monstro não vai ficar muito tempo distraído.

Ele correu, olhando para ver se o garoto o seguia, o que Ruffus fez. Não queria estar sozinho naquele pesadelo. Olhou uma última vez para o animal, que devorava os restos que conseguira pegar. Aquilo apenas o fez correr mais rápido, e já tinha quase certeza de que não era um sonho.

Os dois estavam correndo, ao encontrar uma garota que escalava com habilidade uma árvore bastante grande. Ela era morena, com olhos e cabelos escuros e traços latinos. Olhou-os, e continuou escalando, até estar em um galho onde podia se sentar com segurança, em uma altura razoável.

– Vocês vão ficar aí? – Ela perguntou, olhando-os de cima – Logo vai anoitecer, e os monstros vão ser piores.

Os dois se entreolharam.

– Você consegue subir? – O homem perguntou ao menor, que ergueu os ombros, um pouco duvidoso. Mas, com alguma ajuda, Ruffy conseguiu chegar até o primeiro galho, onde ficou suspenso, evitando olhar para baixo. O outro foi logo atrás.

Os galhos eram bastante grossos, o que permitia que tivessem alguma segurança.

– Obrigado – Ruffy agradeceu ao homem.

Este ficou sem jeito.

– Não foi nada. – Ele encostou-se no tronco da árvore, olhando para o céu, cujas estrelas pareciam estar muito mais próximas que o comum – Sou Calleb, mas pode me chamar de Call. E vocês, como se chamam?

– Me chamo Ruffy – Respondeu o garoto, mas sua mente estava em outro lugar. Teria que dormir ali? Temeu que pegasse no sono, e no meio da noite, caísse e morresse. O que o fez tentar manter-se acordado, o que tornava-se mais difícil conforme o tempo passava. Estava exausto.

– Lydia – A garota disse, só agora se fazendo notar. Por alguns momentos, parecera que ela nem mesmo estava ali.

Tudo estava muito confuso, e ainda era difícil acreditar que fosse real.



Alison caminhava em meio à floresta, que já começava a escurecer. Não sabia o que estava havendo, mas aquilo era, com certeza, muito estranho. Em meio à confusão com o imenso animal que devorou algumas pessoas, ela se perdera do namorado. Procurou-o por algum tempo, mas temia fazer barulho e atrair mais animais como aquele, e resolveu que o melhor seria ficar parada, para não se perder. Deste modo, encontrara um tronco oco de uma árvore, e estava ali dentro, imóvel, e os sons cada vez mais altos a fazia estremecer. Encolheu-se um pouco mais, sentindo terra e folhas em seus cabelos louros. Maldita a hora em que Jason escolhera o museu como um encontro. Alison nunca gostara de museus, e agora os detestava com todo o seu ser. Mesmo sem saber o que estava acontecendo, sabia que tinha algo a ver com o velho tarado e maluco do museu.



Escutou passos por perto, e se encolheu mais, temendo ser outro daqueles bichos assustadores, dos quais ela só vira fósseis. Mas sentiu um alívio enorme ao ouvir vozes.

– Eu disse para irmos para o outro lado, agora estamos perdidos. – Dizia uma voz feminina, aparentemente frustrada.

– Eu não disse para me seguir! – Respondeu uma voz masculina.

Alison escolheu esse momento para sair do esconderijo, assustando as pessoas. Levantou as mãos para mostrar que era humana, e logo eles ficaram um pouco mais aliviados. Na meia escuridão, Alison apenas pode notar que era uma mulher e um homem.

– Oi, eu sou Alison – Cumprimentou-os a garota, com um largo sorriso. Ficava feliz de encontrar pessoas. Era assustador ficar sozinha.

A mulher apertou sua mão.

– Sou Sarah, e o mal humorado é o Hugh. – Ela disse, e o homem apenas fechou a cara.

– Duas mulheres, ótimo. Agora vão ser duas me enchendo a cabeça – Pronunciou, exageradamente dramático. Antes que qualquer uma das mulheres, indignadas, pudessem responder, ouviram o som de passos.

Todos olharam ao mesmo tempo, esperando outra pessoa, mas viram apenas outro dinossauro. Dessa vez, era menor, medindo cerca de dois metros. Possuía uma calda fina, que chicoteava de um lado ao outro, enquanto ele mirava os três produzindo um som estranho.

– Vamos contar até três, e correr ao mesmo tempo. Ele só poderá pegar um de nós, e os outros dois se salvam – Sugeriu Hugh, um sorriso travesso.

Ambas fuzilaram-no com o olhar.

Antes que pudessem dizer algo, o animal pareceu finalmente se decidir, e pulou para cima deles, fazendo-os realmente seguirem direções diferentes. Alison foi a vítima escolhida, e o animal era extremamente rápido. Estava prestes a fechar suas mandíbulas sobre o ombro da garota, quando algo foi lançado nele. O dinossauro virou-se, irritado, e Hugh, que jogara uma pedra, afastou-se lentamente.

O animal preparou-se para saltar sobre ele, mas antes que pudesse, outra pedra foi-lhe lançada, dessa vez ferindo um dos olhos. Ele virou-se para o outro lado, onde um outro homem, cujos cabelos desgrenhados e sem corte caiam-lhe sobre as costas, e as roupas rasgadas eram apenas suficientes para cobrir-lhe a nudez. Era possível notar diversas cicatrizes pelos braços e corpo. Ele empunhava uma lança, feita de forma artesanal. Assim que o dinossauro foi para cima dele, desviou, no último instante, ferindo-lhe na lateral com a lança. O animal pareceu ficar mais furioso ainda, e desta vez o homem não foi rápido o bastante. Com as garras dianteiras, rasgou-lhe as costas, provocando um urro de dor. O homem virou-se, e antes que o animal pudesse o atacar outra vez, cravou a lança próxima ao pescoço dele, fazendo-o recuar, ainda vivo.

– Ele vai voltar, com outros, vamos, me sigam! – O misterioso homem disse, em um tom que não admitia contradições. Correu pela mata de forma ágil que só anos de experiência dariam, com os outros três tendo dificuldade em acompanhá-lo. Pouco tempo depois, e chegaram a uma abertura de caverna, onde o homem enfiou-se. Era pequena, de modo que só era possível entrar engatinhando, mas por dentro tinha espaço suficiente para muita gente.

Batendo uma pedra sobre a outra, o homem acendeu alguns pedaços de madeira seca, impressionando os outros.

– Você... não chegou hoje, chegou? – Alison deduziu.

O homem sacudiu a cabeça.

– Não, é uma longa história. – Sua voz foi apenas um gemido, pela dor – Eu não sabia que ele traria mais gente.

– Ele quem? – Foi a vez de Sarah perguntar.

O homem não respondeu. Arrancou pela cabeça o trapo encharcado de sangue, dando plena visão das várias outras cicatrizes pelas costas e barriga. Sua pele era queimada pelo sol, e o corpo definido pelo esforço contínuo parecia esgotado. Afastou-se um pouco, voltando com um pote de barro cheio de água. Aparentemente, a caverna era uma gruta, o que lhe rendia alguma água que escorria pelas paredes.

– Não sei quem é ele, apenas que tem o poder de ir e voltar conforme sua vontade. Ele gosta especialmente de ver as pessoas morrerem... – Enfim respondeu, enquanto lavava os trapos no jarro de água. – Alguém pode...? – Pediu, apontando para as próprias costas.

Sarah voluntariou-se, já que Alison não parecia boa em lidar com coisas assim. Hugh estava afastado, sentado nas sombras, porém era perceptível que estava prestando atenção na conversa.

O homem encolheu-se, segurando um gemido de dor, quando Sarah encostou o pano nos cortes em suas costas.

– Ele... – Começou outra vez, escondendo o tom de dor – Trouxe outras pessoas para cá antes. Não sei quanto tempo faz... parei de contar.

– E onde elas estão? – Alison perguntou, curiosa.

O homem lançou-lhe um olhar triste.

– Sou Ian... o único sobrevivente.

Notas finais
Qualquer erro que eu tenha deixado passar, me avisem.

Os personagens aceitos, por enquanto, foram: Ruffus Heartfilia, Sarah Dyre Millens, Alison McAllister, Cameron McClank, Lydia Hernandéz, Hugh Lowen, Calleb O'Shurt, Jason DiLaurentis.

Quanto aos outros, precisei recusar por alguns motivos. Sinto muito. Mas se quiserem tentar a sorte com outro personagem, podem enviar ;)