Perdidos Em Nova Iorque
33 Londres
Notas iniciais
— Deixa eu ver se eles não trocaram a fechadura... — Hermione disse testando sua antiga chave na porta.
Ela e Rony finalmente estavam em Londres. Os dois tinham ido diretamente para a casa dos pais de Hermione, mesmo que ela tivesse insistido para que ele fosse pra casa dos pais dele. Tinham acabado de descer do táxi que os trouxera do aeroporto e o ruivo carregava as malas até a porta da casa dos pais dela, insistira em carregar tudo sozinho.
— Vem, Ron! Vamos fazer uma surpresa! — dissera animada abrindo a porta — Ainda acho que você devia ter ido pra casa dos seus pais, eles vão ficar preocupados!
— Não vão não! Eu não disse que horas era nosso voo. — respondeu adentrando a casa com as malas enquanto ela segurava a porta aberta para ele.
— Eu contei pra Gina que horas chegaríamos!
— Hermione! — reclamara.
— Ron! Regra número um entre as amigas lembra? — defendeu-se adentrando a casa também.
— Vocês mulheres viu...
— FILHO! — Hermione exclamara alegre com uma voz esquisita pegando seu velho gatinho ruivo no colo e apertando-o, Bichento era o nome dele. — A mamãe sentiu tanta saudade de você! Olha só quem está aqui: o papai. O papai voltou bebê lindo da mamãe!
— Ah, eu tinha esquecido como você ficava esquisita com esse gato! — Rony disse colocando as malas do chão e se aproximando da namorada para acariciar o gato — Oi, Bichento!
— É que ele é tão fofinho! — o apertara mais ainda — Ou vai me dizer que não é?
— É, ele é sim. Você quer vir com o papai, é? — Rony também tomara o tom esquisito de Hermione para pegar o gatinho que pulara para seu colo.
— Olha só, já está me trocando esse ruivo de uma figa! Inacreditavelmente por outro ruivo de uma figa! É muito pra minha cabeça... MÃE E PAI EU CHEGUEI!
(...)
Depois de passar à tarde de sábado inteira com os Granger, Rony voltara para a toca. Ele estava muito mais do que feliz por ter sido bem recebido pelos sogros! Sua sogra ainda era uma senhora fofa e elegante que estava sempre tentando agradá-lo, e o sogro não conseguiu esconder a alegria de ver a filha junto com ele — o genro que pedira a Deus como ele mesmo dizia.
Rony fora pra casa com a promessa de que os três iriam passar o domingo na toca, e assim ele e Hermione assumiriam oficialmente para a família que estavam juntos novamente. Não que os Weasley's não soubessem, afinal, assim que o ruivo chegou em casa ele foi bombardeado por todos por perguntas que se resumiam em "Por que não trouxe Hermione com você?" e conseguiu acalmar a todos contando sobre a visita no dia seguinte. Molly se prontificara a preparar um grande almoço para a ocasião!
Rony dormiu em seu próprio quarto, estava com saudades dele. A manhã logo chegou e com ela o almoço passou a ser preparado. Ele também sentia falta do cheiro da comida da mãe! Na toca só estavam ele, os pais e Gina. Harry chegara mais tarde também para acompanhá-los na refeição e rever a amiga. Hermione e os pais chegaram logo após o moreno.
O almoço ocorrera tranquilo e animado. Gui aparecera para o café da tarde com as filhas que logo se entrosaram com Gina e também com Hermione que estava surpresa ao ver o quanto elas tinha crescido desde a última vez que as vira.
— Pensando na vida? — Rony dissera tirando Hermione de seus devaneios, ela observava as meninas correndo pelo jardim.
— Ai que susto, garoto! — ela lhe dera um tapa.
— Ai! Agressiva!
— Desculpe.
— Um beijo pelos seus pensamentos. — ofertou envolvendo-a pela cintura e ela fez o mesmo em seu pescoço.
— Só um? — ela rira antes dele beijá-la — Estava só... Sei lá, nem sei no que estava pensando direito. Só estava absorvendo um pouquinho o momento, estava com saudades daqui.
— Eu também.
— Mas faz três anos que aqui não é mais a minha casa, é estranho.
— Sempre vai ser sua casa, amor. Londres é nossa casa!
— Eu sei. Mas Nova Iorque também é.
— Já se acostumou lá né?
— Sim. Meus amigos, meu apartamento... Eu não tinha um apartamento aqui em Londres, agora eu tenho. Tenho a mesma independência que você tinha aq... Ei! O que você fez com seu apartamento?
— Está alugado. Sabe, uma grana extra.
— Hm...
— Eu também já estou acostumado com Nova Iorque. Meu emprego, nossos amigos. Tudo! Ia ser estranho voltar pra cá. A gente não precisa voltar você sabe né?
— Não? — estava surpresa.
— Claro que não. Em Nova Iorque nós ganhamos muito bem, poderíamos viver muito bem lá sozinhos. Visitar a família nas férias como estamos fazendo agora.
— Está falando sério?
— É claro que sim! — ele riu da empolgação dela.
— Posso vender meu apartamento e alugarmos um maior talvez... Ou quem sabe comprá-lo mesmo...
— Você quer mesmo morar comigo?
— Ah, bem... Você tinha dito que seria legal se morássemos juntos e que...
— E você do jeito que é já arquitetou tudo nessa sua cabecinha, não é?
— É claro que não! Quer dizer... Talvez sim... Mas não foi muita coisa!
— Você é maravilhosa! — disse depois de gargalhar.
— E esquisita também, eu sei.
— Você é esquisita mesmo, ainda bem que sabe. E é por isso que eu gosto de você!
— Sabe o que eu estava lembrando? Você me deve um show, não deve?
— Eu não tive tempo de ensaiar ainda.
— Como se precisasse pra eu te achar incrível.
— A guitarra está no meu quarto, podemos ir lá e eu tocá-la ou a ignorarmos completamente e eu fazer outro tipo de show particular pra você...
— Ron!
— Qual o problema?
— Deixa de ser safado!
— Isso nunca te incomodou antes... Mas tudo bem, vamos lá então.
— Só espera mais um pouquinho... — ela pediu o abraçando mais forte, impedindo-o que ele saísse — Eu quero aproveitar mais um pouquinho desse momento. Também estava com saudade de passar a tarde aqui na toca com você.
— Podemos ir deitar no jardim se você quiser relembrar os velhos tempos.
— Não faz tanto tempo assim.
— Pra mim foi há uma eternidade.
— Nossa eternidade começa agora, amor.
— Ah... Agora sou eu que vou me derreter toda vez que me chamar de amor? — ele fez uma expressão um tanto apaixonada.
— Amor, amor, amor, amor... — ela o encheu de beijos.
Muita coisa mudaria dali pra frente.
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