Perdidos

5 Capitulo 5


Notas iniciais
Eu sei desapareci.... Mas voltei

Eu já estava a mais de meia hora na biblioteca, estava sentada em uns dos computadores encarando a tela enquanto olhava na direção da entrada a cada 15 segundos esperando Harry entra a qualquer momento

Eu tinha saído as pressas da sala de aula quando o sinal tocou com medo de encontrá-lo com seus amigos e me constranger novamente. Dou dois tapas na lateral da minha cabeça.

—Tola- Digo a mim mesma, a garota que esta a duas mesas de mim levanta o olhar do livro e me olha.

Eu olho novamente pra tela com os pensamentos longe, por que ter que lhe dar com Harry é tão difícil pra mim? Quando estou longe dele consigo muito bem enxergar a situação e saber que me aproximar não é uma boa ideia, mas ao mesmo tempo minha mente não deixar de sonhar que talvez eu podia me desprender de tudo e ver como é ter uma vida normal de uma adolescente, com o pai drogado, a avó prostituta aposentada e um irmão louco traficante.

— Tá vendo Elle? isso não tem como dá certo nunca- sussurro pra mim mesma

—O quê não vai dá certo gata?- Dou um salto na cadeia quando Harry chegar falando bem no meu ouvido.

— Que susto garoto- Falo enquanto ele puxa a cadeira ao lado pra ficar bem próxima a mim, sentando de frente pra minha direção.

— Hummm, agora eu sou garoto é isso?- Pergunta ele com um sorriso aberto que me deixa um pouco embriagada.

Eu não respondo apenas volto meu olhar pra tela do computador. Tento fingir que não estou nervosa só com a presença dele, mais sei que ele percebe que não estou assim tranqüila.

Ele da uma risadinha

— Então que trabalho é esse que vc tem que fazer, que te roubou de mim- Pergunta ele

— Nenhum trabalho mim roubou de você, eu sinceramente acho que não devíamos está dando espaço pra isso.

— E o que seria isso?- Pergunta ele rindo.

— Eu não sei, essa paquera..eu..sei lá.- falo gaguejando e ele continua rindo, isso nele me irrita um pouco

— Então estamos em paquera, eu estou cortejando você senhorita- Fala ele debochando de mim.

— você ri muito de mim- sussurro

— Acho você engraçada... E se tratando do “isso” entre a gente eu quero muito experimentar- fala ele com ar um pouco mais serio agora, mais ainda sustentando um sorriso no rosto.

Eu levanto e vou atrás de um livro, ele permanecer lá e sinto seus olhos me seguindo durante todo o trajeto, eu acho o livro indicado pela professora em menos de dois minutos mais gastos uns cincos minutos a mais pra volta pra mesa.

Ele permanece lá, sento abro livro e começo a ler o artigo pedido e logo me perco na leitura, mas não consigo entender muito, nunca fui muito inteligente pra esse negocio de estudar, minhas notas estão mais pra suficiente e nessa escola não tenho muita pretensão de conseguir mais, só me esforço pra não perder a bolsa, suspiro de raiva.

— Você quer ajuda ai?- Pergunta Harry, tinha se passado mais de vinte minutos e ele tinha ficado em silencio absoluto me observando.

— Eu meio que não entendo muito isso aqui, essa escola é muito diferente de onde eu venho.

E pra se pensar que eu não sou uma pessoa, muito inteligente eu só me esforço pra passa pela escola e ter uma boa nota pra faculdade assim posso fazer minha vida longe da minha família.

— Eu posso te ajudar serio mesmo.

— Você é bom em equações?- Olho pra ele meio que em duvida, ele não parece ser um cara muito inteligente, parece mais o típico jogador de futebol festeiro- Eu preciso ler sobre essas duas teorias e compará-las com essa aqui...- Falo enquanto aponto pro livro

Ele faz sinal pra que eu me levante

— Saia daí me deixar fazer isso- Diz ele, e eu obedeço querendo ver o que ele ia fazer. Eu troco de lugar com ele.

Harry senta na cadeira em frente ao computador e começa a digita em uma velocidade surpreendente, ele mexe no livro entre as paginas de forma que já soubesse onde encontra tudo o que quer e exatamente onde está

— Você não esta fazendo uma piada comigo está? Porque sinceramente se você escrever idiotices ai eu não vou saber se está certo ou errado.

Ele ri novamente

Mas que merda.

— Você tem que relaxar um pouquinho e muito tensa o tempo todo- Ele olha pra mim pela primeira vez depois que começou a digitar e abre um sorriso de canto- Posso te ajudar com isso também depois que eu terminar aqui.

Eu como uma idiota coro.

— Mas é serio... Você sabe mesmo o que está fazendo- Pergunto.

— Gata eu sou o melhor aluno dessa escola toda então relaxa eu sei muito bem o que estou fazendo

— Você não é o melhor aluno dessa escola.... Você é?- Pergunto na duvida ele não tem cara nenhuma de ser inteligente

Ele ri novamente ainda digitando.

— Qual á ideia que você tem de mim em linda?- Fala ele

— Eu tenho nome então pare de mim chamar de gata e linda ta bom?- Eu me mexo na cadeira um pouco desconfortável- Desculpa falar assim e duvidar é que você não tem cara de uma pessoa inteligente e sei lá... Eu não quero dizer que você não é, é porque caras do seu tipo não ligam muito pra isso são peitos e futebol.

Harry para de digitar olha pra mim serio, e Derrepente pra meu terror cai na gargalhada.

Harry ri muito alto jogando a cabeça pra trás fazendo um som engraçado enquanto ri, parecendo um filhotinho de porco, acho fofo e não consigo não sorri também.

—SHIIIIIIIIIIIIIIIIIIII- Fala a menina próxima a nossa mesa, mas percebo que até ela tenta disfarça o sorriso enquanto olha pra Harry.

— Você...é demais Elle- fala ele recuperando a respiração- Então você acha que eu sou um cara burro e tarado é isso.

— Mas não é meio que 90% da população masculina?- Pergunto me sentindo mas leve ao conversar com ele.

Ele fingi pensar e depois assente com a cabeça.

— E pelas conversas de vestiário devo concorda com você nessa, mais eu tenho outros interesses além de peitos e futebol, e devo dizer que Deus me deu um celebro bem caprichado, embora o mesmo celebro tenha passado muito tempo ocupado com você e seus peitos.

— Você não deve dizer coisas assim pra uma garota Harry- Falo sentindo meu rosto corar.

— Você faz um beicinho bonitinho qual ta com raiva é bem fofo- Ele sorri pisca e volta a olha pra tela enquanto digita.

Olho pra ele.

Ele parece ser um cara legal, feliz e parece como ele disse ser sincero.

— Você é mesmo o melhor da escola?- Pergunto interessada ele está se mostrando não ser bem como eu pensava.

— Eu não sou o melhor aluno, mais to bem no topo das melhores notas, eu tenho muita facilidade em compreender as coisas, mais eu sou mais estudioso posso dizer naquilo que me interessa.

— E o que te interessa?

— Matemática, Robótica e tenho um prazer em apreciar um pouco de literatura.

Eu olho pra ele indignada.

— Só isso? Você ta brincando- Falo balançando a cabeça enquanto olho pra minhas mãos no meu colo.

Percebo agora que a gente é mais distante do que eu imaginava.

— Você pensa em faculdade?- Pergunta ele.

Eu balanço a cabeça positivamente.

— De que? Você já se decidiu?- Pergunta ele.

— Não sei ainda tenho que ver, tem as notas e as possibilidades de bolsa- falo

— Seus pais não guardaram nada pra seus estudos?

Eu rio disso, ele não faz ideia de que talvez eu tenha que brigar com minha família pra poder ir pra faculdade.

— Pai, e ele não ta nem um pouco preocupado em me dar alguma coisa- falo, Harry me dar um olhar que não consigo decifrar e depois volta pra tela novamente

— Desculpa ser indelicado mais sua mãe faleceu é isso?- pergunta

Nossa eu estou falando de mais sobre mim com esse garoto.

— Não ela não morreu, ela só viu que seria mais feliz longe só isso- Olho pra ele mais ele continua digitando sem olhar pra mim decido mudar de foco- E você já tem tudo planejado pra depois do colegial?

Ele sorri

— Sim, medicina é isso e tenho idéias muito definidas sobre as faculdades possíveis

— Doutor Harry, isso é legal.

— Você acha? Gostei de como soou quando você falou isso- Ele olha pra- na verdade toda vez que você fala meu nome me dar uma boa sensação

Eu olho ao redor da biblioteca já se passou muito tempo e algumas pessoas saíram e outra chegaram mais todo mundo parece absorvido em suas tarefas,alguns lêem outros conversam entre cochichos e de longe vejo um casal dando um maior amasso entre as estantes, desfio o olhar rapidamente.

— Você é estranha de entender sabia? E diferente das garotas daqui.

Eu sei disso garoto riquinho. Penso.

— Pensei que você seria diferente.

— Como?- Pergunto curiosa já que também estou começando a enxergá-lo diferente

— Olha você é muito bonita- Eu reviro os olhos, ele vira em minha direção e continua- É serio, você é muito linda mesmo e parece que não se dar conta disso, e na minha experiência com garotas, meninas que se parece como você tem tendência a saber o que é, e como usar pra atingir um cara.

Eu faço um careta

— Tá me dizendo que uma garota por ser bonita e manipuladora?

Ele levanta as mãos

— Olha não é isso, é só que você aparenta ser alguém que não tem muita segurança no que é e no que faz.

Eu olho pra ele horrorizada

— Tá dizendo que sou insegura;

Ele parece um pouco constrangido.

— E não é?- Eu não respondo a ele, ele balança a cabeça e depois olha pra mim novamente- Desculpa, tem que saber algo sobre mim, eu sou bastante sincero e sei que isso pode machucar as vezes, não falei por mal só estou tentando te entender só isso.

Eu sou insegura eu sei mais não é legal ouvir isso de um cara que não sabe merda nenhuma da sua vida e se achar no direito de te observar e definir parâmetros psicológicos seus isso é uma merda mesmo.

— Olha acho que ta tarde e meu irmão deve chegar daqui a pouco é melhor você ir embora.

Ele pegar minha mão

— Desculpa novamente mais não vou sair só por que você não gostou de algo que eu disse, mais eu estou tentando te entender e você não me diz muito então eu tenho que supor muita coisa.

— Talvez eu não queira que você me conheça- Falo e percebo que pareço meio birrenta quando cruzo os braços.

— Até o fato de você não me dar espaço demonstra que tem insegurança ai- Ele continua

Eu olho bem pra ele.

— Não é insegurança, vou repetir isso, somos pessoas totalmente diferentes e essa conversa que tivemos hoje só me mostra isso mais ainda.

Solto minha mão da dele e me abaixo pegando minha mochila, ia pegar minhas coisas e dar um fora dali, cansei de tudo isso.

— é serio que seu argumento é esse que vivemos em mundos diferentes e bla bla bla... você precisa saber que vivemos em um século diferente agora e ninguém precisa se interessar só por pessoa do mesmo nível social.

Eu balanço minha cabeça.

— você me acha atraente?- Pergunta ele.

— Que tipo de pergunta é essa?- Falo enquanto coloco meu caderno dentro da minha mochila.

— Só estou perguntando se você de alguma forma está aim de mim, embora eu já saiba a resposta.

— Que resposta é então?- Pergunto fechando a mochila e colocando nas costas.

— Que sim- fala ele se levantando comigo e ficando em pé na minha frente.

Eu não titubeio continuo tentando ser o mais fria possível, e o fato de eu está com raiva dele agora ajudar com isso.

— E de onde você tirou está certeza, porque eu disse que, mas de uma vez que isso não vai rola e reitero agora.

Ele sorri.

— Não sei se você se lembra de tudo que fala, mais você só falou que não vai dar certo, não que você não queira- Fala ele, eu puxo uma respiração profunda que devido sua proximidade seu perfume me inunda. Ele chega mais perto- Sem esquece de um beijo mais que gostoso que trocamos nesse fim de semana se não se lembra.

Eu olho pra ele e algo em seu olhar me deixa quente, e minha respiração consegui ficar pausada por tempo demais, mas não consigo desviar o olhar de jeito nenhum.

— Vem cá- Harry fala já me puxando pelo braço para o fundo da biblioteca, passamos mais de quatro fileiras enormes de estantes antes dele vira e me prender entre a parede.

Ele gruda seu corpo no meu e devido sua altura elevada a minha eu levanto a cabeça pronta pra perguntar o que ele achava que estava fazendo mais não tenho chance nem de pronunciar as primeiras palavras por que Derrepente estou sendo beijada.

As duas mãos do Harry vão parar nos meus cabelos, e o beijo que ele me dar não é nada suave como se ele desse tudo pra me convencer que aquilo era bom, e não precisa de muito, minhas mãos automaticamente vão para gola de sua camiseta o puxando pra mim, enquanto meu corpo com vida própria se cola mais ao dele.

Não demora e suas mãos descem pelo meu corpo e a sensação que despertar em mim é tão boa que eu não o limito, e quando sua mão direita aperta minha bunda, eu dou um breve e baixo gemido em sua boca.

— Nossa, eu passeio o fim de semana todo pensando nisso- Fala ele descendo a boca pelo meu pescoço, suas mãos subindo em minha cintura o que levanta um pouco a bainha da camisa, deixando amostra um pedaço da minha barriga, e quando a ponta dos dedos de Harry toca minha pele, eu fecho meus olhos jogando um pouco a cabeça pra trás pra dá mais acesso ao meu pescoço.

Nos ficamos nos beijando por não sei mais quanto tempo perdidos nas sensações maravilhosa que nossos corpos juntos despertavam, e Harry nunca avançando demais, mais sou despertada quando alguém derruba o que minha pessoa supõe ser um livro a umas duas fileiras a nossa frente.

Eu afasto minha boca da de Harry mais ele não parece nem ai por barulho que escutei. Coloco minhas mãos no seu peito pra afastá-lo mais ele não torna fácil distribuindo vários beijos no meu pescoço e rosto.

— Para Harry... Alguém vai nos pegar aqui.

Ele continua me beijando.

— E daí? Não estamos fazendo nada demais, só vem cá e me deixa aproveitar mais você.

Eu coloco um pouco mais de força que o para, e ele me solta dando um passo pra trás se apoiando na estante nas suas costas.

Ele continua me olhando e vejo o desejo em seus olhos, impossível desviar o olhar dele, seu cabelo está um pouco bagunçado e sua boca está vermelha e o fato que foi eu que fiz isso com ele, faz com que algo quente percorra o meu corpo me dando calafrio.

Eu olho pra ele enquanto arrumo minha blusa e passo a mão no cabelo, queria falar alguma coisa mais não sei ao certo o que dizer, também não sei o que foi o que aconteceu aqui.

Na verdade você sabe sim, você acabou de ficar com esse cara denovo, e você gostou muito e tenho a sensação que talvez você não consiga se controla e isso possa se repetir denovo.

— Você não vai vim com aquela historia outra vez vai “ a gente não tem nada haver”- Fala Harry no mesmo lugar com uma pequena imitação da minha voz.

— Olha eu acho que tenho que ir, meu irmão pode chegar a qualquer momento.

— Posso vê-la amanha?- Fala Harry

— Não sei- Ele começa a balançar a cabeça.

— Olha Elle eu quero ficar com você, mas eu não vou ser chato e ficar mendigando sua atenção- Ele olha pra mim mais profundamente- Se isso é sua forma de acha atenção, pode ter certeza que meus olhos estão em você desde o primeiro dia que te vi andando pelos corredores, eu só não me atrevi a conhecer você porque pensava que tinha namorado.

Eu não sei o que responder, estou apreensiva e não sei porque.

O que meu irmão me falou sobre bancar a garota difícil para garotos como Harry me veio a memória, e mesmo que essa não foi minha intenção ainda me dói e me faz se senti culpada.

Eu me viro pra sair dali, eu não quero conversar mais com esse garoto, não quero ser o que minha avó e meu irmão esperam de mim.

— Você vai mesmo sair assim- ouço a voz de Harry quando chego a mesa pra pega o livro e devolver a prateleira, eu o ignoro e me viro pra devolver o livro mais meu corpo bate no dele no processo.

— Olha eu to cansada disso tudo ta bom.

Ele olha pra mim como se estivesse calculando alguma coisa em sua mente, pensa por alguns segundos e depois faz sinal de positivo com a cabeça.

— Tá estou recuando se é isso que você quer

Assim ele sai andando sem olhar para trás, e não posso deixar de nota que meu coração da um pequeno aperto dentro do peito.

Eu vou coloco o livro no lugar e sento no computador pra enviar pro meu email o que Harry tinha escrito nem leio minha mente não vai absorver nada agora.

...

Eu estou sentada no banco ao lado da escadaria da biblioteca enquanto como uma barra de cereal e espero John vim me buscar.

Mas não consigo para de pensar em como Harry saiu, eu queria aquilo mais me doeu a forma como ele saiu, e em pensar que ele acha que eu estava tentando chamar atenção bancando a garota difícil me deixar com raiva e ao mesmo tempo com vergonha mesmo que minha intenção nunca tenha sido essa.

Mas por dentro estou morrendo de medo de me aproximar do Harry fazendo a vontade da minha avó e de John, e meu principal objetivo na vida e não fazer nada que agrade eles por que conseqüentemente será algo nojento e errado.

Vejo o carro de John se aproximando me levanto dou uns passos pra frente, sei que ele já me viu meu irmão sempre está atento ao que rola ao seu redor, e sempre observa tudo enquanto dirigi, por isso quando ele para aos cinco metros de distancia de onde estou sei que fez isso só pra me amolar..

Eu me aproximo do carro e vejo que tem alguém na frente por isso já abro a porta traseira pra entra, a uma garota sentada lá ela se afasta e eu sento, conheço ela estudava comigo a mais de um ano atrás na minha antiga escola, mais de um dia pra outro ela sumiu. Alguns diziam que ela ficou grávida ou diziam que ela tinha sido presa, e outros falavam que ele tinha ido embora com um velho rico, eu não faço ideia do porque ela sumiu mais sabia que podia muito bem ser uma dessas alternativas, e mais ou menos o que acontece com toda garota da região onde vivo, pouquíssimas se casam com alguém honesto e só sei de uma que consegui entra na faculdade, os patrões da mãe dela ajudaram, depois de cinco anos toda sua família se mudou pra Inglaterra parece que ela se casou por lá e mandou toda família mora perto dela.

A garota Amy fica calada todo caminho ela senta largada no banco de trás olhando pela janela enquanto suas mãos balançam conforme a musica que toca no carro, percebo que ela está com um vestido curto perto e salto alto o que acho estranho pra hora do dia, sua maquiagem também está um pouco gasta o que me leva a pensar que ela estava vestida pra ontem a noite e não deve ter ido a casa dela ainda, certo momento desvio o olhar quando percebo que talvez esteja encarando demais, eu fico do outro lado do carro atrás do banco do passageiro onde está sentado Carlos, ele é um cara silencioso não costuma fala, ri ou fazer qualquer tipo de coisa, ele fica sempre observando tudo tenho um certo medo dele pra falar a verdade a figura dele assim é meio intimidadora.

John não costuma anda por ai com ele, até fiquei sabendo que Carlos tinha entrado pra uma gangue perigosa e estava envolvido com roubos e drogas pesadas.

Olho pra John dirigindo o carro, e o pensamento de que ele pode está entrando de fato nessa vida me assusta, não quero que ele morra ou seja preso, mesmo sendo como é ele é meu irmão e não quero de certa forma perde-lo.

Entramos duas ruas antes da nossa quando Carlos, e Amy saem do carro, ele coloca uma mão nas costas dela e sai sem fala nada como sempre, já Amy sorri pra mim e grita pra John enquanto anda abraçada em Carlos.

— Valeu John você é o melhor-

Eu jogo minha mochila pra frente enquanto me mudo pro banco do passageiro, John sai com carro e não consigo me controla, quero saber se John está fazendo algo errado.

— Por que está andando com Carlos?

Ele continua dirigindo sem fala nada como se não me ouvisse de fato

— Ele mexe com coisa pesada- Falo mais meu irmão só rir como se eu fosse uma idiota- Estou falando serio John, as pessoas comentam que ele está envolvido com assaltos.

John para o carro na porta de casa ainda não falando nada comigo, eu pego minha mochila e entro em casa, já tinha desistido de tenta conversar com esse idiota.

Assim que entro avisto meu pai na sala assistindo enquanto come alguma coisa em uma tigela, ele levanta a cabeça olhando na direção da porta assim que ver John e eu entrando volta a atenção para a televisão.

John vai até a cozinha e ouço a voz da minha avó.

— Chegou príncipe

Eu reviro os olhos e caminho em direção ao meu quarto fecho a porta e suspiro, cansaço me abate assim largo a mochila no chão e me lanço na cama de roupa e tudo, não demora muito e caiu no sono.

...

— ELLE- Toc, Toc, Toc

Acordo com minha avó batendo na porta do quarto. Levanto sem perceber quanto tempo dormir, presumo que muito já que sinto a boca extremamente seca.

— Abre essa porta garota.

Abro a porta passando a mão no cabelo e rosto. Minha avó me encara olhando de cima abaixo balança a cabeça negativamente e sai, eu vou a banheiro tomo um banho rápido e caminho pra cozinha.

Meu pai ainda está em casa o que é estranho já que ele sempre passa as noites na rua ou dormindo por beber demais, eu olho dentro da geladeira e vejo se tem algo pra comer lá, encontro um pouco de maçarão decido esquentar e fazer uma salada pra acompanhar, estou virada pra pia cortando alguns tomates quando minha avó entra na cozinha.

Pelo ar e o silencio sei que está zangada comigo, aquela cena lá no quarto me avisou sobre isso

— Por onde você andou o dia todo?

Ela pergunta e sei que está desconfiada de alguma coisa.

Viro pra pegar uma tigela no armário.

— Estava na escola fazendo um trabalho, avisei ao John, quando sair você ainda estava dormindo por isso não disse nada, e também pensei que meu irmão diria a você.

— Não culpe seu irmão por ser uma responsável- Ela diz e caminha pra mesa pra fumar como sempre eu prefiro ficar em silêncio tentar contradizê-la e burrice.

Continuo a fazer a salada enquanto minha avó senta com seu cigarro olhando pela janela e cantarolando uma musica qualquer.

Eu coloco minha comida no prato e sento no lado oposto da mesa redonda e pequena, o cheiro do cigarro nem chega a mi incomodar mais.

Estamos a um tempo em silêncio quando viro um pouco o rosto pra olhar pela janela, de longe avisto uma crianças correndo e brincando e as luzes acessas das casas. Logo a diante vejo brilhar as luzes do assentamento de treilhers a parte mais pobre e feia daqui.

— O que é isso no seu pescoço garota?- Fala meu pai entrando na cozinha.

Viro-me pra ele na mesma hora.

— O quê?- Pergunto sem entender o que ele falou

Minha avó avançar pra frente coloca a mão no meu queixo virando meu rosto tendo uma visão do meu pescoço, fecho os olhos pensando no que eles estão dizendo e vendo e torço pra não ser aquilo que eu estou pensando.

Se Harry deixou alguma marca em mim será um desastre.

Eu não reparei isso quando fui ao banheiro, mal me olhei no espelho.

Minha avó solta meu rosto e bate com força na mesa.

— Vai me dizer aonde estava agora?

— Eu disse estava na escola- Falo olhando pra ela sem mim atrever a olhar pro meu pai.

Mas que merda de azar o meu tinha que ser logo meu pai a reparar nisso, John não viu no caminho pra cá , acho que o fato do meu cabelo está cobrindo meu pescoço foi o que o impediu.

— E como na escola você arrumou um chupão? Pode me dizer?- Minha avó continua, meu pai em silencio fica olhando em nossa direção apoiado na parede.

Eu levo a mão ao pescoço tentando não sei porque esconder o que não podia mais ser escondido.

— Não sei ... deve ter sido algum mosquito que me picou é isso- Falo, mais minhas habilidades de mentir para minha avó são nulas.

Meu pai bate o punho na porta da geladeira assustando a nos duas.

— Não minta pra nos garota- Fala ele baixo e intimidador, seus olhos queimando em mim.

Eu suspiro.

— Eu tava mesmo na escola, ai ....e...ai....conversei com um garoto... e a gente acabou ficando é isso.

Minha vida é uma merda. Que situação mais patética.

— Quem é esse garoto?- Pergunta minha avó

— E um garoto da escola nada demais- Falo não querendo dá detalhes de nada.

Minha avó levanta uma sobrancelha e olha na direção do meu pai, ela sabe que estou fugindo da resposta.

Pra completar minha falta de sorte, ouvimos a porta da frente ser aberta e John entra passando direto pra cozinha. Ele sorrir quando ver a sua rainha avó, mais seu sorriso morre quando ele encara nosso pai.

Em alguns momentos acho que John odeia o pai, mais do que eu.

— Que reunião familiar é essa?- Pergunta John olhando pra todos na cozinha.

Essa cozinha é pequena mais com todos aqui se tornou confinante.

Eu olho pro prato sem querer dá respostas as perguntas de John, mais minha avó não perde tempo.

Meu pai murmura algo que não escuto e sai da cozinha. Ele está estranho hoje.

— Sua irmão está namorando um garoto da escola- Fala minha avó, me apresso em corrigi-la.

— Eu não estou namorando ninguém- Falo olhando de um pro outro.

Minha avó ri pegando mais um cigarro na cartela e acendendo. John se curva sobre a mesa apoiando as duas mãos sobre ela e olhando pra mim com um sorrisinho.

— Me diz que está conseguindo alguma coisa com aquele idiota riquinho.

Eu suspiro.

— Eu não estou conseguindo nada, ta ok? A gente só conversou um pouco hoje só isso- Falo já sem fome pegando meu prato e despejando o resto de comida no lixeiro.

— Ela está com um chupão, acredita? A menina perfeita que é superior a todos nós, veio pra casa e está marcada- Fala minha avó, odeio quando ela fala com se eu me sentisse superior a eles, eu só penso diferente só isso- Ainda dormiu até agora depois que chegou deve ter feito muitas coisas cansativas.

John ri, e minha avó acompanha gargalhando alto, eu estou na pia lavando a louça aperto a bucha pra tentar aliviar a raiva que estou sentindo agora.

— Então quer dizer que você não perdeu tempo- Fala John- Eu bem que desconfiei desse trabalho seu na biblioteca.

—Eu fui fazer o trabalho John, não mentir- Falo mais dentro de mim sei que minha intenção primeiramente era encontra aquele idiota que me deixou marcada.

Qual é o problema dele, quem faz isso, ele merecia que eu lhe desse um soco da próxima vez que eu o visse.

— Então quer dizer que o riquinho ta mesmo na sua em, andei sabendo que a família dele é riquíssima.

Fala John eu me viro pra guarda o prato lavado e olho pra ele, que agora está sentado, fico curiosa pra saber o que ele descobriu e como descobriu, ele está perseguindo a família de Harry agora?

— Quão rico John?- Pergunta minha avó.

John se inclina pra frente e fala mais baixo, e perceptível a felicidade em sua voz ao responder.

— A família dele é dona de uma rede de hospitais, o pai do idiota é um medico com fama mundial.

Minha avó levanta o olhar pra mim, e acho que pela primeira vez a algo parecido com satisfação ao olhar pra mim.

Então é por isso que Harry quer ser medico deve ser um lance de família.

— Boa escolha menina- Fala minha avó tragando seu cigarro.

— Eu não estou indo dá o golpe em ninguém se é isso que suas mentes estão planejando, ainda mais discutimos hoje e ele deixou claro que não está mais interessado.

— O que você fez com o garoto?- Fala minha avó.

Meu Deus, eu só quero ir pro meu quarto.

— Deixa vó, Elle está fazendo o certo, ele tem que vim pra dar um pouco de valor se não só vai come-la e deixá-la.

Eu reviro meus olhos.

— E já não comeu?- Pergunta minha avó, apontado pro meu pescoço.

Eu solto um suspiro indignado. O que ela acha que eu sou?

Acho que não é legal fazer essa pergunta minha consciência e auto-estima apontam.

— Essa garota ai não faria isso, ela é romântica- Fala John e sai da cozinha, eu o sigo indo pro quarto.

Assim que entramos no quarto John, fala.

— Sei que você acha que é ruim meu pensamento de usar alguém por ter dinheiro, mais já parou pra pensar que essa pode ser sua única chance de sair daqui.

Eu sento na cama.

— Posso ir pra faculdade- Eu sussurro- Minhas notas estão até que um pouco boas.

John ri.

— E quem vai paga-la?- Pergunta.

— Eu posso tentar uma bolsa, ou trabalhar enquanto me formo.

— Você sonha demais garota.

Eu olho pro meu irmão, e mesmo querendo não amá-lo não consigo.

— Você não tem sonhos John?- Pergunto, ele olha pra mim deitado em sua cama, seu olhar duro não vacila.

— Eu não sonho eu aposto, e estou apostando alto aqui.

Com isso não falo mais nada, a ideia de que talvez John esteja certo fica cada vez mais fixa em minha cabeça.

E se Harry de fato for minha única chance.

Talvez se eu consegui fazê-lo se apaixonar pro mim vai ser uma coisa ruim, os dois estariam ganhando na situação, e querendo ou não admitir posso me apaixonar pro ele também mesmo não tendo ideia nenhuma do que é o amor.

Notas finais
Espero que tenha gostado
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.