Notas iniciais
Oi.
Sou eu, a Beatriz,e como só tem uma pessoa que comentou e queria agradecer a ela.
Valeu MaMorgendorffer!!

POV Beatriz

–Srtª. Delacour?

–Oi?

–Onde está sua lição?

–Eu esqueci.

–É a segunda vez na semana, se isso acontecer de novo terei que mandá-la para o diretor.

–Ah sim, tudo bem.

Ajeitei-me na cadeira e olhei em volta, desde que meus tios me mandaram para esse colégio interno minha vida tem sido um saco. Os professores passam muita lição de casa, além de ser impossível de sair, o bom é que o campus tem um lugar bem escondido onde geralmente eu escutava minhas musicas em paz. Em cada canto desse colégio tinha um supervisor que não nos deixava fazer nada, certo dia tinha um casal se agarrando no corredor, os dois foram levados a diretoria, bom, certas coisas não são muito bem vistas nesse colégio.

Cheguei ao meu dormitório e me joguei na cama, coloquei os fones de ouvido e comecei a pensar em como fugir daqui, nós só podemos sair se tivéssemos uma autorização que, é claro, que meus tios não me deram. Tinha que arrumar um jeito de ir embora, aqui é um lugar cheio de nerds, a biblioteca nem é tão grande para aguentar a "safra" de nerds que existem aqui. Metade da sala vai bem na prova, com exceção de mim e outros que, são iguais eu, na verdade.

Já no final do período, fui direto para meu quarto, no qual descobri que estava tendo uma festa. Havia pessoas dançando em cima da minha cama e nem quero saber o que tem dentro do banheiro que esta fazendo tanto barulho, a única coisa que não entendi foi como minha colega de quarto, Nanci, fez esta festa. Ela é uma nerd! Mas, claro, descobri isso na hora que a vejo desesperada falando com uma loira com expressão de suplica. Era Brittany, uma das mais populares, vadias e burras desse colégio. E olhava para Nanci com desprezo, eu resolvi ajudar, fui até o som e o desliguei, ouvi muitos resmungos.

–Aumenta o som cara!

–Não fala assim comigo que eu não sou homem e muito menos sou sua amiga, e agora dêem o fora daqui porque eu quero dormir e não gosto de tumultos no meu quarto!

–Hum, então a goticazinha ta querendo dar uma de rebelde hein? Toma cuidado comigo garota, eu sei de tudo aqui!

–Não tenho medo de você e esse quarto nem é seu para você poder dar uma festa aqui, vai lá dar para seu namorado que você ganha mais.

Ela soltou um grito indignado e foi embora de nariz empinado, todos seguiram ela, inclusive os dois do banheiro. A bagunça estava horrível, mas eu não limpei nada, a culpa era de Nanci e não serei eu que vou limpar isso. Apenas joguei todas as coisas da minha cama e dormi.

–Hey, acorde!

–Hã?

–Acorda você ta atrasada.

Levantei correndo e me arrumei, fui correndo para sala de aula e acabei tendo que sentar ao lado de Nanci.

–Por que fez aquilo?

–O que?

–Porque você parou a festa?

–Porque eu queria dormir e não gosto de barulho para isso.

–Ata, mas brigado mesmo assim, eu acho que iria receber uma advertência se a festa não parasse e os outros nos denunciassem.

–Ah.

A aula passou rápido, e graças à cola que conseguir de Nanci, passei no teste surpresa de Álgebra e Geometria. Fui para meu dormitório e em seguida fui para meu "cantinho sagrado". Atravessei a cerca, andei um pouco e lá estava, o velho salgueiro, eu não sei o porquê de não derrubarem essa arvore, e, nem quero saber. Mas ao ver mais perto, vi um garoto em cima da árvore, quando cheguei perto deu para ver que era Zac, o menino prodígio da escola, ele tem nove prêmios deveria estar mais avançado que nós. Que eu saiba, ele nunca tirou uma nota baixa e ele nunca falta, o único dia que ele faltou foi quando estava com uma febre muito alta e ficou na enfermaria o dia inteiro. Ele é um aluno exemplar, só que tem uma implicância com o professor de história, os dois vivem brigando e ele sempre saí da aula, mas volta na próxima. Ele é revoltado, começa a gritar com a parede ás vezes, por isso ninguém fica perto dele. Além de ter vindo para cá por espancar um cara na outra escola.

Aproximei-me da árvore e ele me olhou, parecendo com medo, depois relaxou. Subiu mais alto e me olhou lá de cima, logo gritou.

–O que faz aqui? E por que está aqui?

–Venho aqui muitas vezes, e não acho que seja da sua conta o que eu faço aqui!

–Vai vir me zoar?

–Não, claro que não!

Ele desceu da árvore e estendeu sua mão para mim, eu a apertei e ele sorriu.

–Meu nome é Zac, e o seu?

–Beatriz.

–Ah sei, você foi para a diretoria semana passada.

–É.

–Gosta de maças?

Ele sumiu de minha vista por um segundo e voltou com um saco cheio de maças.

–Não quero obrigada.

–Hum ok.

Ele deu uma mordida em uma e subiu em um ramo da árvore, sentei no pé da árvore e peguei meu livro, e sim, eu gosto de ler, só que coisas que eu gosto ué.

–O que você acha do nosso professor de História?

–Ele é legal.

–Ele fala muito de demônios, anjos, dragões, mitologia e coisas do gênero?

Ah, sim. Nosso professor de História tem essa mania, sempre fala das guerras com espadas, de pessoas que já acharam cadáveres que tinham assas, da existência de dragões e essas coisinhas.

–Não, ele é normal até.

–Eu não acho, no ano passado ele mandou uma menina para diretoria porque achou que ela era uma bruxa.

–Nossa isso é estranho mesmo.

–É...

Não falamos nada, e quando quase não tinha luz eu levantei, guardei meu livro, dei um tchau rápido ao garoto e fui embora. Ele é estranho. Quando cheguei ao dormitório apenas fiz algumas tarefas mais fáceis e fui dormir.

Levantei-me e fui para a aula, tudo normal como sempre, dormi na aula, fiz umas tarefas que não fiz, mas na aula de História foi diferente. O professor começou a falar e de repente, parou. Parou do nada, e começou a olhar para o nada, ele olhou para Zac e aí eu entendi, ele ia discutir com Zac, de novo. Mas, não. Ele apenas ficou na frente dele e o mandou para diretoria, ele até o acompanhou. Quando voltou passou praticamente metade do livro para fazermos.

"Nada bom" pensei, enquanto ia para meu quarto, fazer os benditos exercícios de História, que fiquei fazendo até meia-noite, diga-se de passagem.

Abri os olhos com a luminosidade que, de repente veio a aparecer no meu quarto. Era o diretor abrindo as cortinas, me levantei rapidamente.

–Oi, o que faz aqui?

–Sabe, temos sido muito pacientes com você. Mas a escola não aceita que entrem em limites não permitidos.

–O que? Como assim?

Ele jogou o livro em meu colo. Aí eu entendi, me descobriram.

–Ás cinco da tarde na sala de Álgebra, tem que comparecer.

–Ah, ta.

O diretor saiu da sala e eu caí na cama, quem será que me denunciou? Zac não, ele também pegaria uma detenção. Nanci? Não ela nem sabia que eu ia lá. Bom, a única pessoa que falou algo suspeito foi a... Brittany! Certeza que é ela! Ah, seu eu ver ela vou bater nela tanto que aquele rostinho de Barbie vai ficar todo desfigurado! Chega! Eu vou arrumar um jeito de sair daqui, não vou mais ter que seguir regras! Ninguém vai mandar em mim!

Nem fui às aulas hoje, apenas ás cinco da tarde que saí do quarto, cheguei lá e os únicos que estavam era uma menina com cabelos castanhos escuros e uns olhos bem escuros também, ela era magra e estava desenhando num caderno, estava na ultima fileira e entediada com certeza. O outro era Zac, estava na primeira fileira, ah sim, ele é ruivo e bem magro. Sentei-me na ultima fileira também, peguei meu caderno e, fiquei fazendo nada até o professor sair. Realmente não sei por que ele saiu, mas não voltou, já tinha passado meia-hora desde que ele havia saído e não voltava. Então, decidi sair, e como era no segundo andar dava para sair de boa. Quando me levantei a menina se levantou também e nós nos olhamos.

–Oi?

–Oi.

–Então, qual o seu nome?

–Fernanda, e o seu?

–Beatriz.

Ficamos em um silencio constrangedor até que ela começasse a andarem direção a janela, se ela tivesse o mesmo pensamento que eu íamos nos dar bem.

–O que vai fazer?

–Fugir. Você vai?

Ela nem esperou resposta, começou a tentar destrancar a janela.

–Espera, eu te ajudo.

Comecei a ajudá-la, ela olhou para mim e começou a rir.

–Você não vai querer ir comigo.

–Por quê?

–Eu sou louca.

–Não vejo problema, eu também sou.

Nós rimos e logo uma terceira pessoa nos ajudou.

–Você tem certeza? Zac você é tão certinho.

–Vamos, eu consigo. Nem sou tão certinho assim.

Logo quando a janela se abriu Fernanda saiu depois Zac e depois eu. Corremos para o campus e nos sentamos em um lugar escondido e começamos a rir. Tive uma idéia.

–Bom, eu vou para o meu quarto pegar umas coisas e...

–Sair?

Fernanda completou minha fala, surpresa, e eu assenti.

–Então eu te acompanho, só preciso de umas roupas.

–Primeiro meu quarto ou o seu?

–O meu é aqui do lado.

–Vocês não vão fazer mesmo isso né?

–Sim.

–Claro, Fer, vem?

–Claro!

Levantamo-nos e Zac foi atrás de nós.

–Espera então! Eu vou!

–Tem certeza?

–Absoluta?

–Sim, eu tenho.

Combinamos de cada um pegar suas coisas neste instante e voltar para esse mesmo lugar, eu fui até o meu quarto, peguei minha mochila, coloquei roupas, um sapato, algumas outras coisas e voltei, não ia perder essa chance. Fernanda já estava lá.

–Pronta?

–Nasci pronta.

–Bom, nem nos conhecemos direito, meu nome é Fernanda Morales, bom, eu fui expulsa do meu antigo colégio por que colei fotos de uma menina nua na parede, mas fora isso, sou normal.

–Meu nome é Beatriz Delacour e moro com meus tios por que minha mãe morreu no meu parto e meu pai me abandonou. Fui expulsa, pois pixei os muros da minha escola e mais de uma vez.

–Nossa que história de vida de vocês duas.

Pulei de susto, era Zac.

–Que susto menino!

Ele riu.

–Minha vez de me apresentar, meu nome é Zac York, disso vocês já sabem, estou nessa escola por que sofria bullying por ser mais inteligente que as outras pessoas. Aí um dia começaram a rir de mim por eu ser estranho e eu o espanquei.

–Nossa.

–Vamos né gente?

Levantamos e fomos até o portão da universidade, tinha seguranças que pegavam as autorizações.

–Como vamos passar por eles?

–Fácil.

Fernanda pegou uma pedra e jogou na cabeça do guarda, ele olhou para cá, e tivemos que abaixar, ela saiu de fininho e seguimo-la até um lugar seguro. Ótimo, menos um. Decidi agir, teria que sacrificar meu mp3. Joguei-o para longe, enquanto tocava Paramore no ultimo volume. Corremos sem parar assim que o outro guarda saiu de nossa vista. Abrimos o portão e corremos em direção à liberdade.


POV Fer

E aqui estou eu nesse inferno que se chama colégio... E como eu falei, eu não vou ser nada legal aqui.


–Eai pro, de boa? — disse entrando na sala de Geografia

–Posso saber onde a Srtª estava para entrar só no segundo tempo?

–Já que o senhor perguntou, não você não pode saber.

–Fernanda! Para a sala do diretor agora!Mal entra em minha sala e já arranja confusão.

–Ok, to indo...Tchau povo!


Fui andando até a sala do diretor, aquele colégio tava um saco, e ainda por cima tem aquela menina insuportável, a Brittany.

Já no primeiro dia de aula aquela mimada já veio pra cima de mim. Cheguei na sala do diretor e bati na porta.

–Entre!

–Hey diretor.

–O que a Srtª já fez?

–Eu não fiz nada! Entrei na sala de geografia, e o professor perguntou se podia saber onde eu estava.

–E?

–Aí eu falei que não uai.

–E onde a Srtª estava?

–Estava na enfermaria... Hum... Sabe eu, 'tava com o estomago ruim- disse fazendo careta

–Ok esta liberada, pode ir para a sua sala.

–Obrigada diretor.

Assim que sai da sala daquele lerdo comecei a rir, como ele acreditou que eu estava na enfermaria se ela nem esta aberta ainda?

Assim que entrei na sala de geografia o professor olhou para mim com uma cara de 'eu vou te matar se você não se sentar e calar a boca', dei um sorrisinho sínico pra ele e fui me sentar lá no fundo.

Assim que acabou a aula sai em disparada pro meu quarto, quando entrei encontrei a minha colega de quarto Maria Antonia se comendo com um menino.

–Mas que merda é essa?Virou motel meu quarto agora? — Assim que disse isso os dois pularam da cama, o menino que nem sei quem era começou a tentar cobrir suas partes de baixo.

–Nunca fez isso não o garota? — Maria Antonia me perguntou com uma cara de sem vergonha se jogando na cama pelada. O menino se vestiu e saiu correndo do quarto.

–Diferente de você sua puta, não dou pra qualquer um que me aparece na frente.

–Ah! Menina insuportável! — disse ela entrando no banheiro e batendo a porta. Deitei na minha cama e capotei, e acordei com a porta batendo.

–Quem é?

–É o diretor Srtª Morales.

–A ok, já vou abrir.

Assim que abri, já notei que a cara do velho não estava nada boa.

–Sala de álgebra cinco da tarde...

–Mas por quê?

–Porque simplesmente, perguntei para enfermeira se você esteve mesmo na sala dela e ela negou.

–Ah... Mas é que sabe o senhor entendeu er....

–Sem desculpas! Cinco da tarde... Tchau

Bati a porta na cara e fui dormir mais um pouco, acordei 4 horas e não conseguia mais dormir, como não tinha mais nada pra fazer mesmo fui me trocar para ir pra sala, puis uma calça jeans preta rasgada nos joelhos, uma blusa do Black Veil Brides e um all star. Deixei meu cabelo solto. Peguei meu caderno uma caneta e fui para a sala de álgebra.

Cheguei lá e fui direto para a mesa dos fundos, notei um menino ruivo sentado, ele parecia quieto. Assim que sentei e comecei a rabiscar meu caderno, uma menina com cabelos e olhos castanhos magra entrou na sala, o professor tinha saído e não voltava mais, então eu decidi que ia pular da janela e saia de boa, assim que levantei a menina também levantou.

–Oi?

–Oi.

–Então, qual o seu nome?

–Fernanda, e o seu?

–Beatriz.

Comecei a andar até a janela e percebi que ela me olhava e também ia pra janela.

–O que vai fazer?

–Fugir. Você vai?

Como ela não respondeu, eu comecei a ir em direção a janela.

– Espera então! Eu vou!

Ela começou a me ajudar, eu ri, não íamos conseguir.

–Você não vai querer ir comigo.

–Por quê?

–Eu sou louca.

–Não vejo problema, eu também sou.

Nós rimos, e uma terceira figura nos ajudou. Era um garoto, e não era da minha sala. Logo descobri quem que era, Zac, a Beatriz parecia conhecer ele. Logo que a janela abriu e eu saí, depois Zac, em seguida Beatriz. Fomos até um lugar escondido e decidimos fugir, não me leve a mal, não quero ficar aqui. Peguei minhas coisas em meu quarto, o mais rápido possível, diga-se de passagem.

Chegamos ao portão, depois de muito tempo, o menino não tinha certeza, eu acho, se queria ir embora. E, quando conseguimos sair, pude sentir que, finalmente, estava livre. Sem regras.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.