Perdida para sempre
1 Capítulo 2
Eu rezei para que não fosse real,mas era.O dia de ir para o acampamento havia chegado.Era cedo...bem cedo,o sol nem tinha saído,a estrada era iluminada por um brilho fraco matinal.Ao meu lado no carro,Gabby,a minha prima,pela qual eu seria responsável durante o verão,e se algo acontecesse com ela...minha vida pagaria o preço.
Em algumas horas já estávamos lá.Eu pude ver as arvores secas,sem vida...e em meio delas,uma placa:
“Bem-Vindos ao Campo BloodBerry!”
A placa parecia bem velha,com algumas manchas e...não seria BLUEberry!? Blood?Blood?!Isso já estava muito estranho...eu já estava quase saindo do carro e voltando a pé pra casa!Eu preferia a escola do que aquele lugar.O olhar de Gabby se encheu de medo e preocupação,eu podia ver o desespero dela...ela não queria ir,mas também não iria dizer,ela amava ser a “preferida” e fazia o impossível para agradar meus pais e meus tios.
O carro parou,eu e Gabby tiramos nossas malas do carro e paramos na entrada.Meus tios,se despediram,e deram partida no carro...e em poucos segundos,já haviam desaparecido em meio as arvores escuras.O dia estava cinza,e as arvores aparentavam ter um tom preto...era tudo muito estranho,como se algo em meio aquelas arvores,estivesse nos observando calma e pacientemente,e a sensação de ser observada...era horrível!
Gabby segurou meu casaco e escondeu o rosto,eu não entendi muito bem,mas quando olhei para frente vi uma garotinha vindo em nossa direção,ela aparentava ter uns 10 anos,usava uma blusa branca suja com terra,uma bermuda jeans rasgada e Maria Chiquinha no cabelo.Ela apenas olhou para mim e disse:
-Vocês não deviam estar aqui...seus pais foram enganados!-Ela exitou em terminar a frase,olhou para os lados e sussurrou –Ela vai nos matar...
Eu não tive reação,olhei para os lados,e só havia uma cabana...como meus tios não viram isso!?E...como a garota não estava morta?Pensei em perguntar quem iria nos matar...mas pensei que não queria conhecê-la tão cedo:
-Quem é você..?-minha voz ecoou em meio as arvores secas,então sussurrei-Tem um lugar mais “seguro” para conversar?
Ela acenou que sim com a cabeça,e mexeu a mão direita me pedindo para segui-la...encorajei Gabby com um cafuné,pegamos as malas e seguimos a garotinha...as perguntas mais importantes,ainda tinham de ser feitas.
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