Perdida em STILândia.
8 E por que dói tanto? (7)
— Me desculpa. – Ela sussurrou. – Foi minha culpa, tudo isso... – Ouvir ela falar isso, era ver que ela quebrou um trato que fizemos naquele dia.
"Não vamos falar sobre isso"
— Alien.
— Você sabe, Lydia... Eu fui tão fraca e te envolvi nisso tudo. – Ela soluçou e vi a voz dela falhar. – Você não tem noção das coisas que falam de você aqui e só de imaginar que isso te afastou de mim... E que toda essa merda é mentira.
Eu limpei minhas lagrimas. – Eu não ligo. – Disse firme. – Eu faria isso de novo sem pensar duas vezes.
— E por que dói tanto? – Indagou.
Eu suspirei. – Porque se você parar pra pensar, as pessoas preferem julgar do que entender... E isso dói, Allison.
Ela ficou muda por um bom tempo. – Eu... É... – Uma risada nervosa foi ouvida. – Eu entendo agora.
— O que? – Perguntei confusa.
— Seu coração está decepcionado... – Ela dizia baixo e vi-a suspirar. – O quanto doeu Lydia? Quando você percebeu que nem todos eram bons?
Aquela pergunta me deixou sem fala e eu não precisava analisa-la pra sentir que era verdade, o problema nunca foi ter me doido com os problemas de Allison e sujado minha reputação, esse nunca foi o problema na verdade. E sim eu perceber que as pessoas não eram boas de verdade... Os olhares, as fofocas, elas não se colocaram no "meu" lugar, elas nunca se colocam no lugar dos outros.
E isso é uma merda.
Porque já me decepcionei antes, mas o único lugar que era meu refugio me decepcionou também.
— Você não precisa estar aqui para se sentir completa, não precisa estar ao meu lado para se sentir segura... E dói eu dizer isso pra você, porque quando você foi embora, eu me perguntei sobre isso. – Ela voltou a falar. – Quem vai cuidar de mim? Quem vai chorar comigo quando tudo voltar? Mas você não está aqui... Eu posso ter uma vida, tenho fãs que se preocupam, mas isso não me faz imune a dor... Pessoas machucam Lydia, mas não todas... Não pense que as fofocas vão sumir, elas não vão. – Eu podia imagina-la falando isso na minha frente, com as mãos na cintura e o dedo apontado na minha direção, uma mania ruim dela, mas que eu achava fofa quando estava brava. – Eu quero dizer que precisamos ser egoístas e colocar nossos sentimentos em primeiro lugar... Precisamos nos amar e perdoar o que aconteceu... Porque não somos culpadas.
Eu fiquei um bom tempo analisando o que foi dito e não me surpreendi, Alien–ally é a sentimental de nós duas e sempre foi boa com as palavras. – Não é nossa culpa. – Falei entre um sussurro e deixei um sorriso escapar dos meus lábios. – Não importa o que você diga, mas sempre estarei segura ao seu lado.
Isso a fez rir. – Amém por isso... Porque mesmo eu dando esse discurso, faria de tudo para ter você aqui.
— Eu sei que você foi a quem mais sofreu e quando estiver preparada para falar sobre isso, eu volto pra essa cidade... Você não está sozinha. – Falei de forma carinhosa.
— Obrigada, mas não quero falar sobre isso... E preciso voltar pra aula e você deveria fazer o mesmo.
Revirei os olhos, pois ela sempre fugia do assunto. – Eu fugi das ultimas aulas, estou na praia. – Disse animada. – Você amaria esse lugar.
— Com certeza. – Ela sorriu. – Preciso ir, amora... Se cuida e nos falamos depois.
Concordei e me despedi dela rápido. Logo liguei pro meu avô me buscar e não demorou muito para ele estacionar o carro e assim eu adentra-lo, ele me olhou com um olhar interrogativo e eu suspirei. – Não foi nossa culpa, certo?
O rosto dele que estava um pouco furioso se suavizou e ele sorriu levemente. – Não querida... Nunca foi. – Ele me deu um beijo na bochecha. – O que aconteceu?
— Eu pirei. – Acabei soltando uma risada nervosa. – Eu ando tão pilhada e ver as pessoas me encarando na escola não ajudou muito... Me senti lá novamente e a raiva de não poder dizer nada me atingiu.
— Vamos comer algo.
Depois disso consegui me distrair bastante com o meu avô, aproveitamos para comer e ter um dia só nosso. Ele contou historias sobre sua época no exercito e eu contei sobre minha conversa com Ally e o que eu sentia sobre tudo, era tão fácil conversar com ele e o mesmo sabia como me alegrar.
Nos entupimos de comida nada saudável e voltamos pra casa depois de um bom tempo. Nós entramos rindo e logo percebi que todos estavam na sala assistindo TV, meu avô foi se sentar ao lado da vovó.
— Onde estavam, queridos? – Ela perguntou.
— Fomos ter um momento de velho e jovem... Ensinei o vovô a como não passar vergonha na vida. – Pisquei para ele e ouvi-o rir.
— Mentirosa.
— Querida, para de provoca-lo. – Elise me disse séria, mas logo sorriu quando me joguei no meio deles e sorri animada.
Melissa se levantou e saiu, sem dizer nada e me perguntei mentalmente se essa mulher não trabalhava.
— Trouxemos sua mochila. – Scott disse tirando os olhos da TV e abriu um sorriso pequeno. – Coloquei na frente do seu quarto.
— Obrigada, Scott. – Disse de forma educada.
Meus olhos se desviaram para Malia e vi ela mostrar o dedo do meio, ou retribui-lo... Até porque eu lembro muito bem quem começou isso.
Scott bateu na mão dela, mas isso me fez dar de ombros.
— O Jackson não apareceu ainda? Pensei que logo ele se mudaria pra cá. – Elise falou.
— Faculdade. – Malia resmungou. – Ele está em semana de prova.
Hm, a garota sabe muito sobre Jack pelo visto.
— Por que você não vai vê-lo? – Elise perguntou, fazendo eu sorrir.
— Acabei de dizer que ele está em semana de prova, vó... – Malia disse um pouco irônica.
Quando eu vi minha vó corar, acabei revirando os olhos. – Todos entendemos isso, Malia... Não precisa ser ignorante, se toca. – Já sem paciência em ficar com eles, olho pro meu avô e resmungo. – Isso não vai dar certo. – Fui a caminho do meu quarto, sendo esse o lugar que passo mais tempo e decido fazer algumas lições da escola e a inscrição pra faculdade, sim, eu pretendia fazer faculdade.
Queria fazer Artes e Design.
Eu fazia alguns desenhos, mas a maioria era no computador... Eu amava desenhar por lá e parei faz um tempo, mas gostaria de voltar a desenhar.
**
Quando eu voltei para a escola, conversei com os meninos e fingi que nada aconteceu. A semana passou voando e não conversei muito com os gêmeos, Melissa ou meus avôs. Entrei em uma rotina em estudar, comer e dormir... Falando em comida, eu estava quase me acostumando com a nova alimentação e parei de reclamar um pouco.
Não falei muito com Jack, muito menos com Allison e aquilo me preocupou um pouco "que merda está acontecendo?"
Com a chegada do sábado eu me sentia um pouco pressionada, os meninos me convidaram para ir em uma festa, mas eu estava irritada com Ally e seus três dias de silencio e principalmente nas redes sociais, até mesmo seus fãs começaram a me indagar o que estava acontecendo.
Merda.
Eu estou preocupada.
* ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ *
CONVERSAS.
Grupo dos desesperados.
Mason: LYDIAAAAAAAAAAAAAAA. Você vai para festa né?
SIM?
SIM?
SIM?
Liam: Assim você assusta ela.
Mason: SHIU.
Corey: DE SINAL DE VIDA....
VAMOS NOS ENBEBEDAR.
PASSAR VERGONHA.
Liam: Beijar...
Espera... Isso não sou eu que vai fazer.
Mason: EMO
Corey: Ai, bebê... Eu te beijo, vemk.
Mason: .....
Corey: Ciúmes, hm? VEMK MASON.
Mason: Cadê a LYDINHA? Você vai? Já está dando o horário.
Lydia: EU VOU IR PORRA.
Tô me arrumando.
Ficando linda, por favor... VEM ME BUSCAR ALGUÉM.
* ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ *
Mensagens para Allison:
AMOR?
Esqueci de perguntar se tu tinha melhorada? Estava tão pilhada no telefone.
Tô preocupada... Me resposta porra.
Cadê você? ALIEEEEEEEN. u_u
(Mensagens enviada três dias depois)
Três dias sem conversar com você.
PORRAAA.
* ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ *
Mensagens para o meu vovô.
EU VOU IR PRA UMA FESTA COM UNS AMIGOS, OK?
Vovô: E por que você não desce e fala aqui?
Lydia vulgo princesinha: HAHSHAHSHAS. Tô me arrumando... Posso ir?
Vovô: Vai se cuidar?
Lydia vulgo princesinha: SEMPREEEEEEEEEEEEEEE.
Vovô: Tome cuidado e não volte muito tarde... Qualquer coisa avise.
* ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ *
Tweets enviados para Lydia:
@TWEETDESCONHECIDO1:
CADÊ A ALLISON?
@TWEETDESCONHECIDO2:
MEO AMÔRRR. Cadê a nossa Alien?
@TWEETDESCONHECIDO3:
Aquele medo chamado "sumiço da Ally e Lyds"
@TWEETDESCONHECIDO4:
CANSEI PORRA... FALEM ALGUMA COISA
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