Perdida Na Tempestade
44 Capítulo -44- A ferida que dói e não se sente...
Notas iniciais
_Sess... Sesshoumaru, me solte! Eu não fiz nada! O senhor Inu no Taishou esteve aqui para me conhecer! Apenas isso! — Rin respondeu assustada. Aquele olhar frio de Sesshoumaru a estremecia.
_E por que o interesse repentino em você? O que ele lhe disse sobre mim? Responda-me o que meu pai e você faziam sozinhos no SEU QUARTO? -Sesshoumaru apertou ainda mais o braço da miko sem perceber. Estava transtornado, imaginando que Inu no Taishou pudesse ter contado a Rin sobre seu passado.
_Sesshoumaru, pare Por favor! Porque o senhor esta desconfiando de mim? Eu nunca lhe trairia... Eu... te amo... Mas se quer me matar por causa de uma desconfiança descabida, então vá em frente... — Rin disse enquanto as lágrimas caíam abundantes, sentindo as garras do youkai pressionarem sua pele.
Ao sentir o cheiro do sangue dela, Sesshoumaru caiu em si. Soltou-a imediatamente e Rin caiu de joelhos, ainda em prantos. O youkai estava perplexo consigo mesmo pelo que fizera. Ficou de pé observando as mãos cheias do sangue de Rin, procurando um motivo para ter cometido tamanha selvageria. Aquele sentimento que lhe invadiu ao perceber que ela estava na presença de outro macho, mesmo ele sendo seu pai, era tão forte que lhe cegara a ponto de machucar a única fêmea que ele jurara proteger. Olhou para Rin que cobria o rosto com as mãos enquanto chorava copiosamente e seu coração doeu. Não uma dor metafórica, mas uma dor física e real, uma dor de arrepedimento. Abaixou-se junto dela e com cuidado tentou retirar as mãos do rosto para que ela o encarasse. Mas ao pecebê-lo tão próximo, Rin se assustou e afastou-se, se arrastando de costas pelo chão, até encontrar a parede atrás de si. O coração dele doeu novamente e ele se aproximou novamente dela.
_Rin, por favor, não tenha medo de mim...
_Você, vai me matar? Senhor Sesshoumaru, o senhor vai me matar!
_Não Rin! Eu nunca machucaria você!
_O senhor já me machucou!
_Rin... Eu perdi a cabeça, quando pensei que você talvez pudesse...
_Eu nunca lhe trairia!
_Mas porque meu pai procuraria você a esta hora da noite? Porque viria até o seu quarto, quando você estava sozinha? Meu pai agora é o senhor das terras do oeste e eu volto a ser apenas o herdeiro... Ele é um macho explêndido que atrai todas as fêmeas que ele quer... E eu pensei que talvez você tivesse... — Sesshoumaru não terminou de falar. Foi interrompido pelas mãos de Rin que lhe taparam a boca delicadamente.
_Eu amo VOCÊ... Não me importo com o que você é, ou como você é chamado... Você é o meu macho, e único amor... Estes anos todos eu me recriminei por não conseguir esquecer o senhor... Sabe quantos homens me quiseram, enquanto eu vivia na era da Kagome? E eu nunca permiti que eles chegassem perto de mim por que eu o amava, e sonhava que um dia o senhor olhasse para mim, com o mesmo sentimento que eu nutria pelo senhor... Não há espaço para mais ninguém no meu coração além de você e nunca haverá... -Disse a jovem humana entre lágrimas, fazendo com que Sesshoumaru ficasse atento a cada palavra e sentisse seu rosto esquentar subitamente.
Elevou suas mãos ao rosto e apavorou-se ao perceber que estava chorando.
_O que você fez... O que você fez comigo, Rin? Eu não consigo me controlar... — O youkai estava perplexo enquanto as lágrimas desciam, uma após a outra sem que ele conseguisse entender.
Rin estendeu os braços e o abraçou, e ele se acomodou nos braços dela como uma criança assustada. Aquele macho Youkai tão imponente e altivo, estava ali, abraçado a Rin sentado no chão com a cabeça afundada em seu pescoço, chorando por não se conseguir se controlar. Chorando por não entender o que sentia.
Ainda sem compreender o porquê de tudo aquilo, afastou-se para ficar cara à cara com ela, e sem que qualquer um dos dois pudesse evitar, se beijaram demoradamente, da maneira mais delicada e apaixonada possível. Os narizes se tocavam e os lábios roçavam uns nos outros, sem pressa, só pelo simples apreciar do toque da pele sensível. A vontade de sentir um ao outro aumentava gradativamente, não por conta do desejo, que também se fazia presente, alí, mas pela vontade incontrolável de pertencer ao outro de se tornarem um só.
As mãos estavam dadas os dedos entrelaçavam-se e se apertavam como se quisessem se fundir, se prender, para nunca mais se soltarem. Ambos ainda choravam quando começaram a se despir. Sesshoumaru e Rin tinham o dorso nu, e permaneciam abraçados, sentindo o calor um do outro. Os corações batiam acelerados, no doce compasso, do desejo. Ele explorou os seios dela, com as mãos, sentiu o cheiro de sua pele e provou com a língua a textura. Rin suspirava, enquanto sua mãos estavam afundadas nos cabelos do youkai. O corpo dela o convidava e os gemidos o fizeram descer pela cintura, buscando os pontos que dariam mais prazer a ela. Era só isso que importava para Sesshoumaru naquele momento: dar todo prazer a ela, porque os gemidos dela eram a mais bela melodia que seus ouvidos já haviam apreciado. Tudo em Rin, lhe agradava, e não havia nada que ela fizesse que fosse capaz de macular aquilo que ele sentia por ela. Nada apagava a dor lacerante que ele trazia no peito desde que se separaram.
Sem dificuldade o youkai retirou o que restava das roupas da humana, e sem qualquer cerimônia esgueirou-se como uma serpente por entre as pernas dela e provou o doce sabor virginal de Rin. A língua passeava pela genitália da humana que tinha espasmos de desejo. Os gemidos dela eram cada vez mais sôfregos, e sua face refletia todo o desejo e todo o prazer sentido. Era tentador ficar olhando para ela, e ele continuou manipulando seu sexo, com os dedos, enquanto seu rostos estavam muito próximos e os hálitos se confundiam entre um beijo e outro. Os gemidos deram lugar a pequenos gritos, e longos suspiros, e a humana derramou-se em suas mãos. Mas o cansaço deu lugar ao desejo latente que não cessou e foi a vez dela dar prazer ao seu macho. Sesshoumaru surpreendeu-se quando Rin o mordiscou seus mamilos, e manipulou seu membro enquanto o encarava. Ambos agora estavam nus, e continuavam fixos um no outro. Os corpos entrelaçados suados e completamente famintos.
_Sesshoumaru... Seja meu... Quero que você seja meu esta noite... -Murmurou Rin, ao youkai que ainda tinha lágrimas nos olhos. Sem conseguir resistir a ela, ele se levantou e a ergueu nos braços, e deitou-a suavemente na cama, cobrindo-a com seu corpo enquanto se beijavam calorosamente.
Em seguida encaixou-se entre as pernas da humana, e deitou-se sobre ela, para colar sua testa à dela.
_Rin... Eu sou seu... Rin, eu serei seu para sempre... porque... porque eu amo você Rin... — Respondeu-lhe o youkai ainda chorando, enquanto a penetrava lentamente.
As palavras não se fizeram mais necessárias, e os corpos se moveram na dança do amor. O ritmo era cada vez mais compassado, e as lágrimas de ambos se misturavam aos gemidos e sussurros, de um amor latente e sufocante. Até que finalmente chegaram juntos ao ápice do prazer enquanto trocavam juras de amor eterno.
Quando as respirações se acalmaram, Sesshoumaru deitou-se e trouxe Rin para seu peito, ficando agarrado a ela, como se temesse que ela pudesse partir. Como se fosse possível separar aquilo que já fazia parte dele.
_Diga de novo... -Murmurou Rin, levantando a face, para encará-lo.
_Eu amo você... Me perdoe, Rin... Me perdoe, por ser tão idiota a ponto de imaginar que você pudesse...
_shiii... É claro que eu perdou você, meu amor... Isso nunca mais vai acontecer porque você sabe, que você é parte de mim... E eu sou parte de você... Não posso viver sem você, e não quero!
_Minha menina... Eu... Queria esperar para marcar você, depois uma cerimônia, como as outras humanas...
_Eu não preciso de uma cerimônia... Só preciso de você comigo.
_Eu sempre vou estar com você... Minha fêmea... Minha menina... Minha Rin... — E dizendo isso, os olhos de Sesshoumaru tornaram-se vermelhos. As garras e presas cresceram assombrosamente, e a voz tornou-se assustadora.
Apesar da súbita transformação dele, Rin, não se surpreendeu. Apenas deitou-se ao lado dele, e retirou os cabelos, descobrindo toda a àrea do pescoço e do ombro direito.
_Esta é minha forma verdadeira. Você aceita ser minha por toda a sua vida, mesmo sabendo o monstro que eu sou?
_Aceito, Sesshoumaru.
Sem dizer mais nenhuma palavra Sesshoumaru cravou as presas no pescoço de Rin, que apenas gemeu, mas não conseguiu segurar a dor e acabou por desmaiar.
Aika havia acabado de tratar do ferimento de Igraine e a hanyou se sentia bem melhor. Tatsuo não saiu de perto de sua prometida nem por um segundo, e foi graças a presença dele, que ela permaneceu comportada até o fim. Quando finalmente terminaram, ele fez questão de levá-la nos braços até o quarto designado para ela. Yashiro que continuava sendo cuidado por Janis, apenas observava o irmão com reprovação e não fazia questão alguma de esconder sua opinião.
_Isso é tão ridículo... Será que meu irmão não vê isso? -Disse ele em voz alta. Janis olhou para Tatsuo e Igraine e percebeu o quanto estavam alegres juntos. Sem pensar duas vezes respondeu à Yashiho.
_Eu estou vendo... Muito ridículo mesmo...
_Ah até que enfim, alguém tem um mínimo de discernimento... Não é óbvio que um youkai do patamar do meu irmão, não deveria estar acompanhado de uma simplória como aquela? Vejo que apesar de ser uma híbrida, você não é tão limitada... — Yashiho disse imaginando que Janis estivesse falando do casal.
_Não, queridinho, não acho que eles sejam ridículos... Acho que você, é! Fala sério, que tipo de cara, fica regulando com quem o irmão namora? Só porque ninguém te quer, não significa que você tem que ficar maldizendo o relacionamento do seu irmão! Talvez se você se preocupasse mais consigo próprio e com a sua vida medíocre, você conseguisse encontrar alguém com cérebro de minhoca suficiente para te aturar! Não acha? — A hanma, disse esbanjando deboche. Yashiho foi pego de surpresa pela inteligência dela.
_Ora, eu não podia esperar mesmo mais de uma hanma além de insultos... — E assim dizendo saiu apressado sem mais nada dizer.
Janis pôs-se a rir juntamente com Kagura e Hildrah que a tudo ouviram. Mais tarde quando Yashiro estava sozinho em seu quarto, as palavras da hanma continuavam a persegui-lo e por mais que não quisesse admitir, a solidão o inquietava.
Akane, também estava sendo cuidada quando viu Aika se aproximando se Shippou. Ficou chocada ao perceber que ela não usava mais a tradicional capa. Estava completamente descoberta e mesmo assim, transbordava altivez. No entanto, como era de seu costume não perdeu a oportunidade de humilhar a irmã.
_Aika? O que faz aqui? Vai espantar a morte com sua cara feia? -A youkai salamandra, provocou, mas Aika sequer a respondeu. Continuou andando e começou a usar seu poder de cura.
Após alguns segundos sendo submetido ao fogo de vida de Aika, Shippou abriu os olhos, e levantou-se praticamente recuperado. Akane arregalou os olhos, e mal podia acreditar no que via. Estava sem palavras diante dos novos poderes da irmã. Aika continuou andando e se encaminhou até Kazuyia, que se encontrava isolado, por ter machucado seriamente os olhos.
_Kazuyia?
_Ah, quem é?
_Ora Kazuyia, sou eu, Aika.
_Aika? Que estranho... Sua voz está ligeiramente diferente... Você bebeu?
_Não, Kazuyia... Agora fique quieto... Eu vou tocar os seus olhos e você vai sentir um calor... Mas não se mexa, ok?
_Tá, tá, mas porque, você vai me ajudar? Cadê as deliciosas sacerdotisas, que estavam curando todo mundo? Vai me dizer que eu fui o azarado, que vai ter que ser curado por você, a esquisita, enquanto todos os outros vão ter as gostosas de Meikaku mün cuidando dos ferimentos? Porra, que mundo injusto! — Vociferou Kazuiya com toda a sua grosseria de praxe.
Aika respirou fundo. Normalmente ela não importaria com tal comentário, mas ela não era a mesma.
_Escuta aqui seu otário, eu tenho mais o que fazer do que ficar aqui ajudando um bêbado grosso como você, então facilita as coisas, senão eu largo você do jeitinho que você está: cego e fudido, entendeu? -Aika vociferou de volta, calando imediatamente as risadas do próprio Youkai, e dos outros presentes, surpresos com a atitude dela.
Sem esperar mais nada Aika pôs suas mãos nos olhos de Kazuyia e usou a chama da vida. Não foram necessários mais do que alguns minutos para que ela conseguisse.
_Abra os olhos Kazuyia -Ordenou Aika. E Kazuyia obedeceu.
Seus olhos ainda estavam um pouco turvos, mas a imagem diante dele, era inacreditável. Uma bela youkai de pele clara e olhos estonteantementes arrouxeados, cabelos longos escuros como a noite e uma boca pequena e carnuda, estava diante dele. E a cada segundo que passava, sua visão melhorava e a beleza dela aumentava. Kazuyia estava perplexo.
_Uau... Quem é você? A cretina da Aika resolveu me dar um presente? — Disse Kazuyia olhando com malícia cada curva do corpo da youkai, que mesmo todo coberto pelas roupas que ela vestia, era tentador aos seus olhos.
_estou bem aqui, Cretino! — Disse a youkai acertando um soco na boca do estômago do youkai que acabou caindo da maca.
Kazuyia levantou-se ainda mais surpreso.
_Aika?? Ei Shippou, me diz que eu estou em um pesadelo!? Aquela gostosa era a Aika??? — Questionou o youkai lobo das neves confuso e exasperado.
_Era... — Respondeu o raposinho sorrindo.
_ Como?? Como é que isso aconteceu?
_Ora Kazuyia, eu já lhe disse centenas de vezes... A beleza se esconde nos recantos mais simples... Aika, sempre foi assim, mas a maioria de vocês, só via a timidez dela... Que grande erro, não acha?-Disse Hokuto que e aproximou para visitar Hideaki.
Kazuyia concordou a contra gosto, enquanto segurava o estômago, e olhava na direção de Aika. "E ela ainda por cima, nem me deu uma chance! Então só porque tomou coragem, ela pensa que é alguém? Ahh, mas eu vou te pôr no seu lugar... Vou mostrar, que comigo ninguém brinca! Sua cretina... Gostosaa, com certeza, mas cretina!" Pensou o youkai passando a língua nos lábios com malícia.
Hokuto já havia sido tratado, e devidamente realojado em seus antigos aposentos. Mas a preocupação com Hideaki não o deixava e ele teve de ir vê-lo ou não conseguiria dormir. Encontrou-o ainda inconsciente, mas já fora de perigo. Aproximou-se do leito e contemplou-o adormecido. Suspirou aliviado, ao perceber que ele apenas dormia e quando se preparava para sair, ouviu uma voz familiar, que ele particularmente detestava.
_O que você faz aqui, Hokuto? Já lhe disse para ficar longe dos meus filhos! — Katashi o questionou.
_Não me provoque katashi, não se esqueça que Emi, não está aqui, para esconder você! -Vociferou o youkai Grifo.
_Pai ? Você está aí...? -Hideaki abriu os olhos lentamente dando fim à discussão dos dois que prontamente responderam juntos: "Sim, filho, estou aqui..."
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