Perdida Na Tempestade

34 Capítulo -34- O início do fim...


Notas iniciais
Olá a todos, mil perdões pelo atraso! O grande problema, foi que eu tinha muita informação e não sabia como colocá-la em um cap! Foi muito difícil mesmo! Por isso espero que vocês gostem se tiverem qualquer dúvidas deixem um comentário que eu respondo, ok? Nesse cap, alguns mistérios vão ser revelados, e alguns outros, vão aparecer! Ih, vamos conferir?

Yashiho, levantou-se e encarou Igraine, surpreso. As palavras de Rin, em nada diminuíram seu desprezo pela Hanyou, mas aquela atitude, de enfrenta-lo, em nome do que ela acreditava, era algo louvável. Mesmo assim, ele estava decidido, a não permitir que seu irmão cometesse a loucura de marca-la. Igraine, por sua vez, sentia um grande desprezo, por aquele youkai, o que era algo, difícil de se conceber, tendo em vista que ele e Tatsuo eram idênticos, com exceção apenas, dos cabelos terem tonalidades diferentes de azul.

Rin, contemplou Satori, e lembrou-se de seu belo rosto, na ocasião em que Sesshoumaru, a trouxe novamente à vida. Embora a transformação em Rin tenha sido enorme, pela ação do tempo, não havia sequer um fio de cabelo da youkai que parecia ter mudado depois de todos aqueles anos.

—Satori Hime! A senhora se lembra de mim? –Rin disse humildemente, arrancando um sorriso, da youkai, que aproximou-se dela.

—É claro que me lembro... Como eu não me lembraria, da menina humana que fez Sesshoumaru me pedir ajuda? -A youkai sorriu com uma ponta de sarcasmo, na voz. Em seguida pousou seu olhar sobre Hideaki.

—Como vai Hideaki? Já faz um tempo que não nos vemos. — Disse ela em tom de queixa.

—Estou bem Satori Hime. Me desculpe, por não ter ido visitá-la. Eu tenho estado muito ocupado, com toda essa guerra...Sequer tenho tido tempo de fazer as coisas que gosto. –Respondeu o youkai com um olhar tão doce que Satori sorriu abertamente.

Ao lado dele estava Inuyasha, e Satori não deixou de repará-lo.

—Você está a cada dia mais parecido com seu pai. Principalmente quando usa esta armadura... Inu no Taishou, teria muito orgulho de vê-lo assim. E acredito que... Izayoi, também... Não acha, Sesshoumaru? — Disse a youkai, com uma vaga sombra de melancolia nos olhos. Ela sabia perfeitamente que Sesshoumaru embora estivesse um pouco afastado, à tudo ouvia, e logicamente não perderia a oportunidade de afrontá-lo.

O lorde apenas se levantou e caminhou lentamente, entrando no salão, sem tirar os olhos de cima de Satori.

—Vejo que já está bem. Mãe. –Sesshoumaru disse friamente.

—Estou. Parece que a vingança de Mizuki, vai além do que se pensa. Os capangas dela não estavam apenas interessados na Meidou Seki, (Pedra do caminho das trevas) eles também queriam a minha cabeça...- A youkai passou involuntariamente a mão pelo pescoço.

Do outro lado, recostado, no grande sofá, Hokuto, observava Satori, e não conseguia evitar as lembranças que lhe invadiam a mente. Mas era Hideaki quem mais o incomodava. Havia algo nele que Hokuto, não conseguia discernir, algo estranhamente familiar. Pensou se tratar da semelhança física entre ele e Inu no Taishou mas parecia ser algo mais do que isso. Seu jeito de falar, o “ar” de tranquilidade, o cheiro em si, lembravam-no alguém. E a proximidade que Satori, falava com ele, o deixava ainda mais intrigado. Suas lembranças, o levavam longe, em uma época de sua vida que lhe trouxe muitas lembranças dolorosas. Afundado nessa lembranças, seus olhos encontraram os de Satori, e a youkai, fraquejou ao encarar novamente o youkai grifo. Sesshoumaru percebeu que ela se perturbara com a visão de Hokuto e não perdeu a oportunidade.

— Mãe, este é o general de Meikakumün. Suponho que vocês devem se conhecer. – O lorde Youkai disse estreitando os olhos.

—É claro que o conheço. Ele é um dos aliados mais antigos das Terras do Oeste, e amigo pessoal de seu pai e meu. Nós já nos cumprimentamos, meu filho. – A youkai mentiu, e como já o fazia a tantos anos, era praticamente impossível perceber, o quanto ela estava mexida por estar diante dele novamente.

Hokuto, assentiu com a cabeça para dar autenticidade as palavras de Satori. Diante de mais uma mentira, a dor de ter sido traído por ela no passado, se fez presente novamente, mas desta vez, ele não tinha Arina ao seu lado, para amenizá-la.

—Temos de nos concentrar em coisas mais importantes. Há algo que precisam saber antes de partirem para o confronto contra Mizuki. – Satori falou calmamente. Hokuto olhava para ela de soslaio, tentando entender o que ela queria dizer com aquele aviso.

—O que é. – Respondeu Sesshoumaru ainda mais seco, já de costas para ela, aproximando-se de Rin.

—Vocês precisam saber a verdade, sobre Izanami... A youkai do tempo, avó de Minara... – Satori chamou de vez a atenção, até dos mais desinteressados.

— Do que você está falando Satori Hime? –Hokuto tinha os olhos estreitados na direção dela. Tinha esperanças de que talvez naquele momento, ela pudesse admitir seus erros.

—Da verdadeira origem do poder com o qual estamos lidando. Izanami, não é uma youkai comum... Vocês já devem ter ouvido falar, na criação das raças, não? – Satori caminhou até o lado oposto do salão e ficou próxima a porta que dava para a varanda. Queria se afastar de Hokuto, e da presença perturbadora dele.

—A criação das raças? –Repetiu Isamu, não compreendendo exatamente o que Satori queria dizer.

—Se refere a lenda, que diz que os deuses, enviaram dois seres a terra, com a missão de povoá-la? –Rin, perguntou curiosa, enquanto observava o olhar frio de Sesshoumaru que permanecia à sua frente.

—É isso mesmo Rin, mas digamos que não foi assim tão simples. O mundo estava mergulhado no caos, os deuses viviam no céu, longe das criaturas da terra que clamavam por eles. Apiedados do sofrimento dos humanos, eles criaram uma nova raça, que era semelhante aos deuses e possuíam seus poderes, mas não eram imortais. Eles foram chamados “Celestiais”. O primeiro casal de celestiais, considerados, os mais perfeitos, foi enviado à terra para repovoá-la com novos deuses e híbridos, que poderiam viver na terra e ajudar aqueles que os adoravam. Durante séculos, esse casal teve vários filhos. Um dia a fêmea celestial deu a luz, ao deus do fogo, Kagutsuchi, mas quando estava para nascer, ele queimou o ventre de sua mãe e ela acabou morrendo. O macho, foi até o Yomi, (o mundo dos mortos) para busca-la, mas teve asco de sua aparência tenebrosa, já que ela agora era só um cadáver em decomposição, cheio de vermes e criaturas malignas ao redor. Abandonada pelo macho celestial, o ódio consumiu o coração, da fêmea que clamou aos deuses, uma oportunidade de voltar a vida. O macho celestial, cujo nome era Izanagi, dividiu a terra entre seus três filhos mais poderosos: Amaterasu, a deusa do sol e da luz, Tsukuyomi, o deus da lua e da noite, e Susanoo, o deus do mar e das tempestades. Os outros deuses considerados menores, serviam aos irmãos, mas tramavam tomar o poder deles. E a oportunidade apareceu quando os três deuses principais, decidiram ajudar a mãe, a voltar à vida. Eles fizeram com que ela reencarnasse de forma impura, usando o corpo de uma águia. A fêmea renasceu, igualmente bela, mas já não era mais a criatura celestial, nascida da piedade e da compaixão, e sim um ser oposto, nascido do ódio e do orgulho. Ela se tornou a primeira youkai. Os três grandes deuses foram denunciados à Izanagi, pelos irmãos invejosos, que o convenceram de que a fêmea renascida queria vingança. Izanagi, uniu-se aos deuses menores, corrompidos pela inveja, iniciou-se uma grande batalha entre os deuses, que recebeu o nome de “A tempestade”, pois, todo tipo de calamidades acometiam os mortais, e culminou na morte de muitos híbridos, hanmas, (Criaturas que são meio humanos, e meio celestiais.) além de milhares de humanos. Diante de tanta destruição, Izanagi, arrependeu-se de tudo o que fez, pediu perdão e implorou a fêmea, que retornasse aos céus junto com ele para ficarem juntos para sempre. Mas a fêmea vendo os seus descendentes, mortos, juntamente com centenas de milhares de pessoas inocentes, se consumiu de tristeza, e decidiu ficar para cuidar dos poucos que sobraram. Vendo Izanagi, que apesar de ter renascido pelo mal, a fêmea continuava amando seus filhos, usou todo o seu poder para castigar os deuses menores, invejosos, transformando-os em seres demoníacos, que assim como a mãe que eles desprezavam, precisavam tomar os corpos de seres vivos, ou objetos que estivessem cobertos de vida, dando origem a milhões de youkais. Depois disso, ordenou que os deuses ficassem para sempre no céu. Antes de partir, Amaterasu, Tsukuyomi e Susanoo, temeram a vingança dos irmãos sobre a mãe, e transformaram seus mais poderosos descendentes em youkais, deixando com eles seus principais poderes e armas. Como consequência de abrir mão de seu poder, Izanagi morreu, e tornou-se o senhor do yomi... – Satori, terminou de falar e contemplou a face surpresa dos demais youkais.

—Satori Hime, se me permite dizer, acredito que quase todos aqui, já ouviram essa história... A maioria de nós pertence a algum clã de descendentes dos três grandes Deuses! – Agláia cruzou os braços impaciente.

— Agláia tem razão. Os descendentes de Amaterasu, fundaram clãs poderosos, entre eles os dos Tigres, raposas, corujas e leões. Os de Tsukuyomi, fundaram o clã dos Corvos, dos Dragões de gelo, dos Morcegos, e cães demônios, e os descendentes de Susanoo, criaram os clãs dos lobos, grifos e dragões marinhos. –Respondeu Masato, concluindo o seu rápido raciocínio.

—Exatamente. Meu pai era descendente direto de Susanoo. E herdou dele, a Kaminari no būmu. – Completou Raijin.

—Que coincidência... Todos os generais de Sesshoumaru, são descendentes dos deuses principais... E são os principais aliados da senhora Izanami, a avó de Minara... Será que ela conheceu essa primeira Youkai? – Kagome questionou.

—É algo ainda mais denso, jovem miko... É chegada a hora, de revelar tudo... Não é coincidência... Izanami, era a primeira youkai, e foi graças a ela, e a seu empenho em unir os principais descendentes em um único reino, cujo líder era de sua total confiança, que as terras do Oeste se tornaram o reino, mais poderoso e temido dos quatro cantos da terra. –Disse a youkai olhando para fora do shiro.

—Lady Satori, mas então, se a senhora Izanami, era tão importante, porque não nos disse nada? Se soubéssemos disso, poderíamos tê-la protegido, mais dignamente! –Hikaru estava visivelmente abalado. Aquela informação poderia ter evitado a guerra.

—Julgamos que seria mais seguro, mantê-la no anonimato. –Respondeu Satori, e diante do olhar dela, Hokuto abaixou a cabeça. Vendo a reação dele, Hikaru percebeu que havia algo a mais.

—Julgamos? Quem julgou? –O youkai tigre, estreitou os olhos ficando de pé, para encará-la.

—A própria Izanami, o general Katashi e eu. –A youkai encarava-o seriamente. Sesshoumaru, não se conteve.

—Então vocês sabiam... Você sabia que Minara estava viva! Se vocês tiveram contato com Izanami, depois da morte de meu pai, então você sabia que Minara estava lá, não é? Por que nunca me contou nada? –Sesshoumaru, estava tomado de revolta.

—Porque não lhe cabia saber, Sesshoumaru! Você ainda é um filhote! Mal assumiu seu lugar de direito, como eu poderia confiar esse segredo tão valioso a você? E além disso, Minara estava muito fraca. Izanami não queria que ela se reencontrasse com Hikaru, poderia ser fatal para ela! –Respondeu Satori igualmente irritada. A ira tomou conta de Hikaru, e Masato se pôs na frente dele, para segurá-lo.

—Vocês sabiam? Sabe quanto tempo eu me martirizei pela morte dela? SABE O QUANTO EU SOFRI, PELA MORTE DELA! E ELA ESTAVA VIVA E VOCÊS SABIAM? –O youkai estava expurgando toda a sua indignação. Hokuto se aproximou dele e tocou-lhe o ombro.

—Se acalme, Hikaru. Você não foi o único enganado aqui. E tampouco, foi o mais traído... –Disse o youkai grifo, resignado. Hikaru encarou-o por alguns segundos, e se perguntou do que ele estaria falando. Acalmou-se no entanto e recuou, recuperando sua postura anterior.

—Você não se cansa de viver mentindo? – Sesshoumaru se aproximou de Satori e pegou-a pelos pulsos. Rin percebeu que os olhos do youkai não tinham apenas a raiva de ter sido enganado, mas também uma mágoa que parecia ser ainda mais amarga e antiga.

—O que me cansa é a sua grosseria! Não sei a quem você puxou, seu pai era um macho impecável. Ele nunca faria algo semelhante a isso! –A youkai puxou os braços libertando-se.

—Então quer dizer que Izanami, era um ser celestial... Mas, o que isso tem a ver com Minara? –Questionou Igraine quebrando o silêncio constrangedor.

—Quando Brunhilde nasceu, Izanami percebeu que ela não era apenas uma hanyou comum. Ela tinha conhecimento de que o Príncipe Toru, era descendente de um híbrido celestial, mas não imaginava que ela própria conservava traços de seu antigo sangue.

—Como assim? Está dizendo que Brunhilde, também tinha sangue celestial? – Kikyou questionou.

—Os celestiais, e os youkais são basicamente os mesmos seres. Mas estão em lados opostos, por conta de sua origem. São algo semelhante aos anjos e demônios, que os humanos acreditam. Sendo assim seus respectivos sangues, se repelem, e anulam um ao outro, causando à morte em alguns casos. Por isso é impossível que um youkai e um celestial, possam procriar. Além disso os antigos youkais, caçaram e destruíram quase todos os que possuíam sangue celestial. Não existem mais, híbridos ou hanmas (meios celestiais). –Explicou Isamu, segurando o queixo pensativo.

—Mas Izanami conseguiu, manter uma parte de sua, essência celestial, mesmo tendo se transformado em uma youkai, e fez com que Brunhilde também conservasse essa característica. Brunhilde foi treinada para controlar suas duas essências sem maiores prejuízos, para sua saúde, mas mesmo assim ela não conseguia fazer muitas coisas que Izanami, conseguia. E isso acontecia justamente, porque tinha mais quantidade de sangue celestial em seu corpo. –Continuou Satori.

—E menos sangue youkai. Izanami descobriu que quando estão no mesmo corpo, o sangue celestial, comporta-se como o humano, tendo inclusive o mesmo cheiro. Brunhilde não tinha uma só gota de sangue humano em seu corpo. Mas possuía o mesmo cheiro de uma hanyou comum. –Hokuto, tentou se fazer entender.

— Então isso quer dizer, que Minara, tem mais sangue celestial, em seu corpo. Já que Kuro Ookami, era humano em sua essência. É por isso que ela têm os mesmos poderes de Izanami, e não os de Brunhilde! –Concluiu Inuyasha.

—Brunhilde e Kuro Ookami, só perceberam que a filha era “diferente” quando eles a marcaram. Mas quando Minara foi atingida e perdeu quase todo o seu sangue a única alternativa que Izanami encontrou, foi usar seu próprio sangue para tentar reanima-la, e esperar que o pouco de celestial que estivesse dentro dela, não se perdesse por completo. –Disse o youkai grifo.

—E de alguma maneira, Minara recuperou-se! E vem se recuperando cada vez mais e mais! –Disse Rin com convicção.

—E eu já sei o porquê... Como foi que nós, não pensamos nisso antes? Hikaru, é por sua causa! –Kikyou disse sorrindo. O youkai tigre levantou uma sobrancelha, desconfiado.

—Minha causa? Kikyou, eu não creio que tenha tanto poder. –Hikaru, disse levemente enrubescido.

—A miko pode ter razão... O sangue celestial, reage quando o organismo, tem a primeira relações sexuais. Minara pode estar reagindo ao desejo que sente por você e se aproveitando disso, para assumir sua verdadeira origem. –Agláia, se aproveitou para plantar suas intrigas.

—Agláia está certa, em afirmar que o sangue celestial reage em relação ao sexo. Mas os sentimentos dela em relação a Hikaru, também parecem ser muito fortes. Isso tudo contribui, para que ela se fortaleça. –Hideaki, disse sorrindo, discretamente.

O silêncio constrangedor foi interrompido, pelo rugido de Hikaru, que caiu de joelhos, enquanto amparava a cabeça com as mãos. Hokuto também rugiu, segundos depois, e era como ambos estivessem sentindo muita dor, mas a reação de Hikaru, fora muito mais intensa.

—Hokuto, o que está havendo? – Gritou Sesshoumaru, e puxando Rin para trás de si.

—Será o veneno de Mizuki? Será que ela conseguiu se infiltrar novamente? –Kikyou gritou enquanto Raijin a abraçava, e Kazuyia e Shuhei se punham na frente dos dois.

—Kagome, fique atrás de mim, eu vou te proteger! –Disse Köuga se pondo na frente de Kagome que ficou surpresa com a atitude dele. Inuyasha que estava mais à frente bufou de raiva, mas como o assunto era a segurança dela, resolveu deixar que ela ficasse onde estava.

—Minara Hime, eu sinto sua dor! Ela está correndo perigo de morte! – Gritou o youkai grifo, abrindo suas asas. Hikaru se contorcia no chão, e Agláia tentava entender o que se passava. Com certo esforço e a ajuda dela, o youkai ficou de pé, e liberou toda sua energia sinistra.

— ELA ME PERTENCE, SEU MALDITO... Ela é minha FÊMEA... – O youkai gritou liberando seu youki, e criando uma forte luz que saía de dentro de si. A luz o envolveu e em meio a ela, Hikaru desapareceu.

Quando Hikaru saiu do turbilhão de luz, estava no esconderijo de Mizuki, empunhando sua espada e defendendo um ataque direto de Ryotaro. O youkai fênix, sentiu e reconheceu de imediato, o cheiro de Hikaru, e partiu para ataca-lo com toda a sua ira. Hikaru, não perdeu tempo e assumiu sua forma youkai se tornando um grande tigre demônio. No meio da luta deles jazia a cama onde Minara e Nana estavam encurraladas. E Mizuki que tentava de todas as formas acalmar Ryotaro, para que ele não fosse ferido, via a sua situação se complicar ainda mais.

Enquanto Hikaru lutava com todas as suas forças, No Dai San no shiro, os youkais tentavam entender o que havia se passado com ele.

—Hikaru?? O que aconteceu com ele? – Gritou Agláia sem compreender o que ocorria. Hokuto estava assombrado com a cena que vira e mais ainda ao sentir a dor se dissipar, como se Minara estivesse finalmente segura.

—Isso, não pode ser ... Não é possível! Ele... Ele está com ela! Ele está lá... Como ele possui os mesmos poderes da princesa? — Balbuciou o youkai Grifo, alguns segundos depois.

Sesshoumaru recordou-se da conversa que ele e Hikaru, haviam tido anteriormente. Nela, eles se questionavam se Minara estava mesmo lendo pensamentos. E agora diante deles, sem nenhuma explicação, Hikaru se transportava pelo espaço tempo, exatamente como Minara.

—Minara e Hikaru, estão usando os poderes um, do outro. Ela está ficando mais forte a cada encontro... Com ele! – Concluiu Sesshoumaru, para surpresa de todos.

—Isso é uma ligação de marca! Mas como é possível, se Minara foi marcada para Ryotaro? -Disse Isamu.

—Ele a tomou... Ele fez dela a sua fêmea, dormindo com ela, na noite passada. -Explicou Masato, para desespero de Agláia, que compreendeu que eram disso que falavam no quarto. Ela não imaginara que eles tivessem ido tão longe.

—O quê? Mas como ele conseguiu fazer fez isso? Mesmo com sua velocidade e poderes mentais, invadir o esconderijo sem conhecê-lo e voltar sem ser visto ou ferido, em tão pouco tempo, seria quase impossível! — Tatsuo concluiu, desconfiado.

—A ligação de Minara, e Hikaru, é muito mais, profunda, do que uma ligação física e também mais antiga. É realmente uma ligação de marca, mas como explicar isso se Minara foi marcada para outro? A não ser... — Raijin especulava, e Kikyou concluiu.

—... Que Brunhilde não tenha feito a marca para Ryotaro!

—Brunhilde fez Hikaru prometer que, não importasse o que acontecesse, ele faria de tudo para que, Minara ficasse por toda a sua vida com o youkai para qual ela foi marcada! Eu não entendia como uma mãe tão apaixonada pela filha, como Brunhilde, poderia concordar em obriga-la a se unir a um macho que ela não amava, mas agora entendo! Ela a marcou para Hikaru! — Inuyasha exclamou exultante.

—Se Hikaru a possuiu ontem à noite, e fez dela sua fêmea, é com Ryotaro que devemos nos preocupar. Ele não vai gostar nada disso... E eu duvido muito que suporte saber disso sem ter uma reação para lá de violenta! -Hokuto, estava temeroso. E foi nesta hora que Yuko entrou na sala cumprimentou a todos de maneira polida e discreta e concordou com o amigo.

—Lorde Ryotaro, é um youkai muito justo. Mas aquela humana é tudo para ele... E pelo que vi, ele está ainda mais envolvido por ela do que era antes. Hokuto, se você sentiu que ela corre perigo, pode ter certeza que o Lorde já descobriu tudo... Mesmo tendo consciência que não tem direitos sobre ela, vai ser muito difícil convencê-lo de que ela se entregou a outro, por sua própria vontade. E a presença do macho que a deflorou, só vai piorar as coisas. -Yuko, falava seriamente e Hokuto assentiu com a cabeça. Ele sabia perfeitamente que Ryotaro quando se descontrolava era praticamente impossível de se acalmar. Ele não pararia, até matar o seu rival.

—Nós temos que agir rápido, ou Ryotaro, vai matar Hikaru e Minara! Lorde Sesshoumaru, não sou um de seus generais, mas me ponho debaixo de vossas ordens, pois não desejo estragar a estratégia firmada. — Hokuto falava seriamente encarando Sesshoumaru e esperando dele uma resposta convincente.

O lorde Youkai, encarou-o de volta e disse de forma objetiva.

—Preparem-se, vamos partir para o ataque em dez minutos. Enviem mensageiros a todas as vilas das terras do Oeste. Deem ordem para que os exércitos de cada shiro fiquem a postos, e mantenham as fêmeas e as crianças dentro dos abrigos. Essa guerra vai se espalhar e destruir tudo o que estiver em seu alcance. Kagome, você consegue transportar a todos nós, pelas sombras? — O Youkai perguntou educadamente surpreendendo as humanas, e aos demais youkais.

—O quê, transportar pelas sombras? Como assim? — Kouga não compreendia o que ele queria dizer. Inuyasha cruzou os braços, com deboche.

—Tem muito da minha prometida que você não conhece Kouga... E Nunca vai conhecer! –Disse o hanyou, encarando-o. Kouga rosnou para ele, mas sabia que na atual circunstância, era melhor ficar calado. Inuyasha sorriu de lado ignorando, o rosnado dele.

—Acho que sim, mas preciso me concentrar na sombra de destino. A essa hora do sol, as sombras ainda estão crescendo. — Kagome apressou-se em dizer. Souten tomou a palavra.

—Eu já sei onde Kagome! Eu sei de um carvalho onde há essa hora tem uma sombra muito boa e escura, que fica aos pés da Montanha de Meikakumün! Você me leva primeiro e depois eu te faço uma sombra maior! Assim você pode trazer todos ao mesmo tempo! — Kagome concordou, mas sugeriu que Ritorirï fosse com elas, e também Shippö, usando a desculpa de escoltá-las.

—Então vamos, não podemos mais perder tempo! — Disse Inuyasha se encaminhando para seus soldados e puxando Kagome pela mão ao perceber que Kouga se aproximava.

Assim que chegou a seus aposentos, Agláia pôs –se a se vestir sua armadura, enquanto sua mente trabalhava em sua próxima estratégia. “ Aquela vadia humana... Ele transou com aquela vadia! Mas eu não vou perde-lo, não agora que estava tão perto! Esse tal lorde Ryotaro, pode ser de grande ajuda... Preciso encontra-lo e convencê-lo a colaborar comigo... Só assim poderemos conseguir o que queremos...” – A youkai pensava criando um plano, que fosse suficientemente plausível para separar de uma vez por todas Hikaru, de Minara.

Os dragões Tatsuo (cabelo mais escuro) General das terras do Oeste, e seu irmão Yashiho, ( cabelo mais claro).

Notas finais
Pessoal quer agradecer e muito, à Larissa ZG que recomendou e fic e agradecer muito mesmo a todos os que comentam e me acompanham também! Fiquem à vontade para fazerem o mesmo e me passarem suas opiniões por que, acreditem, ela me são muuuuuuuuiito valiosas! Obrigada mais uma vez e até o próximo, que não deve demorar assim espero!rsrsr.