Perdição

3 Capitulo Três


Notas iniciais
Eu não tenho muito o que falar aqui, só que peço perdão pelos erros e claro, paciência com meu primeiro lemon :') PS: Um agradecimento especial para a minha cerejinha Elizabeth Frost, por ter me ajudado com o lemon! Meu amorzinho, sem você eu não teria conseguido *-* Obrigada! Boa leitura ♥

A porta se abriu com brusquidão, passos pesados e rápidos foram distribuídos pelo assoalho e aos tropeços, o casal passou pelo batente. Ryouta foi prensado contra a parede e a porta fora fechada com um chute da parte de Daiki. Os lábios voltaram a se encontrarem desejosos, famintos, as mãos exploravam os corpos, saciando a curiosidade que o corpo alheio lhe traziam, a excitação crescia, o calor aumentava, as roupas ficavam incômodas e então, magicamente a luz antes apagada se fez presente.

Puta que pariu, caralho.

Eles cessaram o beijo no mesmo instante, Aomine encarou o corredor para encontrar quem menos esperava ali. Parada, de queixo caído e totalmente sem graça e chorosa, estava Momoi. Os três se encararam. Kise, com os braços entrelaçados ao pescoço do moreno e com a blusa levantada até os ombros corou violentamente e até tentou afastar o moreno de si, em resposta Daiki apenas juntou mais os corpos, deixando claro que dali ele não saia.

— Satsuki, o que você-

— Dai-chaaaaaaan! — ela berrou, chorando mais ainda, pouco se importando com a situação em que os pegará. Já era rotina quase. — Tetsu-kun está namorando!!

Daiki suspirou, Ryouta o seguiu na atitude e então, ambos se afastaram a contragosto.

É carma… Só pode.

~*~

— Kise-kun, você está bem? — a pergunta foi feita inocentemente, mas o olhar que o azulado recebeu em resposta, mostrou-lhe que não deveria ter perguntado.

— Oh, claro Kurokocchi! — o loiro respondeu emburrado — Só tive a minha noite estragada, por que alguém decidiu contar para a Momocchi que estava namorando, mas só isso também!

— Desculpa, Kise-kun — Kuroko respondeu, tomando um gole de seu milk-shake enquanto observava o jogo a sua frente — Mas Kagami-kun não aguentava mais a Momoi-san dizendo que me amava e pediu para que eu desse um fim nisso, além do mais, eu não poderia esconder isso dela por muito tempo.

Impaciente demais, pro meu gosto.

Kise bufou, observando Aomine fazer a quinta cesta e comemorar. Estavam na quadra após a aula, jogando. Aomine havia ido até a Kaijo buscar Kise para um jogo e quando chegaram até a quadra encontraram Kuroko e Kagami. Os dois bruta montes discutiram e tudo acabou em basquete.

Como sempre.

— Aominecchi queria prepará-la antes de tudo — o copiador respondeu, suspirando, ele encarou o menor — Eu quero jogaaaar.

— Desculpa então, Kise-kun — Tetsuya terminou seu milk-shake e depositou o copo vazio ao lado do banco onde estavam, encarou o loiro com toda aquela inexpressividade de sempre e coçou a pontinha do nariz — Pede para jogar então.

— Não é tão fácil — Kise suspirou derrotado e encostou-se nas grades — Quando eles começam, você sabe que só perdendo a perna para pararem.

— Verdade — o silêncio se instalou por breves segundos, Kuroko mexeu nervosamente os dedos e suspirou, virando-se para o loiro, prestes a perguntar algo que ele sabia ser um pouco delicado — Aomine-kun já te pediu em namoro?

Aí, apertou a ferida.

O silêncio se fez presente, Ryouta suspirou e se levantou, sem responder e muito menos encarar o azulado.

— Aominecchi! — chamou, ganhando a atenção dos dois rapazes que jogavam — Eu vou embora.

A bola chegou ao chão e quicou para o lado, Aomine encarou o loiro e logo notou que havia algo de errado. O sorriso tão bonito não estava presente, as sobrancelhas unidas, os olhos sérios e aquela vontade repentina de ir embora eram as maiores provas disso.

Puta que pariu.

— Oe Kise, ta tudo bem?

O loiro forçou um sorriso sem dentes e balançou a cabeça positivamente: – Sim, só 'to cansado, acho que vou pra casa.

Fodeu.

Aomine suspirou, coçou a nuca e se aproximando, disse: – Eu vou com você.

— Não precisa, eu vou sozinho.

Que merda eu fiz agora?

Daiki revirou os olhos, pegando sua bolsa ao lado do banco: – Cala boca e vamos.

Meio contrariado, o modelo acabou consentindo. Despediram-se e saíram da quadra em silêncio, deixando dois jogadores confusos para trás. Quando Aomine e Kise sumiram do campo de visão de Kagami, o ruivo aproximou-se de Kuroko e sentou ao lado do mesmo, ganhando a atenção do azulado para si.

— Mas que merda acabou de acontecer aqui? — ele perguntou, virando o rosto para encarar as orbes azuladas, que refletiam total confusão.

— Eu não sei — o menor respondeu, voltando sua atenção para a quadra agora vazia — Eu só fiz uma pergunta e então, Kise-kun levantou e decidiu ir embora.

— E qual foi a pergunta? — com a toalha que estava ao seu lado, ele secou o suor que escorria de sua nuca.

— Se Aomine-kun já pediu ele em namoro.

— Idiota! — Kagami berrou, jogando a toalha no rosto de Kuroko — Óbvio que o retardado do Aomine ainda não pediu ele em namoro!

Sem responder, Kuroko tirou a toalha de seu rosto, encarando o chão pensativo: – Ainda não entendi a reação estranha do Kise-kun.

Era um lerdo completo

— Tsc, esquece — Kagami respondeu, balançando a cabeça negativamente.

O silêncio se instalou, sendo quebrado apenas pela respiração ofegante do maior, que ainda tentava acalmar o corpo cansado. Com sede, Taiga pegou uma garrafa de água em sua bolsa e enquanto saciava-se, entrelaçou sua mão com a de Tetsuya, vendo o pequeno corar levemente.

Tão adorável.

— Oe Kuroko, quer passar a noite lá em casa?

~*~

— Não vai falar o que aconteceu? — a pergunta que por longos minutos estava travada na garganta, saiu enquanto Aomine deixava os tênis próximo a porta — Greve de silêncio?

O loiro suspirou: – Não é nada — respondeu enquanto andava pela sala tão conhecida em direção ao sofá — Por que mesmo, é que eu estou na sua casa?

Aomine o seguiu até o sofá, sentando-se ao lado do loiro confortavelmente: – Meus pais estão viajando. Pergunta por que? Não quer?

Kise fez um bico e o encarou: – Quero sim, shiu.

Daiki sorriu de canto e balançou a cabeça negativamente. Tão fofo: — Então, vem cá — o moreno passou o braço sobre os ombros do menor fazendo-o apoiar-se parcialmente sobre si.

Kise sorriu e o beijou, carinhosamente, enquanto sentia a mão de Aomine acariciar seu ombro. Estavam saindo a quanto tempo mesmo? Uma semana e meia? Isso. Uma semana e meia. E nesse meio tempo, Aomine se mostrou totalmente diferente do esperado. Era atencioso, carinhoso e paciente, quer dizer, em relação ao loiro pelo menos. Com Kise as coisas eram diferentes e Ryouta não podia negar que gostava demais disso. Toda regra tinha uma exceção, e saber que ele era a exceção de Daiki era tão… Inexplicavelmente bom!

Mas em meio a isso tudo, havia um problema: Aomine ainda não havia feito o pedido. Ok, estavam saindo a pouco tempo e ninguém já parte para o namoro na primeira semana de encontros, mas… Kise não era qualquer garoto. Se conheciam a tempos, estudaram juntos, jogaram juntos, confessaram seus sentimentos e céus, até mesmo já haviam transado! Qual era o problema de oficializar toda a relação então? Era só dizer: “Vamos namorar” e pronto, acabou. Não era tão difícil então por que toda a enrolação?

— Kise — Daiki chamou, quebrando o beijo e então, acariciando a bochecha do loiro — O que foi? Sei que alguma merda aconteceu, você 'tá estranho.

O modelo suspirou: – Já falei que não é nada — respondeu, deitando a cabeça no peito do… ahn… Ficante?

— Se eu fiz alguma merda é só falar — o moreno retrucou — Não quero foder a porra toda, logo no começo.

Um poço de delicadeza e sensibilidade. Revirando os olhos, Kise levantou-se e parou na frente do moreno, com uma ideia em mente para fazê-lo calar a boca. Os olhos azuis estavam confusos, até capitarem o movimento que antecedeu a queda da blusa alheia. Engoliu em seco, o que estava acontecendo ali?

— Você 'ta falando demais, Aominecchi — o tom usado para pronunciar seu nome, era totalmente diferente do normal. Baixo, rouco e sensual, refletindo totalmente no baixo ventre do moreno — Vamos começar a agir?

Aomine sorriu largo e malicioso, dando alguns tapinhas em sua coxa: – Senta aqui então.

E Kise obedeceu. Não seria louco de desobedecer, sentou no colo do moreno e o beijou, abrindo os botões da blusa que o mesmo usava. Queria tocar aqueles ombros fortes, arranhar o peitoral definido e lamber cada gominho daquele abdômen talhado. Era quase uma necessidade. A boca do loiro largou os lábios do moreno e deslizou para o queixo do mesmo, onde Ryouta depositou uma leve mordida, tratando de descer mais, focando em abusar do pescoço exposto. Sentia as mãos do maior agarrarem-se a sua cintura com força, algumas vezes acariciando o caminho de sua espinha com as pontas dos dedos, causando-lhe arrepios.

Uma mordida foi deixada no pescoço de Daiki e o mesmo gemeu baixo, subindo sua mão pelas costas de Kise mais uma vez, até seus dedos encontrarem os fios dourados que tanto amava agarrar.

— Quer dizer que você pode me morder, mas eu não posso é? — o maior riu baixo, sentindo as mãos de Ryouta livrarem seus ombros da camiseta — Que dessa vez, ninguém nos atrapalhe, amém.

Amém.

Kise sorriu, logo depois lambendo o pescoço do moreno, arrepiando-o: – Você não tem um agente que ficará no seu pé, caso apareça marcado — o modelo respondeu, subindo seus lábios para a orelha de Aomine, mordiscando-a — Hmm Aominecchi, eu 'to tããão carente.

As mãos pequenas, tocaram os músculos dos ombros. Ryouta sentiu os dedos do maior entrelaçarem nas madeixas loiras e puxarem, enquanto a mão livre descia até sua nádega, apertando com vontade. Kise gemeu baixo, ao pé do ouvido de Daiki e rebolou em seu colo, sorrindo ao sentir o volume que se formava a baixo de si.

A destra de Aomine procurou o cós da calça alheia, invadindo tanto está, como a box que o loiro usava, para então agarrar com mais vontade ainda a pele que encontrava. Mais um gemido subiu pela garganta de Kise, morrendo abafado logo depois por Daiki que o puxará para um beijo. Sua mão esquerda abandonou sua antiga posição, indo diretamente para o botão da peça, abrindo-a com toda a pressa e destreza de quem queria aquele pedaço de pano longe.

— Carente, é? — murmurou entre o beijo, abaixando o que conseguia do uniforme de Ryouta, para brincar mais um pouco com as nádegas durinhas e tentadoras do loiro — Preciso resolver isso logo.

Kise quebrou o beijo por poucos segundos, apenas para se livrar de suas calças ficando então, somente com sua boxer preta. Voltou a beijar o moreno com fervor, suas mãos mais uma vez tocaram os ombros musculosos, passando logo depois para o peitoral definido, onde suas pequenas unhas fizeram o trabalho de arranhar, para então descer pelo abdômen divinamente talhado, acariciando cada gomo e arrancando suspiros do maior, até enfim alcançar a braguilha da calça de Daiki, não tardando em abri-la.

O beijo cessou com uma mordida de lábio vinda de Aomine, este logo desceu seus lábios pelo pescoço de Kise, segurando-se ao máximo para não deixar um maravilhoso e enorme chupão no local. Sua boca desceu mais, distribuindo beijos por onde passava até alcançar o mamilo rosado de Ryouta. Aomine sorriu, circundando-o com a língua antes de sugá-lo avidamente, sendo agraciado com os sons divinais que saíam da boca de Kise.

Disposto a ouvir mais daqueles sons, Daiki decidiu ousar mais um pouco. Sua mão, furtivamente abriu espaço entre as nádegas do menor, enquanto a outra adentrava a boca pequena, sentindo a língua quente lamber os dedos e sugá-los. Aomine levantou os olhos para encarar o rosto de seu loirinho e seu membro pulsou em expectativa. Lá estava Kise, chupando seus dedos avidamente, corado pelo prazer, gemendo abafado e encarando-o com os olhos semi cerrados. Daiki mordiscou o mamilo e viu os olhos dourados revirarem em deleite.

Ah, que perdição!

Retirou os dedos da boca de Kise e os direcionou à entrada do mesmo, onde circulou-a provocando o loiro, que rebolou atrás de contato. Ah contato este que Aomine não negou, ele nunca negaria! Decidiu deixar de enrolar e dar o que ele queria, penetrando dois de seus dedos de uma vez, sentiu o interior quente contrair em volta dos dígitos, o loiro gemeu longamente e rebolou. Ryouta sorriu em meio ao gemido, ainda rebolando enquanto sentia os lábios do moreno sugando com força seu mamilo. Aomine movimentou os dedos, afastando-se de sua atividade para observar o rosto de Kise. Sorriu malicioso com a expressão de deleite que encontrava ao observá-lo. Deveria ser crime, ser tão sexy e provocativo.

— Oe Kise — ele chamou, aumentando a velocidade de seus dedos — 'Ta gostoso?

— Ahn-Aham — respondeu, seu membro dolorosamente preso na boxer implorava por atenção, por liberdade.

Daiki mordeu o lábio enquanto o observava, queria substituir seus dedos pelo membro que já doía de excitação, mas precisava ter paciência. Não estavam com lubrificante ali e seria doloroso para o loiro se não o preparasse bem. Movendo os dedos com toda a velocidade que a posição lhe permitia, ele procurou pela próstata de Ryouta e quando o loiro tremeu completamente e gemeu seu nome em alto e bom som, o moreno soube que a encontrou. Continuava a penetrá-lo, procurando acertar aquele local sempre que podia, distraindo seu loirinho com o prazer, para então penetrá-lo com mais um dedo.

Quando o terceiro dígito entrou, Ryouta cerrou os olhos com força, gemendo naquele misto de ardência e prazer que tomava seu corpo. Seu membro já pingava o pré-gozo, e o atrito do pano de sua cueca com seu pênis já o machucava minimamente. Rebolou contra os dedos do moreno, gemendo ao senti-lo brincar com sua próstata, seus olhos reviraram em deleite e suas mãos deslizavam pelos ombros e braços do maior, marcando com as unhas a pele morena. O prazer crescia, o membro vibrava, seu corpo tremia e suava. Os gemidos ganhavam tons mais altos, estava perto de afundar no mais profundo prazer, perto de alcançar o êxtase do orgasmo.

— Agora não — Daiki sussurrou em seu ouvido, retirando então seus dedos de dentro do loiro.

Ryouta o olhou indignado, estava tão perto de gozar, mas tão perto! Resmungou baixinho e procurou pela mão do moreno, como se pedisse para que ele continuasse. Aomine riu com a atitude do loiro, derrubando-o no sofá ao seu lado. Levantou-se com a total atenção do loiro e enquanto o encarava, retirou o resto de suas roupas. O loiro gemeu excitado ao ver o membro do moreno liberto e totalmente ereto, sua boca salivou ao imaginar-se chupando-o com gosto. Gemeu apenas com o pensamento.

Aomine sorriu ao sentir-se devorado pelos olhos de Kise, aproximou-se dele, levando a mão até o rosto alheio, onde acariciou a bochecha rosada. Sorriu para o loiro e deslizou sua mão até a nuca do mesmo, curvando-se para beijá-lo. As línguas entrelaçavam-se, em um beijo quente e excitante, Ryouta levou sua mão a seu próprio pênis, apertando-o levemente sobre o pano e gemendo contra os lábios do moreno, não aguentando mais tanta tortura, o loiro invadiu sua boxer liberando o falo duro e gotejante, para iniciar uma masturbação lenta. Daiki sorriu entre o beijo e capturou o lábio inferior do menor com os dentes, puxando-o para si, enquanto abria os olhos fitando o âmbar intenso de Kise, para então cessar o beijo luxurioso.

— Me chupa — mais mandou do que pediu, direcionando o rosto do loiro contra seu quadril — Agora.

Ah, e Kise obedeceu. Ele nunca negaria, ou no caso desobedeceria. Não quando o assunto era sexo. E não qualquer sexo. Sexo com ele, com Aomine. O seu amado Aomine. Levou sua mão a ereção a sua frente, acariciando o membro farto enquanto levava sua boca ao abdômen do moreno, lambendo os músculos um a um, para então ir descendo com a língua, deixou um chupão próximo a virilha do moreno, e logo depois serpenteou com sua língua toda a extensão do maior. Acariciou a glande lentamente, movimentando sua língua circularmente em torno dela, para então engoli-la, sugando com vontade. Ryouta levantou seus olhos, encarando o rosto de Daiki, que acariciava sua bochecha, gemendo baixo e contido.

Tão... Pecaminosamente sexy!

Aquela expressão era deliciosamente excitante. Aomine estava com as sobrancelhas unidas, os olhos azuis nublados pelo desejo, o lábio sendo mordido fortemente para conter os gemidos de prazer que escapavam. E isso com tão pouco. Ryouta, moveu sua mão pela extensão de Daiki, ao mesmo tempo que sugava a glande avermelhada, aumentou a velocidade dos movimentos, engolindo mais e mais o membro do moreno. Aomine contorceu-se de prazer e Kise vangloriou-se internamente.

O às tremeu levemente, agarrando os fios loiros e então forçando-se contra o menor, ditando seu próprio ritmo. Gemia mais alto, rouco de tesão, o membro pulsava na cavidade úmida. Kise deixou que o moreno controla-se a situação, sentiu o mesmo puxar os fios de sua nuca com força e gemer longínquo. Os gemidos de Aomine, eram tão maravilhos!

— Puta que pariu, Kise — Daiki comentou, tombando a cabeça para trás — Que boquinha divina!

Afastando sua boca do falo gotejante, o modelo masturbou o moreno, sorrindo de canto: – Me diga Aominecchi… — começou, aumentando a velocidade com que o masturbava — Está gostoso?

Aomine riu entre gemidos, fechando os olhos em deleite: – Você 'ta falando demais, pra quem deveria estar me chupando.

Rindo do comentário, Ryouta voltou a masturbar-se, aproximando sua boca do membro alheio, a qual lambeu por inteiro, para novamente o recebê-lo em sua boca, sua mão que antes acariciava a ereção de Aomine desceu até os testículos do moreno onde acariciou, brincando com os mesmos e se deliciando com os gemidos mais fortes que deixavam os lábios de seu amor.

Aquilo foi o limite, Daiki sentiu todo seu corpo retesar, vibrar em prazer e sabia que estava prestes a gozar, a contragosto afastou-se levemente do loiro, apenas o suficiente para cessar o oral. Era tentador gozar naquela cavidade deliciosamente úmida, mas não podia.

Ainda.

— De quatro, no sofá — se pronunciou, selando os lábios rapidamente — E empina essa bundinha.

Ah, e Kise obedeceu, mais uma vez obedeceu sem argumentar uma única vez, arrancou sua boxer jogando-a em qualquer canto da sala, pouco se fodendo para a mesma, subiu no sofá e ajoelhou, apoiando-se nas costas do móvel. Corou minimamente por estar naquela posição, não negava que era mais prazeroso daquela forma, mas sentia-se exposto demais, era tão vergonhoso! Respirou fundo, espantando a vergonha aos poucos, não tinha por que se importar com a vergonha agora, não quando estava prestes a sentir o moreno em uma das formas que ele mais gostava.

Mas, que maldita demora.

Ao abrir a boca para reclamar, Ryouta sentiu as mãos fortes separarem suas nádegas e algo quente e úmido tocar sua entrada arrepiou-se por inteiro, estremecendo de leve com a sensação tão diferente e excitante, tentou falar, mas o gemido longo tomou lugar em sua garganta, ecoando pela sala. Curioso com o que Daiki fazia, Ryouta olhou para trás encontrando a cabeleira azulada entre suas pernas, ligou os pontos e corou extremamente com o que acontecia. Não acreditava que o moreno estava lambendo-o ali. Mais um ato que entraria para sua lista de “Coisas vergonhosas que o Aominecchi faz”

Suas mãos apertaram com força o estofado e Kise até tentou resistir, juro que tentou, mas não dava para esperar. Voltou a masturbar-se, agora freneticamente. Seu membro pulsava em agonia com a nova carícia, era como uma tortura deliciosamente agoniante e por um tempo ele conseguiu aliviar-se, até a mão do maior segurar seu pulso, impedindo-o de continuar.

Tão mal!

Aomine se afastou do loiro, subindo pelo quadril do rapaz com beijos carinhosos, até acomodar seus lábios na base da nuca do mesmo. Mordiscou e até deixou alguns leves chupões no local, pouco se importando com as reclamações que o mesmo faria. Viu que ele estava distraído, gemendo baixinho com as carícias que recebia e sem aviso prévio, penetrou o loiro. Kise arqueou as costas em surpresa, um gemido esganiçado deixou sua garganta quando sentiu-se completamente preenchido pelo moreno. Seus olhos lacrimejaram um pouco, enquanto sentia Daiki mover-se lentamente dentro de si. Ainda era doloroso, mas não deixava de ser prazeroso.

Muito prazeroso.

— Ainda dói? — ele perguntou, acariciando a cintura do menor, enquanto beijava-lhe a nuca — Me desculpa se fui muito bruto.

— 'T-ta tudo bem — o loiro respondeu, mordendo o lábio ao sentir a força das estocadas aumentando — V-vai mais rápido, A-Aominecchi.

Sorrindo contra a pele alheia, Daiki deu-lhe o que queria, aumentando a velocidade conforme o loiro gemia. Moveu-se com força, arremetendo dentro do loiro com toda a vontade que tinha e deliciava-se com os gemidos altos que Ryouta soltava no ar, naquele momento Aomine chegou a conclusão de que nunca mais encontraria alguém como Kise. Que o amava tão incondicionalmente, entregava-se de corpo e alma, estava sempre ali, ao seu lado. Ah, e claro, gemia tão divinamente. E em meio a esses pensamentos meio aleatórios comparado com o ato que praticavam, ele fez o que tanto queria.

— Ki-Kise — chamou, apertando a cintura do rapaz com força — Você quer… Puta que pariu! — exclamou, sentindo o interior do loiro apertar-lhe, dificultando a penetração, em resposta estapeou a pele branquinha com força, gemendo rouco e sendo agraciado com um gemido agudo do menor — Você quer namorar comigo?!

“Você quer namorar comigo?”

Aquela era a forma mais inusitada de se pedir alguém em namoro. Os ouvidos de Kise captaram muito bem a pergunta, mas sua mente estava nublada demais para poder compreender o que aquele conjunto de palavras significava. Em resposta a qualquer atitude de Daiki, Ryouta rebolou, cravando os dedos no sofá enquanto implorava por mais, até sentir sua próstata ser acertada em cheio, com toda a força que a humanidade impunha a Aomine. Gemeu alto, um gemido fino e longo, os músculos vibravam com a descarga de prazer que o tomara e tudo o que o loiro queria naquele momento, era mais.

— D-De novo! — exclamou, jogando-se contra a cintura de Aomine — P-por favor, mmm Aomi-necchi! D-de novomm!

— Assim? — ele sussurrou, acertando a próstata de Kise com força, buscando acertá-la mais vezes.

E a julgar pelos gemidos altos e manhosos, a acertava com frequência. Sorriu levemente e sentiu seu baixo ventre queimar, denunciando que logo gozaria, inclinou-se sobre o loiro, apoiando seu queixo no ombro do mesmo enquanto sua mão envolvia o membro alheio, iniciando então uma masturbação rápida, na mesma velocidade das estocadas, ele gemia rouco no ouvido de Kise, apenas para atiçá-lo mais,

— H-hm, ah! Aominecchi! A-assim, e-eu vo-

— Goza pra mim, vai — o moreno respondeu, gemendo com o aperto em torno de si e mordiscando a orelha alheia.

Kise tremeu, viu estrelas a sua frente e então uma onda gigantesca de prazer o tragou, levando-o ao ápice, enquanto gemia o nome do maior em pleno deleite, havia subido, subido e subido ao mais alto céu e então tudo girou e de repente estava de frente para Daiki, com as pernas sobre os ombros do mesmo, sem um pingo de força para mover um único músculo, enquanto sentia o moreno entrando e saindo freneticamente, o que lhe prolongava a sensação do orgasmo.

Um gemido rouco e alto escapou, os músculos tremeram e Daiki soube que ia gozar, juntou seus lábios aos de Kise abafando o gemido alto que soltaria e deixou-se ser tragado pela mesma onda que arrebatará o loiro. Mais uma vez, Aomine estava no paraíso.

Com toda a fodida certeza do mundo.

Ofegantes, ambos ficaram abraçados naquela posição. Daiki, havia quebrado o beijo e descansava a cabeça no peito de Kise que acariciava os cabelos do maior, tentando normalizar a respiração ofegante. Agora sentia-se meio dolorido, suas costas doíam um pouco e sabia que logo o quadril a acompanharia, mas nem se importava.

— Você não me respondeu — Daiki falou, quebrando o silêncio do recinto, enquanto levantava o rosto para encarar Kise — Vai namorar comigo ou não?

Por segundos tudo ficou quieto e tenso, o loiro encarou o moreno incrédulo, logo se recordando do momento que o mesmo lhe propusera o namoro pela primeira vez.

— Mas, Hein?!

~*~

— Konnichiwa ~Kurokocchi! — exclamou, abraçando o azulado pelo pescoço, sorrindo largamente — Adivinha quem está namorado o Aominecchi! Adivinha, adivinha!

— Konnichiwa, Kise-kun — o menor cumprimentou — Aomine-kun finamente fez o pedido?

— Sim, sim! Isso não é maravilhoso?

— E como foi? — Kuroko perguntou, visivelmente interessado nessa questão.

Ryouta então se calou, corando ao lembrar da situação que se encontravam no momento do pedido. Até mesmo poderia ouvir, seus próprios gemidos soando em sua mente.

— Kise gemeu muito durante o pedido, Tetsu — Aomine respondeu, invadindo a conversa alheia.

— Aominecchi!! — repreendeu, encarando-o mais vermelho que um tomate.

— Gemeu? — Kuroko perguntou, encarando o moreno.

— Kurokocchi! Não caia na dele!

— Gemidos? Por que caralhos você está falando de gemidos com o meu namorado, Ahomine? — Kagami se meteu, encarando feio o outro.

— Por Deus! Parem de falar dos meus gemidos! — Kise gritou, só então lembrando que estavam no meio da rua e agora, todos ao redor o encaravam.

Era carma. Só podia ser carma.

Notas finais
E fim! Acabou o capitulo e aqui, eu gostaria de dizer que: A FANFIC TERÁ CINCO CAPITULOS, EHOOOOOOO !! Pois é minhas amoras, a ideia inicial de cinco capítulos voltou! Esta linda e maravilhosa aqui, dentro da minha cabeça e sendo posta no papel! Espero encontrar todas vocês nos próximos u-ú Mas, enfim! É isso! Espero que tenham gostado e que o lemon não ficou tão bosta como acho que ficou kkkkk da pro gasto mesmo? :'D Espero que sim ;-; Beijinhos suas lindas!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.