Perdição
1 Capítulo Um
Notas iniciais
"Amor — Definição: Carinho, afeição, sentimento. Exemplos de amor: Amor de mãe, amor de irmão, amor de amigos, amor entre pessoas do mesmo e/ou sexo diferentes."
Ás vezes nos perguntamos o que é o amor, mas sem realmente procurar saber o que essa simples palavra significa. No dicionário, sabe o dicionário? Aquele livrinho dito por nós como irrelevante, que nossa professora de português -ou no caso, japonês- da quarta série insistia em nos fazer usar durante suas aulas? Lembra dele? Bom, no dicionário encontramos que a palavra "Amor" significa afeição, carinho, sentimento e mais vários outros sinônimos alheios. Podemos dizer também que amor é uma simples palavra composta por quatro letras, sendo estás, duas consoantes e duas vogais. Mas, assim como no dicionário, a definição de amor não é algo tão simples como quantas letras a palavra é composto ou quantas vogais/consoantes possui. Não, nunca seria.
Amor... Amar é muito mais do que isso. E ele, mais do que ninguém sabia bem.
Ele não era alguém estudioso. Não, melhor dizendo, ele não era do tipo que se matava estudando ou se preocupando demais com os estudos. Podia se dizer que se preocupava com o basquete o suficiente para sempre estar na média e poder continuar jogando em seu time, mas não se importava realmente em sentar-se a uma mesa e ler, ler e ler qualquer tipo de livro apenas para aumentar sua inteligência ou coisa parecida. Por esse motivo que vê-lo sentado em uma das mesas da biblioteca de sua escola, já era de despertar a curiosidade não só de alunos, como dos professores e até mesmo da diretoria, até porquê ele não era um aluno qualquer, certo? Ele era Aomine Daiki! O "Ás" da Touo e claro, um antigo titular da Teiko. E o fato de Daiki estar sentado em uma das mesas da biblioteca -uma das mais escondidas entre as prateleiras, para ser mais exata- era surpreendente para todos, até porquê como eu mesma havia dito, ele não gostava de ler, não tinha por que estar ali, mas... Havia algo que surpreendia mais, afinal:
Aomine Daiki não estava apenas sentado em uma das mesas da biblioteca de sua escola, como também levava consigo um livro.
Sim, um livro. Pequeno o bastante para caber na palma de sua mão e grosso, bem grosso para um livro daquele tamanho. Talvez, chegando mais de perto seria possível ver que o livro na verdade era um dicionário. O que Aomine Daiki estaria fazendo lendo um dicionário? Simples! Ele queria saber o que era o amor, oras!
Mas, por mais que pesquisasse era como se não fosse o bastante. Pesquisou sobre a palavra "Gostar", como também sobre a palavra "Apaixonar", " Apaixonado", "Paixão" e claro "amor".
Mas ainda não era o bastante, ainda não batia com o que sentia. Não era uma simples afeição ou carinho, não era algo como quantas consoantes e vogais possuíam. Era mais, muito mais.
— Maldição! — ele praguejou, soltando o pequeno objeto com força sobre a mesa. Odiava taaaaanto não ter respostas...
— Shhh — ouviu falarem, mas assim como sempre fez, o moreno ignorou.
Queria entender porquê se sentia daquela forma. Desde aquele jogo, desde aquele maldito jogo a qual lhe fora prometido que uma cópia de si mesmo lhe derrotaria, que ele se sentia daquela forma.
Estranho.
Seu coração enlouquecia no peito apenas por lembrar daquele dia, claro que não era pela emoção de ter um adversário que quase o venceu, o que acontecia com Aomine não era algo tão complexo como ele pensava, era bem simples até. Ele apenas não entendia essa simplicidade. Toda aquela tensão que havia sentido ao ser divinamente copiado, e se você acha que é aquele tipo de tensão que aparece quando estamos prestes a perder um jogo ou coisa do tipo, ah meu caro... Você está redondamente errado.
Podia se dizer que a tensão que o moreno sentiu apoderar-se de seu corpo, era parecida com aquela de quando a garota mais gostosa da escola faz doce, mas mesmo assim está louquinha para liberar. Ou no caso, garoto. Um garoto de uma beleza incrível, um estilo único e um corpo que fazia até mesmo o moreno delirar.
Desafio. Aomine sempre adorou desafios, e não podia negar que aquele jogo fora um dos melhores que já jogara. De inicio, pensou que todas aquelas emoções e vontades estavam sendo confundidas por conta disso, pensou que, como havia achado alguém que o divertisse em quadra -e que Aomine adoraria que divertisse em um quarto também, diga-se de passagem- o fez sentir toda aquela... Hm... Atração tanto física, quanto sentimental. Na cabeça de Aomine, essas confusões sentimentais era total e unicamente por conta dessa paixão por desafios.
Okay, não havia desculpas para isso, Daiki que era do tipo de não reconhecer a verdade e ter orgulho demais para aceitar estar apaixonado.
Se Aomine era gay? Bom, bissexual seria o mais apropriado para o mesmo afinal, há tempos que ele se relacionava tanto com garotas quanto com garotos -sendo sempre o ativo claro, como o próprio rapaz dizia "gosto de foder, não de ser fodido"- E por isso, se você pensou que ele estava confuso porque estava atraído por outro garoto, você errou novamente. Na verdade, Daiki estava confuso pelos sentimentos que andava sentindo em relação ao outro, afinal, para ele, era algo realmente novo.
"Amor".
Afinal, o que era o amor? Não sei para você, mas para Aomine Daiki, era algo um pouco irritante.
— Aominecchiii!~
Coração batendo forte, mãos suando, arrepios indo e vindo por sua coluna. É... Talvez um pouco seja exagero, muito, muito irritante seria o certo.
Um par de braços enlaçou o pescoço do moreno num abraço forte, a cabeça do rapaz foi de encontro a um peito plano e musculoso e o cheiro suave de algum perfume masculino importado invadiu as narinas do jogador. Quase que instantaneamente seu coração pulou enlouquecido em seu peito, havia fugido desse momento desde o dia do jogo, Daiki queria evitar contato até entender o que estava acontecendo, e como eram de escolas diferentes até que estava funcionando. Bom,estava. No passado.
— O-oe Kise! — exclamou, segurando os braços do loiro, na tentativa de soltar-se do aperto sufocante — M-me solta!
Logo o aperto se desfez e Aomine pôde respirar aliviado enquanto massageava seu pescoço. Havia se esquecido de que por mais afeminado que Kise poderia ser ele ainda tinha músculos, era um atleta oras. Ouviu a cadeira ao seu lado ser arrastada e então o loiro sentou-se a sua direita, soltando um suspiro de cansaço, não pôde deixar de se perguntar o que ele havia feito antes de aparecer por lá, na verdade, desde o jogo que o moreno vivia se perguntando o que o outro estava ou poderia fazer durante o dia, fazendo Daiki sempre ter pensamentos absurdos sobre isso, como por exemplo, em Kise fazendo ensaio fotográfico para alguma revista pornô gay -algo que no fundo incomodava o moreno, apenas de pensar-. Bom, se tratando de Kise, quase tudo era possível, até mesmo uma gravidez psicológica masculina. Afinal, é de Kise que estamos falando, certo?
Apoiando o cotovelo sobre a mesa, Kise passou a encarar o maior enquanto sustentava aquele seu sorrisinho simpático, típico do seu dia-a-dia no rosto.
Sorrisinho este que, Daiki passou a julgar como sexy e provocativo. Para Aomine, tudo no loiro o provocava, desde os tempos da Teiko.
— Que saudades de você, Aominecchi!~ Não nos vemos desde o jogo! — o loiro exclamou, com sua costumeira simpatia e alegria.
— Hm... -murmurou sem encará-lo, sabia que ficar perto demais do loiro era...Perigoso.
— Você gosta de se esconder pelo jeito! Estava te procurando pela escola inteira! — ele riu levemente, apoiando o rosto sobre a mão que descansava na mesa.
Tudo o que Daiki fez, foi menear a cabeça positivamente enquanto pegava o dicionário novamente. Tentava distrair sua atenção para qualquer coisa que não fosse o loiro ao seu lado. Estava tenso, e era impossível não estar, naquele momento Aomine segurava-se para não fazer nada de... Ahn... Imprudente. Estavam em público, não é?
— Oe, Aominecchi... Está tudo bem? — perguntou, passando os olhos pela postura rígida do moreno. Não se lembrava de já ter visto o maior tão tenso.
— Sim Kise. — respondeu, ainda sem encará-lo — O que faz aqui?
— Kaijo veio para um amistoso contra a Touo — ele respondeu aproximando-se um pouco do moreno — Você está estranho... — sussurrou, aproximando seu rosto do de Aomine sem que o mesmo percebe-se com o intuito de observá-lo melhor. Estava intrigado com a situação atual do moreno.
— Estranho co- Oe Kise! — exclamou, ao virar-se e se deparar com Kise a centímetros de si. Ah, perto demais, perto demais!— O que está fazendo?!
Kise semicerrou os olhos, enquanto ainda encarava-o, Daiki fez menção de afastar-se do loiro e para mantê-lo no lugar, Ryouta segurou o braço do mesmo aproximando-se mais um pouco. Algo de estranho havia com o seu ex-companheiro de time, e ele estava disposto a descobrir o que era. Afinal, Kise não havia aprendido que a curiosidade matou o gato.
Merda, merda, merda, merda! Mil vezes merda! Porra!
O coração disparado, o ar intercortado, os músculos rijos e aquela súbita vontade de pegar o loiro pelos cabelos com força e tomar os lábios finos com fúria. Ah! Aomine sentia o desejo queimar-lhe a pele!
Controle-se!
— Me solte Kise! — resmungou, olhando em volta atrás de uma única alma viva, que ele pudesse usar como desculpa para afastar o loiro de si.
Ninguém. Não havia ninguém.
Porra!
— Aominecchi... — chamou manhoso — Você está muito estranho...
Manha. Aomine nunca havia gostado de manha antes, sempre se incomodava com as meninas que faziam manha na tentativa de excitá-lo ou coisa parecida, mas ouvir Kise chamar por seu nome de forma tão manhosa fez com que todos seus pelos se eriçarem, o baixo ventre do rapaz formigou e Aomine sabia bem o que estava acontecendo.
Alerta vermelho. Puta que pariu!
— Eu estou bem! — exclamou, quase em desespero. Quase— Agora afaste-se de mim caralho! Me larga!
Kise formou um enorme bico, esboçando a feição chateada mais forçada que um dia Aomine viu, e ele não pôde controlar seu coração de falhar uma batida. Naquele momento, Kise mostrou-se tão... Adorável aos olhos do moreno que Daiki sentia que poderia morrer com toda aquela... Fofura.
Mas, tão cedo a fofura apareceu, os pensamentos nada castos invadiram a mente do maior, imaginou Kise como um anjo, puro e imaculado, a qual ele estava louco para sujar e profanar. Apenas de pensar no loiro, fazendo-se de inocente enquanto descia por seu abdômen com beijos carinhosos e mordidinhas leves, até alcançar a pulsante parte de seu corpo onde acariciava, apertava, chu...
Cerrou os punhos e quase, quase socou a mesa ao seu lado. Sentiu a formigação em seu baixo ventre intensificar e suas roupas se tornarem incômodas. Não estava mais em alerta vermelho, já entrara em código preto¹. Aomine precisava afastar o loiro de si, antes de acabar agindo como um...
Você não é um animal, você não é um animal, VOCÊ NÃO É UM ANIMAL!!
Viu Kise resmungar algo sobre ele ser um idiota e afastar-se do mesmo com uma feição emburrada. Aomine suspirou aliviado, talvez estando com certa distância do loiro, ele pudesse se controlar melhor. É... Talvez.
— Eu só estava preocupado com você, seu grosso! — o loiro resmungou.
— Grande e grosso. Obrigada.
Ah, Aomine não podia perder a piada. Não que fosse mentira, ele se orgulhava imensamente do que tinha entre as pernas, mas piadas sujas sempre foram seu forte, não podia simplesmente deixar essa passar. Qual é, estamos falando de Aomine Daiki!
Um sorriso malicioso surgiu e o coração de Daiki falhou mais uma batida, naquele momento ele soube que cavara sua própria cova. Aquele sorriso malicioso que sambava no rosto de Kise, aquele maldito sorriso malicioso fez um arrepio subir pela espinha do moreno, deixando-o eriçado e igualmente animado. Sabia o que o loiro faria, e sabia que por mais brincadeira que fosse não conseguiria se controlar.
— Oh, grande e grosso Aominecchi? — Ryouta tornou-se a se aproximar do moreno, mordiscando o lábio inferior sensualmente, sem desviar os olhos do de Daiki, queria brincar um pouco com o maior, assim como faziam na época do ginásio. Pobre Kise, mal sabia ele que estava prestes a se arrombar. Literalmente. — Posso conferir se é mesmo isso tudo?
Lá se foi um nível de lucidez, pulando do mais alto abismo e se perdendo naquele mar do esquecimento.
— Se for conferir usando essa sua boquinha gostosa, eu não vou ter objeções.
Cala essa boca, seu animal!
Corado. Kise corou e seu sorriso malicioso só aumentou, deixando Aomine a um fio de ceder a aquele desejo insano que o consumia.
Ah, santa Mai-chan de cada dia, livrai-me dessa tentação!
Kise riu, pousando as mãos nas coxas do maior enquanto continuava naquela "brincadeira". Não podia negar que sentia um "quê" a mais naquilo tudo, não somente em seu corpo -que "estranhamente" estava reagindo animadamente as insinuações do antigo companheiro de time- mas, o sorriso malicioso e o olhar predador que dominavam o rosto de Aomine, mostrava a ele que no fundo, toda aquela brincadeira tinha um fundinho de verdade.
"Kise colega, não havia apenas um "fundinho". Toda a brincadeira era verdadeira, você que é lerdo demais para perceber."
— Sabe... Aominecchi... — começou, aproximando-se do rosto do moreno, logo sussurrando no ouvido do mesmo — Tenho algo mais apertado, pra poder conferir seus atributos... Apertado, quente e molha...
Filho da puta!
Foi o limite. Aomine, deu tchau para toda sua sanidade e ele mesmo a chutou do precipício, naquele momento um grande " foda-se " passava por sua mente, havia se segurado demais, demorado demais, não iria agora parar o que o loiro decidirá começar. Com rapidez, ele puxou o menor contra seu próprio corpo, fazendo-o sentar sobre seus joelhos. O sorriso malicioso se mantinha ali, firme nos lábios levemente ressecados do maior, enquanto o olhar de predador se intensificava.
Ah Kise... Pobre Kise...
Surpreso. Era assim que Ryouta se encontrava, extremamente surpreso, esperava tudo até mesmo um soco vir do moreno menos aquilo. Por segundos pensou que aquela atitude não passava de mais uma brincadeira, mas o olhar que Daiki lhe lançava logo o fez tirar essa ideia da cabeça. Sentiu os pelos de sua nuca se eriçarem com aquele olhar, e uma sensação gostosa tomar seu corpo aos poucos.
— A-Aominecchi! — exclamou, corando ao sentir o outro aproximar mais os corpos — O-o que está fazendo?!
Uma risada sarcástica escapou e Kise sentiu a respiração quente do outro sobre sua orelha, arrepiou-se completamente e gemeu em surpresa quando Daiki mordera o local, seu baixo ventre formigou de leve e Kise corou mais.
Ah... Estava fodido! Totalmente fodido! E literalmente também.
— Você disse que queria conferir o meu tamanho, não disse? — sussurrou, lambendo o lóbulo do loiro e ouvindo-o suspirar, sua mão esquerda agarrou a mão direita do rapaz e sorrindo contra a pele do menor, ele a direcionou até seu membro semi-eréto -e infelizmente, ainda coberto, diga-se assim, de passagem- fazendo-o mexer o braço em uma tentativa vã de tirar a mão dali — Então confira.
Kise tentou afastar o moreno com a mão que estava solta, apoiando-a no peitoral do outro e empurrando-o, mas aquela resistência por parte dele apenas fez Aomine rodear a cintura do mesmo com sua mão direita e apertá-lo com certa força, forçando-o a se manter ali no colo direitinho. Do jeito que queria.
— A-Aomine... Cchi... — sussurrou, corado enquanto sentia Daiki lamber seu pescoço. Tentou retirar sua mão do membro do maior mais uma vez, mas tudo o que recebeu em resposta foi um aperto forte em torno de seu pulso. Sentia que as poucas carícias que recebia do outro, já lhe tiravam a lucidez e a formigação que sentia em suas áreas baixas aumentava gradativamente, precisava parar antes que tudo acabasse se tornando perigoso— P-pare... — sussurrou mordendo o próprio lábio, para reprimir um gemido causado pela mordida de Aomine em seu pescoço — P-pare, A-Aominecchi...
— Parar? — o outro respondeu, parando brevemente o que fazia para encarar o rosto de Kise — Você me provoca a esse ponto, e depois me pede para parar? — a mão que estava nas costas do loiro, subiu até a nuca do mesmo onde os dedos se enlaçaram com os fios dourados — Cale a boca, e arque com as consequências.
Kise teria retrucado, até mesmo havia aberto a boca para fazê-lo, mas Aomine fora mais rápido e para calar o loiro ele o beijou, já aproveitando que Kise estava de boca aberta para então invadir a cavidade com sua língua. A mão enlaçada aos fios loiros prendeu-se na nuca do rapaz enquanto ditava um ritmo violento e urgente ao beijo. Mordidas aqui e ali surgiram, arrancando gemidinhos manhosos do menor e enlouquecendo ainda mais Daiki, que segurava o loiro apertando as curtas madeixas com força, mantendo o beijo afoito. Kise sentia-se no paraíso e Aomine delirava com aquele sabor tão único, queria beijá-lo sem parar, por toda a vida quem sabe, mas logo o ar faltou em seus pulmões e com muito custo, o moreno separou seus lábios do de Kise, deixando um fio de saliva entre ambos.
Vermelhos. Vermelhos e inchados, a boca de Kise nunca esteve tão tentadora a seus olhos como estava agora. Aomine capturou os lábios do outro em mais um beijo, explorando a boca alheia com seu músculo ousado e se deliciando com os gemidos que Kise ora ou outra deixava escapar. Semi-abrindo os olhos, ele finalizou o beijo enquanto sugava de leve o lábio inferior de Ryouta, a cena que viu fez seu membro pulsar. Rosto corado, olhos semi-fechados, transbordando luxúria e aquela expressão de excitação que fodia com o psicológico de qualquer um.
Oh, hot. Very, very, very hot.
— Alguma objeção? — sussurrou com malicia, fechando sua mão direita e prendendo as madeixa entre os dedos, fazendo-o gemer.
Um puxão de cabelo fez o loiro inclinar a cabeça para trás, deixando o pescoço totalmente exposto para Aomine, que sem perder tempo atacou a pele exposta com vontade mordendo e lambendo, chupando e beijando. Se ficaria marcas? Claro que ficaria. Se Daiki se importava? Claro que não. E Kise? Ah, esse já havia abandonado a ideia de fazer doce, após aquele beijo.
— Não — Kise sussurrou como resposta a pergunta do moreno.
O loiro segurou o membro pulsante de Daiki, massageando-o mesmo sobre o pano. Kise havia desistido de resistir. Queria aquilo, queria até mais do que Aomine, e sabe-se lá há quanto tempo. Que foi? Aomine era uma delícia e a carne é fraca. Ninguém é de ferro e Kise, não seria o primeiro a ser! Ao notar a falta de resistência, o moreno soltou o pulso de Kise, logo puxando a gravata do mesmo de seu pescoço e jogando-a no chão, em resposta, Kise abriu a camisa de Aomine com certa pressa, arrebentando alguns botões que voaram pela biblioteca.
Um risinho malicioso escapou: — Isso tudo é pressa? — Daiki perguntou, invadindo a camisa de Kise com sua mão esquerda — Hn?
Não houve resposta, o loiro mordia a boca enquanto Aomine circulava os mamilos do mesmo com os dedos, focando-se em distribuir chupões pelo pescoço alheio. Ryouta rebolou em seu colo, gemendo manhoso como um pedido por mais. E Aomine acatou.
Cessando brevemente as carícias, Daiki segurou o loiro pelos quadris e o içou para cima, levantando-se junto e então o depositando sobre a mesa, suas mãos trataram de arrancar o casaco do mesmo, jogando-o em algum lugar que não lhe importava naquele momento, seus lábios apossaram-se violentamente dos do menor, iniciando um beijo necessitado e excitante e quando o moreno estava prestes a arrancar a blusa de Kise, a porta da biblioteca se abriu.
— Dai-chan? Ki-chan?
Porra Satsuki!
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