Notas iniciais
Então, historia antigaaaaaaaa(...) pra caramba! Uma das primeiras que eu fiz. Eu não mudei nada nela, nem uma virgula XD
Não é a minha favorita e na verdade falta mta coisa nessa coisinha heuehueheu.

OBS: As partes em NEGRITO e ITALICO se passam ao mesmo tempo '-' *quase esqueci de avisar*

-Finalmente, férias! – Eliza disse em frente à porta de seu apartamento, no edifício St. Ange, em Ashfield.
O apartamento era pequeno, simples e aconchegante, exatamente tudo o que precisava!
Eliza abriu a porta e soltou um suspiro, olhou em volta, tudo estava arrumado e do mesmo jeito de sempre. Uma estante perto da janela, os sofás, uma mesinha e..
-O sr. Coelho? – disse ela um pouco surpresa por seu coelhinho rosa de pelúcia estar em cima da TV, em frente aos sofás. – O que o sr. está fazendo ai?
Ela o pegou e o abraçou docemente. O Sr. Coelho, foi o último presente que recebera de seu irmão mais velho há alguns anos atrás, o encarou novamente
-Ah Sr. Coelho, hoje faz exatamente um mês que ‘aquilo’ aconteceu... Ainda bem que eu tenho você pra matar um pouco a saudade... -Disse jogando sua bolsa e seu casaco no sofá – Bem, se você hoje quiser passar a noite aqui na sala tudo bem! Hoje eu vou dormir mais cedo. Até amanhã!
Eliza foi em direção ao pequeno corredor que dava ao quarto. Ela abriu a porta a sua direita, entrou no banheiro e rapidamente tomou um banho cantarolando uma musica qualquer. Do banheiro ela saiu com uma camiseta branca que dava em seus joelhos. Ela voltou para sala e viu o seu coelhinho, ali quietinho, em cima da TV. Deu um sorriso e foi em direção à porta no final do pequeno corredor.
O quarto era bem simples. Na parede onde a porta abria, havia um guarda roupas pequeno e branco, em uma das portas havia um espelho. Na parede à frente da porta havia uma janela e embaixo dela uma escrivaninha com um laptop, uns papeis e uma cadeira. Na parede oposta do guarda-roupa havia uma cama de casal encostada da parede também branca. Ao lado desta, um criado-mudo com um abajur rosado, um copo de água, um frasquinho de comprimidos e uma porta retrato com a foto de um rapaz com um olhar e sorriso tão calmos que parecia algo divino.
Eliza se sentou em sua cama, pegou um comprimido do frasquinho e bebeu com a água. Pegou o porta-retrato e o beijou.
-Boa noite Mark!

I

-Mas... onde... eu estou?
Foi a única pergunta que ocorreu na cabeça dela naquele exato momento. Há um segundo atrás ela estava em seu quarto pronta para dormir e, em um piscar de olhos, ela surge em um corredor mal iluminado que cheirava uma mistura de podridão e ferrugem.
Algo não estava certo, como ela apareceu ali? Ela não se lembrava de nada. Ela estava exatamente quando foi dormir, com a camiseta branca que dava em seus joelhos e...
-Descalça!
Imediatamente ela olha para o chão, ela sentia algo embaixo de seus pés, era bem frio, talvez um chão de metal, mas ainda sim havia algo a mais, parecia um liquido que na hora ela não conseguia distinguir por causa da falta de luz.
As paredes estavam em um estado lastimável, fora estar completamente descascadas, estavam mofadas. O cheiro que saia daquele lugar a fez sentir enjoada. Ela segurou a ânsia e começou a caminhar.
Ao longe, um barulho de metal sendo arrastado surge...


***

O sono de Eliza não estava sendo dos melhores, ela gemia sem parar e se debatia na cama. Havia começado a chover e os relâmpagos clareavam a expressão assustada em seu rosto.
Mas não havia nada para se preocupar, o Sr. Coelho estava em cima da escrivaninha, zelando o sono de sua adorada dona.

II

Eliza estava apoiada na parede tomando fôlego, já estava correndo por uma hora e nada do final do maldito corredor.
Ela tremeu, algo quente e grosso estava escorrendo da parede, fazendo assim, contado com seu braço direito e sua mão. Olhava para seu braço e mão ensangüentados. O grito teimava em ficar preso em sua garganta. Olhou para a parede e seu coração disparou. A parede estava pulsando freneticamente, como se estivesse tomado um susto com a nova presença no corredor, também sangrava.
Eliza ficou paralisada, não conseguia gritar e mal conseguia respirar, ficava olhando alternadamente para sua mão e para a parede sem parar, como se a cada vez que olhasse, aquilo fosse desaparecer e tudo voltar ao normal.
-N-Não.. – Foi tudo o que conseguiu dizer, quase sem voz, antes de sair correndo com lágrimas de desespero nos olhos.
Correndo por mais alguns minutos, finalmente encontrou uma porta. Tudo estava escuro, mas ela conseguia ver que aquele lugar não tinha saída. Ela se sentou em um dos cantos da sala recém descoberta, apoiando-se em uma das paredes, e começou a chorar abraçando seus joelhos, como uma criança.
O barulho de algo se arrastando ficava cada vez mais alto.


***

Eliza abriu os olhos, mas algo estava estranho. Parecia que ela não estava mais ali, naquele mundo. Ela se sentou e olhou para o seu coelhinho rosa. Os relâmpagos clarearam o quarto. Ele estava sangrando.

III

Há quanto tempo ela estava ali, naquela sala escura? Dias, meses, anos? Parecia a eternidade. A única coisa que se passava em sua cabeça era como sair daquele lugar maluco, o mais rápido possível!
Ela ergueu a cabeça, o barulho de metal sendo arrastado havia chegado a ela. Sua boca ficou seca, suas mãos suavam. Medo e Culpa se misturavam em seu coração.
-Mark...


***

Finalmente Eliza se levanta, e começa a caminhar para a sala, deixando sozinho o ‘Sr. Coelho’, em seu quarto, que não parava de sangrar.

IV

Ela arregalou seus olhos, dessa vez não por medo, mas por surpresa. A sua frente havia o que ela julgava ser uma ‘pessoa’. Ele carregava uma grande espada de metal meio enferrujado, mas o que mais chamou sua atenção é que no lugar onde haveria uma cabeça, havia uma forma triangular de ferro, como um capacete impedindo ver o rosto daquele ser estranho.
Aquela ‘pessoa’ ficou ali, como se estivesse esperando as últimas palavras da garota a sua frente.
-Mark... — ela disse olhando para seus pés imundos – foi tudo minha culpa não foi? — A resposta foi o silêncio profundo.
-Se eu não tivesse gritado com você aquele dia você não teria se... se... suicidado... – a última palavra saiu, com o máximo de esforço, como um sussurro — Me perdoe! Juro pra você que eu não queria fazer aquilo... mas... mas...- Lágrimas, ela o encara – Eu sinto muito... foi tudo a minha culpa...
Como saindo de um transe aquilo que ela julgava ser uma ‘ pessoa’ caminhou, vagarosamente com passos firmes, em sua direção.
-Muito obrigada... por tudo...
Foi a última coisa que disse antes da grande lâmina enferrujada atravessar seu peito.
Tudo escureceu.


***

Ela finalmente chegou à sala, abriu a janela e ficou parada na sacada. Por mais que a tempestade estivesse ‘caindo’ e batendo contra seu rosto, aquilo não a impediu de ver as estrelas.
-Muito obrigada... por tudo... – ela disse com um sorriso entre lágrimas, que a própria chuva lavava de seu rosto.


***

Amanhece em Ashfield, mas há algo errado. Em frente ao Edifício St. Ange uma multidão se aglomera. Em meio a ela, há um corpo de uma garota envolta em uma poça de sangue. Era Eliza. Ela havia se jogado do sexto andar durante a madrugada, mas apesar das faces horrorizadas, alguns não deixaram de notar... Ela sorria.

Notas finais
Tá ae! Não me matem lalala *corre*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!