Perdendo A Cabeça

6 Quando a consciencia tenta avisar


Notas iniciais
Gente, desculpem o atraso novamente tive alguns problemas que sempre aparecem no inicio do ano e inicio de semestre na faculdade...Bom espero que gostem e aproveitem o capitulo... Eu recomendo vocês ouvirem a música Ellie Goulding- Dead in The Water [http://www.youtube.com/watch?v=mDhfb8mSuH8] , porque ela tem a ver com o clima desse capitulo.
Beijos Pessoal,JullyLove.

Ikki acabará de ser dispensado, estava chegando em casa as duas da manhã, depois de mais um longo dia de trabalho no departamento. O moreno e seus amigos ficaram até meia noite tentando arranjar um jeito de saber quem era aquele assassino e o que ele queria. E pra terminar naquele mesmo dia teve o enterro do pobre rapaz que o 23 pegou por últimos.

Mal ligo a secretaria e ouviu um recado bem cruel de sua mãe, que dizia o quanto ele era infantil que eles precisavam conversar. O leonino gemeu baixinho de antecipação ao sermão que receberia de sua mãe, além de todo o questionário que ela faria, ele teria uma dor de cabeça tremenda.

Tomou uma ducha, tomou um lanche e foi deitar. Estava exausto, o dia fora longo e Barone resolveu que toda coisa mínima que antes não havia sido vista ou relatada era culpa dele, o motivo dessa implicância tinha nome. Saga, era o motivo de agora Barone não deixar o inglês respirar um pouco a mais do que ele próprio havia definido, o carcamano conseguia ser pior quando queria deixar alguém mais frustrado do que nunca.

O inglês dormiu, tranquilamente até que as oito da manhã recebeu um chamado importante e correu para delegacia. Correu ao encontro dos amigos, o carcamano estava com os olhos inchados de choro, algo estava muito errado. Skepis, Menezes, Fukushima, Zhou, Zhang, Roux, Vaskalia, Pervij, Anghelákia, Aguille, Phalke, Carlsson e seu irmão mais novo consolavam uns aos outros. Algo realmente estranho, não só os policiais, mas também legistas, promotores e jornalistas estavam ali chorando sem parar.

O moreno se aproximou de Shaka Phalke um dos legistas mais inteligentes e um dos melhores que conhecia,nunca o viu abatido.

-Shaka o que houve? – perguntou olhando para os amigos.

-É o Saga, Ikki ele.... – o legista não conseguiu terminar porque foi bruscamente interrompido por seu amigo e colega de laboratório Kanon.

-É culpa sua seu desgraçado, inglês metido a besta dos infernos. – o geminiano chorava muito mais que os outros, foi abraçado por Afrodite seu namorado.

-O que foi que eu fiz? – Kardia, Camus, Mu e Hyoga levaram o leonino pra sala de interrogatório antes que aquela delegacia virasse uma feira ao ar livre.

-Ikki onde você estava ontem a noite? – Camus usava o tão costumeiro tom de voz frio.

-Fiquei aqui até a uma da manhã, segui para casa e fui dormir. – respondeu sem entender o que acontecia. –Por que diabos vocês resolveram me interrogar?

-Ikki me dói muito te dar essa noticia, desse modo, mesmo sabendo que você irá negar a dor. –Mu era o que mais se compadecia da dor do amigo, sabia o que era ter que escolher entre o amor e a família. –Saga foi encontrado, por Kanon, morto no apartamento que estava morando, hoje pela manhã.

O inglês ficou desnorteado com a noticia, saiu da sala no mesmo instante, andava sem rumo pra fora do prédio. No trajeto até o hall ele pode ouvir as acusações de Kanon, as palavras de consolo dos amigos, Dite tentando acalmar o amante e Shun tentando ajuda-lo. A única coisa que o detetive fazia era chorar, caminhou em silencio até chegar no local onde ele e Saga ficaram a primeira vez, Central Park num local próximo a uma fonte. Aquele local lhe trazia boas memorias mais agora elas também seriam tristes, seu Saga lhe fora arrancado e nunca mais poderia dizer a ele o quanto o ama ou o pedir em casamento. Após um breve momento de distração escutou um barulho e fechou os olhos.

Ikki acordou chorando, fora o pior pesadelo que já teve na vida. Nunca pensou quem um sonho pudesse ser tão real ou quem sabe tão palpável. O rapaz não sabia por que tivera aquele sonho, mas uma voz la no fundo lhe dizia para não esquece-lo jamais.

-Ain já são cinco da manhã? –resmungou olhando o despertador, levantou irritado. –Odeio acordar cedo.

O leonino foi fazer sua rotina matinal, com uma sensação estranha no peito e a mesma o acompanhou por todo dia. O sonho e as palavras do seu chefe no dia anterior rodeavam sua cabeça e não parecia que ia parar tão cedo de pensar em tudo que envolvia seu coração.