Perda

1 Depois do impossivel


Notas iniciais
Pessoal, eu quero que todos vocês entendam que esse texto é inspirado em um sentimento de perde muito grande, como o da morte de uma mãe, ser tão especial na vida, ou do fim de um amor profundo, que já deixou muitas marcas no coração para serem apagadas.

Quando você perde alguém a vida se torna muito mais repetitiva.

Seus sonhos passam, como promessas de melhoras não cumpridas, ondas flamejantes num mar intenso e enfurecido, que não contem mais nada. Esperanças que antes eram tudo, se tornam perigosas doenças contagiosas, envoltas em papel de presente velhos e acabados, coisas ultrapassadas. Os desejos, sempre tão contidos e inexpressivos, se tornam furacões em chamas, derramando líquidos pegajosos pelas bordas do seu buraco vermelho, soltando faíscas venenosas ao ar.

O que era um lindo dia de sol – brilhando com cristais ao norte e ao sul, derramando águas límpidas e frescas em chafarizes e cantando com brisas suaves e aconchegantes – se torna um nebuloso entardecer, contendo fechadas nuvens ao céu, sem mais pureza ou frescor nas fontes (todas afogadas em negro e brilhoso liquido) enquanto qualquer ou único vento se torna um maldoso gracejo ensurdecedor.

As horas passam longas e entediáveis, enquanto os ponteiros giram, pesarosos, contando seu esperado tit-tac sem valor.

Você já sente o frio chegando, com um vazio profundo e marcante, abrindo entranhas e penetrando órgãos, queimando insignificante alegria energética, até virar pó.

E o silencio sorri ao longe para ti, baforando hálitos fedorentos e dentes podres, cavernosa risada que repica pelas paredes e te trás arrepios, repletos de dor e solidão.

Olhos sem foco, perdidos em escuridão escassa, presos em magoa e rancor.

Boca seca e calada, que á muito cansou de choramingar gritos desesperados, que agora apenas podem continuar em seu coração, silenciosa sofreguidão.

São meses e meses passados sem luz, repletos de lembranças esquecidas ou, talvez, aniquiladas de vez pela certeza do Adeus.

Anos, nunca voltando atrás, lagrimas sozinhas e olheiras escuras que não te deixam em paz.

“A vida, se olharmos com fria atenção, não passa de um gracejo vazio e estúpido!”.

Notas finais
Olha, eu escrevi isso de coração, quando tava sentindo exatamente o mesmo que o texto fala, então, se alguém se identificou, ou se apenas gostou ou até não achou nada ver, eu gostaria MUITO que deixasse um review.
Eu garanto que ia ficar MESMO FELIZ. *.*

Beijinhos,
Lice.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!