Notas iniciais
Apreciem.

Se há, mais ou menos, um mês me dissessem que eu sobreviveria a uma profecia impossível, com certeza, eu não acreditaria e se me dissessem que além de sobreviver, eu iria estar debaixo das águas do lago de canoagem, dentro de uma bolha de ar, beijando-a. Definitivamente, aos poucos, eu iria me afastar dessa pessoa, pois normal ela não seria. Mas, por incrível que pareça, por mais fictício isso possa soar, tudo isso aconteceu.

E embora eu possa senti-la nos meus braços neste instante, como uma prova de que nada disso é ilusão, eu ainda não consigo acreditar. Assim, meio zonzo, meio anestesiado, por um motivo alheio à minha vontade, Annabeth se afasta um pouco de mim.

— Hãn... Algum problema? – Pergunto um pouco queixoso, e percebo ela levantar o canto do lábio relutantemente, em um minúsculo sorriso.

— Bem... – Annabeth baixa os olhos, limpa a garganta e então volta a me encarar. — Acho que já passamos muito tempo aqui debaixo, não quero que tenhamos problemas com Quíron ou, pior, com as Harpias.

— Ahh sim... Claro, claro e... Você tem que se secar também! Sabe...? Não tenho esses problemas. — Digo sarcasticamente, o que enseja uma cotovelada nas minhas costelas.

Annabeth estoura nossa bolha e nada para a superfície. Eu a acompanho tranquilamente, de modo tão fácil e natural como respirar. Subo o píer e a ajudo. Olho ao redor, o acampamento está silencioso e tranquilo, enquanto ela passa as mãos nos cabelos e na camisa para escoar mais o excesso de água.

— Eu vi esse risinho nos teus lábios Percy. Não é nada engraçada essa situação, cabeça de alga idiota. – Annabeth diz de um modo tão indignado e ao mesmo tempo meio maravilhado, que não me controlo e rio abertamente.

Ela rola os olhos e passa esbarrando duramente no meu ombro. Rapidamente, ando para acompanha-la, chego ao seu lado e percebo que ela também está sorrindo, e, também, percebo outra coisa que raramente vi nela nos últimos anos, vejo felicidade. Annabeth entrelaça seus dedos nos meus e fecho-os apertadamente, enquanto caminhamos lentamente na direção dos chalés. Nunca tive problemas em me comunicar com ela antes e sempre me senti confortável na sua presença. Mas agora, a situação está bem mais... Diferente. Não diria complicado, porque não é, porém o meu nervosismo não me ajuda a clarear a mente.

Chegamos ao chalé dos filhos de Atena, escoro-me na beirada da fonte decorativa em forma de coruja, que fica em frente do prédio. Annabeth se escora ao meu lado e ficamos assim por alguns minutos, meio desajeitados sem saber muito que dizer. Olho-a esguelha e percebo que seus pensamentos estão um pouco longe, fato que me chateia um pouco.

— Alguma coisa lhe incomoda? – Annabeth pisca algumas vezes, olha para os pés, enquanto sua boca se abre para receber um pequeno suspiro.

— Não, de modo algum, muito pelo contrário. – Ela desencosta da fonte, encara-me nos olhos e vejo novamente aquele vislumbre de felicidade. Sorrio de volta, inclino-me e a beijo. – Bem, tenho que ir entrando, Percy. Amanhã temos um longo dia de atividades. Durma bem.

E assim, sem esperar por alguma resposta, ela me dá um beijinho de canto e vai embora, deixando-me com os grilos.

— Boa noite para você também. – Digo para ela, mas ao invés disso, quem escutou foi a porta.

Isso foi meio estranho, porém não posso culpa-la ao longe escuto o som das harpias se aproximando. Sem esperar para cumprimenta-las, eu vou para o meu chalé, o mais depressa possível.

Despertador toca, com relutância abro os olhos. Grover está sentado na beirada da minha cama conversando com Tyson.

— Grover, o que você faz aqui tão cedo? Por que você está me olhando desse jeito? – Pergunto indiferente, muito desconfiado

— Hum... Nada não. – Ele diz sonsamente remexendo nos pelos da perna. — Só queria saber como foi o banho de ontem... — Grover deixa a frase no ar cheia de malicia. Olho para Tyson, que começa a tossir para desfaçar o riso.

— Você é bem malicioso para um bode ativista de flores e arco-íris. E você... – Aponto para Tyson, enquanto me levanto tentando demonstrar que eles não me intimidam — Vá tomar banho no rio Estige por ficar falando de mim com Grover. Fico deliciado por divertir vocês. – Digo remexendo a mão, apontado de um para o outro, em clara indignação. — Sem mais comentários!

Pego uma toalha, minha escova de dente, fecho a porta um pouco forte demais e caminho rumo aos banheiros. A água anuvia meu estresse e no lugar uma agitação totalmente diferente da costumeira hiperatividade se forma no meu estômago. Tento me acalmar, concentro-me nas atividades de hoje. Canoagem. Ótimo, sou bom nesse esporte. Depois acho que vou praticar esgrima com o chalé de Hermes. Mas todo esse esforço é inútil, as lembranças de ontem invadem minha mente profusamente.

Todo um susto quando alguém bate fortemente na porta da cabine do meu chuveiro.

— Oh Percy! Quer para de se ensaboar e sair daí. Tem outras pessoas querendo aproveitar a água quente. Não adianta, o cheiro de peixe podre não vai sair. – Disse algum garoto, provavelmente do chalé de Ares, as vozes deles são bem parecidas. Irritantes.

— Tá, já estou saindo. E para dizer que não sou um cara legal, posso garantir que a água ainda está quente. – Visto-me e saio da cabine.

Como já esperava, realmente era um filho de Ares. Corpanzil, olhos maldosos e rabugentos. Ele entrou na cabine resmungando. Assim, no momento que acabo de escovar os dentes, escuto o garoto gritar no chuveiro. Ele abre a porta furiosamente, rapidamente vou para a soleira da porta de saída e rindo digo.

— Só não disse que a água estaria quente para você. – Saio do banheiro apressadamente, rumo ao meu chalé.

Deparo-me com Grover ainda sentado na minha cama, olhando desoladamente para o nada.

— O que foi, cara? Por que essa cara de bode indo para o abate? — Esse último comentário o deixou meio irritado, o que não me incomodou, hoje estou pegando fogo com as revanches.

— É a Juníper... – Ele suspira cabisbaixo. — Não sei ao certo, ela anda meio diferente, mas não acho que eu tenha feito algo de errado... Será que ela está gostando de outro? Os novos sátiros que chegaram do estrangeiro fazem as ninfas das árvores perderem as folhas por eles. Maldito sotaques... Eles se acham que têm chifres de ouro.

— Ei, ei, ei... O que é isso? Deixa de bobagem... Você é melhor que qualquer um por ai. Provavelmente deve ser impressão sua.

— Não, não é... Eu a conheço, alguma coisa está diferente, posso sentir... Assim, como posso sentir que você está fritando os nervos. Calma, Percy. Deixe as coisas fluírem, não fica preocupado e tenso. Imagina que isso é como uma correnteza de um rio, assim é um relacionamento...

— Relacionamento? – Interrompo-o sarcasticamente.

— Qual é, Percy? Vai querer me enrolar sobre isso mesmo. Ou melhor, enganar a si. Bem, uma hora ou outra você vai perceber... – Ele para de falar, deixando a frase incompleta, enquanto analisa meu rosto. – Hum, quer saber? Deixa para lá. Nesses últimos dias você liderou os campistas como um herói e vencemos a batalha. Estamos bem e vivos...

— Tivemos muitas perdas, Grover.

— Sim, é verdade, infelizmente, e eles jamais serão esquecidos. O que quero dizer é para você seguir o fluxo da correnteza, não neurar. Não faz nem dois dias que você está junto da Annabeth e você sempre esteve com ela.

— Mas não dessa forma.

— Será que não? Bem, vou indo, tenho reunião do Conselho. Minha primeira reunião como conselheiro. – Grover diz estufando um pouco o peito. O que me deixa feliz. Eu estou orgulhoso dele, meu amigo bode lutou bravamente e merece o novo cargo.

Na área da prática de canoagem, avisto Tyson conversando com uma náiade do lago, enquanto arrumam os caiaques. Ao me aproximar percebo que há, pelo menos, cinco delas reunidas ao redor do meu irmão, o que é meio estranho. Elas me olham entre risinhos. Quando intenciono cumprimentá-las, elas desviam o olhar para algo atrás de mim. Imediatamente, suas feições se fecham e, desse modo, sem cerimônia alguma, elas caem no rio.

Viro-me a tempo de vê-la parar bem à minha frente. Vestida para a aula, com a blusa do acampamento laranjada igual a minha, mas com shorts mais curtos que os meus. Um poderoso frio, que não tem nada haver com o clima, percorre minha espinha. Pergunto se eu a afeto, pelo menos um pouquinho. Seus cabelos estão amarrados em um rabo de cavalo, dessa vez com as pontas sobre o ombro, seus olhos cinza brilham e seu sorriso... Nossa.

Simplesmente eu não consigo fazer outra coisa, se não olhá-la e sorrir também, mas tenho a impressão de que já estava fazendo isso antes mesmo de me virar. Então, percebo que ela não me toca e demonstra que não vai tomar iniciativa. Logo, sem esperar, mesmo porque não aguento, eu seguro suas mãos e ela entrelaça nossos dedos, o que me deixa feliz. No momento, em que me aproximo para beijá-la, algo quebra minha ação.

— Ufa Annabeth! Ainda bem que eu cheguei a tempo de salvá-la... — Clarisse fala passando a mão grandalhona sobre a testa em uma péssima encenação de alívio.

Annabeth percebe meu olhar de raiva e frustração antes de quebrar nosso contato visual e olha para a filha de Ares.

— Como assim salvar-me, Clarisse?! – Ela pergunta confusa.

— Cara, tem um véu de noiva babando tanto em cima de você, que chega a ser uma benção dos deuses você não estar se afogando nesse instante! – Em gordas e irritantes gargalhadas com seus irmãos, Clarisse foi se aquecer para a aula me deixando bufando com um ódio mortal.

Annabeth morde o lábio, se é para evitar o riso, eu não sei, em contra partida vejo Tyson de costas para mim com os ombros tremendo, em uma horrível tentativa de disfarçar o riso. Olhei para o irmão da Clarisse, o que eu deixei com água do chuveiro gelada, e compreendi. Era o troco e muito bem aplicado. Humilhado e querendo desesperadamente fazer alguma coisa, preparo-me para pular no rio.

Annabeth, prevendo meu gesto, evita que eu caia na água e puxando-me pela mão para bem perto, ela me beija, por um tempo significante, posto estarmos na frente de todos ali. O que foi ótimo para mim. São poucos os fazem isso em público aqui no acampamento, ou melhor, que assumiram... Algo. Não relacionamento, mas algo. Lógico, a Silena e o Beckendorf eram craques nisso, bem diferente da própria Clarisse e o corajoso do namorado dela do chalé de Hermes. Então, ouço profusos assobios, beijinhos estalados no ar, até que jogam um balde de água em nossas cabeças.

— Pelos deuses, Jackson, a aula vai começar. – Diz um filho de Hermes, olhando-me travessamente, enquanto jogava os restos dos pinguinhos do balde em nós.

Prontamente, Annabeth se posiciona ao lado do nosso caiaque, como se nada de diferente tivesse acontecido. Escutamos o instrutor ditar as regras da aula de hoje, que é um sátiro viciado em jogos de basebol e filmes de artes marciais. Bem simples, a dupla que completasse as cinco voltas, antes de acabar o tempo do cronometro, ganhava. Muitos lamentos e reclamações, principalmente do chalé de Ares, soaram entre os campistas. Afinal, covardia competirem com o filho do Poseidon.

— Ok, OKAY! Jackson, — diz o professor apontando o taco de basebol para mim – nada de manipular as correntezas para vencer a competição. – Concordo dando de ombros, tanto faz para mim.

Ao todo são quinze canoas. Alinhamos e preparamo-nos. Assim, para dar melhor equilíbrio e força, me posicionei no banco da frente e Annabeth atrás. É dada a largada. Rapidamente, nós ganhamos velocidade e a dianteira. Trabalhamos em sincronia, no modo automático. Logo, damos a primeira volta. Viro-me para traz a ponto de ver o rendimento de nossos adversários. Clarisse e Chris começam a discutir no meio da partida, ela fica reclamando que ele está fazendo a canoa girar.

— Não estou fazendo nada! Você que não sabe remar direito. – Chris retruca.

Tenho que admitir o cara é corajoso. Acusar a Clarisse de que não sabe fazer algo físico não é para qualquer um. Então, como se tivesse dado um estalo em sua cabeça, ela me avista e um sorriso travesso se forma em meu rosto. O instrutor falou que eu não posso manipular a correnteza para vencer, mas não mencionou nada sobre prejudicar os outros. Ou melhor, atrapalhar a Clarisse.

Ainda olhando eles tentarem se resolver, recebo uma remada de água na cara. Ao me virar, deparo-me com a Annabeth virada para mim, segurando um remo com uma mão e a outra cobrindo a boca, em uma fajuta encenação de culpada. Arqueio minhas sobrancelhas, descrente. Ela ri abertamente da minha cara. Um dos melhores sons do mundo.

— Para de atormentar a Clarisse, Percy. Vamos acabar logo com isso.

Detonamos a competição. O que já era esperado. No final da aula, os campistas se dispersaram para os seus afazeres. Annabeth começa a me ajudar a arrumar os caiaques no cais.

— Qual o sua próxima tarefa? – Ela me pergunta.

— Hum... Não sei, na verdade. O que você vai fazer?

— Bem, eu deveria ir estudar, o computador do Dédalo torna tudo muito interessante e não eu vi ainda nem um terço. Estou com ideias bem promissoras para reconstruir o Olimpo. – Annabeth diz com entusiasmo. E então olha para os caiaques alinhados no cais. — Vamos apostar uma corrida de caiaque, Percy?

Eu a olho desconfiado, ela sabe que eu a ganharia fácil. Então, percebo algo diferente no jeito dela, mas não detecto o que.

— Você sabe que eu vou ganhar brincando, né?

— Argh! Cabeça de Alga irritante, quer apostar a corrida ou não?

— O que eu vou ganhar? Porque você sabe que eu vou ganhar, certo sabichona?

— Eu digo em voz alta que o filho de Poseidon é melhor que a filha de Atena. Maaass, se eu vencer você é quem terá de fazer essas honrarias, combinado?

— Então, vai logo preparando seu discurso!

Rindo, entro no caiaque e a Annabeth no dela. A corrida será só de ida e determinamos que o ponto de chegada será o galho do enorme Salgueiro que fica próximo das margens do lago. Assim, no três demos a partida. Eu saio com facilidade, estou quase um caiaque inteiro de vantagem sobre ela, quando algo começa a me frear. O que é estranho, eu não estou conseguindo movimentar o barco com rapidez. Simplesmente, eu quase não estou mais saindo do lugar. Então, a Annabeth passa por mim com um sorriso de vitória no rosto.

— O que foi Cabeça de Alga, não sabe mais remar?! — Isso me deixa irritado e agoniado.

Não quero perder para ela, que já estava quase alcançando a chegada. Sem querer mais já fazendo, manipulo as correntezas, a proeza funciona, mas bem pouco, não do jeito que deveria ser. Algo extremamente errado está acontecendo e, o pior, escuto Annabeth cantar o grito da vitória. Ela vencera. Frustrado, começo a olhar a canoa e logo compreendo o problema, Tyson. Meu próprio irmão me trolando ao segurar meu caiaque, dando a chance de vitória para Annabeth.

Não estando eu nem um pouco contente, ouvindo as risadas de vitória dela e as gozações da nossa pequena plateia, que estava nas margens do rio, alguns campistas e sátiros, eu pulo do caiaque.

— Valeu aí, mano. – Digo ironicamente para Tyson.

— Foi só uma brincadeirinha, irmão. Ela me pediu com tanto entusiasmo que não deu para recusar. – Ele tenta se desculpar com um riso idiota na cara.

— Sei... Não deu para recusar, né? Ela vai já, já pagar por ter manipulado você.

— Annabeth é bonita. Eu não fui manipulado, foi bem divertido ver a sua cara de incompreensão e agonia. – Disse Tyson, enquanto passava a mãozona na minha cabeça e nadava para a orla.

Desta forma, ainda submerso, nado até o barco de Annabeth. E com meus poderes, facilmente balanço sua canoa e a viro, derrubando-a na água. Ela submerge praguejando em grego antigo, algo semelhante a babaca marinho e seus estúpidos poderes aquáticos. Pronto, isso é o suficiente para eu me sentir vingado. Eu começo a rir e grito para a plateia.

— Quem é o vencedor agora, hein? Quem?! – A torcida estava dividida entre assovios de apoio e vaias.

Nesse instante de distração, Annabeth aparece na minha frente jogando água com tanta força nos meus olhos e boca, que engasgo, o que é bem difícil, mas não impossível. Logo, ela começa a me empurrar para baixo pelos meus ombros, com peso do seu corpo. O que é inútil, já que eu não tenho problemas em ficar debaixo d’água mesmo que eu esteja ainda um pouco engasgado.

Percebendo isso, ela desiste e começa a emergir, devia estar cansada de nadar e remar. Então, a pego pelo tornozelo, prendo-a com um braço pela cintura e manipulo a água para nos lançar para cima. Para a surpresa dela, não paramos na superfície, voamos um pouco alto no ar e caímos de volta no lago. Foi bem divertido. A cada reclamação sobre morrer afogada, mais alto ficava minha risada, para irritação dela.

Sem mais conseguir resistir, Annabeth se rende aos risos. E em momento algum, eu afrouxo meu braço ao seu redor, mantenho-a colada em mim. Então, percebo a plateia se dispersar. Ótimo! É a minha vez agora. Assim, com minha outra mão, afasto uma mecha de cabelo molhado que está entre os seus olhos, os quais me olham atentamente. Toco sua bochecha, desvio os olhos dos dela para a sua boca, que se entreabre.

Meu coração pulsa um pouco mais rápido e percebo que a sua respiração ficar mais entrecortada. À centímetros dos lábios dela, olho de volta nos seus olhos, agora cinza escuros e intensos. Não sei o que ela viu nos meus, nem eu sei dizer o que ela pode ter visto, mas, de alguma forma, dá certo. Annabeth me beija fortemente. Trata-se de um beijo diferente dos outros, agora é mais conhecido e cálido.

Sinto-a entrelaçar uma mão em meus cabelos e pousar a outra em meu ombro, e assim ficamos. Na verdade, eu poderia ficar assim por um bom tempo, se não fossem nossas tarefas e pelo fato das náiades estarem beliscando o pé de Annabeth fazendo-a pular e se afastar um pouco de mim.

Subimos no caiaque e voltamos para o cais, nossa linha de largada. As náiades realmente machucaram o pé dela, estava vermelho e entendemos aquilo como um aviso prévio. Assim, com o braço sobre meus ombros, a levo para o chalé de Atena. Paramos novamente na frente da fonte de em forma de coruja. Annabeth se inclina e com um pequeno beijo, ela promete se encontrar mais tarde comigo para irmos almoçar e depois irmos para a aula de esgrima.

— Hãn... Annabeth, — Sussurro ao seu ouvido, antes dela se virar para ir embora. — você é a melhor!

Dou um beijo na sua bochecha e vou o para meu chalé, finalmente conseguindo deixa-la um pouco atônita. Ela merece ouvir isso, passamos por tanta coisa juntos e ela me salvou tantas vezes... Com certeza, é a melhor!

Notas finais
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