Percy e Annabeth - A Vida Continua

24 24 - Bananas de dinamite não são comestiveis


Notas iniciais
Olá pessoal ^-^ Resolvi postar esse cap pq vou viajar ainda hoje, e tava em duvida quanto a usar a postagem automatica ou nao. Whatever, vai agora mesmo... Nao tenho muito o que falar entao isso será rapido. A musica de hoje é You Sound Good to Me - Lucy Hale. Uma coisa mais country, diferente do meu habitual... Boa leitura ^^

Percy P.O.V

–Rápido! – grito – Pra janela!

Okay. Essa não foi uma de minhas melhores ideias. Ao chegar ao parapeito da janela, vejo no mínimo 15 operários com capacetes amarelos e óculos de proteção.

–Não temos escolha. Vamos por dentro – Annabeth agarra meu braço e dispara porta a fora – Droga!

Ao virarmos o corredor em direção da escada, vimos meia dúzia de caras implantando explosivos nos pilares do saguão lá em baixo. Pela quina da parede, aguardamos o momento para fugir dali. Até que Annie fala “agora” e nos esgueiramos pela parede, descemos as escadas, o mais silencioso possível, o que não foi fácil, pois aquela velha escada tava brincando com a nossa cara. A cada meio degrau, ela rangia mais ato. Já no primeiro andar:

–Certo o plano é o seguinte: Vamos esperar nos fundos do prédio até explodirem as pilastras para depois fugirmos – Annabeth avisa.

–E por que não fugimos agora enquanto é tempo? – questiono

–Por que vai dar muito na vista. Eles poderão nos ver e se você não se lembra, somos procurados pela policia. – ela esclarece – Quando as pilastras caírem vai levantar muita poeira, então esteja preparado para proteger os olhos, o nariz e a boca, pois vamos passar bem no meio sem sermos vistos.

Assinto. Novamente nos esgueiramos pelas paredes até chegar a um pequeno cômodo que acredito ser onde guardavam os produtos de limpeza das faxineiras. A porta que dava para fora estava trancada, então saquei a adaga de Annabeth e usei como grampo para destranca-la.

–Bingo!

–Parabéns Percy – Annabeth fala com um tom ligeiramente de desdém – não sabia que você possuía dotes de furto ou coisas do gênero.

–Tudo bem, mas vamos rápido. Ei! Espera um minuto. Cadê a Paloma?

Numa fração de segundos, toda nossa trajetória passou pela minha cabeça. Paloma saiu conosco do apartamento, desceu as escadas também, mas depois... Virei-me a tempo de vê-la escondida atrás de um pilar a alguns metros dos operários que instalavam as dinamites pelo prédio.

–Essa não! – murmurei.

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Annabeth P.O.V

Eu avisei para ela não fazer nada de estúpido e o que ela faz? Vai lá e tenta acabar com os operários que estão fazendo o trabalho deles.

Pensa Annabeth... Pensa... Primeiro teria que saber o que Paloma tinha em mente, saber se era grave ou não. Então, a vi pegar uma banana de dinamite e andar sorrateiramente com ela em baixo do braço.

–Em cinco minutos! – ouço alguém gritar do lado de fora da entrada.

Era exatamente o tempo que ela precisava. Percebi o que faria. Ela pretendia levar para fora o máximo de dinamites possíveis, para perto das máquinas de demolição e das pessoas inocentes. Paloma se assustava a cada passo que dava toda vez que as tábuas rangiam em baixo de seus pés. Não havia muitas opções do que poderia nos ajudar nessa hora.

O lustre. Imagino que quando esse lugar era mais bonito, arrumado e organizado, não tinha como não reparar no lustre. Agora era somente um monte de pedaços de cristais escuros com uma grande camada de poeira que se camuflava com o tom cinza do teto abobadado. Paloma estava na metade do caminho até o lustre, que se encontrava pendurado no teto no centro do saguão, e o fato de ela caminhar devagar para não ouvirem-na me dava tempo.

–Percy – chamei – se prepara para agarrar sua irmã e sair correndo. Mas tenha cuidado – acrescentei.

Ele assentiu.

Saquei minha adaga e respirei fundo. Olhei para Percy que estava em posição de largada de uma corrida olímpica. Fiz um sinal para ele que saiu em disparada. Lancei minha adaga em direção ao lustre, que foi se fincar onde ele ficava preso ao teto. A força e a lamina de bronze celestial de minha adaga foram suficientes para romper qualquer ligamento do lustre com o suporte de teto. Ainda consegui ver Percy agarrando Paloma pela barriga, que por sua vez, assustada, largou as dinamites. No momento que o lustre tocou o chão e se estraçalhou, abafou o som de qualquer coisa, os gritos de Paloma, a corrida de Percy, nossos passos apressados para sair do lugar; e como se não fosse o suficiente, resolveram explodir as dinamites bem nessa hora. Percy largou sua irmã no chão mandando-a correr o mais rápido possível para os fundos do prédio.

–Percy! O que você está fazendo? – gritei exasperada.

Ele saiu em disparada na direção do lustre espatifado no chão. Começou a chutar os pedaços de cristais quebrados e arrancou de lá do fundo algo que lembrava uma faca de ouro. Não, de ouro não, de bronze. Minha adaga.

Eu estava gritando feito louca para ele correr, queria ir lá ajuda-lo, mas o que eu poderia fazer? Correr em sua direção para depois corrermos juntos até a saída? Era isso que eu deveria ter feito, pois a alguns metros, um arco de madeira do teto cedeu com as explosões e caiu, indo em direção a Percy. A alta poeira que se seguiu logo após não me deixou ver nada.

Esperei alguns segundos. Chamei por ele, mas não obtive respostas. Nesse momento já havia começado a ficar nervosa. Paloma e eu corremos em direção do enorme buraco no chão que se formou quando o arco de madeira atravessou as tabuas velhas e gastas do piso. A poeira cessou e pude ver uma mão direita agarrada à beira do buraco.

Estendi minha mão à Percy, que agarrou meu pulso com a esquerda, ele tinha minha adaga presa entre os dentes. Paloma me ajudou a tira-lo de lá agarrando sua outra mão. O abracei com força e dei um beijo rápido, queria eu poder ficar o dia inteiro abraçada a ele, era a melhor sensação que eu já havia sentido, o cheiro de maresia e o som das ondas do mar que chegavam aos meus ouvidos magicamente me acalmavam.

Corremos como nunca corremos na vida.

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–Vocês tem que parar de se meterem na minha vida! – esbravejou Paloma – Vocês não tinham o direito de fazer aquilo comigo!

–Você é quem não tinha o direito de fazer aquilo com os pobres operários Paloma! – exclamou Percy – Eles não têm culpa disso, é o trabalho deles!

Corremos um quilometro até começarmos a seguir caminhando. Percy e Paloma discutiam enquanto seguíamos o caminho. No final, andando pela Quinta Avenida paramos no Madison Square Park e sentamos em baixo de um salgueiro afastado das estradas de caminhada para pensar no próximo plano.

–Percy! Annabeth! Aqui!

A imagem de Nico tremeluziu um pouco e entrou em foco. Sua aparência era caótica, o cabelo levemente chamuscado um pouco falhado na testa do lado direito. Se raspasse do outro lado o corte estaria completo. Seu nariz sangrava. Cortes, cicatrizes e hematomas pelo rosto que variava entre marcas vermelhas e roxas. Sua camiseta preta de caveira estava rasgada e as mangas foram arrancadas, mais parecendo uma daquelas regatas de valentões, o que era irônico pelo fato do Nico ser magrelo.

–Eu tenho informações para vocês – sua voz saia como se fosse exaustivo para ele.

–Ah! Olá para você também Nico – Paloma ironizou, como uma pontinha de aborrecimento pelo recém-ocorrido.

–Não temos tempo para cortesia Paloma – repreendi a garota – Nico tem informações para nós. Prossiga por favor.

Ele olhou para o lado, baixou o olhar, respirou fundo e engoliu em seco. Devo dizer que isso me irritou um pouco, pois já começava a ficar nervosa e apreensiva, alem de que mais parecia que ele estava fazendo um ritual, como se o que ele fosse dizer a seguir era algo muito perigoso e custasse a sua vida.

–Eu sei onde está o caduceu. Mas é perigoso, vocês não devem vir aqui.

Acho que estava custando sua vida mesmo.

–É serio pessoal, não venham. Voltem para Hermes e digam que não há mais nada que vocês possam fazer – Ele engoliu em seco novamente – tenho certeza que ele não forçará vocês a esse tipo de coisa.

Uma risada aguda ecoou pelo lugar, tudo estremeceu e a imagem de Nico se desfez no ar. Paloma estava caída no chão atrás de nós. Sentou-se e abraçou os joelhos.

–A-aquela... A risada... É a mesma da... Do meu sonho – ela balbuciou assustada, e nesse momento, aquela garota irritada que até um segundo atrás discutia os direitos com o irmão, fora substituída por uma menininha frágil e amedrontada.

Percy amparava sua irmã. Eu me concentrava nos detalhes e pistas que pudessem me ajudar. A acústica provocada pelo riso provou que Nico está em uma espécie de caverna, e se a risada da mensagem de Iris era a mesma do sonho da Paloma, quer dizer que o lugar é o mesmo. Se Nico não queria que fossemos até lá, é porque sabe que não será fácil para nós. Ele já havia dito uma vez que Percy era o semideus mais poderoso que ele conheceu e a única coisa que Nico era melhor que o cabeça de alga, era questões do submundo.

Se Nico está no mesmo lugar do sonho da Paloma, isso quer dizer... Que todas as peças se encaixaram agora, nesse quebra-cabeça.

–Percy. Paloma – chamei apreensiva – Vamos para Los Angeles. Mais precisamente, HollyWood.

Notas finais
Eu sei que o capitulo nao ficou tao bom assim, eu tinha a ideia pronta na cabeça o unico problema foram as palavras, eu nao soube direito como organiza-las pra formar o cap e revisei duas vezes para tentar melhorar. No final ficou isso. A parte da M.I do Nico eu ja tinha pronta havia um bom tempo e finalmente consegui usa-la. Entao é isso pessoal, boas ferias, pra quem ta na praia bom veraneio e pra quem está na casa da avó bo engordamento kkkkkk bjs bjs :3