Percy e Annabeth - A Vida Continua
18 18 - Associando sonhos com a realidade
Notas iniciais
Desculpa, desculpa, desculpa mesmo. Desculpa por várias coisas, mas eu vou deixar pra explicar isso nas notas finais pois vocês querem ler certo? u.u
Quero dedicar esse capítulo para a Nicolle_Chase, a minha irmã que sempre me faz ter ideias muito retardadas pra minha história, só que no final elas realmente ficam boas ^.^ E para a Rafaela, filha de Atena, QUE FICOU A SEMANA INTEIRA ME COBRANDO O CAPÍTULO NA ESCOLA!! PRONTO RAFA TA AÍ O CAPITULO, agora larga do meu pé u.u todo mundo sabe que essa é a minha forma de demonstrar o amor e afeto para as pessoas, entao voces vao me ver xingando as pessoas constantemente.
No final desse capítulo vai ter os links pra minha song e pra minha oneshot, espero que todos leiam ok?
Entao nao vou mais enrolar.
LEIAM AS NOTAS FINAIS PLEASE~
bjs bjs
*Annabeth’s*
No elevador estava tocando Maroon 5, mas eu não consegui identificar a música com Nico e Thalia discutindo. O lado bom era que Apolo havia mudado a playlist do elevador.
Ao chegar lá em cima Paloma deixou escapar um “Uau!” e isso me fez corar um pouco. No Olimpo havia grandes construções de mármore branco e tons claros de amarelo, com colunas em estilo jônico e videiras que se contorciam ao redor delas.
Eu tive a oportunidade de fazer o templo para os deuses mais ao sul do Palácio, projetei-o de tal forma que todas as manhãs o sol nascente brilhasse pelas janelas altas e desenhasse símbolos dos deuses no chão; um dia uma águia, no outro um cavalo e assim por diante. As estátuas dos deuses brilhavam intensamente naquele dia. De longe se percebia os braseiros de bronze para queimar as oferendas. Planejei-o com acústica perfeita, para que tivessem concertos de lira e flauta lá.
Havia uma fonte de três andares no centro da praça principal, e no ponto mais alto uma escultura de bronze celestial, com a imagem de Zeus, Hera, Poseidon e Hades, de costas uns para os outros. Jorrava água da ponta dos artefatos de cada deus: o raio mestre de Zeus, o cajado de Hera e o tridente de Poseidon. O único que não continha água, era Hades. Atravessamos a ponte flutuante que dá acesso a cidade, e partimos em direção do Olimpo. Ao passarmos pela fonte dos deuses, Paloma travou e arregalou os olhos.
-Essa... Essa fonte... Ela... E-ela... -gaguejou a garota- E-eu não... Não posso... Não posso ir com vocês.
-E porque não? — perguntou Percy puxando-a pelo braço
-Pelos detalhes, do sonho que ela teve noite passada — comecei, revirando as folhas do bloco de notas, e franzi a testa — A tortuguita descreveu essa mesma fonte... Nessa mesma praça... Mas como...?
-Não se preocupa tortuguita, não vou deixar nada acontecer com a minha irmã — Percy tentou desempacá-la.
Ela se agarrou ao braço de Percy e contornou a fonte com a cabeça se afundando no tórax do irmão, mais parecendo um desodorante roll on.
Atravessamos a praça, passamos por sátiros que tocavam flautas, alguns semideuses aqui e ali e deuses menores perambulavam pelo local. Subimos a grande escada de pedra de acesso e passamos pelo arco de Zeus e Hera. Eu realmente não queria aquele arco de bronze idiota que quase me matou a um mês atrás, mas fui obrigada a fazer um acordo com o deus dos céus; ele deixaria a estátua da fonte se eu deixasse o arco de entrada.
Chegamos, por fim, no olimpo. As grandes portas com dobradiças de ouro estavam fechadas. Tentamos abrir, mas pelo peso e tamanho, foi esforço jogado fora.
Uma das estátuas que havia no templo dos deuses subia calmamente os degraus de pedra do olimpo em nossa direção.
-Lamento informar, mas os deuses não estão no momento — falou a estátua. Sua voz era um tanto autoritária, como o de sua mãe mandando você arrumar quarto — eles estão em uma reunião de última hora, voltem amanhã.
-Deméter? — perguntei.
-Sou a estátua dela. Eu acabei de falar que os deuses estão em reunião. Que tedioso, eu tenho que ficar vindo até aqui a cada cinco minutos, depois volto ao templo onde é o meu lugar, mas depois tenho que vir pra cá novamente. Isso cansa sabiam?
Legal. Criei autômatos e nem sabia.
-Somos os informantes dos deuses, quando até Íris e Hermes estão ocupados, nós quebramos um galho pra eles aqui em cima.
-E como hoje o símbolo do templo era o de Deméter, você ficou encarregada disso certo?
Ela assentiu.
-Agora vão embora. E filho de Hades, eu não vou te oferecer cereais por que sou uma estátua, embora seja essa uma de minhas vontades.
A expressão de Nico tornou-se um tanto quanto engraçada, um pouco confuso e um pouco feliz por não ter que comer cereais fornecidos por um autômato do Olimpo.
-Ok voltamos amanhã então — falou Percy.
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-Então quer dizer que viemos até aqui, por nada? — questionou Thalia indignada, enquanto passávamos pela praça.
Estávamos passando pela fonte novamente, o que fez Paloma ficar um pouco paranoica. Isabella se aproximou da fonte dos deuses e olhou lá dentro.
-Ei! Olha só gente. Tem um dracma tremeluzindo muito aqui — ela franziu a testa — mas o que...
Ela nem conseguiu terminar a frase, Paloma pulou em suas costas puxando-a para trás e as duas se esborracharam no chão de granito feito duas panquecas.
Um segundo antes de Bella ser puxada, uma explosão de água na fonte chamou nossa atenção, e de lá saiu uma cobra enorme com grandes olhos parecidos com dois rubis vermelhos.
Paloma gritou e caiu de costas no chão, tomada pelo medo. Ela parecia fazer esforço para não desmaiar, mas por fim caiu com tudo batendo a cabeça no chão. Isabella a puxou por baixo dos braços para perto de um canteiro de azaléas e começou a cantar em grego.
-Raatos!! — exclamou a cobra.
Mas essa voz...
-É George! — gritei — não matem, é uma das serpentes de Hermes!
-Mas ele quer nos matar — falou Nico.
-Ele deve estar hipnotizado ou em transe com alguma magia específica. Temos que apagá-lo, mas sem matá-lo.
-Entendido — falaram todos
Coloquei o meu boné dos Yankees e tentei distrair a cobra gigante. O cabeça de alga reuniu forças e fez a água da fonte se erguer em direção da cobra formando um redemoinho a ponto de confundi-la dando tempo para os outros atacarem.
Eu estava escalando a fonte. Se conseguisse alcançar o ponto mais alto talvez eu conseguisse saltar até o pescoço de George, seja lá onde for, e com um pequeno corte, feri-lo fazendo sair o sangue e, provavelmente, a magia viria junto. Eu estava prestes a alcançar o segundo andar da fonte quando a ponta da calda da serpente me acertou na lateral da barriga, fiquei pendurada com água constante escorrendo em meu rosto, sem conseguir enxergar direito, e meu boné caiu de minha cabeça ficando perdido em meio a água da fonte lá em baixo.
-Eu... Não posso... Cair agora...
Meus dedos escorregavam da lateral da enorme bacia de bronze, obviamente a água só piorava as coisas. Eu tentava ao máximo encontrar um lugar para firmar meus pés, mas tudo que eu encontrava era agua corrente límpida e sons de luta atrás de mim.
Uma flecha prateada com ponta dupla passou raspando em meu braço direito, provavelmente Thalia mandou em direção de George, que acabou ricocheteando em suas escamas e por azar, veio em minha direção, e eu fiquei pendurada somente com quatro dedos da mão esquerda.
Então cai na água. Via bolhas espalhadas ao meu redor, algumas algas e pequenos peixes rodavam minha cabeça, os dracmas dourados brilhavam no fundo da fonte como se eu devesse saber de alguma coisa. Algo me puxava pra cima, mas eu sabia que não devia sair dali, pois eu mesma me impulsionava para baixo. Eu estava quase sem ar, meu fôlego estava por um fio.
"Os dracmas"
Impulsionei-me para cima e emergi como um tubarão dando um bote. Percy chamou pelo meu nome, mas eu sabia que estava tudo bem com ele, Thalia, Nico e Isabella poderiam muito bem dar conta de distrair para poder atacar. Não que eu esteja sendo egoísta, estou sendo realista.
-Não consigo trazer os mortos aqui pra cima! — exclamou Nico — não sei por quê!
-Percy — chamei — uma bolha pra mim! Rápido!
Mergulhei enquanto pequenas bolhas de ar se uniam formando uma grande bolha ao redor da minha cabeça como um capacete de corrida, deixando meus pés e braços submersos na água. Nadei até o fundo, dois metros, três metros, cinco metros, sete metros. Saquei a minha adaga, mesmo que tenha parecido ser em câmera lenta por motivos óbvios, e com golpes aleatórios acertava os dracmas. A água ao meu redor girava enraivecida com um turbilhão de plantas, peixes, bolhas, restos de flechas e lascas de dracmas.
"Eram dois dracmas" Lembrei-me "Meio esquisitos, e eu sentia que havia algo de errado com eles". As palavras faziam sentido em minha cabeça agora.
Acertei o ultimo dracma, quebrando-o ao meio. O único que consegui quebrar, o diferente de todos, mesmo com muito esforço, muitos golpes. Os outros foram tirados somente lascas.
E a água se acalmou.
Bingo!
Impulsionei-me pra cima e dei de cara com um cabeça de alga assustado e preocupado, com a testa enrugada. Eu ri.
-Você fica um fofo quando está preocupado — falei sorrindo.
Ele me beijou, mas logo me soltou.
-Temos dois pequenos problemas — falou ele enquanto apontava pra Paloma e Isabella.
#Percy's#
Resumindo? Fomos até o Olimpo falar com Hermes, para ver se ele havia achado alguma pista de seu caduceu, mas no meio do caminho encontramos George, só que com dez vezes o seu tamanho. Annabeth escalou a fonte de três andares dos deuses, e caiu na água. Emergiu e pediu uma bolha de ar e voltou para o fundo. Paloma desmaiou, bateu a cabeça, Isabella fez um canto pra tentar fazer diminuir as possíveis dores da minha irmã e voltou meio cansada. Nico não conseguiu conjurar esqueletos e eu estava precisando de uma soneca urgentemente. Nossa única esperança era Thalia.
Enquanto eu pedia para a água da fonte girar em torno da serpente gigante, eu sentia Annabeth lá no fundo, e pedia para trazê-la para cima. Eu sabia que ela estava bem mas isso não me impediu de ficar preocupado. Thalia lançou uma saraivada de flechas, mas nada penetrava na couraça daquela bendita cobra. Nico ficou impedindo que ela chegasse a ir para o lado onde estava Paloma.
Isabella chegou meio cambaleando ao meu lado.
-O que posso fazer agora? — perguntou ela enquanto pegava fôlego.
O canto em grego para ajuda Paloma havia sugado praticamente quase toda a sua energia.
-Você já fez o bastante, tente ficar longe pra não ser atingida também. — falei pensando em Annabeth.
Mas do contrario, Isabella não se afastou da serpente. Pegou um pedaço de granito quebrado que estava no chão, mirou, e jogou com toda precisão em direção de George que acertou bem em seu olho esquerdo.
-EI SUA COBRA IDIOTA! VENHA ME PEGAR!
Mas o que ela estava fazendo? Ela não tem nenhuma arma, estamos sem nenhum plano no momento. Isso iria por em risco todos nós sem uma estratégia boa o suficiente!
George se virou e rastejou em direção da garota, que por sua vez estava cansada de mais pra fazer qualquer coisa. Rapidamente a serpente de Hermes a alcançou. Bella começou a se debater, a socar e chutar a couraça verde-oliva daquela minhoca de dois andares, mas nada adiantou, por que cada vez mais, ele ia a apertando, se enrolando ao seu redor, espremendo-a prestes a matá-la. Quando de repente, ele parou. Ele congelou seus movimentos e desabou no chão, com a filha de Apolo caída, desacordada ao seu lado.
-Ela não morreu — falou Thalia colocando a mão no pulso da garota — George só a apertou o suficiente a ponto de desmaiar.
Eu não parei pra pensar em até que ponto uma cobra aperta pra matar alguém. Corri em direção da fonte, mesmo preocupado com a tortuguita, minha namorada poderia a qualquer custo estar em perigo. Debrucei-me tanto que quase cai na fonte, embora isso não fosse um problema, mas a minha sabidinha emergiu, me encarou e deu uma risada que fez todos os meus músculos relaxarem. Peguei-a no colo e tirei-a da fonte, logo após um longo beijo lembro-me de que minha irmã bateu a cabeça e a outra foi esmagada por uma cobra gigante possuída.
-Percy, você consegue chamar Blackjack? Temos de levar as duas para algum lugar seguro — falou Nico meio preocupado.
-Levamos para a minha casa. E você pode colocar George na mochila da Paloma e ir a pé até lá, Thalia pode ir com você.
A caçadora usou seu olhar “repita o que falou e considere um semideus morto.” Mas desta vez eu a encarei sério e irrelutante. Por fim acho que ela entendeu que eu estava falando sério.
-Vamos longo então bafo de cadáver. Quanto menos tempo isso demorar melhor.
Ele assentiu e os dois se dirigiram ao elevador. Dei meu melhor assovio de chamar Taxi em Nova York, e em poucos minutos uma nuvem negra e uma acinzentada dessem do céu. Blackjack e seu amigo Porkpie.
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-Leva a Paloma Percy, afinal ela é sua irmã — falou Annabeth em um tom ameaçador — eu levo Bella.
Porkpie dobrou as patas dianteiras o que facilitou pra Annabeth colocar a filha de Apolo de atravessado na garupa do Pégaso. Pulou em suas costas e saiu galopando pelo ar, e eu fiquei olhando para o rastro nas nuvens que ela havia deixado. Com o sol no ponto mais alto, as nuvens brancas, feitos puros algodão.
"Algo de errado chefe?" perguntou-me Blackjack.
-Na o se preocupe cara. Só me ajude a colocar minha irmã em suas costas e a leva-la em segurança até a minha casa.
Ele dobrou as quatro patas. Pus minha irmã e subi em seu dorso negro, enquanto voávamos pelo céu de Manhattan.
Notas finais
-Outra coisa, eu descobri que sou filha de Hermes com uma mega benção de Atena :3 sempre fui trolladora mesmo (esses dias inclusive eu peguei o celular da minha amiga e mudei o idioma pra japonês '-' sério ela quis tacar o celular na minha cabeça depois ahahaha eu ri de mais da cara dela, ela achou que o celular tinha dado pau ahahahaha tá parei... '-')
PREPAREM-SE MEUS LEITORES POIS ACHO QUE ISSO VAI DAR UMA TRILOGIAA!!!! Já até planejei o enredo da proxima historia e os personagens novos. Sério amo criar personagens novos *u*
Mandem reviews *-*
beijos a todos e bom fim de semana...
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