Percy and Annabeth fighting for the love.
27 Capítulo 27 -Ameaça.
Notas iniciais
POV Percy
Pode parecer normal demais, ou como dizem os mortais “voodoo” ou “magia negra”, mas em um certo momento as luzes piscaram e todos continuaram a falar aquelas palavras, quando eu ouvi um dos aparelhos começarem a apitar, indicando que batimentos da Annabeth estavam acelerando, não pude me conter e arregalar os olhos, os batimentos dela aceleraram bastante e Apolo foi verificar.
– Vitas Fasmatis, Ex Saleto, Revertas Fasma...
– Não é mais necessário. – disse Apolo sorrindo – Deu certo! Annabeth está viva! Mas, vai precisar de descanso e de repor as energias, ela não vai acordar, por enquanto.
– Quando ela acorda?- perguntei
– Daqui a umas duas horas. – ele respondeu
– Eu vou... poder ficar com ela durante esse tempo? – perguntei
– Não. – ele respondeu – Temos que deixar a sala, nossa presença pode aumentar o risco de bactérias e infecções.
Todos deixaram a sala, confesso que fui o último a sair, mal posso esperar pra poder ficar com Annabeth durante muito tempo, eu não tinha idéia do que fazer durante aquelas duas horas, quando uma idéia me veio á cabeça, eu já tinha uma casa com Annabeth, uma filha, e a única coisa que nos faltava naquele momento era algo pra confirmar aquilo tudo, algo que nós dois compartilharíamos e que todo mundo saberia que pertencíamos um ao outro, eu a pediria em casamento!
– Mãe? – chamei
– Sim, Percy, o que precisa? – ela perguntou
– É... eu,...estava pensando
– Você pensa! Quanto progresso Percy! – admirou-se ela
– Sério mãe, já perdeu a graça, ok? Desde que Annabeth inventou essa “piada” todo mundo fala isso pra mim. – ralhei, aquilo estava mais difícil do que eu imaginava.
– Ok, então fale logo, o que você quer me contar? – ela perguntou
– Eu... queropediraAnnabethemcasamento! Pronto falei, o que você acha? – eu falei
– Se eu ao menos tivesse entendido o que você disse eu poderia manifestar alguma opinião quanto á isso. – ela disse (N/A: Tia Sally amorzinho ♥)
– Eu quero, pedir, a, Annabeth, em, casamento. – falei mais devagar e minha mãe abriu um grande sorriso.
– E no que eu posso ajudar então? Eu pesquisei na internet vários vestidos perfeitos, e Buffet, e a Sophie ainda é muito pequena para ser daminha de honra, mas vocês... – minha mãe disse empolgada
– Mãe! Não! Eu ainda preciso de ajuda pra escolher o anel de noivado, e... espera você já pesquisou os vestidos na internet? – indaguei
– Eu pesquiso isso desde que percebi que Annabeth era a mulher da sua vida! Quando você tinha 14 anos, para ser mais exata. – ela respondeu
– Quer dizer que você planeja meu casamento desde que eu tinha 14 anos? – eu perguntei
– Sim! Não me leve a mal Percy, mas depois que eu percebi seu olhar sobre Annabeth de todas as vezes que eu vi vocês juntos, não parei de pensar nisso, não teria pensado nisso se fosse outra pessoa. – ela se explicou – ah, e eu pensei que demoraria mais pra você lembrar que já estava na hora de pedi-la em casamento, devido a sua... demora para perceber as coisas óbvias. – ela ainda abriu um sorriso “inocente” no final da frase (N/A: Percabeth Shipper Nº 1: Sally Jackson), por que todo mundo me zoa por ser lerdo?
– Obrigado, mas continuo com dúvidas quanto a qual anel escolher, eu sei que Annabeth gostaria de algo simples, mas eu quero dar um anel a altura, não me importo com o preço, desde que eu não tenha que vender um órgão, ou meu carro, ou a nossa casa, ou a Sophie, ou qualquer coisa que tenha valor para nós dois, mas ainda sim tem que ser perfeito. – eu expliquei
– Percy, escolha com seu coração, é sempre o melhor a fazer. – disse minha mãe – mas se seu coração tiver mau gosto, te recomendo escolher um anel que tenha a cor favorita dela, ou com algo que simbolize um bom momento de vocês.
– Nossa! São tantos... acha que Annabeth aceitaria? – perguntei de repente
– Claro que sim! Ela te ama, e depois de tudo o que aconteceu o que vai os impedir? – perguntou minha mãe e logo a terrível impressão de que algo ainda pior estava por vir me atingiu.
– Obrigado mãe! – disse e peguei a chave do carro. E dirigi até a Rua dos Diamantes, o melhor lugar para comprar jóias em NYC, eu sabia que lá é sempre cheio, e que possivelmente os monstros me atacariam, mas não estava ligando muito.
Vou fazer uma retrospectiva: 4 dias atrás, eu estava acordando feliz ao lado da Annabeth, decidimos sair pra um piquenique, pra comemorar o fato de que Annabeth estava melhor, quando fomos “amigavelmente” atacados por Empousas, então Thalia e eu transformamos todas em pó e fomos procurar Grover e Annabeth que tinham fugido, eu achei Grover e depois achei Annabeth já em trabalho de parto, e fomos ao hospital, e então Annabeth me contou sobre os sonhos dela e sobre tudo de ruim que ela sabia que aconteceria, e então Sophie nasceu e Annabeth “morreu”, eu fiquei fazendo drama por que pensava que nunca mais teria Annabeth, quando me disseram que ela poderia voltar, e eu fiquei por pouco tempo feliz, porque logo depois voltei a sentir falta da Annie, eu já ficara muito tempo sem vê-la, e mesmo assim não tinha ficado tão triste, eu não entendia o motivo, eu tinha um pedacinho dela comigo, eu tinha Sophie, agora eu me sinto como se tivesse com ela de novo, mas essa sensação ainda é muito estranha, esse poder que Annabeth tinha sobre mim, mesmo sabendo que ela voltaria pra mim eu fiquei muito triste, mesmo tendo Sophie comigo, mesmo todos ao meu lado dando o máximo de assistência possível, eu ainda fiquei muito abalado, até hoje eu tento imaginar se ela também sentiu isso, depois que nós dois começamos a namorar, a conviver mais um com o outro, eu acabei me tornando mais sério como Annabeth e ela começou a ser mais extrovertida, brincalhona, eu não sabia se ela já era assim, ou se tornou assim depois de começarmos a conviver mais.
Enfim, chegando a Rua dos Diamantes, fui a uma loja que apresentava preços não muito baixos, porém acessíveis.
– Olá, do que precisa? Senhor...? – perguntou uma das atendentes.
– Jackson. Eu quero comprar um par de anéis de noivado, mas nada de ouro, a minha namorada não curte muito, ela prefere algo bem discreto. – eu respondi.
– Qual a cor dos olhos dela? – ela perguntou, e eu hesitei um pouco, já que olhos cinza não são muito normais.
– Cinzas, às vezes eles parecem azuis, mas estão quase sempre cinzas. – especifiquei
– Deve ser uma mulher muito especial, já que tem uma cor tão nobre nos olhos, nunca vi huma... mulheres com esses olhos aqui nos Estados Unidos, geralmente as pessoas dos países nórdicos tem uma coloração assim no olhar, deve ser uma mulher divina. – disse ela e meus instintos me fizeram deslizar a mão ao bolso onde eu guardava Contracorrente.
– Ah sim, podemos focar no par de anéis, por favor? – pedi, desconfiado pela forma com que ela deu ênfase na palavra divina.
– Não, Perseu Jackson. – respondeu a ex-atendente se transformando em Fúria, na hora eu corri pra fora da loja, em direção a um beco sem saída, onde eu teria espaço suficiente para lutar. – acho que a sua amada Sabidinha vai ficar sem noivo!
– Essa aqui é a Rua dos Diamantes, ainda tenho muitas lojas para procurar, e não, eu nunca a deixaria sem noivo. – disse correndo para atacá-la, ela desviou e me derrubou no chão, jogando Contracorrente longe. Droga!
– E esse é você sem espada, um simples semideus, com sangue mais forte é claro, mas sem espada você não faz nada contra mim, agora imaginemos você com espada, mas sem seu amorzinho entediante por aquela cria de Atena que se acha mais forte, e sem aquele pedacinho de carne que vocês dois tiveram, como é o nome dela mesmo? Sophie? Eu acho que ela não vai ter uma vida muito longa, 3 dias, que pena, talvez ela dê sorte, alcance 12 meses, mas ai é só uma questão de tempo até ela estar pronta. – disse ela sorrindo, mas algo ainda estava muito estranho, ela não parecia exatamente uma Fúria, estava diferente, finalmente, senti o peso de Contracorrente novamente em meu bolso, destampei-a e derrubei a Fúria, que tentou me jogar contra a parede, mas antes eu cortei seu pescoço e transformei-a em pó.
Ainda ofegante, sentei com as mãos sobre a cabeça, pensando no que ela tinha me dito, “...você com espada, mas sem seu amorzinho entediante por aquela cria de Atena que se acha forte, e sem aquele pedacinho de carne que vocês dois tiveram... Eu acho que ela não vai ter uma vida muito longa, 3 dias, que pena, talvez ela dê sorte, alcance 12 meses, mas ai é só uma questão de tempo até ela estar pronta.” Estava claro que aquilo tinha a ver com o que Annabeth tinha me dito, eu só não entendi a parte de Sophie precisar estar pronta, eu estava tremendo, soquei a parede com raiva, desisti de comprar o anel, eu só precisava ficar com a Sophie e com a Annabeth naquele momento, provavelmente ela já está acordada, talvez perguntando por mim, ou com Sophie no colo e esperando por mim. Durante o caminho, eu provavelmente ultrapassei muitos carros, e provavelmente cometi uma multa de trânsito, mas eu não me importava, eu voltaria para Annabeth!
Chegando a casa de Apolo, estranhei o silêncio que pairava por lá, Sophie estava dormindo, minha mãe estava lendo provavelmente, mas e o resto das pessoas? E Annabeth?
– Percy? – chamou Thalia
– Sim, eu estou aqui. A Annabeth já acordou não é? – perguntei ansioso
– Ainda não, sua testa está sangrando, vem, eu te faço um curativo. – ela disse me levando até a cozinha. – Monstros ou um só?
– Uma Fúria, ela era mais louca que o normal. Ai! – eu disse e Thalia começou a fazer o curativo.
– Isso é bem normal da parte delas, cada uma pior que a outra. – ela disse e eu ri.
– Ela disse que me acabaria comigo, com a Annie e com a Sophie. – disse dando de ombros. – se nem o Tártaro o fez, quem é ela pra falar alguma coisa?
– Uma louca. – ela respondeu finalizando o curativo. – e um tanto burra também, por pensar que vocês estarão sozinhos nessa.
– Exatamente e obrigado. – respondi. – Como você acha que ela vai ficar? Quando Annabeth acordar?
– Não sei, depois de parar de ser um pinheiro, eu ainda achava muitas coisas estranhas quando eu acordei, afinal, foram 6 anos sendo um pinheiro, e depois mais uns meses sendo chamada de Cara de Pinheiro, enfim muitos traumas – eu ri – quando eu acordei, Annabeth estava grande, e não precisava mais de mim, ela tinha você, e me deu aquele ciúmes “minha-melhor-amiga-me-trocou-por-um-namorado”, sendo que vocês ainda não namoravam, mas eram a melhor dupla que eu já tinha visto, eu não demonstrava mas sentia. E depois veio a missão, você seguiu a gente, Bianca e Zoe morreram, e eu me tornei caçadora, tudo isso em um pequeno intervalo de tempo. Annabeth não se transformou em nada, foi ela mesma durante esse tempo inteiro, 3 dias, que mais pareceram meses, ela tem Sophie e a você, e a todos nós, ela não morreu,eu sei disso por causa de um sonho que eu tive
– Espera você também teve um sonho? – a interrompi
– Sim, Luke estava nele, e ela também, a diferença é que era o Luke de 13 anos, pré-Cronos, eles me disseram que os monstros estavam planejando algo, enfim Luke estava ajudando Annabeth a sonhar comigo, ela falou algo sobre isso, o sonho começou com um barulho de espadas lutando, e logo me lembrei de quando éramos pequenos e treinávamos nos acampamentos provisórios, e assim o sonho começou. — ela respondeu
– No meu caso o cheiro do cabelo da Annie invadiu o quarto, ela provocou o sonho á partir das lembranças, das melhores lembranças. – conclui.
– É verdade, precisamos saber quem mais teve o sonho, Grover sabe que sonhamos com ela, e ele disse que Sophie também sonha com ela, mas isso é inacessível. – Thalia disse
– Pelo visto, mais uma missão está por vir. – disse e logo escutei o aparelho dos batimentos de Annabeth acelerarem. – e foi só eu falar missão.
Fui até o quarto em que Annie dormia, e sorri ao vê-la movimentando os dedos.
– Annabeth. – sussurrei chegando perto dela.
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