Percy and Annabeth fighting for the love.
23 CAPÍTULO 23 – Depois da Guerra BÔNUS
Notas iniciais
11 meses após a Guerra contra Gaia
POV Autora
De novo. Annabeth estava acordada, com medo de dormir, com medo daqueles pesadelos, com medo daquilo tudo voltar a lhe assombrar.
Seu quarto na Casa Grande era grande e mesmo com a lareira, ela sentia fria, a cama cheia de edredons, ainda sim parecia fria, assim como Annabeth desejava estar durante os pesadelos. Ao seu lado, no criado mudo, repousava um chá, que a faria dormir mais rápido, ela já estava com sono, mas se dependesse dela não dormiria Annabeth já “dominara essa habilidade”, de não dormir e fazer com que todos acreditassem que ela havia dormido, bem, pra uma filha de Atena ela sabia muito bem esconder as olheiras com maquiagem; já eram tantas noites com aquela escolha “Ficar acordada e sofrer as consequências VS Dormir e sofrer as consequências” que ela se acostumara, e se “admirava” por aquela ser a 3ª noite na qual Annabeth passaria acordada. Annabeth sabia que não deveria continuar assim, já estava se alimentando mal, se continuasse sem dormir, adoeceria, isso se, já não estava ficando doente. Era como uma rua sem saída, uma hora ou outra os pesadelos a atingiriam, e seria pior ter pesadelos acordada, parecia impossível, mas em tal situação, não duvidava muito de ter pesadelos quando acordada.
“Desisto.” – pensou Annabeth e tomou o chá rapidamente, não ligou se estava quente, Annabeth sentia tudo tão frio naquele momento que provavelmente até o chá quente congelaria. Antes que o chá começasse a surtir efeito, se dirigiu até o banheiro e escovou os dentes, e logo depois observou sua face. – “Oi, meu nome é Annabeth Chase e eu ajudei a salvar o Olimpo duas vezes, acredita?” – estava parecendo uma perdedora, não que fosse uma, mas sentia que dormir para ela seria perder. – “É a primeira guerra que eu vejo se vou perder ou não” — se dirigiu até a cama com esse pensamento e entrou debaixo dos cobertores, essa mania a perseguia desde pequena, dormir encolhida, bem era assim que as pessoas fazem para se defender, talvez o fato de ir dormir era o vilão do momento. Seu corpo relaxou e ela fechou os olhos entrando quase automaticamente em seu pesadelo.
Sonho ON
POV Annabeth
Quando minha assombração voltou, eu estava no Tártaro, com fome, dor, sono e principalmente medo. Eu olhava para o lado e via Percy lá, definhando, com febre, não teria saída, ele morreria, lágrimas escorriam incontrolavelmente de meus olhos. “Maldita aranha”. Eu estava vendo Percy morrer, e não podia fazer nada para evitar. Eu queria morrer junto, mas algo me segurava viva, para sofrer vendo a pessoa que mais me importa morrer.
– A-a-annie, vai, foge daqui. Eu não tenho tanto tempo de vida, sou um caso perdido, você não, fuja, alguém precisa terminar uma obra no Olimpo, escrever o melhor livro sobre Arquitetura, você tem que desenhar o Tártaro e ensinar como sair daqui, e lembre-se de escrever um livro com todas as minhas piadas e ironias, se possível, vou tentar comprar um exemplar nos Campos Elísios, mas pra que você faça isso, precisa fugir, então faça-o, por mim. – disse Percy seguido por uma crise de tosse, mesmo morrendo ainda era o meu Percy, que fazia piadas sem graça antes de morrer.
– Ssshh, não fala nada, Percy eu não vou fugir, eu não vou te abandonar aqui, você negou a imortalidade por mim, eu sou capaz de negar minha vida por você. Quando disse que te amava, eu pensei que seria a última vez, e que se fosse era pra ser a última coisa que eu diria, e seriam as palavras mais verdadeiras do mundo. – respondi – Eu amo você.
– An-nabeth, eu também amo você, mas você tem que escapar daqui, se você estiver viva e bem,eu vou estar feliz, independente do lugar. Escute, eu não vou estar junto de você, mas eu vou estar ai, — apontou para meu coração – no seu coração, eu sei que vou, por que você é a minha vida, mas agora eu escolho deixar você ir.
– Não! Sempre juntos não é? Você também é minha vida, você não vai morrer, você vai sobreviver, foi só uma picada de aranha, lembre-se você é Percy Jackson, você pode se curar, esse veneno tem água, sua origem, Percy você ainda tem que nadar em todos os mares do mundo, ficar vivo e se meter em encrencas para antes de morrer me pedir um beijo, e eu sempre vou te beijar. – disse acariciando seus cabelos, ele estava deitado em meu colo, aproximei nossas faces e colei nossos lábios, seria nosso último beijo, eu sabia disso, mas aceitá-lo estava longe de meus pensamentos na hora, juntei nossas mãos e fiquei encarando-o enquanto rezava mentalmente para dar tudo certo. Senti seu corpo amolecer, nossas mãos se soltarem e sua respiração parar.
– Não, não. Percy fala comigo, por favor, Percy por favor fala alguma coisa! Você não morreu. Não morreu não. – eu falei sacudindo seu corpo.
Sonho OFF.
– Percy! – gritei acordando em sobressalto, meus olhos já estavam cheios de lágrimas. Me assustei ao ser abraçada.
– Annabeth, Annie sou eu amor, eu estou aqui. – disse Percy e depositou-me um beijo.
– N-nós estávamos no Tártaro e, você tinha sido picado por uma aranha e estava poderes, e eu sem minha adaga, o veneno foi se espalhando e você foi apenas piorando, eu não tinha como impedir. Eu te vi morrer Percy, foi horrível, você morreu e eu não. – contei soluçando. Percy me abraçava e me dava beijos, eu me senti irremediavelmente segura, era como se nada fosse acontecer, como se eu fosse uma peça que só Percy podia manusear.
– Eu estou aqui, vai ficar tudo bem, vai dar tudo certo. A guerra já acabou. – disse Percy. – vamos ficar pra sempre juntos, nada vai nos separar.
– Vai sim, um dia nós vamos ficar velhos ou vamos ser atacados por monstros e vamos morrer, isso acontece com todo mundo. – falei seguindo uma tosca linha de pensamento.
– Mas até lá vamos ser felizes juntos. Até lá eu vou virar um velho chato e preguiçoso, e você vai ser uma chata e vai ficar resmungando o tempo inteiro “Não toquem nos meus livros” – disse Percy com uma voz de velha, me fazendo soltar uma risada fraca. – você fica mais linda rindo Annie, ponto pra mim, eu te fiz sorrir. Annabeth, vamos viver nossas vidas, a guerra já acabou, não temos mais o que temer, se tiverem obstáculos vamos enfrentá-los juntos,okay?
– Mas...
– Shhh! Responda minha pergunta, e durma, porque se você pensa que por ser lerdo eu não notei que está usando maquiagem para esconder as olheiras está enganada, vou estar aqui do lado, okay? – perguntou Percy se levantando, só assim percebi que ele havia se acomodado na cama.
– Okay, mas Percy? – eu disse.
– Sim?
– Dorme aqui? Por favor, eu vou ter outro pesadelo, como sempre. – pedi.
– Annie é contra as regras, e você sabe o que vão pensar, eu adoraria, de verdade.- falou Percy.
– Sério? Eu não me importo, somos os heróis, deveriam dar um desconto. Por favor! – disse e Percy sorriu.
– Era isso que eu queria ouvir. Gosto dessa Annie que não se importa com a opinião das pessoas, você nunca se importou, isso é bom. – falou Percy vindo em direção a cama e nos cobrindo. – sabe o que me faz valorizar cada dia no Tártaro?
– O quê? – perguntei
– Quando nós dormíamos lado a lado, e você pousava a cabeça no meu ombro, eu sentia o cheiro dos seus cabelos e relaxava, é perfeito sentir esse aroma. – disse Percy e eu o beijei.
– Amo você. – eu disse.
– Eu também amo você. – respondeu Percy.
E assim dormimos, sem pesadelos, sem medo, nem frio.
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