Notas iniciais
oioioi cap MUITO importante para o futuro da historia, prestem atenção.

Bom agora neste momento eu estou indo para um acampamento de verão que Nico e minha avó insistem que é seguro.Também tem outra opção, morrer nas mãos de gigantes canibais

Nossa tarde e noite foi basicamente nos esconder ( como se fosse possível!) viajar nas sombras, correr, viajar de ônibus e avião.

Minha avó me deu uma faca, e a Vinicius uma espada, isso é injusto!

O avião estava chegando em Neshvilly, há é... Esqueci de mencionar que o acampamento é em outro país.

Nico olhava nervosamente a janela ou ficava com síndrome de perseguição, achando que todos podiam ser monstro disfarçados.

para descontrair eu perguntei

- hum, já que esse acampamento é em Manhattan, o que você estava fazendo aqui em Salvador?

Nico ficou um pouco em silêncio, mas depois respondeu tristemente

-minha... Bom nossa relação era muito estranha, mas digamos que, minha namorada era daqui de Salvador. Ela morreu há 1 ano em uma explosão.

Eu sempre odiei aquelas palavras reconfortantes como, ‘’Deus escreve certo por linhas tortas’’,’’não fique triste, vai passar’’, e a clássica ‘’meus pêsames’’.

Vivi a sombra da morte da minha mãe, querendo ou não querendo, a culpa da morte dela é a minha existência.

Vinicius nasceu primeiro sem causar danos a saúde dela. Já eu na hora do parto, como em toda gestação fiquei me ‘’revirando’’ dentro da barriga. Resultado minha mãe não conseguiu me botar para fora, ela morreu e tiverem que fazer cesárea.

Segundo minha avó,eu nasci com os batimentos cardíacos muito acelerados, os médicos disseram que era por causa do choque do processo de nascimento.

minha avó que fez a maior parte do parto de minha mãe, Vinicius nasceu dentro do carro de minha avó.

Já eu iria nascer dentro de um armário. minha avó sempre disse que nos estávamos sendo perseguidos por uns ladroes, por isso minha mãe se escondeu dentro do armário do hospital.

agora sabemos que não eram bem ''ladroes'' que a a perseguiam. acho que por isso que eu tenho claustrofobia.

Tente imaginar como eu estava, em um avião cheio de gente.

Eu tentava manter a calma, e repetia para mim mesma, ‘’eu não estou presa... ’’.

Eu não esta com medo do avião cair e nos virarmos panqueca amassadas, mas ficar presa dentro de uma coisinha pequenininha dividindo oxigênio com outras pessoas...

Aquilo me dava uma agonia, uma falta de ar, um nervoso e pronto, já estou virando O Incrível Hulk só de pensar, meus batimentos aceleravam eu começava a suar frio e revirar os olhos até desmaiar.

mas me controlei ao ver Nico daquele jeito, sofrendo por conta da morte, meio que reconheci aquela dor. Sei como é chato quando você já esta começando a superar, e vem uma pessoa com aquelas palavrinhas reconfortantes que só te faz lembrar da perda.

Por isso fiquei em silencio, pelo menos quando pensava em minha mãe eu preferia que a pessoa ficasse calada.

Meus pensamentos foram interrompidos por uma mascara de ar que caiu de um compartimento do avião.

A voz de uma mulher soava nas caixas de som

-passageiros não entrem em pânico é apenas uma turbulência...

Os passageiros já em pânico, se embaraçavam nas mascaras no o maior bafafá, o avião dava umas tremidas.

Quando olhei para o lado Nico estava agarrado a um saco de papel onde ele inspirava e expirava nervosamente.

Quando tirou o saco do rosto ele falou apático

- eu sabia! Estamos condenados, ele vai nos matar só porque entramos em seu território!

Rezem para que seu pai te protejam. Eu estou condenado, a não ser que seu pai seja o rejeitado Senhor dos Mortos, ai estamos todos condenados!

E BUM diante de toda a gritaria e pânico eu desmaie.

Uma voz soou em minha mente

- ‘’você vai me tirar das profundezas’’e assim me vi mergulhada em uma imensidão vermelha.

Notas finais
gostaram?