Notas iniciais
Mas agora eu estava indo junto com Arya e Vinicius para a Floresta de Inverno buscar o irmão dela e salvar Leo. Minha bunda já esta doendo de tanto andar de cavalo, já temos 2 horas andando e ainda estamos super longe, nem saímos na mata dos arredores da aldeia.
O sol estava forte, era legal ver a luz por traz da mata, a silhueta das folhas contra luz formavam vários desenhos. Os homens que vieram da vila abriam caminho entre as plantas. Vinicius estava montado em um forte cavalo preto e eu em um branco, Arya vinha comigo.
Como minhas roupas viraram farrapos, tive que usar as roupas como das mulheres da aldeia, me deram um vestido branco comprido com uma sobre capa azul com mangas compridas, da cintura até o busto a capa era entrelaçada com uma fitinha fazendo zigue-zague, por de baixo usava um short e um vestidinho todos de um tecido bege fino como uma camisola, uma anágua de algodão e ainda um espartilho de cintura,usava também uma cinta-liga onde eu coloquei minha adaga.
Agora eu sabia como as moças sofriam nos tempos medievais
Meu irmão vestia uma túnica bege calça preta e um colete longo de couro, Arya vestia um vestido verde escuro de detalhes dourados com um cito de couro atado a cintura, mas não era nada comparado ao meu espartilho, o dela era puro charme, o meu era um instrumento de tortura.
Só não arranquei aquele troço fora por causas do guerreiros da aldeia.Já estava cansada dos pulinhos e vai e vem da cavalgada, sentia minha bunda dormente, já estava quase dormindo sobre o cavalo,só não dormia porque Arya não parava de falar um minuto.
Entrava pela noite, e nos ainda estávamos dentro da floresta, meu corpo, minhas costas principalmente doíam muito. Curvei-me (com muito esforço por causa do espartilho) e abrasei o pescoço da minha égua e dormi.Quando acordei, estávamos andando por uma colina, em baixo havia um lago, com certeza iríamos acampar ali.
Arriamos os fardos dos cavalos e montamos nosso acampamento. Falei para Vinicius que ia dar uma voltinha para tomar um ar, ele entendeu que a roupa estava me incomodando.
– vou ver se posso dar uma mergulhada do lago.
Ele tirou da sacola um cachecol de pele, o pelo era fofinho como uma pena.
Ele falou
– leva isso para se enxugar
Sai correndo saltitante, o lago ficava atrás de uma arvores, cheguei lá tirei o vestido com cuidado e arranquei o espartilho de mim, fiquei com as roupas de baixo (o shortinho e a ''camisola''.)
Mergulhei na água, depois sai e comecei a correr pela colina, as vezes era bom ficar sozinha. Estava deitada na colina olhando as nuvens, quando comecei a escutar a vibração no chão, e o barulho de cavalo correndo. Logo me levantei do chão. E da cinta-liga tirei a adaga, encostei-a no vestido para escondê-la assim poderia surpreender o inimigo.
A vibração vinha se aproximando, meu coração pulsava rapidamente. Quando de repente de dentro da mata saiu em alta velocidade um cavalo bege de crinas loiras, havia alguém sobre ele, uma garota de vestido vermelho longo e esvoaçante, seus longos cabelos castanhos ondulados estavam colados em eu corpo por causa do suor
Ela gritou ainda se aproximando com o cavalo
– vem Sky sobe logo aqui, William foi na aldeia e acabou com tudo procurando você e o seu irmão!
Senti um nó se formando em minha garganta, meu coração gelou quando lembrei
– e o Leo? E Jon?
Meu cérebro ainda não tinha assimilado a informação direito, estava tão surpresa que não pude nem chorar
Zahra falou
–fique tranquila, Jon conseguiu tirar o seu amigo de lá, agora estão a salvo, onde eu também pretendo levar você e os vieram a procura do menino de gelo
Suspirei aliviada e perguntei
– como você sabia que nos viemos atrás dele?
Ela falou
–nos vimos o cogumelo lá e entendemos o plano, agora venha rápido precisamos avisar aos outros! Vista-se!
Só ai que me lembrei que estava de ‘’roupa intima’’ (um short um vestidinho e a anágua). Na pressa larguei o espartilho pra trás e enfiei o vestido, subi no cavalo e partimos correndo colina abaixo, no meio do caminho Zahra do nada falou comigo
–abaixa!
Se ela não me avisasse no segundo seguinte eu seria alvejada por uma flecha com uma corda amarrada na ponta
Eu falei
–como você sabia disso??! Eu podia ser arrancada do cavalo e puxada
Ela falou
–sinto o cheiro dos seguidores de Hátor de longe
Olhei para traz e uns 5 caras montados em cavalos desciam em disparada
Ela resmungou
–porra, estamos ferradas!
Nas costas dela havia e arcoe uma aljava cheia de flechas, eu era boa com facas, quem sabe era boa no arco e flecha? Tirei o arco de seu ombro e tentei, a flecha teria alcançado o alvo se um dos homens não falasse ''N’dah'' depois de uns segundos eu entendi, significava proteger, a flecha desviou em um passe de mágica.
A raiva subiu a minha cabeça, tinha vontade de pular do cavalo e estrangular Willian, mas obviamente eu não podia fazer isso. Pensei em uma coisa, era muito idiota, mas na situação que estávamos...Tentei me concentrar em torrar Willian com um raio no meio da testa. Eu consegui atrair o raio, mas digamos de controlá-lo era mais difícil do que eu pensava.
Ele acabou caindo em uma arvore enorme, que tombou e caiu em chamas, causando um breve incêndio, atrapalhando não só Willian e seus capangas como eu e Zahra. O nosso cavalo se assustou com o fogo e nos jogou no chão.
A pancada foi tão forte que eu cheguei a ficar tonta. Do meio da fumaça Willian saiu, ele estava todo descabelado, as roupas chamuscadas, com alguns cortes e pequenos arranhões espalhados pelo corpo.
Andava com passos duros e tinha uma feição meio psicótica no rosto, ele passava constantemente a mão dos cabelos loiros, para certificar que eles estavam no lugar, o que me fez lembrar do garoto propaganda da L'oréal Paris.
Ele veio em nossa direção com a cara de psicopata. Eu senti o sangue escorrendo de minha testa, passei o dedo para limpar
Ele falou apontando para mim
– JÁ CHEGA!
Revirei os olhos ainda limpando o sangue que escorria livremente
–ui, a bicha tá atacada!
Ele falou me puxando pelo braço
– garota eu já estou cheio dessas suas brincadeirinhas, agora você vem comigo!
De repente um vulto preto passou zunindo em minha frente indo em direção a Willian. Em seu peito estavam encravados espinhos que mais pareciam laminas de adaga. Seus joelhos tombaram e caiu para frente encravando mais ainda os espinhos em seu corpo, ele começou a se contorcer .
Quando olhei em volta a procura do que havia atacado Willian, vi Zahra ajoelhada no chão com três espinhos cravados nas costas. Um pouco a frente dela havia uma mulher de cabelo preto curto de vestido branco, acompanhada um monstro, tinha a cabeça de um homem, já o resto do corpo era de leão e a ponta do rabo era lotada de espinhos, o monstro me olhava faminto com seus escrotos olhos um de cada cor, aquilo já fora fofinho em gatos...
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