Notas iniciais
Finalmente, 2º cap postado!

“Mundo, não tema, com Percy pro perto não há problema!” – Percy Jackson e seu lema de Super Herói.

“Convencido! Você tem é um ego grande, isso sim!” – Annabeth, mordendo-se de ciúmes.

“Eu já vi o Percy pelado. É grande sim!” – Thalia, sobre o “ego” do Percy.

“WHAT????” – Annabeth, vermelha e desesperada.

“Thalia tem razão. Hum... bons tempos” – Rachel, sobre antes de o Coringa matá-la em The Dark Knight.

“Não se faz Copa do Mundo com hospitais, amigo!” – Pensador contemporâneo.

Por volta da hora do almoço, todos ainda comentavam sobre o grande feito do dia: o milagre de Percy. Os campistas estavam impressionados, e até Clarisse admitia que aquilo havia sido um fantástico salvamento.

Todos, menos Annabeth.

A loirinha havia se trancado no quarto levando consigo batatinhas e sorvete, e o filme do Titanic. Questionada do porquê daquilo, ela explicou que estes eram itens mágicos que seriam usados na tentativa de recriar o Majim Boo, então todos ficaram felizes. Mas tudo que ela conseguiu foi chorar litros e perceber que naquele pedaço de navio flutuante havia espaço pro Di Caprio, caso a Kate arredassem um pouco, aquela vadia! Por causa disso tudo e do idiota do Percy, a doce Annabeth prometeu pra si mesma que nunca mais sairia do seu quarto. E teria cumprido a promessa, se não fosse a baita dor de barriga causada pela mistura do sorvete com batatinhas.

Chateada, decidiu que queria conselhos de sua mãe. Foi até o New Yankee Stadium e falou para o porteiro:

– Eu tenho uma reunião com Zeus!

– É, e eu tenho o Um Anel do Frodo. Agora suma daqui!

E foi aí que ela percebeu que deveria ter ido ao Empire State.

– Eu tenho uma reunião com Zeus! – Afirmou Anna, para o porteiro.

– Duvido muito. Zeus está de férias desde quinta feira passada.

– Os deuses tiram férias?

– E recebem o 13º. Agora, caia fora.

– Tudo bem, eu vim falar com minha mãe, Athena.

– Perdeu a viagem. Athena está na Grécia, em Athenas, mais especificamente no Santuário.

– Uai? Fazendo o quê?

– Foi assistir a um jogo do Campeonato Grego. Ela torce pro AEK Athenas, sabia? Depois ela deve ser meter em alguma confusão, pra que Seiya e os outros a salvem...

– Quem são Seiya e os outros?

– Uai... são Seiya... e os outros!

– Deixa pra lá...

E assim Annabeth se vai. Ela resolve voltar para o acampamento, mas antes resolve 07 revistas de palavra cruzada, calcula o volume de cimento gasto na construção de um prédio, convertendo o volume achado pra quilos e explica pra um garotinho porque E=mc², antes dele sair chorando traumatizado.

Enquanto isso, no Acampamento, Percy não encontra a loirinha em lugar nenhum. Assim volta pro Chalé de Posseidon, na expectativa de narrar os fatos para Tyson, mas este ainda dormia. E roncava. Então ele foi almoçar. Encontrou Grover pelo caminho. O menino-bode usava luva prateada em apenas uma das mãos, roupas com lantejoulas que brilhavam na luz, um chapéu tipo o do The Undertake e um fio de cabelo banhado em gel, e cantava empolgado:

– ‘Cause this is Thriller... Thiller nigth... – mas assim que viu Percy, parou a cantoria:

– E a Percy, huhu! Cara, isso foi demais!!! Saiam da frente, Super Percy chegando pro almoço!

– Porque você tá vestido assim!

– É a última moda, cara! Ihuuuu! Dá licença que eu vou ali! – e se afastou, as mãos em formato de armas, apontadas pra Percy, um brilho nos dentes, e... ele se afastava sempre olhando pra Percy, ou seja, Grover se afastou fazendo um “bodewalker”.

– Cadê o Sr. Tumnus quando a gente precisa dele... – Percy perguntou para o seu íntimo, porém não obteve nenhuma resposta.

O almoço era bom, havia creme de ambrosiana, ambrosia ao molho pardo, ambrosia recheada com ambrosia, e para beber, néctar de ambrosia. Quando fez sua oferenda na fogueira, Percy sentiu um delicioso cheirinho de ambrosia.

Ia dar a primeira dentada quando Thalia sentou-se ao seu lado:

– Fala aí, poça d’água!

– O que faz por aqui, Ana Raio? E as Caçadoras?

– Estou de férias!

– E as Caçadoras tiram férias?

– Por quê? Não podemos? Também sou filha de Zeus!

– Deixa pra lá...

– Tô sabendo que salvou Rachel de novo. Aposto que ela gostou de cair em seus braços...

Percy abocanha a ambrosia recheada com ambrosia.

– Nhé, eia icou eliz! Nhão tendi ôe... – diz ele, a boca entupida de ambrosia.

– Tonto! Aquela atirada... mas me diz aí: se eu precisar de socorro, você me pega no colo também? – diz Thalia, se insinuando...

Ele engole o lanche e: — Claro! Se precisar! – e dá outra dentada!

– Ah, que bom... – sorri Thalia – então... SOCORRO PERCY! – e se atira no pescoço dele.

Todos os campistas presentes aplaudem entusiasmados, mas do nada um caroço de abacate atinge Percy bem no meio da testa, e ele desmaia novamente. Todos olham na direção de onde veio o caroço, e eis ali Annabeth, muito interessada em apontar para as árvores em volta...

– Cara, eles não me dão uma folga – queixa-se Thalia, vendo o cabeça de alga caído ali, com pedaços de ambrosia no rosto.

***

Meia hora mais tarde, Percy acorda na improvisada ala hospitalar:

– Ai... o que houve?

– Ah, você acordou, meu destemido!

– Você é...

Aí todos os campistas aparecem e cantam em voz alta:

– É a Calypso que chegou para ficar, nesse swing você também vai entrar...

E aí desaparecem.

– Calipso!

– Sim, meu destemido! Oh, vou cuidar de você! Não se aflija, sua Calipso está aqui! – E ela se agarra ao pescoço de Percy. Vindo do nada, um tijolo cai na cabeça de Percy, que volta a desmaiar.

Assustada, Calipso olha pela janela da Ala Hospitalar e vê Annabeth afastando-se de braços cruzados e pisando duro.

E aí o furioso leitor pergunta:

– E a droga do jornalzinho da Annabeth?

E eu, assustado, respondo: — Talvez no capitulo que vem! – E rapidamente me escondo atrás da parede.