Percy Jackson - em - A Busca Das Semideusas
11 Capítulo 11 - No caminho certo
Pov. Autora
—Ok Thalia, agora eu dirijo.- Percy falou pela terceira vez irritado.
—Depois Percy. Não vou parar o carro só pra você dirigir.- Thalia disse pela terceira vez exasperada.
Thalia dirigiu por mais alguns quilômetros, sempre sentindo o olhar de Nico a observando de soslaio. Percebeu então que tinha que abastecer o carro. Pararam em um posto no meio da estrada. A lanchonete do posto onde resolveram almoçar era velha e sem graça. Havia apenas uma moça como garçonete e dois homens de meia idade atrás do balcão. Depois de almoçarem, retornaram a estrada. Só que desta vez com Percy dirigindo.
O caminho até a cidade mais próxima ainda era comprido, mas na velocidade que Percy dirigia, chegariam lá em pouco tempo.
O cair da tarde ia deixando o céu alaranjado quando Nico perguntou:
—O que vocês acham que Apolo quis dizer quando disse que o lugar onde acharíamos as semideusas estava muito óbvio?
—Também não entendi aquilo.- Percy falou.
—Que milagre você não entender alguma coisa não é Percy? Thalia pensou mas resolveu não se manifestar.
Annabeth pensou por algum tempo e depois disse como se tivesse feito uma grande descoberta.
—Claro! Como não pensei nisso antes!
—Pensou no que?- Thalia disse se recuperando do susto.
—O que diz exatamente a profecia?
—‘’Os filhos dos ...‘’- Nico começou mas Annabeth o interrompeu.
—Não, apenas o último verso.
—‘’Quando a meia-noite chegar.’’
—É que tem um lugar em Los Angeles chamado meia-noite. Lá era algum tipo de prisão de emergência do mundo inferior na segunda guerra. É lá que elas devem estar presas!
—Como sabe disso?- Thalia franziu as sobrancelhas.
—É só uma hipótese com 95% de chance de estar certa.- respondeu.
—Tomara que esteja certa mesmo.- Nico disse.
—Nesse ritmo chegaremos no Kansas até amanhã a tarde.- Percy disse depois de um tempo.- E eu estou indo o mais rápido que posso.
—Temos que conseguir chegar até Los Angeles em no máximo um dia...-Annabeth falou.- Vou pensar em alguma coisa.
Resolveram parar em uma cidadezinha para jantar e arranjar um lugar para dormir. Pararam em um hotel modesto, onde atrás havia um pequeno lado de água azul. Como não tinham dinheiro, Thalia manipulou a Névoa para que acreditassem que já tinham pago. Por sorte, como Thalia pensou, tinha quartos disponíveis para todos. Cada um foi para seu respectivo quarto, mas como sempre Thalia ficou sem sono e resolveu achar um lugar onde pudesse ver a lua.
Ela foi até a beira do pequeno riacho e ficou em pé a observar a lua cheia, que era parecia maior agora, assim, vista de frente. Seu reflexo iluminava o pequeno riacho, dando ao lugar um cena diferente e bonita.
Passou-se alguns minutos, que para ela pareceram horas, até ela sentir uma presença se aproximando.
—Isso está virando perseguição.- ela disse.
—Desta vez não foi por acaso.- Nico respondeu sem graça.- Quero falar com você.
Ele a observou. Ela manteve os olhos fechados por um certo tempo, mas quando abriu continuou a olhar a lua.
—Fale.- seus olhos o deixavam sem reação.
Ele baixou a cabeça, ainda sentindo seu olhar penetrante sobre si. Com certo esforço, disse baixo, mas sabendo que ela podia ouvi-lo.
—Eu não consegui evitar que isso acontecesse, foi mais forte que eu. — Nico justificou, com a voz levemente alterada.
—Isso o que?- disse.
Ela tentou fazer parecer que não entendeu, mas o que conseguiu foi simplesmente conseguir ficar nervosa, muito nervosa.
—Você sabe o quê. – ele disse ficando bem na sua frente.- sei que com você também.
Sua proximidade a impossibilitava de pensar e dar-lhe uma resposta coerente.
—Tenho que dizer isso antes que algo aconteça.- ele disse com toda sua atenção voltada para ela. -Eu gosto de você Thalia.
—Não pode gostar de mim assim, em tão pouco tempo.- ela rebateu, tensa.
—Posso sim. -ele deu um meio sorriso tímido.- Acho que sempre gostei de você, na verdade. Desde a guerra, todas as vezes que ia até o acampamento... Eu sempre a observei, com certa... admiração...- Ele baixou o olhar, mas logo voltou a olha-la nos olhos.- ... Sempre admirei seu jeito forte e confiante, a sua ousadia, a coragem...
Ela retribuiu seu olhar. Estava ficando perplexa ao perceber que ele estava se declarando para ela.
— Meus sentimentos por você estão crescendo a cada momento... – ele murmurou inseguro colocando vagarosamente a mão no rosto dela. – E eu quero saber o que você sente por mim.
—O que eu sinto não importa mais.- respondeu.- Assim que entrei na caçada, abri mão dos meus sentimentos e você sabe disso.
—Mas eu também sei que fiz todos eles voltarem a tona, — Nico sussurrou.- assim como você fez em mim.
Ela queria afastar a mão dele, mas não conseguiu. Ela colocou as mãos em seu peito na esperança de que tivesse força de vontade o suficiente para afasta-lo.
— Esse pouco tempo que passamos juntos me fez perceber isso...- ele disse.- Não consigo mais ficar longe de você...
Sua outra mão deslizou de sua cintura até suas costas puxando- a para si.
—Eu não posso ...- Thalia fechou os olhos e murmurou subindo as mãos do peito de Nico com a intenção de afasta-lo, se tivesse força.
—Você pode...- seu hálito frio a fez arrepiar-se.- E quer isso tanto quanto eu...
Thalia abriu os olhos rapidamente e olhou intensamente os olhos negros dele. Um segundo antes de seus lábios ansiosos se tocarem, ouviu-se um ensurdecedor relâmpago.
Ela se afastou dele com o susto. Eles olharam para o céu estrelado e em seguida se olharam. Ela colocou a mão na testa, tentando se acalmar, e falou.
—Isso...isso nunca mais pode acontecer.- e saiu correndo o mais rápido que pode.
Ele quase foi atrás dela, mas percebeu que não iria adiantar nada. Arrumando o cabelo, chutou uma pedra, frustrado.
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Na manhã seguinte, a única coisa que Thalia queria, era ficar longe de Nico. Ele por ou lado, a observava ansioso. Tinha medo de que se aproximasse dela novamente ela pedisse para que ele se afastasse dela, o que ele não conseguiria fazer. E se ela estivesse esperando alguma atitude dele? E se o que ele havia feito foi um erro? Definitivamente não sabia o que fazer.
Ele voltaram para a estrada de manhã bem cedo, parando para almoçar e jantar.
—Acho que a única maneira de viajarmos mais rápido seria irmos voando em Pégasos.- Annabeth sugeriu assim que terminou de jantar.- E ainda assim mesmo levaria a noite inteira. Tudo bem Thalia?- Annabeth virou-se para ela.
—Eu não sei, Annie. — ela hesitou, nervosa só ao imaginar ter que olhar para baixo.
—Pode voar comigo se quiser.- Percy ofereceu-se.
—Tudo bem. Mas se você me deixar cair eu volto do Mundo Inferior pra te matar. — Ela advertiu sinistramente tomando seu refrigerante.
—Eu vou no mandar uma mensagem de íris para Quiron pedindo que mande os pégasos.- Annabeth saiu.
Ela voltou em seguida.
—Tudo bem, e só esperarmos lá fora agora.
Eles sairão para a noite agradável lá fora. Aguardaram por pouco mais de uma hora, até ouvirem barulhos de asas.
—Oi de novo chefe!—Blackjack falou na mente de Percy.
—Oi Blackjack. -respondeu. — Hoje a sua carona vai ter que ser bem grande.
—Sem problemas chefe,- ele disse.- o senhor sabe que o alazão aqui aguenta qualquer coisa.
Enquanto Percy falava com o Pégasos, Thalia o observava apreensiva.
—Está tudo bem Thals- Annabeth a tranquilizou.- Percy é experiente, não vai deixa-la cair.
—É só não olhar para baixo.- Nico aconselhou.
Nico e Annabeth subiram no outro Pégasos. Percy ajudou Thalia a subir em Blackjack.
—Segure-se firme.- ele disse para ela.
Ela imediatamente agarrou sua cintura fortemente e fechou os olhos. Sentiu o pégasos mexer-se embaixo dela e ficou apavorada, mas com algum esforço não deixou que o medo a tomasse.
Depois de quase três horas de voo, ela estava menos tensa o suficiente para falar. No inicio ela sussurrava para si mesma infinitas vezes ''não olhe para baixo''.
—Tudo bem Thalia?- Percy perguntou.
—Sim.- ela respondeu com a voz trêmula.- Estou melhor, um pouco.
Depois destas horas, por volta das 3 da manhã, Percy gritou para Annabeth que voava no pégasos da frente.
—Falta muito para chegarmos?
—Por incrível que pareça, não.- Ela gritou de volta- Chegaremos daqui a pouco.
—Isso foi um elogio chefe?— Blackjack perguntou confuso.
—Sim cara, ele quis dizer como você e seu amigo são rápidos de todo o acampamento.- ele respondeu mentalmente.
—Ouviu isso Bill?- Blackjack disse entusiasmado.- Somos os alazões mais rápidos do acampamento meio-sangue.
—Da onde você tirou essa de alazões Blackjack?- Percy riu.
—Ah, sabe como é chefe,- ele disse.- a gente aprendeu a elevar a auto estima com alguns filhos de Afrodite que cuidam dos estábulos de vez em quando.
Alguns minutos a mais se seguiram quando os quatro começaram a ver as fortes luzes de uma cidade. Eles sobrevoaram várias boates e festas lotadas de pessoas se divertindo, até acharem um lugar tranquilo para pararem. Por fim, Annabeth achou um lugar que segundo as suas pesquisas era perto da prisão meia- noite.
Quando Percy ajudou Thalia a descer do lombo negro de Blackjack, ela sentiu uma enorme vontade de beijar o chão, mas se conteve e murmurou apenas um ¨graças aos deuses¨ enquanto colocava a mão no rosto, aliviada.
Percy instruiu aos pégasos que voltassem ao acampamento. Os dois voaram tão alto que era impossível vê-los sob a escuridão da noite.
—Vamos indo. – Annabeth sugeriu.
—Você sabe realmente onde fica esse lugar?- Nico perguntou-lhe.
—De acordo com a pesquisa que eu fiz uma vez, sei exatamente as coordenadas do lugar.
—Isso é fácil, mas alguém conhece essa cidade?- Percy disse.
—Eu conheço um pouco. – Thalia disse.- Já estivemos aqui algumas vezes, mas tenho apenas uma noção básica.
—Isso já me ajuda.- Annabeth e ela começaram a falar sobre o caminho que tomariam.
Elas enfim chegaram a um acordo, e os quatro começaram a andar pelas ruas da cidade. Depois de andar por algum tempo, de acordo com a localização delas, eles acharam um beco escuro e comprido. Andaram até o final, sem achar nada.
—Não tem nada aqui. –disse Percy procurando.
—Tem que ter algo...- Annabeth disse.
—Olha o que eu achei. –Nico chamou.
Toda foram para o lugar onde ele estava e Annabeth e Percy disseram juntos.
—A marca de Dédalo!
Percy pressionou a marca e acendeu e a parede começou a ir para trás.
—O que Dédalo tem a ver com isso?- Nico perguntou.
—Acho que ele ao longo do tempo deve ter meio que atualizado esta prisão.- Annabeth respondeu.
A parede revelou uma grande escada que dava para o subsolo.
—Bom, vamos lá.- Percy começou a descer as escadas.
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