Percy Jackson e os Olimpianos A Vingança da Víbora

15 Salvo a vida - ou seria a morte - do Ramone


A sra. O'Leary mordeu uma das cobras na parte inferior do tronco de uma delas, e a sacudiu. Eu tirei contracorrente, Nico pegou sua espada negra, e Annabeth preferiu usar a adaga desta vez.

Nico pulou sobre uma delas e apertou seu pescoço, com força então a perfurou com a lâmina negra. Tyson brincava de espancar a outra que a sra. O'Leary mordia e sacudia como um brinquedo. Outra pulou sobre Annabeth, que se esquivou, fazendo a estátua de Johnny Ramone sacudir. Pousei as mãos sobre ela, colocando-a de volta no lugar. Ela voltou-se para mim e Annabeth, andando lentamente, então estendeu a espada, mas fez algo que eu não esperava, preparou um golpe na estátua, eu aparei seu golpe, não sei como fiz, pois estava a uns três metros de distância, e em uma questão de segundos estava perto do monstro.

A dracaenae riu, exibindo sua horrível lingua. Então duelamos, usando as espadas, Annabeth e Nico assistiam, sem saber o que fazer. Então dei um giro completo na espada, desarmando a dracaenae, então ela se jogou contra a estátua, fazendo ela cair, com velocidade, furei o monstro, que virou pó, e me joguei embaixo da estátua.

– Percy! — gritou Annabeth, e ela e Nico correram para me ajudar. Tiraram a estátua de cima de mim, com a ajuda de Tyson, e a colocaram de volta no lugar. — Você está bem?

– Hã... Nem tanto, mas salvei a vida... a morte do Ramone. — eu disse, e dei uma risada fraca. Eles me ajudaram a levantar, Nico me entregou contracorrente, que quase caíra no lago, antes que ela voltasse sozinha para meu bolso. Comi um pouco de ambrosia e saímos do cemitério.

– Querem ir no cinema? — perguntou Nico. Annabeth franziu as sombrancelhas, mas depois sorriu.

– Pode ser legal.

– Vamos lá. — ele disse, tomando a frente e subindo a Vine St.

Entramos num salão maravilhoso. O teto redondo tinha uma forma branca no centro e ao redor uma forma azul escuro, com luzinhas brancas e amarelas, fazendo parecer estrelas. O piso era brilhante, de um tom de bege, era tão brilhante que quando olhavamos para ele, viamos nosso reflexo. As quatro portas que o lugar tinha eram de vidro, as janelas que estavam sobre as portas também eram de vidro, fazendo com que uma parede fosse completamente de vidro e metal. O nome do lugar era ArcLight Cinemas. Haviam estantes cheias de livros no piso térreo. Marvel, um livro de rock para crianças, outro biográfico da Marylin Monroe, Nirvana e outros... Vendiam camisetas temáticas também, havia um tapete de estampas étnicas onde estavam as escadas, e uma cortina teatral na parede lateral.

Compramos algumas entradas para Divergente. Ei, não é perca de tempo, estávamos em Hollywood, oras... E teriamos que ficar por lá mesmo, até que escurecesse e viajássemos pelas sombras. Fomos para o andar de cima, que tinha o mesmo tapete de estampas étnicas vermelho, o teto era azul escuro e tinham alguns quadros históricos nas paredes. Compramos pipoca e refrigerantes, fomos até a sala três e assistimos o filme, que era até legal. Quando saímos já estava escurecendo, caminhamos na Sunset Blvd, já nos despedindo da cidade.

– Quando isso acabar, voltaremos aqui, para nos divertir. — disse Nico.

– Sim, ah, sim — disse Annabeth, triste ao se despedir da cidade.

E ainda tinha Beverly Hills, Malibu... Viajamos nas sombras até Santa Monica Pier. Quando descemos de sra. O'Leary, eu olhei em volta, sorrindo. Eu estava ficando excitado de ficar próximo ao mar, a areia e o famoso Pier. A praia era simplesmente perfeita. Passeamos um pouco no pier, depois descemos e entramos na margem do mar, Blackjack já estava pousando ao nosso lado, a sra. O'Leary brincava com Nico, na areia, enquanto eu me abaixava ao lado de Annabeth, para falar com meu pai. Só o que pedi era um bom transporte para a missão, ele saberia o que fazer. Então me sentei na areia, com Annabeth do meu lado.

– Gosto daqui, é bonito... — ela disse. Eu sorri para ela, eu nunca tinha ido ao Santa Monica Pier, e gostei de ir, é lindo.

– É mesmo. — murmurei, peguei sua mão, enquanto esperava algum sinal de Poseidon.

Nico corria atrás da sra. O'Leary e Tyson, na areia, eles se divertiam tanto que eu não queria ter que abandonar a praia e partir para a conclusão da missão perigosa. As ondas no mar me deixavam tranquilo, e o fato de estar ao lado de Annabeth. Então o mar mudou o ritmo, um navio surgiu, encrostado na terra. Ergui as sombrancelhas. O navio era lindo, o casco era de um azul metálico bem claro, a figura de proa era um tridente prata, apontando para a frente, as velas eram de linho branco, preso em um mastro dourado. Na popa estava escrito "Olympic II", eu sorri.

Subimos todos no navio. Haviam satélites no navio, um televisor mostrando um mapa, e tv a cabo. A âncora no estibordo era prateada. Haviam trirremes, como as que os gregos utilizavam na Grécia Antiga, mas estes eram automáticos. O leme era de madeira também azul. Fomos até o convés, lá haviam cinco cabines, no andar debaixo havia um estábulo para Blackjack, embora eu não soubesse se ele iria querer ficar. A cabine de Nico tinha paredes vermelho-sangue e preto, tochas olimpicas com fogo grego e algumas decorações sinistras além dos móveis básicos, a minha tinha paredes azuis e muitos detalhes verde-mar, conchas encrustadas nas paredes, teto e chão, a de Tyson era semelhante a minha, só que mais colorida, e com algumas ilustrações de Arco-Íris nas paredes, a de Annabeth tinha arquitetura grega, algumas colunas dóricas, livros, um mapa, uma mesinha e alguns enfeites de oliveiras, tinha até uma para a sra. O'Leary, que era semelhante á de Nico, mas os móveis básicos eram caninos.

Todos estavam iluminados com o navio. Annabeth e eu fomos até o leme, ela o pilotava e eu ajudava controlando o mar, Nico estava com uma bússola na mão e um mapa na outra, indicava para onde Annabeth devia levar o navio, Tyson ajustava as máquinas no convés e nos deques.

Blackjack passeava no segundo deque, observava a estrutura no navio com curiosidade.

– Achei uma lanchonete aqui! — avisou Tyson.

– Ótimo! — gritou Nico.

Deixamos as trirremes em piloto automático, corremos para o convés, mas antes, debrucei-me sobre o bombordo.

– Obrigado, pai. — eu disse.

Notas finais
Me mandem reviews pelo Nico u.u ♥