Percy Jackson e os Olimpianos A Vingança da Víbora
26 A víbora desperta
Notas iniciais
Esse capítulo saiu leeegal *-*-*-*-*--* coorram
Mt obg pela recomendação SasaCrazy ♥ ♥ Ta liinda :')
POV. PERCY
A Víbora devia ser a coisa mais feia que eu já vira, atrás de Tifão. Era do tamanho de um titã, ou seja, gigantesca. A pele escamosa e verde, os olhos não tinham pupíla, sua íris era verde claro quase branco. Os cabelos eram de cobra como os da Medusa, mas bem maiores, a parte debaixo de seu tronco era uma longa serpente, seu sorriso era sombrio e feio, dentes tão afiados quanto lanças e eram esverdeados e podres. O seu cheiro era ainda pior do que eu me lembrava, o som dos sibilos era ainda mais alto. Os deuses tomaram sua forma original, conseguiram ficar quase do tamanho do monstro.— O que vamos fazer? — gritava Thalia, acima dos sibilos.Dei de ombros e disse:— Corre!Eu, Nico, Thalia e as caçadoras corremos muito, enquanto os deuses golpeavam a Víbora, que parecia só se irritar mais. Nico nos levou a uma distância perto de segura pelas sombras, a sra. O'Leary com Tyson logo atrás.— E agora? — gritou Phoebe, a garota que devia ter uns quatorze anos, cabelos acobreados e olhos azuis, tinha sardas salpicadas nas maçãs do rosto, que eram coradas.— Não podemos participar de uma guerra como aquelas, pelo menos não fisicamente, seremos pisoteados! — gritou uma garota de cabelos também acobreados, mas meio louros, os olhos eram castanhos e a pele sardenta e rosada.— Bella está certa! — disse Thalia — Mas temos de fazer alguma coisa!— Poseidon! Eu tenho de ser eliminado, lembram? — eu gritei. Thalia assentiu.— Como faremos para a víbora pensar que você morreu? — disse Nico.Então olhei em volta, avistei um penhasco. Se eu me jogasse, Equídna pensaria que eu morri, mas como há água lá embaixo, não vou me ferir.— Catarata — eu disse, Thalia arregalou os olhos por um segundo.— Tive uma ideia, você finge beijar Phoeb's então ela te golpeia e você cai do penhasco.— O quê? — disse Phoebe.— Calma, é só fingir — disse Nico.Nós gritavamos, tentando nos ouvir acima dos sons de raios, tsunamis, terremotos e entre outros que não pude detectar. Era desesperador saber que destruíamos uma ilha tão maravilhosa.— Espere... A Víbora não poderia saber sobre o plano dos filhos dos Três Grandes, mas obviamente ela já sabe, talvez seja por isso que ela nos quer, e o verso da profecia... Na memória da víbora encontrarão a solução, um velho conhecido espectral a ruína os levará — gritou Nico.— É isso... Luke é o velho conhecido espectral, ele me levou literalmente a ruína, onde estava armazenada a memória da víbora, por isso a cena do oráculo foi a única em que Equídna não apareceu, ela viu aquela cena! — exclamou Thalia.— Ótimo, mas vamos com isso que eu tenho que morrer! — gritei.— Nico, nos leve de volta! — gritou ThaliaTodos nos unimos e voltamos a batalha, haviam chamas espalhadas pelo local, que cheirava a queimado, por causa dos raios e do fogo, haviam buracos no chão e flechas gigantes zunindo. Percebi que Poseidon não estava ali, ainda bem.— Dá pra fazerem menos bagunça? — gritou Thalia.— Estamos tentando! — berrou Zeus. Então os raios tornaram-se mais leves e os terremotos paravam, mas a Víbora reagia, tinha um grito horrível, que quase estourava nossos tímpanos, incocava pássaros gigantescos, um estava vindo em nossa direção, mas Thalia o torrou com um raio. Phoebe e eu corremos para a beira do penhasco, ela fingiu conversar comigo, então virei seu rosto, fingindo beijá-la, Artémis se distraiu, mas então percebeu o que estávamos fazendo.— Seu estúpido! — gritou Phoebe, fingindo estar furiosa, era uma boa atriz. Então me empurrou com força, eu gritei e cai, ouvi Thalia, Nico, as caçadoras e alguns dos deuses exclamarem algo. Para a minha surpresa, o impacto não foi tão forte, provavelmente porque eu estava na água, então mergulhei bem fundo, depois voltei para a superfície e boiei, fingindo que morri, por um momento deu uma vontade de rir, mas a controlei, deixei a água molhar minha roupa e fui levado pelas ondas.POV. THALIAPercy caíra do penhasco, e a víbora teve a reação esperada. Nico invocou seu exército morto, reforçado pela ajuda de Hades, que fez uma enorme rachadura sob os pés de Equídna e ainda invocou metais preciosos de todos os cantos e os atirou com força contra o monstro. Eu e Zeus lançavamos raios contra a cabeça de Equídna, que parecia atordoada, também pela morte falsa de Percy. Nico corria do meu lado, enterrou sua espada na perna da víbora e escalou até suas costas. A víbora o deu um tapa com sua mão gigante e ele caiu.— Nico! — berrei. O pânico tomou conta de mim, ao ver ele cair de uma altura de quase vinte metros. Corri para perto de onde ele ia cair com tudo no chão, mas pousou levemente, como se o vento amortecesse sua queda, e o deitou no chão.— Você fez isso? — ele perguntou depois de algum tempo, surpreso, mas não totalmente recuperado da queda. — Não sei — eu disse, e reparei que estava em cima dele. Iríamos ser atingidos por um dos milhares de raios da tempestade, mas coloquei Aegis sobre nós e puxei Nico. Corremos muito, minha mão direita ainda agarrada a camisa de Nico. Saltamos algumas rachaduras do solo e caímos na entrada do bosque. Meu coração batia rápido e com força, quase não conseguia tragar, minha própria pulsação não me deixava respirar e fazia um som muito alto em meus ouvidos. Nico e eu corriamos muito, então caí em uma das rachaduras, agarrei a mão desocupada a beira.
— Nico! — gritei. Ele voltou e me puxou com toda a força, as veias de seu braço se sobressaltavam com o esforço. Ele me ergueu sobre o solo, então eu caí em cima dele mais uma vez, ofegavamos muito. Eu me levantei e o puxei pela camisa novamente. As caçadoras se juntaram a nós e corriam, Tyson montado na sra. O'Leary. Chegamos na praia, estávamos cheios de areia, por causa dos movimentos que faziamos ao correr. — Vou para Atlântida, chamar uns amigos — disse Tyson, depois de alguns segundos.— Ótimo — eu disse, ele mergulhou e depois não pude mais vê-lo.— Onde vamos? Não podemos passar dois dias batalhando. — Phoebe disse.— Acho que eles podem, mas nós não podemos ficar aqui. — concordou Nico.— Não quero voltar ao Acampamento Meio Sangue, não durante a guerra. — eu disse.Estávamos bem longe, mas eu ainda podia ver o brilho dos raios e alguns sons da luta, não era certo deixar a luta nas mãos dos Olimpianos e correr, eu não achava certo.— Vamos acender uma fogueira. — disse Bella. Percebi que o sol já havia abaixado, provavelmente há algum tempo, eu não havia notado por causa de meu déficit de atenção. — Hã, se importa se levarmos a cadela? — fiz que não, Bella era a única que não se incomodava com a presença do cão infernal. As caçadoras foram catar galhos para acender a fogueira, eu e Nico começamos a andar na margem do oceano, percebi que já estávamos mais distantes do lugar de onde haviamos partido.Eu pensava em Annabeth, no que ela estaria fazendo agora, ela, Ares, Atena e Hefesto. Me preocupava por ainda não terem voltado, mas ela estava com a deusa da sabedoria, o deus da guerra e o deus das forjas, o que poderia dar errado? Me arrependi de ter feito essa pergunta a mim mesma, ivoluntáriamente comecei a pensar em várias formas de dar errado. Sacudi a cabeça. Nico me olhou. Tentei evitar olhar para ele, mas não pude. Ele poderia morrer no dia seguinte, e o que eu faria? Meus olhos inundaram. — Não é um bom negócio gostar de mim. — ele disse, a voz rouca. Eu parei em sua frente e o abracei, isso só cutucava mais a minha dor, mas eu não podia evitar.— Pare com isso — eu disse. Ele colocou uma mão em minha cabeça.— Você sabe que não é.— Eu sei... mas o que eu posso fazer? — sussurrei, abafado pelo abraço. Ele suspirou.Afastou um pouco meu rosto e olhou em meus olhos.— Temos que ir pra luta — ele disse. Ergui os olhos e assenti, seu rosto era lindo, claro e com sardas salpicadas nas maçãs do rosto coradas, os olhos de um chocolate impressionante, o cabelo negro, sedoso e meio bagunçado, seus lábios rosados. Eu sentia como se meu coração estivesse sendo cutucado com uma agulha. O som dos raios ainda era audível. Voltamos até a fogueira, que já estava acesa.De repente, os sons haviam cessado, Atena e Annabeth corriam em nossa direção, com Ares e Hefesto logo atrás. Os quatro estavam todos sujos de fuligem e graxa.— Deu certo? — perguntei. Annabeth balançou a cabeça que não. Meu coração falhou uma batida. — Onde está Percy? — perguntou ela.— Já morreu — disse Phoebe, Annabeth pareceu prestes a ter um ataque cardíaco.— Ele fingiu que morreu — eu disse, tranquilizando-a, depois lancei um olhar mortal para Phoebe.— Ah, onde ele está?— Em Atlântida. — respondi, ela assentiu e se sentou.Nico estava sentado ao meu lado, sorria, os olhos brilhavam mais ainda com a luz do fogo. Meu estômago se contorceu. — Você está bem, Lia? — o olhei.— Lia? — eu disse, erguendo uma sombrancelha.— É.— Não estou bem. — ele me olhou, seus lábios se apertaram. Ele não sabia o que dizer desta vez. Abaixou a cabeça nas mãos, coloquei uma mão em seus cabelos. Eu não sabia o que fazer, não seria a hipócrita de fingir que estava bem. Atena se virou para a direção da batalha e apontou com o polegar.— Até agora? — perguntou, eu assenti. Ela correu, atrás de Ares que já havia se empolgado e corrido em direção a batalha. Hefesto olhou na direção de cara feia, depois foi até lá também. A expressão de todos era de angústia, tristeza e medo, a maioria já tinha ido dormir, inclusive Annabeth, só sobrou eu, Nico, Phoebe, Helena e Mona, os únicos sons além dos da batalha eram o crepitar da fogueira que já estava bem baixa, o ronco da sra. O'Leary, as respirações e os sons naturais da floresta e das ondas. Olhei para o céu, escuro, sem lua, abaixei a cabeça. Phoebe e Helena se retiraram, apenas Mona continuou acordada, lendo um livro com as últimas fagulhas da fogueira. A batalha havia parado, ouvi o som de algumas árvores sendo colocadas de volta no lugar e coisas assim. A última fagulha apagou e Mona foi dormir. Olhei para Nico, seus olhos eram muito mais negros do que me lembrava, as púpilas dilatadas. Ele me olhou nos olhos. — Você não deveria ir dormir? Sua senhora não vai gostar que fique sozinha comigo. — sua voz era calma e rouca.— Não estamos sozinhos e eu... — minha voz falhou, decidi que não era uma boa ideia dizer o que eu estava prestes a dizer.Ele entrelaçou seus dedos frios nos meus, apertando levemente, me provocando um choque, sua pele fria com a minha quente, eu gostava da sensação. Eu me perguntava qual seria a reação de Artémis caso eu desistisse da caçada, qual seria a reação de Zeus e Hades se eu dissesse o que sentia por aquele garoto. E se eu perdesse Nico no dia seguinte sem nem ao menos ter dito o que sentia? Meu estômago aqueceu e fui tomada por medo e desejo. Eu estava nos braços dele, poderia fazer isso agora e por fim no meu dilema. Seria tão fácil assim? Eu nunca havia pensado tanto em fazer ou não fazer algo, e foi assim que entrei pro grupo das caçadoras de Artémis, sem nem pensar direito. Eu achei que o amor era ruim porque Luke me traiu. Cometi a besteira de não pensar no resto. Tentei identificar o que sentia, então me joguei no sentimento mais profundo e o beijei, lentamente. A princípio ele ficou paralisado, mas depois seus lábios movimentaram-se em concordância aos meus, ele colocou uma mão em meu rosto, com delicadeza, me puxou para mais perto. Nos beijávamos com paixão e desespero, até ficarmos sem ar, encostamos nossas testas, uma das minhas mãos em seu pescoço, a outra entrelaçada a dele. Estava feito, quebrei o juramento, me perguntei se não era melhor eu ter uma conversa com Artémis antes, mas decidi que não. E se ela tentasse matar Nico? Tirei os pensamentos da cabeça, beijando-o de novo. Nos afastamos mais uma vez pela falta da droga do ar. Então vi Artémis, a sensação foi como se eu tivesse engolido uma agulha e algo chutasse meu estômago, engoli em seco. Ela não parecia irritada, brava ou assassina, parecia pensativa e calma, os cabelos ruivos balançavam com o vento, os olhos eram como o luar, e estavam inexpressivos. Ela se aproximou e sentou do meu lado.— Artémis... — eu disse, parecia mais que eu estava soluçando, então reforcei — Artémis.— Não vou culpá-la, se é isso que pensa e nem a ele. Não estou brava. — ela abaixou a cabeça nas mãos. Por um momento pensei que seria melhor se ela estivesse brava, vê-la assim fazia eu me sentir muito pior.— Por que não? E-eu... — Nico disse.— Porque não é culpa de ninguém, sabe? Nem de Afrodite, nem do próprio Eros. E não posso privá-la de coisas que me privo por minha própria experiencia... — ela levantou a cabeça e me olhou pelo canto do olho — só peço que tome cuidado, irmã... — e abraçou meus ombros com um braço. Cobriu o rosto com as mãos, os cotovelos apoiados nos joelhos e abaixou a cabeça de novo.Eu a olhava sem entender, eu tinha quase certeza de que ele tentaria matar a mim ou a Nico. É, mas ainda tinhamos que encarar Zeus.— Não está triste por nossa causa, não é? — perguntei.— Não, na verdade eu sabia que os dois deveriam ficar juntos... é que... é outra coisa.Eu percebi que ela não queria me contar, então fiquei em silêncio. — Vai ficar de vigia? — perguntei a ela. Ela assentiu com um sorrisinho forçado.Me deitei no meu saco de dormir, Nico e Artémis ficaram em silêncio. Os únicos sons vinham das ondas e do ronco de Tyson e da sra. O'Leary. Eu tentava me concentrar em cada som, não queria pensar, não queria dormir porque sabia que pesadelos viriam, inevitávelmente. Então olhei para o céu, quase suplicante e dormi.
Notas finais
Espero que tenham gostado :3 deixem reviews, seu amigo Nico agradece hoho ♥
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