Notas iniciais
Muito Percabeth para vocês bb's

A lanchonete era surpreendente, tritões e sereias eram garçons e cozinheiros (não me pergunte como eles podiam nadar no ar, eu não sei). Os balcões eram lotados de doces, cafés e qualquer tipo de comida que eu desejasse, mesas de madeira clara e cobertas por uma toalha de mesa verde-mar bem clara e sofás eram organizados em fileiras, haviam também algumas colunas coríntias no salão.

– Uau — disse Nico.

Nos sentamos em um sofá de couro branco, na frente de uma das mesas e uma sereia veio nos atender. Pedimos donuts de vários sabores e café de tipos diferentes. Tomamos e depois Nico foi para sua cabine, dormir. A sra. O'Leary foi para sua cabine também, Blackjack me surpreendeu e ficou nos estábulos, acho que ele não tinha muito boas opções quando navegavamos no Oceano Pacífico. Tyson descobriu um tanque no convés debaixo, e lá estava Arco-Íris, passou a noite brincanco com ele lá.

Eu e Annabeth estavamos no segundo deque, olhando para o mar. Me perguntei no que ela estaria pensando. Então me lembrei da conversa que tive com Atena: "lembre-se de confiar em Thalia... e, sobre você e Annabeth, vocês decidirão o que fazer, porque tanto vocês como uma dupla, terão papel importante no fim. ". Suspirei.

– O que foi? — perguntou Annabeth

– Não é nada — eu disse.

– O que Atena lhe disse?

– Hã, não sei se posso dizer agora.

– Ah, qual é? Ela te ameaçou?

– Não...

– Você não vai me contar mesmo, não é? — ela perguntou, com amargura. Então se levantou, triste, e ia sair, mas puxei seu braço. Ela me olhou, triste. Eu a puxei para um abraço carinhoso.

– Eu juro que se eu pudesse, eu lhe contaria. — sussurrei em seu ouvido.

Puxei seu corpo para mais perto e afaguei seu rosto por alguns segundos. Ela relaxou a expressão, então beijei seus lábios macios. Eu a abraçava apertado, ela alisava meus cabelos. Nos beijavamos com emoção, desespero. Paramos ofegantes, ela encostou a testa na minha, e ficamos assim por algum tempo. Ela me deu outro beijo e disse:

– Vou dormir, boa noite, Percy. — ela ia descer, então me olhou de novo — vai ficar aí?

Balancei a cabeça e desci com ela, para o convés, entrei em minha cabine e dormi.

No meu sonho, eu estava em uma caverna, a mesma em que estive quando ouvi a discussão de Calírroe, Crisaor, Oceano e Equídna, mas desta vez eu estava mais adentro.

– Eles já nos venceram uma vez, e venceram Cronos, algo muito mais poderoso do que você, sua cobra! — disse uma voz de idoso. E então ouvi um estralo e um grito.

– Diga coisas úteis, velho! — ordenou Equídna. Então percebi que ela falava com Nereu.

– Você não pode mudar o seu destino... ninguém pode mudar o destino!

– Eu posso fazer o que eu quiser! — ela gritou, meus ouvidos pareciam que iam explodir.

– Por que mandas eu dizer algo se não escutas meu sábio conselho? — gritou o velho.

Ela resmungou algo em grego antigo.

– Estou dizendo, os meninos... os semideuses... a deusa...

– Vós deves ficar quieto agora! — ela gritou.

Então o sonho mudou.

Eu e Annabeth corríamos, apavorados. Eu não podia ver o que nos perseguia, mas sabia que era muito, muito ruim. Então Annabeth foi capturada por uma mão gigante.

– Percy! — gritou ela, chorando.

Nico e Thalia apareceram do outro lado, apavorados, mas me esperando, provavelmente. Tirei contracorrente e corri para me juntar a eles, numa cidade em chamas e proeminente de monstros terríveis.

Acordei gritando, eu sabia que aquela visão era do futuro. O que eu estava fazendo? Por que deixei Annabeth para trás? Por que me juntei a Nico e Thalia com tanta esperança? Enterrei o rosto nas mãos.

– Percy? — Annabeth bateu na porta da cabine.

– Entre — eu disse, a voz abafada pelas minhas mãos

Ela entrou, cuidadosa, e debruçou-se sobre meu rosto.

– O-oque houve? — ela perguntou, colocando a mão em minha testa.

– Tive uma visão horrível... — eu disse, relutante.

– Não me conte — ela disse. — eu também tive uma visão horrível.

Ela sentou-se do meu lado, eu me sentei.

– Tive duas visões... — eu disse. — Vou lhe contar o mais fácil... — ela assentiu — Equídna estava exigindo algo de Nereu, ele disse algo sobre ela não poder mudar seu destino... e ele também disse algo sobre semideuses... e... — respirei fundo — a deusa.

Ela me olhou.

– Acha que se trata de Atena?

– Acho... mas eu sei que tem muito mais nisso... — segurei sua mão e ajeitei uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. Ela deu um sorrisinho tristonho.

– Eu não posso te perder Percy... — ela sussurrou.

– Eu também não posso te perder... — só de pensar nisso, eu me sentia pior do que quando fui pisoteado na estrada a caminho de Long Island... Ela me abraçou, eu já não queria soltá-la mais. A apertei contra meu peito, ela colocou as mãos em meu pescoço.

Ela se afastou um pouco, para que pudesse ver meu rosto. Então me beijou, mais uma vez naquela noite.

– Vou voltar para minha cabine. — ela disse, passou a mão em meu cabelo e desfez o abraço delicadamente. — Boa noite.

– Boa noite — eu disse, soltando seus dedos quando ela se afastou.

Notas finais
Gostaram? Mandem reviews