Percy Jackson e os Olimpianos A Vingança da Víbora

7 Mulheres encantadoras e serviço de quarto grátis


Notas iniciais
Acho que o título melhorou desta vez, rs

Acordei ao ouvir a voz de Tyson, me chamando.

– Tyson! — exclamei.

– Olá, irmão! — disse ele, sorrindo e me dando um abraço de esmagar.

– O que está fazendo aqui? — perguntei.

– Papai me contou que você estava aqui.

– Ah. — eu disse, um pouco decepcionado, porque fazia um bom tempo que Poseidon não falara comigo.

Me preparei para o dia, vesti uma camiseta verde e calças pretas, peguei uma mochila preta e coloquei algumas roupas limpas, uma toalha, um pacote com ambrosia e duas garrafas de Néctar, um kit de primeiros-socorros que Will me fizera levar.

Enquanto arrumava a mochila, percebi uma caixa azul com algumas conchas e pérolas encrustadas e um tridente prata entalhado na tampa. Anfitrite. Peguei a caixa e a abri. Uma luz azul se espalhou ao abrir a caixa, dentro dela havia um amuleto estranho, tinha um olho entalhado no centro, ou pelo menos parecia um olho. Perguntei-me o que aquilo significava. Uma foto de uma cidade estava debaixo do amuleto. Entendi depois de um tempo observando, não sei como, mas eu soube que era Olympia, eu nunca nem tinha ido á Washington. Eu e Annabeth não sabiamos onde iriamos nessa missão, aquela foto provavelmente era uma mensagem dizendo que deveriamos seguir para Olympia, em Washington. Um anel com um tridente prata e uma corrente com um tridente também. Para que aquilo iria servir? Coloquei a caixa na mochila, que, não sei exatamente como, coube tudo, sem peso nenhum.

Annabeth bateu na porta do Chalé. Usava as mesmas botas de caminhada, calças jeans azul escura e uma camiseta branca de Atenas, com um desenho do Partenon, templo de Atena, ilustrado.

– Vamos? — perguntou ela.

– Sim — respondi.

Descemos até a Casa Grande, com Tyson ao nosso lado. Vários semideuses, sátiros, ninfas e centauros estavam lá. Mostrei a Quíron a caixa que Anfitrite deixara, ele examinou o amuleto e arregalou os olhos, fascinado.

– fylachtó moíra — sussurrou ele, pasmo. Eu havia entendido. — Amuleto dos destinos

Annabeth suspirou, ela sabia do que se tratava.

– Esse amuleto. — ela voltou-se para mim. — Percy, quem usar esse amuleto pode fazer tudo a sua volta movimentar-se muito lentamente, mas continuar se movendo em ritmo normal. Bom... ele é uma relíquia. Esse amuleto pertenceu as Irmãs do Destino.

Lembrei-me das velhas senhoras que eu havia encontrado uma vez.

Os meios-sangues a nossa volta murmuravam, fascinados, e ficavam nas pontas dos pés, tentando ver o amuleto.

– Como Anfitrite conseguiu esse amuleto? — perguntou Quíron, retóricamente.

– Vamos para Olympia, Washington — eu disse, exibindo a foto.

Annabeth franziu o cenho.

– Isso fica do outro lado do país.

Uni as sombrancelhas.

Quíron colocou alguns dracmas e dinheiro normal em nossas mãos, uma boa quantia. Guardei nos bolsos da calça.

Me despedi da sra. O' Leary e de alguns amigos do acampamento, Nico di Angelo parecia melhor. Pedi a Tyson que, quando voltasse para Atlântida, agradecesse a Anfitrite, por mim e Annabeth.

Quíron nos abraçou, acenamos para todos, Annabeth piscou para Malcolm, o que eu não entendi, e saímos.

Andamos por um tempo, á margem do Oceano Atlântico, então tive uma ideia. Segurei o braço de Annabeth e acenei com a cabeça para o mar. Ela assentiu. Abaixei-me a margem do oceano e coloquei a mão na água, enviei meus pensamentos até meu pai, pelo mar.

Ei, pai, se lembra daqueles hipocampos que nos mandou na expedição para o Mar de Monstros? Então... precisamos de um deles.

Esperei. Um movimento se formou à uns cinco metros mais a dentro do oceano, do movimento surgiu Arco-Íris, o hipocampo que nos transportara quando eu tinha treze anos, Tyson o dera aquele nome por causa das várias cores que ele tinha, como rosa, verde, azul, amarelo... Era um cavalo com nadadeiras no lugar de cascos, tinha escamas, sua crina era azul.

Eu e Annabeth sorrimos, depois montamos nele. Já haviamos pegado uma carona com um daqueles uma vez, mas Annabeth ainda parecia impressionada, eu também não pude deixar de me impressionar com a beleza daquela criatura equestre marinha. Ele era rápido, mas confortável e seguro, talvez para mim, que sou filho de Poseidon, mas Annabeth não parecia afetada. Ela colocava a mão na água e parecia se sentir tão bem quanto eu. Eu não parava de sorrir.

Viajamos com tranquilidade, então me lembrei do sonho que tive na noite de ontem. Decidi que contaria só quando parassemos em algum lugar. Quando notei já estavamos quase dormindo, mas não havia como parar, estavamos no meio do rio East em Manhattan. Já era noite, Annabeth dormia na minha frente e eu já podia ver as luzes da cidade. Acordei Annabeth quando estavamos parando do outro lado do John Jay Park, na rua 78 leste.

Subimos a rua 79 leste, o apartamento de minha mãe no Upper East Side, esperava que ela e Paul já tivessem voltado de Mountauk.

Subimos até meu apartamento, que estava aberto. Mamãe e Paul estavam sentados no sofá, assistindo ao noticiário, levantaram-se rapidamente quando ouviram a porta abrir.

Nos abraçaram e nos fizeram sentar no sofá e contar o que acontecera. Quíron já havia lhes mandado uma mensagem de Íris, mas mamãe queria todos os detalhes, quando lhes contei sobre meu encontro com Anfitrite, todos olhamos para ela em expectativa, mas ela manteu a calma.

– Mamãe, precisamos partir. — eu disse, por fim — Passamos aqui apenas para avisá-los sobre nossa missão.

Ela assentiu, tristonha, mas ela já estava acostumada com minhas missões super perigosas. Paul e mamãe nos abraçaram de novo, Paul insistiu em me dar mais um dinheiro normal, então nos despedimos.

– Ah! — suspirei, exasperado, quando eu e Annabeth já desciamos a Quinta Avenida ao lado do Central Park.

– Onde vamos passar a noite? — perguntou Annabeth. A verdade é que eu ainda não tinha pensado nisso.

– Hã... — fiquei um tempo pensando, até Annabeth rir da minha expressão. — Tem um hotel, Hilton Garden Inn na Times Square, na Oitava Avenida. Podemos pegar um táxi até lá.

Annabeth assentiu. Pegamos um táxi na Quinta Avenida. No caminho, contamos o dinheiro que tinhamos, somamos o dinheiro que Quíron nos dera e o que Paul dera, deu cento e setenta dólares e dez dracmas. Tirei da caixa de Anfitrite a corrente e o anel de tridente, coloquei a corrente em Annabeth e o anel em meu dedo da mão esquerda, não sabia para que eles serviam, mas com certeza Anfitrite não colocara na caixa para que pudéssemos ficar "estilosos", se é que me entende.

O hotel era bonito, as portas eram de vidro, plantas em formato quadrado decoravam o exterior. O teto da entrada do lado de fora era branco, com luzes brancas também, Hilton Garden Inn estava escrito. Era grande também, do lado direito havia uma cafeteria no piso térreo. Do lado esquerdo, grandes janelas exibiam o restaurante no interior, mais para a esquerda tinha o estacionamento. No interior do hotel, haviam bares, restaurantes, academia... O salão principal, uma coluna separava a sala de visitas, que era tão luxuosa quanto o restante do hotel.

A recepcionista era incomum, Afrodite que me perdoe, mas a mulher era muito bonita, até Annabeth ofegou ao meu lado. Os olhos da mulher eram... lilás... bem claros e brilhantes. Usava um batom bem escuro. Sua pele era morena clara, os cabelos castanho-escuros e sedosos caíam nos ombros com naturalidade. Ela usava um vestido sereia roxo com renda preta, a parte de cima, colada, delineava seu corpo bonito. Ela parecia preparada para ir receber um prêmio no Oscar. Passamos um bom tempo observando a mulher, boquiabertos, até ela perguntar:

– Posso ajudá-los? — perguntou ela, abrindo um sorriso maravilhoso. Sua voz era igualmente bonita, sedutora. Eu estava encantado. Annabeth sacudiu a cabeça, como se tentasse se livrar do torpor.

– Hã... q-queremos alugar um quarto. — disse ela, gaguejando. A mulher alargou mais o sorriso, olhava de mim para Annabeth, e de novo para mim. Coramos ao mesmo tempo, abaixei a cabeça.

A mulher nem sugeriu opções ou esperou que especificassemos, ou pagassemos, entregou uma chave.

– Terceiro andar, quarto 420. — disse ela, ainda sorrindo. Se o número de quartos do terceiro andar atingia quatrocentos e vinte, quantos quartos tinha em cada andar?

– Hã, mas...

– Vão lá. — disse a mulher, interrompendo Annabeth no meio de uma queixa. Não questionamos.

Entramos no luxuoso elevador, quando as portas estavam prestes a se fechar, uma mulher veio correndo e gritando.

– Segurem a porta para mim! — a voz era semelhante a da recepcionista, seus olhos eram do mesmo lilás da outra mulher. Olhei para a recepção, mas a recepcionista continuava lá, sorrindo em nossa direção. Será possível que as duas fossem gêmeas? Mas a mulher que acabara de entrar no elevador tinha cabelos acobreados e pele mais clara, usava um vestido preto e curto, com renda. Ela sorria sem parar, era igualmente bonita como a outra mulher. Eu e Annabeth trocamos um olhar de: Muito esquisito.

Quando chegamos ao terceiro andar, fomos até o quatrocentos e vinte. A mulher continuou no elevador. Assim que Annabeth colocou a chave na porta, a chave metamorfoseou-se magicamente a uma cor azul clara, o número 420 do chaveiro transformou-se em um símbolo de uma lua tripla, e o número da porta fez a mesma coisa.

– Hécate — Annabeth disse, pasma. Eu me lembrei do símbolo na placa do Chalé 14, era igual ao do chaveiro.

Abriu o quarto. Era mágico... quero dizer, acho que era mágico mesmo. O papel de parede era semelhante ao vestido da recepcionista que eu julgava ser Hécate, tinha uma grande TV LCD de umas 46 polegadas, duas camas de casal e um banheiro gigante com piso e paredes claras, uma banheira branca e grande com torneira dourada, a pia era enorme e tinha um espelho bem grande. As camas eram viradas para a parede do banheiro, do outro lado que as camas estavam, uma porta de vidro levava para uma varanda enorme com vista para a cidade, tinha quatro espreguiçadeiras, cada uma com uma mesinha do lado. Suspirei.

– Ah meus deuses! — exclamou Annabeth.

– Devemos fazer uma grande oferenda dedicada a Hécate.

Annabeth assentiu.

Conseguia ver o Central Park da varanda, não parecia que ainda estávamos no Hilton Garden Inn, mas sim no Plaza, o hotel mais alto e luxuoso de toda a cidade. O quarto era tão bonito e encantador que me lembrei do Cassino Lótus. No hack tinha revistas de esporte, moda, decoração e de todos os outros temas. Filmes e livros para todos os gostos. Um notebook da Apple, internet sem fio, TV a cabo, mesas com amplo espaço de escrita e uma lareira. Assim que começamos a nos acostumar com a beleza do lugar, jogamos as bolsas em cima de uma das camas, que tinham um jogo de cama roxo escuro, quase violeta, e preto.

Annabeth sentou-se na cama perto da porta, e eu me sentei ao seu lado. Ficamos em silêncio por um bom tempo, eu a olhava nos olhos, mas ela olhava para os pés. Levantou-se e abriu sua mochila, tirou algumas roupas e uma toalha e fechou a mochila de novo, foi para o banheiro.

Desabei na cama. Pensei em cada uma das pessoas que eu gostava, nos campistas, nas ninfas e sátiros do acampamento, em Quíron, até em Dionísio, Rachel, mamãe, Poseidon, Paul... e por último, mas não menos importante em Annabeth. As pessoas viviam me perguntando por que eu e Annabeth não estávamos juntos, já fazia parte do meu cotidiano as pessoas pensarem que éramos um casal. Eu gostava muito dela, mas e se...

Annabeth interrompeu meus pensamentos ao sair do banheiro. Usava uma calça de moletom azul-escuro, uma regata azul-claro e chinelos. Eu nunca vira Annabeth de pijama. Ela não me olhou. Me levantei, tirei uma calça de moletom preta e uma camisa branca e uma toalha da mochila, fui para o banheiro, tomei um banho e coloquei as roupas. Quando saí do banheiro, Annabeth já estava debaixo das cobertas, e assistia a um documentário sobre mitologia grega na The History Channel. Um historiador dizia: "Os gregos imaginavam essas histórias, como forma de explicar o mundo."

– Ás vezes eu gostaria de ser como eles. — disse Annabeth — Pensar nisso tudo apenas como histórias inventadas.

– Também me sinto assim. — eu afirmei, ao me sentar na cama. Olhei para o chão e fiz uma careta. Annabeth voltou-se para mim.

– Você está bem? — ela perguntou, preocupada.

– Sim... por quê?

– Você parece triste.

– Bom... — eu ia dizer: Eu posso morrer a qualquer dia, como posso sentir orgulho disso? Mas aquela não era uma boa resposta, a quatro anos eu tinha consciencia disso. E, na verdade, eu não entendia o porque de me sentir assim.

Annabeth fez algo que eu não esperava. Levantou-se, sentou ao meu lado e me abraçou. Colocou a cabeça em meu ombro, e, depois disso, me senti bem melhor. Ficamos assim por um bom tempo, eu pensava em dizer tantas coisas para Annabeth, mas eu nunca fui muito bom com palavras. Também achei que se eu dissesse qualquer coisa estragaria o momento.

– Vou me deitar. — Annabeth sussurrou em meu ouvido, me provocando arrepios.

Afaguei sua mão, então ela se desfez do abraço, delicadamente, e foi se deitar. Abaixou o volume da TV e se virou na minha direção. Eu me deitei virado em sua direção. Ela fechou os olhos, mas depois de um tempo os abriu novamente, então sorriu.

– Você está sugando meu sono. — ela disse.

Eu ri.

– Acho que você é quem está sugando o meu. — eu respondi. Ela riu.

Passou por alguns canais até encontrar um de música. Passava o clipe de Sweet Child O Mine do Guns N' Roses, e me trouxe boas lembranças daquela noite em meu apartamento, em que passamos um dia como pessoas comuns. Eu sorri e ela me acompanhou. Eu tinha vontade de abraçá-la como abracei naquela noite. Mais do que isso, eu queria beij...

– Como chegaremos em Washington? — perguntou ela, interrompendo meus pensamentos.

– Não sei... mas vou ver se consigo uma carona com Blackjack, para encurtar o caminho, mas não acho que possamos chegar do outro lado do país com um pégaso.

– Espero que Anfitrite esteja certa de que é para lá que temos que ir.

Assenti.

– Estou com fome.

– Eu também — ela disse, sorrindo. — O que acha de testarmos o serviço de quarto mágico?

– Vamos lá, garota.

Ela se sentou no meio da cama, pegou o telefone sem fio que estava em uma mesa entre as camas e ligou no número que estava anotado em um papel do lado do telefone. Ela falava com alguém e então interrompeu-se.

– O que vai querer, Percy?

– Hã... oque você quiser, pode ser.

Ela assentiu e voltou a falar no telefone. Assim que o colocou de volta no lugar, alguém bateu na porta. Eu estava mais perto, em tão levantei e abri a porta, a mulher era como a mulher da recepção e a do elevador, mas essa versão tinha cabelos louros e curtos, pele bronzeada e usava um uniforme azul com o símbolo de Hécate. Era estranho, mas a mulher se encaixava em todas essas versões, sendo que só a cor da pele, do cabelo e as roupas mudavam. De novo me encantei por sua beleza, mas desta vez Annabeth me acertou com um tapa na cabeça.

Cookies com gotas de chocolate azuis, torta de morango azul, cheese cakes azuis também. Isso me fez rir e Annabeth me acompanhou. Para beber: Coca-cola e suco de uva.

– Isso tudo de graça! — exclamei, quando a mulher saía com os pratos e copos vazios.

Depois de comer, tentamos dormir mais uma vez, Annabeth consegui dormir primeiro, mas logo depois eu dormi, sem sonhos.

Notas finais
Tive que estudar a geografia de Manhattan para fazer esse capítulo, rs. Gostaram?