Notas iniciais
Eu morri várias vezes depois de postar o ultimo capitulo, aheuaheuahea, mas a historia n acabou, baby's!!!!

POV. PERCY
As lágrimas ainda não haviam parado de cair do meu rosto. Morta. Eu ainda não podia acreditar no que acabara de acontecer. Que sentido minha vida faria? Eu queria morrer.
Ao meu lado eu via Thalia no mesmo estado que eu. Subimos no rosto da víbora mais uma vez, Conseguimos ferí-la no outro olho, ela não nos enxergava bem. Thalia e eu descemos da víbora, estavamos em um campo aberto, o espaço necessário para lutar com um monstro de vinte metros.
A víbora tentou abocanhar Thalia, mas ela desviou, tentou mais uma vez eu me atirei com Thalia para o lado. Segurei seu braço e nós dois corremos, não que pudéssemos fugir dela, mas meio que para pensar em algum plano. Invoquei a água do mar que já estava agitada por conta da nevasca, formei um furacão de água no ar, um tsunami, e o joguei contra a víbora. Me mantive na frente de Thalia o tempo todo, para que a onda gigante não a atingisse. Ela parou do meu lado, tampou meus olhos com uma mão e eu ouvi o som de dezenas de raios caindo por perto.
Thalia pegou minha mão e me puxou para o mar, eu afastava as ondas, usando meus poderes, para que pudéssemos chegar mais rápido aonde queríamos. Mas eu sabia que precisávamos de Nico para que o que planejávamos fosse executado.
A raiva de Thalia misturava-se com a tristeza, caia uma tempestade na noite em Vancouver Island, a chuva era grossa, fria e densa, relampejava por todos os lados. O mar era feito por tsunamis, um atrás do outro, ao invés de silêncioso e relaxante como devería ser, estava frio, sonoro e raivoso. Eu temia que podería acabar causando náufragos e encalhando animais marinhos na areia, mas eu não podia me controlar.
As ondas movimentavam-se por si mesmas, eu ainda tinha contracorrente em mãos, perfurei com muita força a cauda de Equídna, Thalia perfurava-lhe as costas. Estava dando certo, só precisávamos de Nico.
Equídna lançou Thalia a uns quinze metros de distância na praia, ela estava encharcada por conta das ondas e da chuva densa. Estava atirada na areia, na beira do mar, suas roupas sujas com a areia molhada, ela olhava para a víbora apavorada.
— Thalia! — ela assentiu, dizendo que estava bem.
Eu havia me distraído, foi nisso e a víbora me deu um golpe que fez eu ficar tonto e perder a consciência.

POV. THALIA
Eu observava Percy desmaiando na beira do mar, corri até ele, ainda estava vivo, de fato. Olhei para a víbora, ela sorria triunfantemente. Sobrara apenas eu, e eu não via uma forma de conseguir derrotá-la sozinha, mas teria que dar certo.
Mandei uma carga elétrica para minha lança, empunhei Aegis e lancei raios na cabeça da Medusa gigante e com cauda de serpente, espetava com força, a víbora se contorcia. Passaram-se alguns minutos, Percy havia se recuperado e lutava ao meu lado novamente. Ele tinha o maxilar trincado, seu olhar era sombrio e raivoso, seus olhos verde-mar haviam ficado mais neutros, como o mar estava agora, pareciam em tempestade.
Eu nunca havia visto Percy assim, pertubante, para mim ele sempre tivera uma cara de tonto, sem surpresa, mas agora era amedrontador, não sabia como Equídna ainda olhava para ele.
Eu ainda sentia dor na musculatura, com o golpe que recebera de Equídna, mas aquilo não me impediu de lutar como nunca havia lutado. Equídna ia bater sua cauda contra mim, mas me esquivei, rolando para o lado. Espetei a ponta de sua cauda, dando choques, a serpente se contorcia.
Percebi que a nossa volta estavam os deuses, as caçadoras e alguns campistas, não se atreveriam a interferir ou poderiam acabar nos pegando.
Espetei o pescoço de Equídna com ódio profundo, a tempestade ficava cada vez mais forte, tanto no céu, quanto no mar.
O exército de Crisaor estava por perto, alguns homens-delfins se aproximaram e cercaram a víbora, como em defesa. Duelei com um deles, que tinha o nariz de golfinho. Ele atacou, mas eu desviei, duelamos por um bom tempo, então eu vi Percy caindo de joelhos aos pés do próprio Crisaor, que estava com seu tridente no pescoço de Percy. Me distrai por um momento, o homem-delfim na minha frente acertara meu ombro com a espada. Deixei um grito de dor sair, caí de joelhos e coloquei uma mão sobre o corte profundo, pressionando esperando que a dor passasse.
Crisaor recuou o tridente do pescoço de Percy, e o puxou pela camisa, aproximou-se de mim e me puxou da mesma forma. Ótimo, pareciamos bonequinhos em comparação ao tamanho dele, e agora ele tinha um em cada mão.
Os deuses e as caçadoras permaneceram paralisados, pois sabiam que se interferissem acabariam acertando a mim e Percy. Phoebe ofegou.
E chegava a hora, a hora em que Equídna teria o que queria, o sangue de Percy, o meu e o de Nico. Crisaor nos arrastou até o centro do espaço, de modo que todos pudessem ver o que acontecia.
Calírroe, Oceano, Geríon e alguns outros montros observavam com ansiedade, Nereu estava acorrentado com Oceano e Geríon. Vi Anfitrite ofegar ao lado de Poseidon.
Equídna estava pronta para receber a mim e a Percy, mas recuou.
Então eu ouvi um som alto, o chão tremia. Uma rachadura se abria sob os pés de Equídna, a crosta tremia em todo o oeste e sul do Canadá.
Eu e Percy observavamos com pavor. Equídna ficou confusa, olhou em volta, mas foi atingida por uma rocha que crescia do subterrâneo, os raios continuavam a cair, o mar estava agitado.
Então eu vi. Seus cabelos negros estavam encharcados e caíam sobre seus olhos igualmente negros, sua pele estava mais pálida que de costume. Ele tinha um olhar sombrio, mas logo que me viu sorriu calorosamente. Ao seu lado apareceu Annabeth, tirando o boné dos Yankees.
Nico levantou rochas surgindo do chão e as atirou contra Equídna. Eu ainda não havia me recuperado, mas os raios continuavam a cair sobre a víbora, o mar continuava em movimento, misturados a tsunamis e furacões.
Nico enganchara a espada em uma tira da armadura de Crisaor, que já tinha atirado a mim e a Percy na areia molhada, os dois duelavam com puro ódio, Nico havia conseguido deixar Crisaor de joelhos, mas abaixou a espada.
— Não tem coragem de me matar? — perguntou Crisaor, debochado. Nico sorriu maldosamente.
— Não cabe a mim matar. — ele fez um gesto para que Percy se aproximasse.
Percy se aproximou e dilacerou a garganta de Crisaor, desviei o olhar, a cena era forte demais.
Zeus, Hades e Poseidon haviam se aproximado, lutavam contra a víbora enquanto eu encarava Nico perplexamente, Percy fazia o mesmo com Annabeth. Eu corri até Nico e o abracei, ele riu.
— Como pode rir assim? Você quase me matou do coração! — exclamei, com raiva.
— Eu te amo. — sussurrou ele em meu ouvido, envolvendo minha cintura com seus braços. O beijei com desespero, ele correspondeu. Quando ficamos sem ar, nos separamos e vimos Annabeth e Percy quase se engolindo no meio de tudo. Rimos. — Ei! Temos algumas coisas pra fazer, sabe? — Nico gritou para eles, que ficaram meio vermelhos, mas riram. Nico pegou minha mão, Annabeth e Percy juntaram-se a nós dois.
Nico pegou sua espada de ferro estígio, Percy sacou Contracorrente e Annabeth sua faca, eu peguei minha lança. Eu e Percy derrubamos Equídna, utilizando nossos poderes.
Nico correu até nós e juntos dilaceramos a cabeça da víbora. Percy a jogou no Tártaro utilizando um tsunami. Um sorriso maldoso escapou de meus lábios. Nico e Hades fecharam o buraco.
Desta vez sim, havíamos conseguido.

Notas finais
Acho que valeu apena morrer várias vezes por esse sustinho hehehehe Ta, foi maldade aehuae Queero reviews