15 de agosto de 1917.

— Ele não pode ficar aqui! –Falou um garoto para a mulher que estava com o bebê no colo. – Papai vai ficar furioso com mais uma criança nascida de você.

— Eu sei que ele vai ficar bravo, porém eu estava com o meu juízo perfeito quando eu tive essa criança, ele será especial e o mundo todo vai saber quem é ele. – A mulher estava sorrindo. – Hércules, eu gostaria que você treinasse ele, pois ele vai ser o homem mais corajoso da geração.

— Mas ele ainda não deve saber quem somos e o que fizemos em nossas gerações passadas, ou ele vai se voltar contra nós! – Hércules estava confiante, pois adorava mexer com o perigo e cuidar de uma criança sem destino é algo novo. – Qual será o nome dele, Atena?

Atena suspirou e olhou para o salão de tronos.

— Edward! – Atena deu um enorme sorriso. – Edward, significa guardião das riquezas e o fato dele ter nascido de mim, ele herdou uma inteligência superior a de Washington ou Einstein.

— Boa escolha! – Falou uma voz atrás deles, eles se viraram e viram um menino com uma toga branca e uma coroa fina de ouro nos cabelos. – Qual mortal você se apaixonou desta vez Atena? Um plebeu ou governador, geralmente você tem péssimas escolhas para arrumar maridos, se pedisse o meu conselho, você seria mais amada pelos homens do mundo todo. – O garoto sorriu com malícia.

— Não preciso dos seus conselhos, Eros! – Atena ficou furiosa. – Eu não quero suas trapaças de amor, eu quero ser feliz pelo menos uma vez, você e seu pai vivem me atrapalhando com minha vida, se fossem um pouco mais inteligentes, cuidariam mais das suas vidas do que da minha!

— O amor não é uma trapaça e sim uma virtude que poucos tem e aqueles que não tem, insistem em tentar obter com poucas coisas. – Eros estava com um brilho vingativo nos olhos. – Eu vou contar a Zeus. – Ao dizer isso, saiu correndo..

[...]

— Que sonho estranho! – Murmurou o general Thompson para um soldado que estava de guarda. – Sonhei com os deuses gregos, com uma data muito estranha, mesmo hoje sendo dois de agosto, sonhei com algo parecido com o futuro, como se alguém estivesse me avisando de algo. – Ele deu uma poderosa gargalhada, pois foi apenas um sonho.

— Talvez seja a guerra, senhor! – Falou o soldado com um sorriso. – Ontem sonhei com uma mulher no campo de batalha.

— Sério? – General estava sorrindo, parecia muita coincidência, pois em uma conferência, uma mulher lhe deu uma coordenada muito bolada.

[...]

— Papai! – Murmurou o bebê, falando a primeira palavra de toda a sua vida, o Sr. Thompson estava orgulhoso do que estava vendo e ouvindo.

— Edward, sinto muito por você ter nascido em um período tão ruim como este, mas espere alguns meses e iremos nos mudar para um lugar melhor.

10 anos depois

Edward e seu pai estavam morando em San Francisco, vivendo uma vida tranquila, apesar das situações estranhas que estavam acontecendo com ele. Em um momento, ele estava sendo seguido por um homem com tentáculos, mas seu pai acredita que são coisas que crianças da sua idade passam.

Edward estava voltando da escola, quando percebeu que a porta da frente estava aberta, entrou correndo e viu que todo o interior estava destruído.

— Pai? – Correu para o quarto, seus olhos azuis estavam marejados de lágrimas, quando viu o corpulento general caído no chão, com uma flecha no peito.

— Filho, eu não tenho muito tempo, quero que saiba que você foi o melhor presente que eu pude receber em minha vida, sei que vai ser um guerreiro muito forte e quero que leve isto! – Ele lhe entregou uma espada imensa. – Um menino me entregou isto durante uma batalha, eu creio que o nome dele era muito difícil de pronunciar, eu creio que era com PH, use com sabe...doria! – Seus olhos ficaram desfocados e parados, seu corpo desmoronou.

[...]

— Eddie, acorde, chegamos em um lugar muito frio. – Murmurou Butch, sorrindo.
Edward gostaria de saber mais sobre o seu passado, porém é uma das poucas lembranças que tinha.