Percy Jackson e as Doze Badaladas

1 Um - O acampamento marca as horas


Notas iniciais
Essa é a minha primeiro fic de pjo, então tenham paciência! Vai ser como uma continuação, es pero que gostem =)

Enquanto arrumava minhas malas para o acampamento, uma tempestade caía em Nova Iorque. Eu não me importava com isso, já que a água sempre me deixava mais confiante, e no acampamento não estaria chovendo, pois só chove se quisermos, então a chuva não atrapalharia nossas atividades.

Tinha conseguido terminar o terceiro ano do ensino médio no colégio onde Paul Blofis ensinava sem ser expulso. Paul Blofis é o esposo da minha mãe e ele é um sujeito bem legal. É de longe mil vezes melhor que Gabe, se não mais. Agora eu iria para Nova Roma com Annabeth. Ainda não sei o que cursar. Annabeth me disse que não dava pra cursar surf, então tenho esse verão para decidir o que fazer. Quero algo relacionado à água. Annabeth vai cursar arquitetura, o que é meio óbvio, pois se você andar alguns minutos com ela, você já vai estar sabendo a história da Estátua da Liberdade ou de qualquer outro monumento. Ela é apaixonada por isso, e seu sonho é construir um momento que fique por séculos e séculos. Ela também está replanejando o Olimpo, presente que os deuses concederam a ela depois da guerra contra Cronos.

Estava quase terminando as malas quando minha mãe apareceu na porta.

- Percy, termine logo essas malas. Você está atrasado.

Fechei as malas e quando cheguei na sala, só minha mãe estava lá.

- Onde está Paul?

- Já está no carro. Ele vai te levar hoje, acabei de visualizar o final perfeito para o meu romance. — ela se virou para mim e sorriu — Você está tão grande, Percy! Estou muito orgulhosa. Se cuide, viu? Tente não explodir nada.

- Não irei mãe. Eu já sei me controlar, eu cresci.

- Diz que cresceu mas ainda come coisas azuis e toma Diet Coke azul no acampamento.

- Isso é tradição e… Espera, como você sabe disso?

- Tenho meus contatos — e piscou para mim.

Fiquei um tempo pensando com quem minha mãe conversava. Ela falava com vários amigos meus do acampamento, até Tyson, meu meio-irmão ciclope, mas só uma pessoa teria dito isso para a minha mãe.

- Annabeth.

- Ela me prometeu que cuidaria de você. Agora vá, Percy. Sentirei saudades. — ela disse e me abraçou.

Beijei sua testa, peguei as malas e desci. Paul era calmo que nem minha mãe, então não se irritou com o fato de eu ter demorado cerca de vinte minutos a mais do que o esperado. Ele me ajudou a colocar as malas no carro. Conferi se Anaklusmos estava no meu bolso e entrei no carro de Paul. Ele ligou o Prius e fomos para Long Island.

Você deve estar se perguntando o porque de eu não estar dirigindo para o acampamento por conta própria. Em primeiro lugar, eu nem tenho onde deixar o carro. Em segundo lugar, no acampamento tem o meu pégaso, e Paul se apavora só de pensar em Blackjack sapateando no capô de seu Prius de novo.

Durante o caminho, Paul tentou me ajudar a escolher o que cursar na faculdade. Nenhum progresso. Ao chegar no acampamento, percebi algo estranho. Era como se eu tivesse voltado aos meus 12 anos, quando a chuva não desviou do acampamento e pudemos sentir alguns pingos por causa da ira de Zeus contra mim, que por acaso achou que eu havia roubado seu raio mestre. Só que dessa vez não eram alguns pingos. Estava tendo uma tempestade no acampamento, na mesma intensidade dos lugares fora da barreira mágica do acampamento.

Peguei minhas malas e saí correndo para o acampamento. Queria saber o que estava acontecendo. Até que eu ouvi alguém tocando flauta de bambu desastrosamente. Dei meia-volta e vi Grover tentando prender os pés (que não eram exatamente pés) de uma dracaenae (são mulheres-dragão com pele verde escamosa e que no lugar das pernas têm duas serpentes. Não é algo muito bonito de se ver) ao mesmo tempo que tentava proteger uma garota loira encolhida atrás dele. Saquei Contracorrente e fui ajudar meu amigo de cascos. Sim, cascos. Grover é um sátio, metade homem, metade bode. Pois é, quem imaginaria que seu melhor amigo fosse ter cascos e chifres?

Fazia tempo que não via uma dracaenae de armadura completa. Depois das duas grandes guerras, todos os monstros que apareciam eram tão faceis de enfrentar que viraram pó em poucos segundos (a não ser que fosse algo um pouco pior, como drakons ou uma hidra. Aí sim tínhamos dificuldades). Mas essa dracaenae veio pronta para duelar, pois parecia até que tinha sido treinada para lutar. Cheguei ao lado de Grover bem quando o monstro se soltava das pequenas folhas que prendiam seus pés e preparava um golpe que Grover não poderia desviar ou se defender a tempo. Interceptei com a espada quando o tridente dela estava prestes a atingir Grover, e foi aí que os dois perceberam que eu estava li.

- Perrrrrrrrcy! — baliu Grover.

- E aí cara — respondi enquanto desviava um ataque e empurrada a dracaenae com o punho da espada — leva a garota para o acampamento. eu acabo com a mulher-dragão.

Grover convenceu a menina a se levantar e correr. Eu procurava uma brecha na armadura da dracaenae, enquanto aqueles olhos amarelos me olhavam com ódio por ter interrompido sua luta. A água da chuva aumentava minhas forças. Consegui ver uma pequena abertura em sua armadura e não hesitei antes de atacar. Em poucos segundos, a dracaenae já tinha virado pó e desaparecia em direção ao Tártaro.

Paul já tinho ido embora, e Grover me esperava para entrar no acampamento. Peguei as malas e fui em sua direção. A menina loira se escondia atrás de Grover. Não tinha mais do que 12 anos. Enquanto eu me aproximava, Grover falava alguma coisa para ela. Provavelmente que eu não era um monstro ou algo assim.

- Perrrrrrrcy! Que saudades!

- O mesmo homem-bode — olhei para a menina e ela havia saído de trás de Grover. Seus olhos me encaravam. Cinzentos como os de Annabeth. — Oi! Qual é o seu nome?

Ela se assustou e voltou para trás de Grover, mas seus olhos examinavam cada movimento com atenção. Se ela não fosse filha de Atena, não sei qual era seu pai ou mãe olimpiano.

- O nome dela é Melly Winter, tem dez anos. Vamos, quero descobrir o porquê de estar chovendo no acampamento bem nessa época. Ah! Antes que eu me esque. Melly, este é Percy Jackson, filho de Poseidon.

Deixei minhas malas no chalé e fui para a Casa Grande. Grover havia ido quando chegou para apresentar Melly a Quíron, e os outros campistas estavam trancados em seus chalés por causa da tempestade, portanto fui procurar o Sr. D sozinho para saber a causa da tempestade.

Na entrada, um sátiro estava parado olhando para o céu apreensivo. Quando me viu, relaxou um pouco e me chamou.

- Percy! Ainda bem que você chegou. Está atrasado! O conselho de guerra cansou de te esperar e começaram sem você.

- Espera, está tendo um conselho de guerra?

- Sim. Por causa da chuva e do relógio.

- Vocês não quiseram chuva? Que relógio?

- Acho melhor você entrar.

Ele saiu dali para ir a floresta. Fui para a sala onde aconteciam os conselhos de guerra. Todos estavam querendo falar alguma coisa, e a voz de Clarisse se destacava junto com a de Annabeth. Clarisse era a valentona do acampamento, filha de Ares, o deus da guerra. Ela costuma meter medo em todos do acampamento.

Nunca vi um conselho tão desorganizado como aquele. Nem Quíron conseguia colocar ordem. Ele me viu e percebi que estava exausto. Desviei o olhar para um jarro cheio água no meio da sala. Já sabia como chamar a atenção. Me concentrei e senti o tão conhecido puxão no abdômen. A água saiu do jarro e explodiu como pequenos fogos de artificio (feitos de água), molhando levemente alguns dos conselheiros-chefe e voltando para o jarro. Depois do meu mini showzinho, todos ficaram quietos e olharam para mim.

- Obrigado, Percy. — disse Quíron.

- Por nada. Agora, alguém pode me explicar o que está acontecendo? Se não eu deixo todo mundo aqui encharcado.

- Ontem um relógio de sol antigo enorme apareceu no anfiteatro. 9:24p.m. pudemos ouvir como se fosse uma badalada — disse Connor Stoll

- E alguns minutos depois a tempestade começou, tanto aqui quanto em qualquer lugar dos Estados Unidos. Alguns lugares era mais fraca, outros mais forte, mas não parou de chover até agora — completou Travis Stoll.

Parei para pensar. realmente a chuva não tinha dado trégua, mas isso é uma coisa comum no verão. Mas não no acampamento.

- Ta, agora alguém pode me explicar o que o relógio tem a ver com a chuva?

- A senhorita sabe-tudo aqui diz que só está chovendo por causa do relógio — disse Clarisse.

Olhei para Annabeth. Percebi que estava zangada antes mesmo dela abrir a boca para mostrar sua opinião. Ela odiava ser contrariada, e isso estava a mostra em cada movimento.

- Nós não queríamos chuva! Agora me explique o porquê de estar chovendo aqui no acampamento se não for por causa do relógio.

- Os deuses podem estar irritados com a gente — sugeriu alguém ali no meio. Depois da construção de tantos chalés, nós tínhamos muitos conselheiros-chefe.

- Então por que a tempestade começou minutos depois daquela badal... — Annabeth não terminou, pois foi interrompida por alguém abrindo a porta com força.

A garota tinha o cabelo trançado com um fio prateado e usava roupas em um estilo punk. Thalia.

Thalia é filha de Zeus. Ela decidiu virar uma das Caçadoras de Ártemis uns anos atrás, pois não sabia se faria o certo se a grande profecia fosse sobre ela, então se juntou as Caçadoras, para não completar 16 anos.

- Ouvi a explicação e nós Caçadoras achamos que uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Todos olharam surpresos, até mesmo Quíron.

- Vocês não deveriam estar com Ártemis agora? — perguntou o centauro.

- Lady Ártemis foi convocada para uma urgente reunião no Olimpo e mandou nós virmos para cá -respondeu Thalia

- Bem, então agora também consegui a responda de onde está o Sr. D — comentou Quíron, como se estivesse falando sozinho.

Nesse momento, Melly entrou no cômodo correndo perguntando o porquê de ter uma coruja brilhando em sua cabeça. Annabeth se levantou e foi em direção à garota. Não pude deixar de perceber a semelhança entre elas. Ambas tinham cabelos louros e olhos cinzentos que observavam tudo a seu redor. Annabeth disse algo para a garota, que foi na frente enquanto a mais velha virava para nós e deixava seu comentário mais incentivador:

- Vocês são todos uns imbecis que são incapazes ver o que está na cara — e depois saiu.

Todos olharam pra mim. Piper, conselheira-chefe do chalé de Afrodite e uma das semideusas da profecia dos sete, me disse para ir atrás dela.

Saí da Casa Grande e pude ver Annabeth e Melly conversando a meio caminho do chalé dos filhos de Atena. Corri até elas e parei na frente de Annabeth.

- Você realmente acha que o relógio tem a ver com a tempestade? -perguntei.

- Tenho certeza.

E saiu com Melly em direção a seu chalé.

Notas finais
Me digam o que acharam, se ta bom, se ta uma merda, sou forte, eu aguento! hahah. Até o próximo cap!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.